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Departamento médico se preocupa com Ginobili

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Kings Spurs Basketball

Manu leva o morcego para fora da quadra após nocauteá-lo

Apesar de levar todos ao êxtase após nocautear um morcego em pleno dia das bruxas, o ala-armador Manu Ginobili ganhou uma preocupação extra para o próximo mês: a raiva.  Fontes em San Antonio dizem que os médicos não conseguiram encontrar o animal após o embate, o que tornou impossível uma análise sobre quaisquer doenças. Por causa disso, o argentino passará por uma série de exames durante o mês para evitar maiores problemas.

“Foi muito divertido na hora”, disse Manu após o treino dessa tarde, “agora perdeu a graça, tenho que fazer milhares de exames”, lamentou o atleta. De acordo com o Centro de Controle de Doenças de San Antonio, apenas uma pequena porcentagem dos morcegos são portadores do vírus da raiva. Mesmo assim, o ala tomou quatro injeções no domingo – no braço e no quadril – e ainda tem mais quatro sessões agendadas para o mês de novembro. A boa notícia é que Manu não apresentou nenhum sintoma estranho após o ‘incidente’ e já está liberado para treinar.

Mahinmi não terá seu contrato estendido

brunonoticiaspa3

p1_mahinmiA eterna promessa francesa, Ian Mahinmi, está com seus dias contados em San Antonio. Depois de algumas temporadas frustradas, muitas lesões e um desempenho abaixo do esperado, os diretores texanos optaram por não extender o contrato do pivô. Draftado em 28º em 2005, Mahinmi era tido como futuro substituto de Tim Duncan. “É possível entender o lado deles (Spurs), não é tão decepcionante assim”, afirmou o jogador.

O atleta ainda disse que sua prioridade ao término do contrato é permanecer no Spurs: “Nunca sabemos o que pode acontecer, eu vou trabalhar duro e ficar pronto para o que der e vier”, completou o francês. Nos três primeiros duelos dessa temporada, Mahinmi nem sequer entrou em quadra. Suas médias com a camisa do San Antonio Spurs são de 3.5 pontos e 0.8 rebotes – muito aquém do que se espera.

Novos personagens e a mesma cara de vencedor

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Spurs Bulls Basketball

Duncan orienta Richard Jefferson, uma das novas caras dos Spurs

Como todos nós pudemos bem observar, o San Antonio Spurs trouxe muitas caras novas para essa temporada. Desde os últimos fracassos, muito se dizia de um declínio, do fim de uma era vencedora, do fim de Tim Duncan… contudo, a época 2009/2010 chegou e trouxe muitas alegrias ao desacostumado torcedor da franquia texana. Novas caras como a do novato DeJuan Blair apareceram, outras como os veteranos Richard Jefferson, Antonio McDyess e Theo Ratliff também vieram para dar novas cores a um time que sofreu muito na temporada passada. Ainda é cedo para falar de um ressurgimento, de um time vitorioso, mas é importante saber que temos pessoas que trabalham com seriedade e sempre abocanham as melhores oportunidades para firmar bons contratos com os atletas.

Uma nova era…

Quando George Hill chegou – um armador rápido e de boa envergadura – muito se falou que San Antonio estava se programando para o futuro. De fato, por mais que Tony Parker seja jovem, é importante formar novos jogadores e programá-los para daqui uns anos. Nesse draft, foi a vez do ala-pivô DeJuan Blair – jogador forte, reboteiro e que sabe pontuar debaixo da cesta. Podemos dizer tranquilamente que Blair é o que faltava aos texanos; é um atleta que traz muita energia e vigor físico à equipe.

Como vimos, mais uma vez os Spurs conseguem um achado no recrutamento, assim como foi com Tony Parker, Manu Ginobili e com o próprio Hill. Palmas para o alto comando!

Os veteranos ainda falam alto…

É certo que veteranos como Michael Finley e Antonio McDyess tenham seus minutos reduzidos durante o ano. Tanto um quanto o outro sabem de sua importância dentro do elenco. Jogadores experientes e de qualidade como eles sempre servem para ajudar os ‘novatos’, orientar, conversar e dar bronca nas horas certas. Popovich conhece muito bem seu elenco, já que escolhe seus atletas a dedo. Assim, é de se esperar que eles sejam fundamentais, tanto no dia-a-dia como nas horas decisivas – que é quando o bicho pega e os ‘vovôs’ costumam aparecer.

Fator X

Ao meu ver há algo fundamental para se conseguir o sucesso dentro da temporada… e esse fator é um velho conhecido das últimas épocas: problemas físicos. Ginobili, Parker, Duncan… as principais estrelas do elenco sofreram com isso ultimamente – especialmente em 2008-2009. É impossível prever o que vai acontecer, já que no basquete nada é mais comum do que um entorse, um dedo quebrado, e por aí vai. É claro que existem os chamados ‘jogadores bichados’, mas nesse quesito creio que vamos depender mais da sorte do que qualquer outra coisa. O torcedor quer ver um Ginobili plenamente recuperado, um Duncan sem problemas e um Parker no auge de sua forma. Será que é pedir muito?

Um bom time precisa de um bom banco…

De nada adianta ter um excelente quinteto inicial se o banco de reservas deixa a desejar. San Antonio passou por isso na temporada passada: muitos atletas foram ao departamento médico e deixaram o time sem qualidade. É bem verdade que Roger Mason Jr. fez chover em algumas partidas e foi essencial para manter os Spurs no topo. No entanto, reparem nisso: Mason agora é reserva e teve seus minutos reduzidos; ainda assim, é um jogador importante para uma bola de três pontos e para um arremesso decisivo. Isso mostra que o elenco se fortaleceu, e a chegada do excelente Richard Jefferson deixa isso bem claro. Hoje o San Antonio Spurs tem qualidade suficiente para brigar de igual para igual com o badalado Los Angeles Lakers ou com qualquer outra equipe que tenha ótimos atletas. Ainda falta amadurecimento? Claro! Toda equipe que passa por um processo semelhante a esse que o Spurs está passando precisa de um tempo hábil para ganhar uma forma. Com o decorrer da temporada veremos isso, veremos o time decolar e quem sabe abocanhar mais um anel… só o tempo dirá.

Ginobili: “Estarei 100% até outubro”

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Ginobili, como nos velhos tempos, dá vitória ao San Antonio Spurs

Ginobili, como nos velhos tempos, dá vitória ao San Antonio Spurs diante do Phoenix Suns.

Na primeira entrevista desde 5 de abril, quando o argentino Manu Ginobili se lesionou e ficou de fora do restante da temporada, o jogador disse que espera estar 100% recuperado para o início dos treinamentos junto com o San Antonio Spurs. “No último mês, eu não senti nenhuma dor, nem quando fui tocado nem nada”, disse Manu. “Não tenho dúvidas de que estarei recuperado até o início dos treinamentos”, completou o atleta, que ficou de fora de 44 jogos na última temporada, incluindo a série de playoffs contra o Dallas Mavericks.

Além disso, Ginobili manifestou interesse em encerrar a carreira no time texano; no entanto, dirigentes de San Antonio afirmaram que pretendem ver como ele está fisicamente antes de propor uma renovação. A equipe já mostrou interesse em continuar com o jogador, que fará 32 anos no próximo mês; contudo, o histórico de contusões nos últimos anos tem deixado a cúpula do Spurs com um pé atrás. Ginobili entende que isso é normal, e falou um pouco sobre os planos de ficar em San Antonio: “Já disse milhares de vezes, eu amaria continuar aqui”, declarou, “Sabemos como é a NBA, dura! É difícil ver jogadores que começam e terminam uma carreira pela mesma equipe. Se tivesse que mudar de equipe eu mudaria, mas com certeza essa não seria minha primeira opção”, finalizou o argentino.

Pietrus homenageia mortos em tragédia

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Câmera dá close no tênis do francês, que apesar da homenagem, teve noite discreta

Câmera dá close no tênis do francês, que, apesar da homenagem, teve noite discreta.

O jogo dois da final entre Los Angeles Lakers e Orlando Magic foi decidido apenas no tempo-extra. No final do período derradeiro, o novato Courtney Lee ainda teve chance de fazer a cesta da vitória com menos de um segundo no marcador; no entanto, errou ao finalizar uma ponte aérea. Com o triunfo, o Lakers precisa de mais duas vitórias para se sagrar vencedor da NBA. A série agora viajará até a Flórida, casa do Orlando Magic; para D12 e companhia, a única ordem é vencer, já que nova derrota implica em semi-adeus.

O que chamou atenção na partida de ontem não foi apenas os 34 pontos do afiado Rashard Lewis, ou o double-double do espanhol Pau Gasol. O que eu achei bem legal foi a atitude do ala francês Mickael Pietrus, que atuou com um tênis um pouco diferente; nele, havia a inscrição “AF447“, nome do voo que fazia a trajetória Rio-Paris e que caiu em meio ao Oceano Atlântico sem deixar sobreviventes. Apesar da bela homenagem, Pietrus teve noite apagada; contribuiu com apenas dois pontos – muito aquém da sua média de quase dez por jogo – e foi eliminado com seis faltas. Parece que o francês terá que jogar um pouco mais se quiser que sua equipe consiga o título da NBA.