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Jerry Stackhouse dispara alfinetes em Richard Jefferson

Stackhouse já sabe o que fazer quando abandonar o basquete...

Jerry Stackhouse, veterano ala recém-contratado pelo Milwaukee Bucks, disse em entrevista que não considera Richard Jefferson um astro.

Na última temporada, o camisa #24 do San Antonio Spurs fez grande temporada pelo Bucks, com médias de 19.6 pontos e 4.6 rebotes, e despertou o interesse dos texanos, que o adquiriram a peso de ouro.

Sua chegada ao  Texas, no entanto, foi decepcionante, por mais que ele tenha apresentado ligeira melhora nos últimos jogos. Em 2009-2010, Jefferson vem com médias de 11.9 pontos e 4.2 rebotes por noite.

Em certo ponto, Stackhouse – que foi um astro da NBA no início dos anos 2000 – está certo. Mas a troco de que ele teria falado isso? “Eu acho que ele tem algum talento, é bastante atlético, mas quando é para jogar em um time que utiliza muita posse de bola, não o acho um jogador especial”, disparou. “Ele só não é tudo aquilo que dizem”, ponderou.

No meu modesto ponto de vista, acho que o Stackhouse deveria jogar mais bola e falar um pouco menos. Jefferson está decepcionando, é verdade, mas nada melhor do que cuidarmos de nossas próprias vidas, certo, Stack?

Hairston tem que ser mais aproveitado

No draft de 2008, o San Antonio Spurs selecionou aquele que viria a se tornar um bom armador – o esloveno Goran Dragic.

Como já contava com Tony Parker e George Hill para tal posto, nada mais natural do que tentar negociá-lo logo em seguida.

Bom… foi isso que o R.C. Buford tentou fazer.

A troca foi feita com o Phoenix Suns. Enviamos o promissor europeu e trouxemos o desconhecido Malik Hairston, que vinha da Universidade do Oregon.

Pouco tempo foi suficiente para perceber que nos metemos numa tremenda cilada…

Hairston era pouco aproveitado e nunca pôde mostrar seu basquete no Texas.

Dragic, por sua vez, teve uma primeira temporada irregular, cheia de altos e baixos.

Em seu segundo ano, no entanto, mostrou que é um armador de certo potencial, tanto que ganhou mais minutos no Arizona e está tirando proveito disso.

Hairston ficava naquele mesmo esquema… vem pro Spurs, vai pra D-League, vem pro Spurs, vai pra D-League

Só depois da dispensa de Michael Finley e da troca de Theo Ratliff que o ala conseguiu um pouquinho mais de espaço.

Subiu de vez para San Antonio e finalmente se fixou no grupo – sem precisar ficar indo e voltando para Austin a todo o momento.

Particularmente sempre gostei do Hairston em quadra.

É raçudo, sabe defender com certa qualidade, tem umas enterradas boas (aquela que ele pega o rebote e enterra é bem típica)… ou seja, é um atleta que merece algumas chances.

Na vitória contra o New York Knicks, o jovem finalmente teve um período para jogar e mostrar seu potencial.

Atuou no último quarto e foi brilhante. Deu uma enterrada, converteu um arremesso providencial e deu um toco espetacular que salvou o San Antonio Spurs da tragédia.

Com a má fase de Roger Mason Jr., é bem provável que o Pop passe a utilizá-lo com mais frequência.

Eu torço para isso!

Spurs adquire Cedric Jackson

Como dito ontem aqui no Spurs Brasil, o rumor do colunista do yahoo Adrian Wojnarowski se concretizou.

Nesta quarta-feira, o San Antonio Spurs anunciou um contrato com o armador Cedrick Jackson, que estava atuando na Liga de Desenvolvimento da NBA (D-League).

Com a camisa do Cleveland Cavaliers no início desta temporada, Jackson participou de apenas cinco jogos. Com quase nove minutos em quadra por noite, o armador conseguiu médias de um ponto e duas assistências.

Na D-League, com a camisa do Erie BayHawks, o atleta obteve médias de  15.8 pontos, 7.4 assistências e 5.1 rebotes em quase 33 minutos por jogo. No dia 19 de janeiro, ele conseguiu sua melhor marca da carreira – 34 pontos e 13 assistências contra o Austin Toros.

13º jogador deve ser anunciado em breve

Foto por Steve Mitchell/US Presswire

Depois de dispensar o ala Michael Finley (na verdade ele pediu para sair), o San Antonio Spurs, que atualmente conta com 12 atletas no elenco, precisa de mais um para ficar de acordo com as regras da NBA, que exige que cada equipe possua o mínimo de 13 jogadores em seu plantel.

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Para ocupar esse posto, o general manager R.C. Buford deve anunciar nos próximos dias um contrato com o armador Cedric Jackson, que atua na Liga de Desenvolvimento da NBA (D-League).
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Gregg Popovich, no entanto, já anunciou que nenhum atleta que chegue irá resolver os problemas da equipe. “Ninguém que vamos contratar irá nos ajudar”, disparou o treinador. “Traremos alguém somente para ver se descobrimos algum talento, aí o moveremos para a Summer League”, pontuou.
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Nesta temporada, Jackson já assinou um contrato de dez dias com o Cleveland Cavaliers. Contudo, foi dispensado após o período.

Spurs (36-25) @ Cavaliers (50-15) – Spurs perde mesmo com show do argentino

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O palco era perfeito para a quinta vitória consecutiva do San Antonio Spurs. O time vinha embalado, o Cleveland estava sem LeBron James (poupado) e Antawn Jamison saiu de quadra lesionado no meio da partida. Tudo parecia realmente conspirar para mais um triunfo. Contudo, não foi dessa vez que o time embalou.

Todos atentos a George Hill... (Photo by Gregory Shamus/NBAE via Getty Images)

Ginobili deu show, é bom lembrar. Com 38 pontos, sete rebotes e seis assistências, o argentino nos trouxe à memória o Manu dos velhos tempos. Implacável, o camisa #20 só faltou fazer chover. Infiltrou, driblou, acertou sete bolas de três pontos e deixou a defesa de Cleveland atordoada. Foi realmente uma noite de gala.

Ginobili teve seu brilho ofuscado pela derrota (AP Photo/Ron Schwane)

Os texanos dominaram todo o duelo, do início ao fim. Tudo bem que a peleja foi equilibrada em sua maior parte, mas San Antonio ditou seu ritmo de jogo desde o começo; parecia até que jogava em casa. No entanto, veio o último quarto e faltou aquele quê a mais que vem faltando desde o início da temporada. Faltou alguém que pudesse decidir…

Por mais que Manu estivesse iluminado, ele é apenas um, e um só dificilmente faz milagre sozinho. Ele até que tentou… deixou Hill livre, Mason livre… mas os dois erraram, colocando a vitória por água abaixo. Jamais crucifiquemos Hill, jamais. O jovem mais uma vez se mostrou excelente, tanto na defesa como no ataque. Anotou 23 pontos com um ótimo aproveitamento nos arremessos (8-13). Mason, todavia, está apático. Ele de longe lembra aquele Mason que decidia jogos na temporada passada. Talvez falte confiança, mas ele anda devendo basquete nos últimos jogos.

Por fim, gostaria de ressaltar que o Cleveland Cavaliers tem um ótimo time mesmo sem o astro LeBron James. Isso, inclusive, me fez lembrar aquele Spurs da era de ouro, que vencia todos com a maior facilidade do mundo.

LeBron também dá seus pitacos como técnico (Photo by David Liam Kyle/NBAE via Getty Images)

Naquele plantel texano, por mais que Parker, Manu ou Duncan ficassem de fora, o time tinha força suficiente para encarar os mais fortes adversários de igual para igual. Foi o que aconteceu nesta segunda em Ohio, só que da maneira inversa… dessa vez era o Cavs que tinha um elenco fortíssimo.

Quero dizer com isso que não devemos desanimar, pois enfrentamos uma boa equipe fora de casa. Aliás, olhando para a nossa tabela, percebo que temos uma ótima sequência de jogos para embalar novamente os comandados de Gregg Popovich. Eis os nossos próximos adversários na ordem: New York Knicks (em casa), Minnesota Timberwolves (fora), Los Angeles Clippers (em casa) e Miami Heat (fora). Somente depois disso é que as pedreiras voltam… e com tudo, diga-se de passagem. Fechamos o mês com jogos complicados contra Orlando Magic (fora), Atlanta Hawks (fora), Oklahoma City Thunder (fora), Los Angeles Lakers (em casa), Cleveland Cavaliers (em casa) e Boston Celtics (fora).

Veja os melhores momentos da partida

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Manu Ginobili – 38 pontos, sete rebotes e cinco assistências

George Hill – 23 pontos, três rebotes e quatro assistências

Tim Duncan – 13 pontos, cinco rebotes e cinco assistências

Cleveland Cavaliers

Mo Williams – 17 pontos, oito rebotes e oito assistências

Antawn Jamison – 17 pontos e quatro rebotes

Delonte West – 16 pontos, quatro rebotes e cinco assistências

Anderson Varejão – 11 pontos e nove rebotes