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Spurs (36-25) @ Cavaliers (50-15) – Spurs perde mesmo com show do argentino
O palco era perfeito para a quinta vitória consecutiva do San Antonio Spurs. O time vinha embalado, o Cleveland estava sem LeBron James (poupado) e Antawn Jamison saiu de quadra lesionado no meio da partida. Tudo parecia realmente conspirar para mais um triunfo. Contudo, não foi dessa vez que o time embalou.
Ginobili deu show, é bom lembrar. Com 38 pontos, sete rebotes e seis assistências, o argentino nos trouxe à memória o Manu dos velhos tempos. Implacável, o camisa #20 só faltou fazer chover. Infiltrou, driblou, acertou sete bolas de três pontos e deixou a defesa de Cleveland atordoada. Foi realmente uma noite de gala.
Os texanos dominaram todo o duelo, do início ao fim. Tudo bem que a peleja foi equilibrada em sua maior parte, mas San Antonio ditou seu ritmo de jogo desde o começo; parecia até que jogava em casa. No entanto, veio o último quarto e faltou aquele quê a mais que vem faltando desde o início da temporada. Faltou alguém que pudesse decidir…
Por mais que Manu estivesse iluminado, ele é apenas um, e um só dificilmente faz milagre sozinho. Ele até que tentou… deixou Hill livre, Mason livre… mas os dois erraram, colocando a vitória por água abaixo. Jamais crucifiquemos Hill, jamais. O jovem mais uma vez se mostrou excelente, tanto na defesa como no ataque. Anotou 23 pontos com um ótimo aproveitamento nos arremessos (8-13). Mason, todavia, está apático. Ele de longe lembra aquele Mason que decidia jogos na temporada passada. Talvez falte confiança, mas ele anda devendo basquete nos últimos jogos.
Por fim, gostaria de ressaltar que o Cleveland Cavaliers tem um ótimo time mesmo sem o astro LeBron James. Isso, inclusive, me fez lembrar aquele Spurs da era de ouro, que vencia todos com a maior facilidade do mundo.
Naquele plantel texano, por mais que Parker, Manu ou Duncan ficassem de fora, o time tinha força suficiente para encarar os mais fortes adversários de igual para igual. Foi o que aconteceu nesta segunda em Ohio, só que da maneira inversa… dessa vez era o Cavs que tinha um elenco fortíssimo.
Quero dizer com isso que não devemos desanimar, pois enfrentamos uma boa equipe fora de casa. Aliás, olhando para a nossa tabela, percebo que temos uma ótima sequência de jogos para embalar novamente os comandados de Gregg Popovich. Eis os nossos próximos adversários na ordem: New York Knicks (em casa), Minnesota Timberwolves (fora), Los Angeles Clippers (em casa) e Miami Heat (fora). Somente depois disso é que as pedreiras voltam… e com tudo, diga-se de passagem. Fechamos o mês com jogos complicados contra Orlando Magic (fora), Atlanta Hawks (fora), Oklahoma City Thunder (fora), Los Angeles Lakers (em casa), Cleveland Cavaliers (em casa) e Boston Celtics (fora).
Veja os melhores momentos da partida
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Manu Ginobili – 38 pontos, sete rebotes e cinco assistências
George Hill – 23 pontos, três rebotes e quatro assistências
Tim Duncan – 13 pontos, cinco rebotes e cinco assistências
Cleveland Cavaliers
Mo Williams – 17 pontos, oito rebotes e oito assistências
Antawn Jamison – 17 pontos e quatro rebotes
Delonte West – 16 pontos, quatro rebotes e cinco assistências
Anderson Varejão – 11 pontos e nove rebotes
O fracasso de um torneio de enterradas

Neste último sábado (13/02), assistimos a aquele que talvez tenha sido o torneio de enterradas mais sem graça da história. Que me desculpem os participantes, mas esta é a minha opinião e de quase todos os fãs que ficaram acordados até as 2h da manhã à espera deste momento. Decepcionante. Está é a palavra que melhor define como foi a competição.
A começar pelos participantes. Shannon Brown, DeMar DeRozan, Nate Robinson e Gerald Wallace não são os “dunkers” dos sonhos de ninguém. Para quem esperava a participação de LeBron James, que em 2009 havia dito que participaria, a desistência do astro foi o primeiro sinal do fracasso do evento.
Mas, como sou apaixonado pelo basquete e pela NBA, continuei firme e forte esperando que algo me surpreendesse. Quando tudo começou, vou lhes dizer que teria sido melhor eu “ir ver o filme do Pelé”, como diriam no famoso seriado “Chaves”.
Gerald Wallace, em quem depositava alguma esperança, demostrou tremenda má vontade. Parecia estar lá por obrigação e não apresentou nada além de enterradas comuns. Shannon Brown teve pouca criatividade. Levou Kobe Bryant para ajudá-lo, mas usou-o somente para jogar a bola pra cima, algo que até mesmo minha avó faria, e sem nem precisar de treino.
Nate Robinson, que denfendia o título, manteve a sina de errar muitas vezes até acertar, mas mesmo assim não apresentou nada de novo. O novato DeMar DeRozan foi o único a conseguir me salvar de um cochilo. Com a ajuda de Sonny Weems, executou a melhor enterrada da noite após seu companheiro arremessar a bola na lateral da tabela. Mas foi só.
Na final, Robinson e DeRozan pouco empolgaram. Quem acreditava que o melhor viria no fim se arrependeu de ter ficado acordado.
O troféu acabou ficando pela terceira vez com o armador do Knicks após votação do público, mas ficou a sensação de que não deveria haver vencedor. A escolha de um vitorioso foi uma mera formalidade.
Um torneio que já viu campeões jogadores como Michael Jordan, Dominique Wilkins, Kobe Bryant e Vince Carter, agora tem Nate Robinson como tricampeão e maior vencedor da história. Que me desculpe o baixinho Robinson, mas é um claro sinal de um torneio que vem acumulando fracassos atrás de fracassos.
Ou a NBA toma uma atitude, ou o Slam Dunk Contest, como é chamado oficialmente o torneio, estará fadado ao desinteresse do público e ao desaparecimento. Por que não selecionar grandes nomes, como Andre Iguodala, Josh Smith, Amar’e Stoudemire, Dwyane Wade, Kevin Durant ou o próprio Lebron James? Sem dúvida valorizaria o torneio e aumentaria o interesse do público. Além do mais, aumentaria audiência na TV e venderia mais produtos.
Fica a dica para David Stern. O torneio de enterradas tem um potencial enorme, mas que ano após ano vem sendo desperdiçado.
Melhores do Mês – Janeiro
Olá amigos e leitores do Spurs Brasil. Mais um mês de jogos se passou e nós, como de costume, elegemos o melhores de janeiro nas seguintes categorias: melhor time, melhor jogador e melhor jogador do San Antonio Spurs. Confira os vencedores:
Melhor Time: Memphis Grizzlies e Denver Nuggets


Destaque no mês de janeiro, a jovem equipe do Memphis Grizzlies surpreendeu a todos e conseguiu uma boa campanha de dez vitórias e cinco derrotas. Com bom quinteto titular, destaque para vitórias contra o San Antonio Spurs e o Orlando Magic. O Denver Nuggets, assim como o Grizzlies, conseguiu três votos e ficou empatado em primeiro lugar. Em janeiro, 12 vitórias e três derrotas para a equipe do Colorado. Veja quem votou:
Memphis Grizzlies – Três votos (Bruno Pongas, André Pastore e Rafael Panda)
Denver Nuggets – Três votos (Robson Massaki, Glauber da Rocha e Guilherme Kamus)
Utah Jazz – Dois votos (Lucas Pastore e Leonardo Sacco)
Atlanta Hawks – Um voto (Victor Moraes)
Melhor Jogador: LeBron James

Mesmo com muito equilibrio, o ala LeBron James, do Cleveland Cavaliers, conseguiu seu primeiro título aqui no ‘Melhores do Mês’. Em janeiro, James obteve médias de 30.7 pontos, 7.3 rebotes e 8.5 assistências. Veja quem votou:
LeBron James – 3 votos (Victor Moraes, Rafael Panda, André Pastore)
Kevin Durant – 2 votos (Robson Massaki e Guilherme Kamus)
Kobe Bryant – 2 votos (Leonardo Sacco e Glauber da Rocha)
Chris Paul – 1 voto (Bruno Pongas)
Gerald Wallace – 1 voto (Lucas Pastore)
Melhor Jogador do Spurs: Tim Duncan

Pela terceira vez consecutiva, Tim Duncan foi eleito como melhor do mês no San Antonio Spurs. Em janeiro, TD conseguiu médias de 19.5 pontos, 11.5 rebotes e 3.4 assistências. Veja quem votou:
Tim Duncan – 8 votos (Lucas Pastore, André Pastore, Rafael Panda, Leonardo Sacco, Guilherme Kamus, Glauber da Rocha, Robson Massaki e Victor Moraes)
DeJuan Blair – 1 voto (Bruno Pongas)
É isso pessoal. Mês que vem voltamos com mais ‘Melhores do Mês’.
Mr. Wild Thing!
Eu vou ser sincero e dizer que não sou daqueles grandes entusiastas do estilo de jogo do brasileiro Anderson Varejão. Acho ele desajeitado, limitado tecnicamente… um verdadeiro brucutu (futebolisticamente falando). Contudo, como tenho um pouco de massa cinzenta (como gosta de dizer o Belluzzo) aqui dentro, não posso negar sua eficiência para o esquema de jogo do Cleveland Cavaliers.
A ‘coisa selvagem’, como os americanos chamam o Varejão, pode ter todos os problemas técnicos do mundo, pode ser desordenado, esquisito… mas suas qualidades acabam, por fim, superando seus defeitos. Ele energiza o time quando entra em quadra, é raçudo ao extremo, corre atrás de todas as jogadas com muita vontade… é disso que o Cavs precisa. Ou melhor, é disso que o LeBron James precisa; de um elenco de coadjuvantes que se disponham a serví-lo.
Mo Williams deixou de ser o ‘fominha’ da época do Bucks e passou a jogar com inteligência, Shaq sabe que para ganhar mais um anel terá que se sujeitar a poucos e eficientes minutos em quadra, Ilgauskas sempre será o ‘fiel escudeiro’ do LeBron. Todos os jogadores citados acima sabem que têm grandes chances de se tornarem campeões da NBA. Para isso, eles fazem o ‘trabalho sujo’ e ajudam a estrela maior a decidir os jogos. É nesse esquema solidário que o Cavs atropelhou o Lakers e vem subindo cada vez mais pelas tabelas – já é o primeiro da Conferência Leste e o segundo do geral.
Varejão tem sua marca nesse time. Com médias de 8.0 pontos e 7.9 rebotes por jogo, o brasileiro mostra a cada dia que soube se adaptar como ninguém ao estilo de jogo da liga norte-americana. A prova cabal disso aconteceu na noite de ontem, diante do excelente Atlanta Hawks. Em 32 minutos em quadra, a ‘coisa selvagem’ marcou 14 pontos (6-8), pegou nove rebotes e distribuiu três tocos. Para coroar a noite de gala, Varejão foi o cara decisivo do Cavs.
Pois é! Quem pensa que LeBron James decidiu o jogo está enganado. Bem marcado, o astro se viu obrigado a passar a última bola para o armador Mo Williams. O ‘baixinho’ se viu ainda mais atrapalhado que seu companheiro e, para não perder a posse de bola, arriscou a sorte e colocou a ‘redonda’ nas mãos do Wild Thing. Num dia normal, o Varejão mandaria uma ‘air ball’ daquelas de fazer qualquer um sentir vergonha alheia. No dia dele, no entanto, o tiro de três caiu certeiro, perfeito…
O esporte proporciona dessas. Essa cesta é como o gol daquele cara grosso de bola que nunca soube sequer chutar na vida e do nada arranca um petardo na ‘gaveta’. A única palavra que me resta dizer ao brasileiro é: parabéns!
A você, leitor do Spurs Brasil, um ótimo ano novo. Que 2010 seja repleto de vitórias para a nossa equipe! Até lá… antes disso, fique com a jogada marcante do Mr. Wild Thing.
NBA vai se afunilando!


Dwight Howard, o superman, bota seus poderes à prova logo mais contra o Boston Celtics. Uma derrota hoje elimina o Magic da NBA (Photo by Marc Serota/Getty Images)
O ano vai passando e nem nos damos conta de que o mundo segue, o tempo passa, as pessoas envelhecem; aliás, dá para acreditar que já estamos em meados de maio? Pois é, querido leitor do Spurs Brasil, a NBA está chegando ao seu final, para a tristeza de alguns e a alegria de outros.
O primeiro a chegar à final de conferência foi o Cleveland Cavaliers. Barbada? Pois é! Todos esperávamos uma vitória tranquila de LeBron James e cia. para cima do ascendente time do Hawks. Contudo, imaginava que talvez Joe Johnson e Josh Smith inspirados poderiam conseguir uma vitória, ou duas quem sabe. No final das contas, varrida fácil e favoritismo garantido na próxima fase.
O outro classificado até aqui é o Denver Nuggets. Quem diria, o DENVER NUGGETS. Há algum tempo atrás, o time do Colorado era motivo de piada ao redor da liga. Bastou, no entanto, a chegada do armador Chauncey Billups para as coisas engrenarem. E realmente eu nunca vou cansar de dizer, como joga esse tal de Billups; dá uma dinâmica absurda ao ataque do Denver e ainda por cima sabe liderar como poucos. Azar do Dallas Mavericks, que entrou nesse ano com poucas perspectivas e saiu dele de bolsos vazios.
Daqui a pouco teremos dois jogos que podem definir os enfrentamentos das finais de conferência. Às 20h00 (horário de Brasília), o Boston Celtics viaja até Orlando para encarar o jogo seis da série. Mesmo sem Kevin Garnett (pra mim o seu principal atleta), o tradicional Celtics vem conseguindo se dar bem contra o Magic, que cresceu muito nesse ano e era tido como favorito nessa série. A bola está com Dwight Howard e companhia, que carregam o peso de um jogo decisivo contra um time com mais experiência nas costas. Mesmo com uma equipe enfraquecida, Paul Pierce, Ray Allen e Rajon Rondo podem se aproveitar do lado psicológico para sair de Orlando com a vaga.
Às 22h30, o badalado Los Angeles Lakers vai até o Texas para pegar o Houston. Aqui, no entanto, temos um baita problema. O Rockets, como sempre, chega ao jogo seis pra lá de baleado, e, recentemente, perdeu um de seus principais jogadores – o pivô chinês Yao Ming. Sem Ming, o Lakers se aproveitou e venceu o último embate com muita facilidade: 118 a 78. Hoje, é bem provável que os texanos joguem com muita raça e consigam endurecer o jogo, mas, no final, é impossível enxergar outro vencedor sem ser o Los Angeles Lakers.
Desta maneira, arrisco alguns palpites para os enfrentamentos da fase derradeira da NBA.
Cleveland Cavaliers x Boston Celtics (como no ano passado)
Los Angeles Lakers x Denver Nuggets (esse duelo vai ser dos bons, se acontecer)












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