Arquivo do autor:Bruno Pongas
Spurs (20-11) @ Raptors (16-18) – Temporada regular
San Antonio Spurs @ Toronto Raptors – Temporada Regular
Data: 03/01/2010
Horário: 21:00 (Horário de Brasília)
Local: Air Canada Centre
Situação do Jogo
Com a vitória de ontem diante do Washington Wizards, o San Antonio Spurs alcançou sua melhor sequência da temporada com cinco vitórias consecutivas. Além disso, a equipe do Texas já ocupa o terceiro lugar na Conferência Oeste e está na cola do rival Dallas Mavericks, que vem com campanha de 23 vitórias e dez derrotas. O Raptors, por sua vez, é o sexto colocado no Leste com 16 vitórias e 18 derrotas.
Confrontos na temporada (1-0)
09/11/2009 – San Antonio Spurs 131 vs. 124 Toronto Raptors
Na época San Antonio vinha com uma campanha de 50% de aproveitamento. Manu Ginobili comandou o show com 36 pontos, quatro rebotes e oito assistências e os texanos saíram de casa vitoriosos.
PG – Tony Parker
SG – Keith Bogans/Roger Mason Jr
SF – Richard Jefferson
PF – Tim Duncan
C – DeJuan Blair
Fique de Olho – Depois que Michael Finley se lesionou, Roger Mason passou a ter mais oportunidades com Gregg Popovich e agora é o principal reserva da equipe junto com o argentino Manu Ginobili. Ontem, diante do Washington Wizards, foram 20 pontos e quatro bolas de três pontos convertidas em quatro tentadas.
PG – Jarrett Jack
SG – DeMar DeRozan
SF – Hedo Turkoglu
PF – Chris Bosh
C – Andrea Bargnani
Fique de Olho – Chris Bosh é o cara de Toronto já há algum tempo. Ele, inclusive, está prestes a se tornar o maior cestinha de todos os tempos com a camisa da equipe. Nessa temporada, ele vem com médias de 23.8 pontos e 11.2 rebotes.
Curtinhas: Ex e atuais jogadores se encontram em Washington
O twitter é uma ferramenta muito útil. Através dela ficamos sabendo um pouco mais sobre os bastidores da NBA, vemos coisas reveladoras, fotos dos jogadores no cotidiano… essas coisas que têm algum valor para quem é fanático pelo melhor basquete do mundo.
Agora há pouco, dando uma olhada no twitter do Fabrício Oberto (será que só eu sigo ele?), vi uma foto bem legal dele com os atuais jogadores do San Antonio Spurs. Para quem não se lembra, Oberto jogou quatro temporadas no Texas, fez parte do título da temporada 2006-2007 e ao meu ver era um jogador muito importante. Bom passador, boa visão de jogo, um pivô com estilo de jogo refinado.
Na gélida capital norte-americana, Oberto, Ginobili, Finley e outros se encontraram para conversar e matar as saudades. Daqui há pouco (22h00 no horário de Brasília), San Antonio vai até o Verizon Center para duelar com o Washington Wizards de Oberto.
O argentino, inclusive, está de número novo. Quando chegou ao Wizards, Oberto, que usa a #7 no selecionado argentino e usava no Spurs, teve que mudar, pois a camisa #7 já tinha outro dono: o ala-pivô Andray Blatche. Sem alternativa, ele acabou optando pelo número #21, uma homenagem ao ídolo Duncan e ao seu dia de nascimento (21/03).
A melhora de Blair nos lances livres
Quem assistiu aos últimos jogos do San Antonio Spurs percebeu que o novato DeJuan Blair melhorou muito seu aproveitamento nos lances livres.
Ele, que vem com média baixa de 46,5% na temporada, subiu seu aproveitamento para 75% nos duelos contra Minnesota Timberwolves (5-8) e Miami Heat (4-4).
A causa disso é o intenso treinamento com o técnico Chip Engelland. Depois de iniciar a prática com o especialista, Blair mudou seu estilo de arremesso. Agora sua bola faz um arco maior, num estilo parecido com o chute de Dirk Nowitzki.
“É… está funcionando”, disse o atleta. “Chip é fantástico. Dou um abraço nele todos os dias. Essa melhora que eu tive é maravilhosa”, completou.
Jefferson como ala-pivô
O ala Richard Jefferson vem exercendo outro papel durante alguns minutos dos últimos jogos. Quando necessário, o principal contratado do Spurs para essa temporada vem mostrando versatilidade e atuando também como ala-pivô. “Sou alto e atlético o suficiente para isso”, explicou.
“Joguei como pivô na época do colégio, sei como bloquear os arremessos. Enfrentei muitos caras grandes naqueles tempos”, completou.
Popovich acha que a defesa ainda tem que melhorar
Para o técnico Gregg Popovich, a defesa já melhorou bastante, contudo, ela ainda precisa evoluir para chegar ao nível que ele deseja. “Nossa defesa está ficando melhor aos poucos”, disse. “Poderíamos estar num lugar melhor, mas vamos nos aperfeiçoando devagar. Nossa defesa é muito determinada em aprender”, completou.
Apesar de Pop achar que “a defesa está melhor do que há um mês atrás”, ele ainda parece reticente quanto ao desempenho do time. “Se nossas últimas vitórias fossem contra Cleveland, Orlando, Phoenix e Lakers, eu estaria realmente impressionado conosco”, disse. “Esse não é o caso, por isso não estou entusiasmado”, finalizou.
Bogans tem papel fundamental no ‘novo Spurs’
Ao adicionar o ala Keith Bogans ao seu elenco, Gregg Popovich buscava muito mais do que um carregador de toalhas e Gatorade. Pop viu em Bogans um novo substituto para Bruce Bowen; alguém que defendesse e, ainda por cima, convertesse umas bolinhas de três pontos no ataque.
Bogans é esse cara. Ele é esforçado, brigador, um atleta de grupo, que está muito mais interessado no desenvolvimento coletivo do que em marcas individuais. “Nessa liga todo mundo é cestinha”, disse. “Eu tive que encontrar alguma coisa que outros caras não fizessem. Não são muitos deles que jogam defensivamente”, explicou.
Popovich, por sua vez, sabe da importância de ter um jogador como esses no elenco. “Há muito o que dizer sobre um titular que não precisa da bola [para jogar]”, elogiou. Bogans chegou a San Antonio como free agent no dia 21 de setembro de 2009. Sua equipe na época, o Milwaukee Bucks, decidiu que não precisaria mais dos seus serviços. “Achei que não perderíamos nada em darmos uma chance a ele”, afirmou Pop. “Quando observei o mundo lá fora, não imaginei que existiria alguém com potencial para fazer o que o Bruce Bowen fazia”.
O treinador estava certo. O ala é aquele popular ‘cara chato’, assim como era seu antecessor. “Ele te agarra, te segura. Ele leva a defesa muito a sério, mesmo nos treinos”, disse o argentino Manu Ginobili (vide foto). Às vezes, no entanto, Bogans tem alguns lampejos da época em que jogou na Universidade de Kentucky – onde foi o quarto maior cestinha da história. “Eu posso converter um arremesso se for preciso”, disse. “Mas primeiro sou um defensor”.
Ontem, contra o Miami Heat, o ala ajudou a parar o ótimo Dwyane Wade, que terminou a partida com apenas seis arremessos convertidos em 18 tentados. “Eu só tentei ser fiel ao nosso plano de jogo e levá-lo à zona onde nossos companheiros estavam para ajudar”, disse. “Ele [Wade] parecia um pouco cansado, mas ainda assim tentou lutar contra isso. Trata-se de um grande jogador. Se não fosse por meus companheiros tenho certeza que seria uma noite longa”, finalizou.
Com a dificuldade de achar lances do Bogans no youtube, aqui tem poucos momentos dele num jogo pela Universidade de Kentucky.
Mr. Wild Thing!
Eu vou ser sincero e dizer que não sou daqueles grandes entusiastas do estilo de jogo do brasileiro Anderson Varejão. Acho ele desajeitado, limitado tecnicamente… um verdadeiro brucutu (futebolisticamente falando). Contudo, como tenho um pouco de massa cinzenta (como gosta de dizer o Belluzzo) aqui dentro, não posso negar sua eficiência para o esquema de jogo do Cleveland Cavaliers.
A ‘coisa selvagem’, como os americanos chamam o Varejão, pode ter todos os problemas técnicos do mundo, pode ser desordenado, esquisito… mas suas qualidades acabam, por fim, superando seus defeitos. Ele energiza o time quando entra em quadra, é raçudo ao extremo, corre atrás de todas as jogadas com muita vontade… é disso que o Cavs precisa. Ou melhor, é disso que o LeBron James precisa; de um elenco de coadjuvantes que se disponham a serví-lo.
Mo Williams deixou de ser o ‘fominha’ da época do Bucks e passou a jogar com inteligência, Shaq sabe que para ganhar mais um anel terá que se sujeitar a poucos e eficientes minutos em quadra, Ilgauskas sempre será o ‘fiel escudeiro’ do LeBron. Todos os jogadores citados acima sabem que têm grandes chances de se tornarem campeões da NBA. Para isso, eles fazem o ‘trabalho sujo’ e ajudam a estrela maior a decidir os jogos. É nesse esquema solidário que o Cavs atropelhou o Lakers e vem subindo cada vez mais pelas tabelas – já é o primeiro da Conferência Leste e o segundo do geral.
Varejão tem sua marca nesse time. Com médias de 8.0 pontos e 7.9 rebotes por jogo, o brasileiro mostra a cada dia que soube se adaptar como ninguém ao estilo de jogo da liga norte-americana. A prova cabal disso aconteceu na noite de ontem, diante do excelente Atlanta Hawks. Em 32 minutos em quadra, a ‘coisa selvagem’ marcou 14 pontos (6-8), pegou nove rebotes e distribuiu três tocos. Para coroar a noite de gala, Varejão foi o cara decisivo do Cavs.
Pois é! Quem pensa que LeBron James decidiu o jogo está enganado. Bem marcado, o astro se viu obrigado a passar a última bola para o armador Mo Williams. O ‘baixinho’ se viu ainda mais atrapalhado que seu companheiro e, para não perder a posse de bola, arriscou a sorte e colocou a ‘redonda’ nas mãos do Wild Thing. Num dia normal, o Varejão mandaria uma ‘air ball’ daquelas de fazer qualquer um sentir vergonha alheia. No dia dele, no entanto, o tiro de três caiu certeiro, perfeito…
O esporte proporciona dessas. Essa cesta é como o gol daquele cara grosso de bola que nunca soube sequer chutar na vida e do nada arranca um petardo na ‘gaveta’. A única palavra que me resta dizer ao brasileiro é: parabéns!
A você, leitor do Spurs Brasil, um ótimo ano novo. Que 2010 seja repleto de vitórias para a nossa equipe! Até lá… antes disso, fique com a jogada marcante do Mr. Wild Thing.
O bom Ginobili voltou…
Um triple-double quase coroou a excelente fase vivida por Manu Ginobili nas últimas partidas. Ontem, com passes mirabolantes e jogadas de todos os tipos, o argentino impressionou até os companheiros. Na vitória do San Antonio Spurs por 117 a 99 diante do Minnesota Timberwolves, o camisa #20 anotou 14 pontos, pegou nove rebotes e distribuiu dez assistências.
“Ele pode jogar [a bola] por detrás das costas, pelos pés”, brincou o novato ala-pivô DeJuan Blair. “Ele pode fazer qualquer coisa, é fantástico!”, elogiou. Manu também ganhou elogios de outro jovem, o armador George Hill. “Ele tem um monte de truques na sua mala”, brincou. “Quando ele está correndo para o contra-ataque, temos que ficar atentos. Ele poderá jogar a bola pelas pernas, pelas costas, por qualquer lugar”, completou.
O argentino está de olho em um novo contrato com o San Antonio Spurs. Por isso, sabe que tem que dar o seu melhor dentro de quadra para encher os olhos de R.C Buford, General Manager da equipe. Quando perguntado se esses últimos jogos podem impressionar Buford, o técnico Gregg Popovich foi categórico: “Ele observou isso”.
Manu foi humilde; sabe que precisa do elenco tanto quanto a equipe necessita dele. Quando Popovich perguntou se ele queria ficar mais tempo em quadra para tentar pegar o décimo rebote e assim coroar a noite com um triple-double, ele simplesmente negou. “Acredito que um triple-double seja excelente para fins estatísticos”, disse. “Para mim não é! Não iria forçar isso”, finalizou.
Abaixo, junto às dez melhores jogadas da noite na NBA, você pode conferir alguns dos malabarismos feitos pelo argentino ontem. Vale a pena assistir!















Você precisa fazer login para comentar.