Arquivo do autor:Bruno Pongas
Parker e Manu ainda se adaptam aos novos companheiros
Tony Parker impressionou a NBA no ano passado ao fazer 55 pontos diante do Minnesota Timberwolves. No entanto, sua média de pontos nessa temporada caiu consideravelmente: foi de 22.1 para apenas 16.6. Além do mais, ele vem cometendo 3.1 tournovers por jogo, sua pior marca na carreira.
Com Ginobili aconteceu algo semelhante. No ano passado ele mal jogou, mas quando esteve em quadra manteve média de 15.5 pontos por partida, aquém dos números da temporada retrasada, sua melhor da carreira com 19.5 por jogo. Nesse ano o argentino vem pior; média de 12.2 pontos e aproveitamento de 40.1% nos arremessos – seu pior da carreira.
Essa queda no desempenho de Parker e Manu está sendo sentida pelo restante do elenco, que até agora reluta em se adaptar a um novo estilo de jogo. Seria tudo isso culpa da idade? Pode ser… contudo, nos últimos dez jogos, foram oito vitórias e um indício claro de que San Antonio está melhorando.
Muitos jogadores novos chegaram: Antonio McDyess, Richard Jefferson, DeJuan Blair, Theo Ratliff, Keith Bogans… isso é suficiente para desestabilizar qualquer esquema de jogo. Tony Parker, por exemplo, tentou se adaptar aos novos companheiros e ao bom preparo físico de RJ24. Entretanto, notou que estava deixando de ser o verdadeiro Parker e já cogita voltar ao velho estilo de jogo. “Em alguns jogos eu tento passar a bola e os técnicos dizem que eu tenho de ser mais agressivo”, disse o francês. ”É como se ele estivesse começando de novo”, disse o técnico Gregg Popovich. “Por onde ele olha há novos jogadores, e ele está descobrindo o que fazer com eles”, completou.
Se Parker se sente como um novato, Ginobili sente como se nunca tivesse entrado em quadra na vida. Ele perdeu muito da temporada passada por causa de problemas físicos. Quanto à sua confiança, o argentino falou que ela varia de acordo com o dia. “Preciso jogar uns dez jogos em sequência, me sentir bem e deixar o jogo vir até mim”, explicou. “Às vezes, quando eu perco muitos jogos [devido a lesões], eu volto e quero fazer as coisas acontecerem muito rapidamente”, finalizou.
McDyess confortável vindo do banco
O ala-pivô Antonio McDyess disse que está se sentindo muito bem vindo do banco de reservas no San Antonio Spurs.
Depois de iniciar os primeiros 23 jogos como titular, o técnico Gregg Popovich deslocou o jogador para o banco. O resultado foi bom; Dice passou a jogar melhor desde que o novato DeJuan Blair o substituiu no quinteto inicial.
“Essa é a minha zona de conforto, vindo do banco”, disse o ala-pivô. “Com Matty [Bonner] fora [machucado], o técnico precisou de alguém que viesse do banco e convertesse os arremessos”, afirmou.
Finley ainda irá demorar para voltar
O ala Michael Finley sofreu um entorse no dia 9 de dezembro, no duelo contra o Sacramento Kings. Apesar de sua volta ainda ser uma incógnita, o veterano tem acompanhado a equipe durante as viagens.
“Na verdade ele está longe [de voltar a jogar]”, disse Gregg Popovich. “Mas ele está melhorando a cada dia. Ele quer estar com o time e fazer parte dele, por isso está viajando conosco”, finalizou.
Feliz Natal!

A torcida também ficaria satisfeita se o nosso presente fosse essas cheerleaders ao lado do Coyote-noel
Caro torcedor do San Antonio Spurs. Hoje é véspera Natal para a maioria dos povos mundiais. Dia de comer bastante, de tomar algumas – ou todas – e ganhar muitos presentes da família, amigos e adjacentes.
Como torcedor fanático, acho que ainda dá tempo de fazer os meus pedidos para o ‘bom velhinho’. Espero que ele seja generoso e atenda todas as minhas ‘humildes’ preces para 2010.
Abaixo vai o rascunho de minha carta ao Papai Noel
– Caro Papai Noel: gostaria que o Sr. fizesse o Tim Duncan, o Manu Ginobili, o Michael Finley, o Antonio McDyess e o Theo Ratliff jogarem como se estivessem com 26 anos, no auge da forma física e técnica.
– Caro Papai Noel: será que o Matt Bonner poderia arremessar um pouquinho menos bolas de três pontos por jogo? Só um pouquinho…
– Caro Papai Noel: sabendo que o Keith Bogans é um dos maiores cestinhas da história de sua universidade, seria possível transformá-lo num Bruce Bowen melhorado?
– Caro Papai Noel: teria como fazer o Richard Jefferson jogar como na época do Nets e o Tony Parker como na última temporada?
– Caro Papai Noel: teria como desligar a pilha do George Hill e do Roger Mason na hora deles armarem o jogo? Ninguém merece aquele ataque desordenado e afobado.
– Caro Papai Noel: é possível transformar o DeJuan Blair no substituto do Duncan? Vou mais longe: o Sr. trará o Tiago Splitter para o ano que vem?
– Caro Papai Noel: há a possibilidade de dispensar o Marcus Haislip?
– Caro Papai Noel: tem como tirar o estigma de ‘eterna promessa’ do Ian Mahinmi?
– Caro Papai Noel: um dos meus últimos pedidos é transformar o Malik Hairston no ‘Air San Antonio’, no melhor estilo Vince Carter. Sei que essa é fácil…
Para finalizar…
– Caro Papai Noel: tem como trazer o pentacampeonato da NBA para San Antonio esse ano?
Sei que é difícil e que todos os torcedores de todos os times têm pedido isso constantemente. Caso seja impossível, pelo menos uma boa escolha de draft eu sei que o Sr. poderia nos proporcionar, né?
Muito grato, em nome de toda a torcida do San Antonio Spurs.
Aproveitando a correria do Natal, três vídeos do Youtube que valem a pena!
O primeiro é o trio do Hornets cantando música de Natal. Destaque para a cantoria do Ryan Bowen, que deveria largar o basquete e virar cantor. Com certeza faria mais sucesso…
O segundo também é uma cantoria, só que da galera do Houston Rockets. Podemos ver o Shane Battier brisando e o Yao Ming perdidasso!
O último é o Natal do Pistons embalado por Rasheed Wallace.
Ratliff: “Nunca é tarde para aprender”
Theo Ratliff chegou ao Spurs para brigar por uma vaga entre os titulares. A carência de bons homens de garrafão fez com que R.C. Buford e Gregg Popovich buscassem atletas como ele e Antonio McDyess. Contudo, pouco gente esperava um desenvolvimento tão bom de Matt Bonner, que pouco a pouco foi construindo seu espaço.
Ratliff passou todo esse tempo sentado, num lugarzinho especial do banco de reservas. Lá, ele observou atentamente a todos os movimentos de um dos maiores jogadores de todos os tempos: Tim Duncan. E demorou pouco para ele se render ao talento do camisa 21. “Tenho observado seus ganchos, seu chute de meia distância”, disse. “Você nunca é tão velho para aprender”, confessou o veterano de 36 anos.
O desempenho do novo camisa 42 da equipe garantiu elogios dos companheiros. O armador francês Tony Parker até brincou quando perguntado se Theo teve uma noite de Duncan. “Não sei se é para tanto”, disse. “Mas ele jogou bem”, completou. O ala-pivô Antonio McDyess também respondeu à mesma pergunta. “É difícil ser o Tim Duncan”.
Apesar das brincadeiras, Ratliff sabe que teve uma oportunidade de ouro e agarrou ela da melhor maneira possível. “Sei que tenho que estar pronto para quando surgir a oportunidade de jogar alguns minutos”, disse. “Eu estou aqui e estou pronto!”, finalizou.
Spurs (15-10) vs. Clippers (12-15) – Ratliff merece uma chance!
103X87
Em mais um duelo contra o Los Angeles Clippers na temporada, o San Antonio Spurs não teve dificuldades e saiu do AT&T Center vitorioso por 103 a 87. Tim Duncan, a grande estrela do time, aproveitou a facilidade do jogo e descansou bastante. Ele ficou apenas 24 minutos em quadra e saiu dela com 13 pontos. Quem se deu bem, no entanto, foi o veterano pivô Theo Ratliff. Ele, que vem jogando muito pouco na temporada, agarrou com unhas e dentes essa chance depois da contusão de Matt Bonner. Soube marcar com eficiência o pivô Chris Kaman, foi efetivo no ataque e terminou a partida com 10 pontos e sete rebotes em apenas 23 minutos.
Ontem, o time fez algo que há muito tempo não fazia: trocou a bola com velocidade no ataque. Os jogadores demonstraram um pouco mais de entrosamento, foram velozes na hora de atacar e fizeram lembrar em algumas oportunidades as equipes vencedoras do passado. Se foi só um lampejo ninguém sabe, mas me deu bastante esperança quanto a uma melhora para os próximos jogos.
San Antonio dominou o duelo do início ao fim. Soube ser ofensivo na hora certa e soube se resguardar quando preciso. Foi o típico jogo fácil, em que a equipe em nenhum momento teve sua superioridade ameaçada. Prova disso foi a entrada de Marcus Haislip ontem no finalzinho do jogo. Foi apenas a segunda vez na temporada que ele entrou em quadra com a camisa do Spurs.
O próximo jogo dos texanos é parada dura. Acontece na quarta-feira contra o Portland Trail Blazers, em casa. O Clippers, por sua vez, volta para casa e recebe o Houston Rockets. Só a título de curiosidade: se a temporada acabasse hoje, o San Antonio Spurs estaria em quinto lugar na Conferência Oeste e enfrentaria o Phoenix Suns, melhor time de novembro eleito pela equipe Spurs Brasil.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tony Parker – 19 pontos e três assistências
Tim Duncan – 13 pontos e três rebotes
Roger Mason – 12 pontos e cinco assistências
Richard Jefferson – 11 pontos
Keith Bogans – 11 pontos
Theo Ratliff – Dez pontos e sete rebotes
Antonio McDyess – Dez pontos e seis rebotes
Los Angeles Clippers
Chris Kaman – 23 pontos e 15 rebotes
Rasual Butler – 18 pontos
Baron David – 11 pontos e seis assistências












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