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Spurs (39-25) @ Heat (35-32) – Temporada Regular
San Antonio Spurs @ Miami Heat – Temporada Regular
Data: 16/03/2010
Horário: 20:30 (Horário de Brasília)
Local: American Airlines Arena
Situação do Jogo
A boa fase do San Antonio Spurs é notável. Das últimas oito partidas, a equipe venceu sete, sendo derrotada apenas pelo Cleveland Cavaliers. Nesta terça-feira, o duelo marca o início de um sequência complicada. Começa com Miami Heat, em Miami, e passa por Orlando Magic, Atlanta Hawks, Oklahoma City Thunder, Los Angeles Lakers, de novo Cleveland Cavaliers, Boston Celtics e Houston Rockets. É mole?
Confrontos na Temporada (1-0)
31/12/2009 – San Antonio Spurs 108 vs. 78 Miami Heat
Na virada do ano, o San Antonio Spurs simplesmente “passou o carro” no Miami Heat. Na oportunidade, todos tiveram a chance de entrar em quadra e anotar uns pontinhos.
PG – George Hill
SG – Manu Ginobili
SF – Richard Jefferson
PF – Tim Duncan
C – Antonio McDyess
Fique de Olho – Cada vez melhor, o argentino vem sendo o pilar principal dessa volta por cima do San Antonio Spurs. Contra o Heat, Ginobili será responsável por comandar a ofensiva preto e prata. Em março, Manu tem médias de 18.9 pontos, 6.0 assistências e 4.0 rebotes.
PG – Carlos Arroyo
SG – Dwyane Wade
SF – Quentin Richardson
PF – Joel Anthony
C – Jermaine O’Neal
Fique de Olho – Habilidoso, Wade é o grande responsável pela boa campanha do Heat no leste. No jogo desta terça, o ala deverá infernizar George Hill – provável encarregado de marcá-lo.
Spurs (36-25) vs Knicks (22-41) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs New York Knicks – Temporada Regular
Data: 10/03/2010
Horário: 22:30 (Horário de Brasília)
Local: AT&T Center
Situação do Jogo
Os dois times tiveram jogos na segunda-feira; os texanos foram derrotados pelo time de melhor campanha da NBA, o Cleveland Cavaliers, enquanto o Knicks arrancou uma vitória em cima do Atlanta Hawks.
Confrontos na temporada (1-0)
27/12/2009 – San Antonio Spurs 95 @ 88 Knicks
A partida foi disputada até o final, mas conseguimos sair vitoriosos do Madison Square Garden. Parker e Manu lideraram a equipe com 39 pontos.
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PG – George Hill
SG – Manu Ginóbili
SF – Keith Bogans
PF – Tim Duncan
C – Antonio McDyess
Fique de olho – O argentino vem mostrando que ainda tem gás para levar um time nas costas. Manu anotou 21 pontos, 6,4 assistências e 4,6 rebotes nos últimos cinco jogos, sendo 15-32 na linha dos três pontos, além de 100% nos 24 lances livres.
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PG – Sergio Rodrigues
SG – Bill Walker
SF – Wilson Chandler
PF – Danilo Gallinari
C – David Lee
Fique de olho – O pivô adversário trabalha muito no ataque e na defesa, e tem médias de 20,3 pontos e 11,6 rebotes na temporada.
O velho Manu está de volta?

O nosso bom e velho Manu Ginobili parece estar de volta. O argentino voltou a jogar bem e com consistência, sendo decisivo, algo que não viamos já há algum tempo. Prejudicado pelas inumeras lesões, principalmente a do tornozelo (que ocorreu durante os jogos olímpicos de Pequim 2008), Manu parecia lento em quadra, sem ritmo e sem pontaria. Isso finalmente chegou ao fim.
Tenho que reconhecer que fui um dos críticos mais ferrenhos do argentino nesse período de baixa; concordei com a decisão da franquia em não renovar o contrato antecipadamente e até cheguei a cogitar trocas envolvendo o ala-armador. Embora considere-o como um ídolo, o fraco desempenho me decepcionou, e a condição física e as lesões me assustaram.
Com a equipe toda em baixa, mudanças precisavam ser feitas, e negociar o argentino poderia ser um caminho para “mudar os ares” de San Antonio. Mas nada melhor do que ver que eu estava enganado. O Manu voltou, um pouco mais velho e talvez com menos cabelos, mas voltou.
Depois de um começo de temporada pífio, em que o argentino não acertava nem uma ervilha dentro de um barril, a pontaria voltou a ser certeira. A liderança e o poder de decisão também reapareceram. Considerando esta primeira semana de março e o mês de fevereiro, foram oito jogos acima dos 20 pontos, sendo o último com impressionantes 38 tentos anotados.
O número de assistências também está elevado. No período, foram dez jogos com cinco ou mais passes decisivos. A média chega a 5,06 por partida, acima da média da carreira do jogador, que é de 3,7 por jogo. Com Parker e Hill, que são muito mais finalizadores do que “armadores de jogadas”, a bola fica mais tempo nas mãos de Ginobili para que ele organize o jogo.
Isso se deve a uma mudança no estilo de jogo do ala-armador, que com a idade chegando perde um pouco da explosão física, mas ganha em experiência e inteligência, além da técnica refinada.
O aproveitamente de Manu na temporada, de 41% nos arremessos de quadra, é o mais baixo de sua carreira, mas também é reflexo dessa mudança de estilo de jogo. Se antes os pontos surgiam mais das infiltrações, hoje nascem muito mais dos arremessos de longa distância, que naturalmente têm uma porcentagem menor de acertos.
Agora, com Tony Parker fora até os playoffs, a presença de Manu será ainda mais importante para a equipe. Por muitas vezes, ele terá de assumir o papel de armador principal, vai precisar pontuar mais e comandar a equipe no perímetro, para que não recaia todo o peso em cima de Tim Duncan.
Spurs (36-25) @ Cavaliers (50-15) – Spurs perde mesmo com show do argentino
O palco era perfeito para a quinta vitória consecutiva do San Antonio Spurs. O time vinha embalado, o Cleveland estava sem LeBron James (poupado) e Antawn Jamison saiu de quadra lesionado no meio da partida. Tudo parecia realmente conspirar para mais um triunfo. Contudo, não foi dessa vez que o time embalou.
Ginobili deu show, é bom lembrar. Com 38 pontos, sete rebotes e seis assistências, o argentino nos trouxe à memória o Manu dos velhos tempos. Implacável, o camisa #20 só faltou fazer chover. Infiltrou, driblou, acertou sete bolas de três pontos e deixou a defesa de Cleveland atordoada. Foi realmente uma noite de gala.
Os texanos dominaram todo o duelo, do início ao fim. Tudo bem que a peleja foi equilibrada em sua maior parte, mas San Antonio ditou seu ritmo de jogo desde o começo; parecia até que jogava em casa. No entanto, veio o último quarto e faltou aquele quê a mais que vem faltando desde o início da temporada. Faltou alguém que pudesse decidir…
Por mais que Manu estivesse iluminado, ele é apenas um, e um só dificilmente faz milagre sozinho. Ele até que tentou… deixou Hill livre, Mason livre… mas os dois erraram, colocando a vitória por água abaixo. Jamais crucifiquemos Hill, jamais. O jovem mais uma vez se mostrou excelente, tanto na defesa como no ataque. Anotou 23 pontos com um ótimo aproveitamento nos arremessos (8-13). Mason, todavia, está apático. Ele de longe lembra aquele Mason que decidia jogos na temporada passada. Talvez falte confiança, mas ele anda devendo basquete nos últimos jogos.
Por fim, gostaria de ressaltar que o Cleveland Cavaliers tem um ótimo time mesmo sem o astro LeBron James. Isso, inclusive, me fez lembrar aquele Spurs da era de ouro, que vencia todos com a maior facilidade do mundo.
Naquele plantel texano, por mais que Parker, Manu ou Duncan ficassem de fora, o time tinha força suficiente para encarar os mais fortes adversários de igual para igual. Foi o que aconteceu nesta segunda em Ohio, só que da maneira inversa… dessa vez era o Cavs que tinha um elenco fortíssimo.
Quero dizer com isso que não devemos desanimar, pois enfrentamos uma boa equipe fora de casa. Aliás, olhando para a nossa tabela, percebo que temos uma ótima sequência de jogos para embalar novamente os comandados de Gregg Popovich. Eis os nossos próximos adversários na ordem: New York Knicks (em casa), Minnesota Timberwolves (fora), Los Angeles Clippers (em casa) e Miami Heat (fora). Somente depois disso é que as pedreiras voltam… e com tudo, diga-se de passagem. Fechamos o mês com jogos complicados contra Orlando Magic (fora), Atlanta Hawks (fora), Oklahoma City Thunder (fora), Los Angeles Lakers (em casa), Cleveland Cavaliers (em casa) e Boston Celtics (fora).
Veja os melhores momentos da partida
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Manu Ginobili – 38 pontos, sete rebotes e cinco assistências
George Hill – 23 pontos, três rebotes e quatro assistências
Tim Duncan – 13 pontos, cinco rebotes e cinco assistências
Cleveland Cavaliers
Mo Williams – 17 pontos, oito rebotes e oito assistências
Antawn Jamison – 17 pontos e quatro rebotes
Delonte West – 16 pontos, quatro rebotes e cinco assistências
Anderson Varejão – 11 pontos e nove rebotes
Caso Ilgauskas nos faz pensar
Brasil… o país do futebol!
É assim mesmo que nos classificamos quando o assunto é esporte.
Assim, com o fut sendo a prática mais querida entre nós, já nos acostumamos com a falta de amor à camisa.
Ver atletas como Oscar e Diogo recentemente no São Paulo ficou cada vez mais comum. Ninguém se identifica mais com o clube. O desejo é mesmo jogar na Europa e ganhar caminhões de dinheiro.
Se é assim aqui no Brasil, no basquete norte-americano a coisa muda um pouco de figura.
É óbvio que lá as pessoas pensam em dinheiro… todo mundo pensa, afinal.
Mas na NBA ainda existe uma coisa que deveríamos valorizar: amor à camisa!
Tenho dois casos bem frescos na memória que gostaria de dividir com vocês, caros leitores.
O primeiro é do nosso Manu Ginobili. O argentino é ídolo, adora San Antonio, queria continuar na cidade… contudo, por causa de um problema físico, os dirigentes preferiram nem procurá-lo para renovar o contrato.
Resultado? Mágoa… como se esperaria de qualquer ser humano, ainda mais com alguém que é ídolo em seu espaço.
Será que é demasiadamente romântico pensar nisso?
Talvez sim… tudo bem que o dinheiro é importante, e que há todo um planejamento por trás disso… o que acontece é que ninguém tem o direito de fazer com um ídolo o que foi feito com Ginobili.
O mesmo vale para a troca mais recente da liga. Sai Ilgauskas e entra Jamison no Cavs. Sai Jamison e entra Ilgauskas no Wizards.
Onde no mundo poderíamos imaginar um jogador decepcionado porque saiu de um time horrendo para ser franco favorito ao anel? Pois foi assim que Antawn Jamison se sentiu ao sair de Washington. “Acho que eu gostava mais deles do que eles de mim”, lamentou o jogador ao ser negociado.
E o que dizer do Big Z? O cara fez história em Cleveland, é um jogador útil, um líder nato… aí descartam ele como se descarta um Mark Madsen da vida? Mas e o amor à camisa?
Será que alguém tem moral para reclamar dos jogadores que trocam suas equipes para ganhar mais, ou para vencer um título, ou para o que quer que seja?
É sempre bom refletir acerca de nossos valores. Que comecemos já…
Bom, só para mostrar que o velho Manu voltou, vejam esse vídeo. Depois dessa ele merece um novo contrato.


















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