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Enquanto isso, em Orlando…

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'NOT IN MY HOUSE, JAMES'. Marcin Gortat distribui toco no MVP, que parece um pouco irritado com o acontecido

'NOT IN MY HOUSE, JAMES'. Marcin Gortat distribui tocos no MVP, que parece um pouco irritado com o acontecido

Após perder o segundo jogo da série de uma maneira frustrante, o  Orlando Magic voltou a sorrir na noite de ontem após vencer o Cleveland Cavaliers por 99 a 89. Aliás, você lembra qual foi a última vez que o Cavs perdeu por dez ou mais pontos? Acho que ninguém lembra.

O jogo já parecia se inclinar para um final pouco favorável à equipe de Ohio; durante o primeiro tempo, o polonês Marcin Gortat, que por incrível que pareça vem sendo peça importante no esquema do Magic, distribuiu dois tocos diante do superstar e MVP, LeBron James. Ainda na primeira etapa, o armador reserva Anthony Johnson usou todo o seu excesso de peso para dar uma cotovelada pouco amistosa no coitado do Mo Williams. A agressão, que poderia ser claramente qualificada como tentativa de homicídio, rendeu um belo olho roxo ao jogador do Cavs.

O triunfo deixa ampla vantagem aos comandados de Stan Van Gundy, que agora, mais do que nunca, têm a série sob controle – e pensar que o confronto já poderia estar 3 a 0 se não fosse a pontaria certeira do camisa 23 de Cleveland no jogo dois. Mesmo assim, uma vitória no próximo embate praticamente garante a equipe da Disney na grande final da liga. Cá entre nós, mesmo enfrentando uma equipe de respeito como o Magic, seria vergonhoso para o Cavs chegar com toda essa pompa aos playoffs e nem ao menos conseguir o título de conferência.

Do outro lado do país, Los Angeles Lakers e Denver Nuggets continuam travando um duelo pra lá de interessante. Após vencer o jogo dois em L.A, os Nuggets perderam a chance de dominar a série ao sofrer derrota em casa por 103 a 97. A jogada chave da partida foi protagonizada ridiculamente pelo ala-pivô Kenyon Martin (eu digo que ele é enganador e ninguém acredita). Com dois pontos a menos no marcador e pouco mais de dez segundos por jogar, Martin simplesmente desencanou de passar a bola decentemente e entregou de bandeija para Trevor Ariza, que agradeceu a assistênca e foi pra galera. Hoje, os dois times voltam a se enfrentar, mais uma vez em Denver, e derrota é praticamente sinônimo de adeus para os Nuggets.

Moncho convoca time B antes da lista final

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O técnico da seleção brasileira de basquete, o espanhol Moncho Monsalve, convocou hoje a equipe que participará de torneios preparatórios visando a Copa América, que dá vaga no mundial de 2010. Entre os nomes, nenhuma grande estrela e algumas promessas, como o jovem Jonathan Tavernari, que atua no basquete universitário norte-americano.

Hatila Passos (esq.) e Jonathan Tavernari (dir.) fazem parte da nova safra do basquete brasileiro; ambos foram lembrados na pré-lista de Moncho Monsalve

Hatila Passos (esq.) e Jonathan Tavernari (dir.) fazem parte da nova safra do basquete brasileiro; ambos foram lembrados na pré-lista de Moncho Monsalve

Para a Copa América, no entanto, Moncho diz ter conversado com os atletas da NBA, que aparentemente firmaram presença no torneio. A lista definitiva de convocados sai apenas no dia 13 de julho, e o Brasil disputará a partir daí o Torneio Internacional Eletrobrás (8 e 9 de agosto) e a Copa América – Pré-Mundial, que acontece dos dias 26 de agosto a 6 de setembro. A sede do torneio permanece uma incógnita, já que ele deveria pra ser disputado no México. No entanto, os problemas com a gripe suína podem fazer com que a FIBA organize o torneio em outra sede – corre por aí que o principal candidato para substituir os mexicanos é o Brasil (tomara!).

Confira a lista de convocados de Moncho Monsalve

Armadores

Duda Machado – Flamengo
Fúlvio – C.B Granada (ESP)
Raul Togni – Pitágoras/Minas
Vitor Benite – Pinheiros

Ala/Armador

Dedé – Paulistano
Betinho – Winner/Limeira
Jonathan Tavernari – BYU Utah (EUA)
Jhonatan Luz – Merida (ESP)

Alas

Olivinha – Pinheiros
Guilherme Teichmann – Winner/Limeira
Jeferson Willian – Flamengo
M. Vinicius – Pujo Lleida (ESP)

Ala/Pivô

Jordan Burger – Sevilla (ESP)
Lucas Cipolini – BYU Hawaii (EUA)
Murilo Becker – Pitágoras/Minas
Mineiro – Paulistano

Pivôs

Bruno Fiorotto – Winner/Limeira
Hatila Passos – Rhone Herens (SUI)
Paulão Prestes – Rincón (ESP)
Rafael ‘Baby’ Araújo – Flamengo

Rashard Lewis garante zebra em Cleveland

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30 pontos e 13 rebotes: Mesmo eliminado por faltas, superman comeu a bola!

É MINHA! Mesmo eliminado por faltas, Superman comeu a bola (30 pontos e 13 rebotes)

Quem diria! Muita gente deve ter ido dormir com a certeza de que o Cleveland Cavaliers de LeBron James sairia vencedor no duelo contra o Orlando Magic. De fato, no intervalo, a equipe de Ohio vencia por 16 pontos de vantagem, o que fazia parecer que um massacre estava por vir.

Quem dormiu perdeu uma partida eletrizante, em que, numa retomada fantástica, o Orlando Magic virou nos últimos segundos (107 a 106) e inverteu o mando de quadra da série. O autor da proeza foi o muitas vezes criticado Rashard Lewis. Podem falar o que quiser, que seu salário é alto (e realmente é), que em alguns jogos ele parece que toma um calmante e fica sonolento, que isso e que aquilo, mas o que ninguém pode negar é a sua eficiência e importância para esse elenco. Frio como gelo, Lewis converteu uma bola de três pontos há poucos segundos do final e deixou o Magic com um pé no triunfo. A bola decisiva ainda foi para o Cleveland (dou um doce para quem advinhar quem deu o arremesso final)… errou quem disse LeBron James. O queridinho da mídia até chamou a responsabilidade e encarou os marcadores, mas, quando viu seu companheiro Delonte West livrinho, tocou a bola. Sem sucesso no chute, o rebote entre o próprio James e Hedo Turkoglu rapidamente se tornou uma bola presa, e, consequentemente, jump ball com apenas um segundo no marcador.

LeBron James saiu de quadra com 49 pontos, seis rebotes e oito assistências – marca pra lá de expressiva. Sim, ele fez tudo o que estava ao seu alcance: batalhou, jogou duro e converteu algumas bolas decisivas. Há quem diga que ele pipocou no lance final por ter passado a bola para um companheiro melhor posicionado – besteira, besteira. LeBron fez o certo; sozinho naquela jogada, dificilmente ele conseguiria alguma coisa, já que estava muito bem marcado.

O time de Mike Brown foi muito falado na imprensa, e era tido como favorito absoluto nessas semifinais, inclusive por nós da equipe Spurs Brasil. No entanto, o jogo contra o Magic evidenciou alguns problemas ofuscados durante a boa campanha até aqui. Dos 106 pontos anotados pelo Cavs durante o jogo, apenas cinco vieram do banco de reservas, ao passo que, no Orlando, os suplentes contribuiram com 25. Tamanha disparidade se deve em partes ao péssimo desempenho do banco de Brown, mas a sobrecarga em cima dos titulares foi outro fator fator primordial. Os quatro reservas que estiveram em quadra (Joe Smith, Wally Szczerbiak, Ben Wallace e Daniel Gibson) jogaram menos do que o costume, especialmente Gibson e Smith. No Magic, Van Gundy preferiu manter seus suplentes por mais tempo em quadra – o que no final do jogo acabou surtindo efeito.

Fator X

Falar de Dwight Howard, assim como de LeBron James, Kobe Bryant e Chauncey Billups, é chover no molhado. Tirando o superman, um jogador é essencial para o sistema ofensivo do Orlando Magic. Hedo Turkoglu é uma espécie de termômetro do time. O turco deixou papéis de coadjuvante na carreira (como em Sacramento e em San Antonio) para se tornar um atleta chave na Flórida. O embate de hoje deixou isso muito claro: o ala esteve mal durante os três primeiros períodos; contudo, quando resolveu acordar, deu um gás extra e ajudou a motivar o elenco rumo à vitória.

Os próximos jogos

O Orlando Magic vem provando sucessivamente que está aí para brigar pelo título (embora muita gente ainda seja um pouco reticente quanto a isso). A prova mais do que concreta foi o jogo de hoje, quando conseguiu reverter uma grande vantagem mesmo atuando fora de casa. Com o mando de quadra para si, creio que o Magic tem tudo para colocar LeBron James e companhia na parede já no jogo dois. Uma nova vitória da equipe da Flórida pode significar sérios problemas para o Cavs, que parece carregar o peso do favoritismo nas costas, pois no duelo de hoje claramente se acomodou após abrir confortável vantagem.

Sinal amarelo ligado em Cleveland.

Denver joga bem, mas…

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É, Carmelo, nem adianta se esconder, Fisher e Bryant te esperam no jogo dois. Vai dar pro Denver?

É, Carmelo, nem adianta se esconder; Fisher e Bryant te esperam no jogo dois. Vai dar pro Denver?

Deu Lakers! Na noite de ontem aconteceu o primeiro embate envolvendo Los Angeles Lakers e Denver Nuggets. Embalado pela boa campanha nos playoffs, o time do Colorado jogou melhor durante todo o tempo, mas, no final, prevaleceu a experiência dos angelinos, que saíram vencedores por 105 a 103.

Por que? Mesmo jogando em casa, o Lakers se viu dominado nos dois primeiros períodos. No segundo quarto, no entanto, houve uma pane no Nuggets e o time da casa conseguiu encostar no marcador. No final do quarto, apareceu a estrela de Derek Fisher. O armador estava com zero pontos até aquele momento; mas, quando recebeu a bola há poucos segundos do final, acertou um chute de três pontos e colocou L.A. à frente mesmo tendo jogado mal durante ambos os períodos.

Trevor Ariza estava mal; ídem a Derek Fisher, Pau Gasol, Andrew Bynum e Lamar Odom. Mesmo assim, os californianos conseguiram equilibrar o jogo contra um Denver inspirado. Indícios de superioridade absoluta? Talvez! Os comandados de George Karl vacilaram quando menos podiam, e, mesmo atuando confiantes, sucumbiram à experiência de um time que dificilmente perdoa seus adversários. O que fazer? Algumas poucas vezes vi o Lakers fazer seguidos jogos ruins nessa temporada, o que significa que a próxima partida deverá ser mais dura do que a primeira. Ao Denver, é fato que fica aquele sentimento do: “Dava pra ter ganho”, e talvez isso dê uma desanimada no elenco. Mas quem jogou de igual pra igual com o Lakers no jogo um tem plenas chances de triunfar no segundo duelo.

Quem brilhou?

Kobe Bryant fez o que era esperado de sua parte. Chamou a responsabilidade e decidiu quando foi preciso. Derek Fisher foi aquele jogador providencial, que me lembrou o mesmo Fisher que um dia entristeceu os torcedores de San Antonio ao fazer uma cesta com apenas 0.4 segundos no marcador.

Pelo lado de Denver, Carmelo Anthony vem mostrando que é aquele grande jogador que se especulou um dia. Ontem, uma partida impecável, com 14 arremessos acertados em 20 tentados (média impressionante). É redundante falar sobre Chauncey Billups, pois a dinâmica de jogo que ele dá para o Nuggets é algo de outro mundo. Ontem ele ficou aquém de seus grandes desempenhos, errando alguns arremessos livres que fizeram falta no final. No entanto, mostrou ser aquele jogador decisivo que todos esperam que ele seja; duas bolas de três no final do jogo (quando a coisa realmente pegou) provaram isso.

Hoje teremos o primeiro embate da série entre Cleveland Cavaliers e Orlando Magic. O Cavs é favorito, mas será que dá para brincar com os poderes do Superman? Resta esperar!

Chegou a hora!

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Kobe Bryant tem a grande chance de calar os críticos e mostrar que pode triunfar sem Shaq (Foto: Arquivo Spurs Brasil)

Kobe Bryant tem a grande chance de calar os críticos e mostrar que pode triunfar sem Shaq (Foto: Arquivo Spurs Brasil)

Quem diria! O longo período da NBA está cada vez mais perto de chegar ao seu final, caro leitor do Spurs Brasil! Agora, já temos as finais de conferência definidas. No leste, Orlando Magic surpreendeu no jogo 7 e sapecou uma vitória incontestável mesmo jogando em Boston. No oeste, mesmo depois de passar sufoco, o Los Angeles Lakers também garantiu sua vaga.

Muito se falou do Orlando Magic na temporada regular. Logo nos primeiros 20 jogos, a equipe da Flórida despertou o interesse da mídia – que pouco demorou a credenciar o time como um dos favoritos no leste. Dito e feito; após uma temporada impecável, o Magic chega com sobras à final de conferência. O Boston jogou sem Garnett? Sim, até eu creio que, se completo, KG e companhia eram favoritos à vaga. No entanto, como também é necessária sorte para se vencer, o Magic contou com uma ajudinha dos santos para se firmar entre os quatro melhores do torneiro. Vale lembrar que Orlando tem jogado sem o seu armador titular, Jameer Nelson, desde meados da temporada regular. Aqui, a diretoria soube agir com destreza e logo firmou acordo com o ex-Rockets Rafer Alston.

Falando em Rockets, palmas mais do que merecidas para os texanos de Houston. Sem Tracy ‘pé frio’ McGrady, a equipe conseguiu finalmente avançar à segunda rodada dos playoffs. No duelo contra o Los Angeles Lakers, outra baixa; a do pivô Yao Ming. Mesmo com elenco devastado pelos problemas físicos, o Rockets lutou com braveza e conseguiu levar a complicada série até o jogo 7, quando a derrota foi inevitável.

O Lakers, que já havia sido criticado nesse mesmo espaço por estar jogando abaixo do que pode, terá que redobrar os esforços se quiser derrotar o Denver Nuggets – que vem jogando o melhor basquete dessa pós-temporada ao lado do Cleveland Cavaliers. Kobe Bryant teve algumas dificuldades para se livrar do cerco defensivo armado pelos texanos – talvez esse seja um trunfo para o Nuggets, que deve ter estudado minuciosamente os duelos angelinos nas semifinais do oeste. Com sua principal estrela bem marcada, sobrará artilharia pesada para Pau Gasol, que tem passe livre na defasada defesa do Colorado. Mesmo assim, se o Lakers quiser chegar à sua segunda final consecutiva, é bom que haja uma boa ajuda do elenco de apoio.

De volta ao leste, Cavs e Magic fazem um duelo de estrelas. LeBron James carrega nas costas todo o favoritismo da melhor campanha da temporada regular. Do outro lado, Dwight Howard fará de tudo para levar Orlando à glória máxima do basquete – o título da NBA. É, caro leitor, ficamos de fora das fases decisivas nesse ano, mas, mesmo assim, temos ótimos representantes do bom basquete para acompanhar; desfrutem!