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Vem aí o Mundial 2010

Faltam pouco mais de três meses para o início do Mundial de Basquete de 2010, que será sediado na Turquia. O torneio acontecerá entre os dias 28 de agosto e 12 de setembro e reunirá 24 seleções de todos os continentes, divididas em quatro grupos (confira a divisão dos grupos mais abaixo).

Desta vez, Parker aproveitará melhor as férias da NBA

Mas para nós do Spurs Brasil, o que isso representa? Além, claro, de nossa seleção brasileira, que estará em quadra, com toda a nossa torcida, e da poderosa seleção norte-americana, devemos ter alguns outros atletas para torcermos e, principlamente, observamos.

Como já se sabe, Manu Ginobili não participará desta edição da competição, Tony Parker também abriu mão da disputa para poder descansar e se recuperar da dificil temporada que viveu no Spurs, e Tim Duncan já se aposentou há alguns anos da seleção americana.

Com os grandes astros texanos fora do Mundial, nossa atenção se volta para jogadores menos badalados. Na seleção francesa, o pivô Ian Mahinmi deve constar na lista. Além dele, o ala-armador Nando De Colo pode ser chamado e merece nossa atenção. Para que não se lembra, ele foi draftado pelo Spurs no Draft de 2009, na 53ª escolha, e pode pintar em San Antonio em pouco tempo. Será a rara oportunidade de ver um possível futuro jogador em quadra, já que De Colo atua pelo Valencia, da Espanha, e por aqui são raras as transmissões de partidas da Liga ACB.

Outro possível representante do Spurs é Matt Bonner.  “Como assim?”, vcs devem estar se perguntando, já que jamais ele teria espaço na seleção dos EUA. Mas Bonner possuí a nacionalidade canadense e pode ser chamado para defender o Canadá no Mundial.

Além deles, claro que estaremos de olho em Tiago Splitter. O pivô brasileiro possui os direitos na NBA ligados ao San Antonio Spurs e pode chegar ao Texas como o principal reforço para a temporada 2010/11.

O Spurs Brasil fará a cobertura da participação brasileira na Turquia, dos Estados Unidos e também das outras seleções que tenham jogadores ligados a franquia. Então fiquem ligados, 28 de agosto começa, anotem em suas agendas.

https://i0.wp.com/2.bp.blogspot.com/_OfkqvQqHznw/S0FR93-T9cI/AAAAAAAAEiI/4fkJjYiJlEc/s400/logo_Mundial%2Bbasquete_Turquia.gifCampeonato Mundial de Basquete – Turquia 2010

Data: 28 de agosta a 12 de setembro

Cidades sedes: Istambul, Ankara, Izmir e Kayseri

Grupo A
Alemanha
Angola
Argentina
Austrália
Jordânia
Sérvia

Grupo B
Brasil
Croácia
Eslovênia
Estados Unidos
Irã
Tunísia

Grupo C
China
Costa do Marfim
Grécia
Porto Rico
Rússia
Turquia

Grupo D
Canadá
Espanha
França
Líbano
Lituânia
Nova Zelândia

O que há de interessante entre Spurs e Derrick Favors?

Eis mais um candidato a vestir o manto preto e prata

Saiu uma notícia nesta sexta-feira dizendo que o San Antonio Spurs fez algumas entrevistas com o ala-pivô Derrick Favors, cotado para ser a terceira escolha do próximo recrutamento.

Na verdade, nada é mais normal nessa época do ano do que os times entrevistarem os talentos do draft.

San Antonio já havia falado com outros jogadores. O intuito é fazer uma varrida imponente no currículo destes jovens atletas.

R.C. Buford, o homem que manda e desmanda no Texas, sabe que precisa de um talento para tocar seu projeto de reformular o elenco do Spurs.

Por isso, San Antonio vem se empenhando ao máximo no currículo desses garotos.

Com a vigésima escolha, a chance de selecionar um bom jogador é ótima. Buford, contudo, enxerga além.

Ele quer o promissor Favors; jogador atlético, pulador, que enterra em quem vê pela frente.

Com o aprendizado junto à estrela Tim Duncan, Buford e Gregg Popovich planejam projetar o ala-pivô para o futuro. Aprimorá-lo física e tecnicamente, melhorar sua defesa, seus arremessos…

Todavia, como eu disse anteriormente, Favors é cotado para ser a terceira escolha. Desta maneira, como o Spurs chegaria a ele?

O New Jersey Nets, justamente o terceiro colocado no recrutamento, sucumbiu na última temporada por falta de um jogador experiente.

É neste parágrafo que entra o Spurs, que tem dois jogadores muito experientes a oferecer como moeda de troca: Richard Jefferson e Tony Parker.

O primeiro foi um fiasco em seu debute com a camisa alvinegra. Seu contrato expira ao término da próxima temporada, o que torna Jefferson uma excelente moeda de troca.

O mesmo vale para o francês Tony Parker. O armador é outro que terá seu contrato encerrado. Para renovar, espera-se que o franco-belga peça o máximo dinheiro permitido, coisa que Buford jamais ofereceria.

Sem renovar com o experiente armador, Parker se torna outra boa moeda de troca, e, além de Favors, San Antonio poderia conseguir mais atletas nesse negócio.

Rumores, rumores e mais rumores. Esse é apenas mais um deles. No entanto, é um dos mais plausíveis que vi até aqui.

Esperemos os próximos dias…

Vem, Tiago!

Nesta semana, para quem não viu, o brasileiro Tiago Splitter foi eleito o jogador mais valioso (MVP) da liga espanhola de basquete, a ACB. Motivo de orgulho para nós brasileiros, e mais ainda para nós, torcedores do Spurs,  já que os direitos do pivô brasileiro na NBA pertencem ao time de San Antonio.

Esperamos vê-lo em breve com nossa camisa

Ser MVP da Liga ACB não é pouca coisa. O campeonato espanhol é considerado por muitos a segunda liga nacional mais forte do mundo – atrás apenas da própria NBA, claro. Isso, sem dúvida, despertaria o interesse de qualquer franquia americana, e somos nós, o Spurs, que temos em mãos a chance de trazê-lo.

Sem possibilidade de fazer grandes contratações no movimentado mercado de free agents da offseason de 2010, a grande aquisição do time texano pode ser o pivô brasileiro. Se não podemos pensar em Wade, LeBron e Bosh, como a maioria, temos uma missão até mais fácil: trazer Tiago Splitter.

Não vou me alongar em análises táticas de como Splitter jogaria no Spurs; já fizemos isto aqui algumas vezes antes e também cada um pode ter uma percepção sobre as possibilidades. Quero me focar no lado “burocrático” da contração: afinal, o que precisamos fazer para trazê-lo?

Dizem na Espanha que o Real Madrid estaria disposto a fazer uma proposta altíssima para ter o brasileiro em seu elenco, algo que beiraria 7 milhões de euros limpos. E esse pode ser o principal entrave na negociação de nosso conterrâneo com o Spurs.

Mas,  a favor da franquia texana, está o encanto que jogar na NBA causa. Se não todos, a grande maioria dos jogadores de basquete sonha em chegar à NBA, e isso pode pesar na balança para o lado do Spurs. Outro ponto favorável aos texanos é que a liga americana, futuramente, pode pagar mais do que qualquer clube na europa pagaria. Alguns contratos, quando renovados, ultrapassam os 10 milhões de dólares, as vezes chegando a 15 ou até 20 milhões. Então, dependeria do rendimento de Tiago na NBA para que, no futuro, o contrato fosse renovado com um salário melhor.

Acredito que a saída para o Spurs é apostar todas as fichas em trazer o brasileiro. A equipe precisa de renovação, e um jogador de garrafão de qualidade como Splitter não se encontra em qualquer esquina.

Mas também não será possível o brasileiro chegar ganhando o salário mínimo de novato da NBA, então a melhor saída seria trabalhar usando a Mid Level Exception, um valor que a equipe terá para usar em contratações e que gira em torno dos 5,5 milhões de dólares.

Ainda sim, este valor seria mais baixo do que ele receberia na Europa, mas não deixaria de ser um belo salário. Acredito que, nessas condições, Tiago não abriria mão de seu sonho de jogar na NBA.

A hora da decisão!

O momento que todos os fãs de NBA aguardam está cada vez mais próximo. Começa, neste domingo, a primeira das Finais de Conferência da liga, que vão decidir os dois candidatos ao título do mais importante campeonato de times do basquete mundial. Às 16h30 (de Brasília) deste domingo, Orlando Magic e Boston Celtics começam a decidir o título da Conferência Leste. Na segunda, às 22h, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns jogam a primeira partida da final da Conferência Oeste.

Ei pessoal, acordem! Os playoffs voltaram!

No Leste, nenhuma surpresa. Claro; todos apostavam no Cleveland Cavaliers – que montou um belo elenco na offseason, voou na temporada regular, e ainda trouxe um reforço de peso ao longo do ano (o ala-pivô Antawn Jamison). Porém, era impossível tirar da lista de favoritos os dois últimos campeões da conferência. O Magic desde cedo justificou este favoritismo e garantiu a segunda colocação na temporada regular sem maiores dificuldades. Já o Celtics, aos trancos e barrancos, acabou na quarta posição – mas, nos playoffs, mostrou a que veio, eliminando LeBron James e companhia.

A série promete, ao meu ver, por serem duas equipes que se destacam pelo jogo coletivo. Têm grandes jogadores, obviamente – porém, não adianta investir na marcação individual a um adversário para frear o ímpeto do time. Nem mesmo um Dwight Howard bem marcado complica a vida do Magic – conforme já disse neste mesmo espaço, não acho que o pivô seja a principal arma ofensiva da equipe. Os dois times terão de se estudar, entender a característica adversária e construir uma defesa ideal para tentar pará-la.

O Magic não joga desde o dia 10/05, quando venceu a quarta partida diante do Atlanta Hawks para varrer o adversário. A folga pode ter dois lados – a equipe entrará em quadra bem mais descansada do que o adversário, mas terá um rival muito mais embalado pelo ritmo dos playoffs, já que a série Celtics x Cavs acabou de terminar. Mesmo assim, aposto na equipe da Flórida, que vem jogando um basquete muito sólido ao longo de toda a temporada.

Se no Leste não vemos surpresas na final de conferência, no Oeste temos uma zebraça daquelas! O Los Angeles Lakers, que caminha para a construção de uma dinastia, já que foi campeão da conferência nas últimas duas temporadas, encara o Phoenix Suns, que não chegava a uma final do Oeste desde 2006 – quando eliminou o time de Los Angeles na primeira rodada dos playoffs – e que não decide a NBA desde 1993.

Após se desfazer de Shaquille O’Neal na offesason, o elenco do Suns pareceu enfraquecido. Pois a equipe começou a temporada com tudo, chegando a liderar o Oeste. Todos afirmaram que o time – como sempre, comandado por Steve Nash e Amare Stoudamire – era fogo de palha. Pois terminou com a terceira colocação da disputada conferência. Então, o consenso era que a equipe não iria longe nos playoffs. Então, lá foi o Suns vencer o Portland TrailBlazers por 4 a 2 e varrer (…) o San Antonio Spurs nas semifinais. Pode isso, Arnaldo?

A princípio, não vejo como o Lakers perder essa final. A equipe tem um bom time, jogadores acostumados aos playoffs e um dos jogadores mais decisivos que já vi no esporte mundial, Kobe Bryant. Acho que o time de Los Angeles tem tudo para garantir facilmente a vaga na decisão – mas como fazer uma aposta seca com um Suns que vem surpreendendo mais e mais a cada fase? Eu prefiro é esperar pra ver…

O líder e suas diversas facetas

Líder? Semideus? Deus? Mero mortal ou pipoqueiro?

Este é LeBron James, em várias de suas facetas. Elas foram vividas em toda a temporada da NBA.

De início, o personagem semideus, recém-chegado de uma temporada brilhante, coroada com o título de melhor jogador.

O título, contudo, ficou para a próxima. Sem antídoto para Dwight Howard, LeBron e sua trupe pararam no Orlando Magic, que foi à final e fez bons jogos contra o Los Angeles Lakers.

O astro foi perdoado. A culpa, em sua grande parte, foi carregada por outras costas, embora alguns já o olhassem com um ar de desconfiança.

Deus; esse foi LeBron James ao término desta temporada.

Ele jogou muito, muito mesmo. Fez de tudo, eu diria; um verdadeiro craque. Ao término da época, mais uma vez, veio o troféu de MVP – um marco na carreira de qualquer jogador.

Nos playoffs, o camisa #23 mostrou sua faceta de líder. Passou pelo Chicago Bulls sem deixar rastros, jogando o mesmo basquete que o credenciara ao prêmio de melhor atleta da temporada.

Na fase seguinte estava lá o experiente Boston Celtics. Será que o trio de velhinhos seria páreo para King James, como o mesmo gosta de se intitular?

A resposta veio em quadra. Quem apareceu para o jogo? Ray Allen e Rajon Rondo.

E LeBron James? Foi anulado, se escondeu…

A responsabilidade pesou. Na hora “H”, muitos passes, pouca iniciativa. É bem verdade que Ray Allen o marcou como poucos. Aliás, o Boston Celtics soube como parar o badalado Cavs.

Rajon Rondo fez chover. Fez triple-double, passou muito, infiltrou muito. Deixou o técnico Mike Brown de “cabelos em pé”; entre aspas, porque Brown sequer possui um fio de cabelo.

Acanhado, LeBron James passou vergonha em casa, foi vaiado. Teve seu pior desempenho da carreira em playoffs sob os olhares atentos de seus entusiastas.

No jogo seguinte, o último da série, muitos abraços, um triplo-duplo, um adeus melancólico.

A passagem de LeBron James pelo Cleveland Cavaliers (se ele realmente trocar de equipe) será sempre lembrada com um asterisco.

“O novo Jordan que nunca venceu”, talvez fosse um título adequado.

James me decepcionou, decepcionou aos torcedores de Cleveland, a imprensa. O mundo esperava mais dele, que sucumbiu diante de um time que soube o que fazer em quadra.

Mas depois de tudo isso, vale crucificar o craque?

Ao meu ver será inútil. Há jogadores com mais culpa. Quando LeBron se omitiu, alguém precisava chamar a responsabilidade; ter, no linguajar popular, saco roxo…

O elenco do Cleveland Cavaliers é milionário. Será que alguém, além do camisa #23, estava impossibilitado de pontuar?

A culpa é de todos, claro, mas o asterisco do ano vai para LeBron James, um dos maiores jogadores que vi, um dos que mais me decepcionou.

Torço para ele vencer um dia. Espero vir aqui e escrever um belo texto criticando a mim mesmo, dizendo que eu estava errado.

Esse dia vai chegar? Quem sabe… só o tempo dirá.