Arquivo do autor:Bruno Pongas
Ops! Alguém anotou a placa?


É VOCÊ MESMO! Kobe escolhe a dedo; Pietrus nem viu a cor da bola no massacre
Quem leu este espaço há algumas horas atrás e está lendo novamente agora deve estar rindo da minha cara, pois, realmente, dediquei aqui quatro longos parágrafos para dizer que a série entre Orlando Magic e Los Angeles Lakers seria uma das mais equilibradas e emocionantes dos últimos anos. Agora, após o encerramento do jogo um, vejo que houve um massacre angelino no Staples Center; 100 a 75. Gostaria de frizar que mantenho o meu parecer sobre a série e classifico o acontecido de hoje como um evento atípico. Porque?
Porque o Orlando teve uma péssima noite, o que está sujeito a acontecer com qualquer equipe, por melhor que ela seja. Dwight Howard teve problemas de falta logo no início do jogo, o que complicou ainda mais para o Magic, que até conseguiu levar o embate equilibrado para o segundo tempo. Ou seja, a pane geral nos comandados de Stan Van Gundy aconteceu APENAS no tempo derradeiro – algo realmente bastante atípico na campanha de Orlando. Foi incrível como o time estava perdido e apático em quadra.
Com um massacre inesquecível, alguma coisa de bom ficou para ser lembrada?
Claro. Apesar da sonora derrota os torcedores do Magic podem comemorar, após quatro longos meses o armador titular da equipe, Jameer Nelson, voltou às quadras. E fez bonito nos minutos inicias; tentou infiltrar, deu belas assistências, chamou o jogo. Infelizmente, a falta de ritmo apareceu após alguns minutos a mais em quadra, mas já era de se esperar essa queda de rendimento. O bom foi que os diretores da Flórida agiram rápido após o problema no ombro de seu armador; Rafer Alston chegou, e, apesar de ser pouco lembrado pela liga, conseguiu armar o Magic com bastante competência.
Algo que foi muito legal de se ver foi a partida feita pelo ala Kobe Bryant. Com muita determinação, ele conseguiu carregar a equipe do Lakers em todos os sentidos – dentro de quadra e fora, com explosões de empolgação a todo o instante. É muito bom ver esse tipo de jogador, vibrante, que cativa os companheiros. Kobe vem provando a cada dia que deixou de ser aquele jogador egoísta, fominha, que gerou, inclusive, essa grande quantidade de pessoas que o odeiam na atual conjuntura da liga. Agora, infelizmente, parece que já é tarde para tentar refazer uma imagem, pois essas coisas ficam marcadas para o resto da carreira. Quem acompanha de perto, pelo menos, sabe que ele mudou muito de uns tempos pra cá, amadureceu como pessoa e principalmente como jogador, e é, sem dúvidas, o grande jogador após Michael Jordan. LeBron James que me desculpe, mas nessa disputa eu sou Kobe desde criancinha. Vamos esperar ao longo dos anos para ver o que o King James tem a nos oferecer.
Em tempo, Kobe Bryant fez 40 pontos, pegou oito rebotes e distribuiu oito assistências. O jogo dois da série entre Lakers e Magic acontece no próximo domingo, novamente no Staples Center.
Dia D


À esquerda, o jovem Dwight Howard busca seu primeiro anel, enquanto Kobe (dir.) quer dizimar os fantasmas do passado
Historicamente, o Dia D é uma das datas mais marcantes da Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de junho de 1944, tropas que mesclavam forças americanas, inglesas e canadenses desembarcaram na região da Normandia, na França, para libertar o país aliado dos nazistas. Trazendo a discussão para os dias atuais, podemos dizer que outra batalha de tremenda importância acontece daqui a pouco: Orlando Magic e Los Angeles Lakers duelam em busca do prêmio máximo do basquete, o título da NBA.
O confronto, marcado para as 22h00 (horário de Brasília), marca o duelo de duas das grandes estrelas da NBA atual. Prestes a completar 31 anos, Kobe Bryant é um jogador que divide opiniões dentro e fora da liga. Para muitos considerado o maior sucessor do ídolo máximo Michael Jordan, Kobe busca vencer seu primeiro título ‘sozinho’. Nas outras três oportunidades em que conquistou o anel, o atleta contava com a ‘pequena’ ajuda de Shaquille O’Neal – um dos maiores pivôs de todos os tempos. O fato incomoda o jogador, ainda mais após a derrota nas finais do ano passado para o Boston Celtics. Apesar de se mostrar tranquilo quanto ao embate final, Kobe sabe que um derrota para o Magic acenderá o fogo daqueles que o detestam – quanta responsabilidade!
Do outro lado, Dwight Howard vem caminhando a passos largos para se tornar de longe o melhor pivô dessa geração. Aos 23 anos, o superman tem algo em comum com o Los Angeles Lakers: ele também é envolvido em notícias que o ligam ao ex-pivô angelino Shaquille O’Neal. No caso dele, pelo menos, a comparação é positiva. Assim como Shaq, Howard começou a carreira em Orlando e em pouco tempo se tornou um grande sucesso. Além disso, ambos possuem um biotipo bastante semelhante: muita força física e forte arsenal tanto no ataque quanto na defesa. O que a torcida do Magic espera, no entanto, é que seu ídolo atual não siga os passos do ídolo do passado, que ainda no começo de carreira deixou a Flórida para brilhar na Califórnia. D12 parece maravilhado com a situação na qual se encontra e animado com a final e pretende continuar em Orlando: “Fico até quando me quiserem aqui”, disse um atleta entusiasmado com a possibilidade de conquistar o primeiro anel da carreira. Hei de concordar que não é para menos, já que estrelas consagradas da NBA, como Reggie Miller, Karl Malone e John Stockton, jamais conseguiram tal honraria.
Magic e Lakers devem fazer um grandioso duelo, sem favoritos. Quem ganha com isso? Sem dúvidas os fanáticos torcedores. Agora eu falo por mim: há tempos não via uma série tão empolgante e tão marcante, talvez desde San Antonio Spurs e Detroit Pistons. O que vimos na última década foi um dominio esmagador da Conferência Oeste em cima da Conferência Leste, o que fez com que as finais perdessem muito de sua graça. Nos últimos anos o panôrama vem mudando, e agora temos visto confrontos mais equilibrados, como foi no ano passado entre o próprio Los Angeles Lakers e o Boston Celtics. Se no mesmo ano passado a equipe de Boston entrou como favorita para a final (ainda que esse favoritismo fosse pouco), nesse ano o Magic perde apenas no quesito tradição. Kobe Bryant, Phill Jackson e o Los Angeles Lakers são veteranos nas finais, enquanto Dwight Howard e companhia estão apenas tentando marcar seus nomes na história; com isso, só o tempo irá dizer se o tradicional conjunto californiano fará com que sua vasta experiência se torne um diferencial na série. Bom jogo, caros leitores!
Evitando zebras


Ao fundo, Pau Gasol observa atentamente a jogada. Lamar Odom e Linas Kleiza disputam bola; aliás, alguém viu o Kleiza por aí?
No jogo cinco da série entre Los Angeles Lakers e Denver Nuggets, melhor para os californianos, que deram um chega pra lá na zebra e venceram por 103 a 94. Com o triunfo, os angelinos ficam muito perto de sua segunda final consecutiva na NBA; no ano passado, foram derrotados pelo Boston Celtics em seis jogos.
Ontem, os comandados de Phil Jackson contaram com uma ‘ajuda extra’ – a do ala Lamar Odom, que andava meio apagado durante a série. Odom conseguiu 19 pontos e 14 rebotes, pontuando um de seus melhores (talvez o único) desempenhos na temporada até aqui. Além dele, atletas como Derek Fisher, que também andava apagado na série, voltaram a jogar bem, o que demonstrou o poderio da equipe de Los Angeles, pois sua principal estrela, Kobe Bryant, passou por noite ‘comum’ – entenda por 22 pontos, oito rebotes e sete desperdicios de bola.
Mesmo com a derrota, o Denver continua com ótimas chances de levar a série para o duelo derradeiro – que seria hipoteticamente em Los Angeles. Panorama diferente tem a série da Conferência Leste: hoje a bola sobe às 21h30 (horário de Brasília) para Cleveland Cavaliers e Orlando Magic. Vencendo o confronto por três a um, uma vitória do time da Flórida coloca a equipe na grande final da liga. LeBron James precisará jogar mais do que nunca para reverter o quadro negativo do Cavs até aqui.
Duas finais distintas


Ninguém faz milagre sozinho; LeBron James é a prova disso
Los Angeles Lakers e Denver Nuggets fazem uma das séries mais equilibradas dos últimos anos. De um lado está Kobe Bryant, sempre com uma carta na manga no final dos jogos e pronto para decidir a qualquer momento. Do outro, vemos o cerebral Chauncey Billups fazendo tudo e mais um pouco e comandando o vasto arsenal de ataque do Colorado.
Daqui a pouco os times voltam a se enfrentar, e, infelizmente para os fanáticos por NBA, a ESPN Internacional, detentora dos direitos da liga para o Brasil, transmitirá apenas o finalzinho do jogo – o motivo? Os enfrentamentos das semifinais da Copa do Brasil de futebol. Para aqueles que procuram alternativas na internet, recomendo aqui um bom site. Vale lembrar que a bola sobe às 22h00 (horário de Brasília).
Do outro lado, Orlando Magic e Cleveland Cavaliers fazem um duelo complexo. Na noite de ontem, na Amway Arena, em Orlando, o Magic conseguiu levar o jogo para o tempo-extra apenas nos instantes finais, com uma cesta do sempre decisivo Rashard Lewis. Na prorrogação, o superstar LeBron James errou muito, entregou bolas que nunca perderia em jogos normais e errou arremessos decisivos; amarelou? Sou daqueles que prefere dizer que o jogador passou por um final de jogo infeliz, pois acredito que o Cavs nunca ganhará um título se escorando nas costas do camisa 23.
Mo Willians muito falou antes do jogo, mas ficou devendo na ‘hora h’,;apenas cinco arremessos convertidos em 15 tentados. Zydrunas Ilgauskas é um grande jogador, um pivô com inteligência acima da média. No entanto, deixar ele sozinho com Dwight Howard está matando o Cavs. Aliás, quem vai parar o superman? Pois é, talvez esse seja o ‘fator x’ dessa série, já que ninguém tem porte suficiente para brecar o ímpeto físico de D12. Além desses, o banco de Cleveland continua muito abaixo da média; assim, como alguém pode culpar LeBron James? Se existe alguém que merece ser poupado das críticas é o ainda jovem jogador do Cavs.
A bela campanha da equipe de Ohio na temporada foi bastante exaltada, inclusive por esse próprio blog. Contudo, nenhum time havia exposto tanto os defeitos de Cleveland antes com o Magic está fazendo. O confronto já está definido? De forma alguma! Ambos voltam a se enfrentar na quinta-feira, e, por jogar em casa, LeBron James e companhia continuam favoritos. Como mero jornalista, opino que Orlando leva essa série por méritos próprios, já que o Cavs é isso aí desde o início da temporada – um ótimo time, um bom elenco, mas com uma série de defeitos que não haviam sido aprofundados anteriormente.
Top 8 chutes decisivos da década


A cesta de três pontos de Tim Duncan contra o Phoenix Suns no ano passado é um dos lances lembrados pelo site

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