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Raymond Felton + Wilson Chandler = Tony Parker? Mais uma do N.Y. Post…

Mais um rumor pipocou nesta segunda-feira envolvendo o nome de atletas do San Antonio Spurs.

A bola da vez vem do periódico New York Post, que parece querer colocar o armador Tony Parker de qualquer maneira no time da cidade, o New York Knicks.

Segundo o jornal, Parker seria alvo de uma possível troca com Raymond Felton, armador recém-adquirido pelo Knicks, e Wilson Chandler, ala que conseguiu bom destaque durante a última temporada.

Caso a investida pró-Parker falhe, o Knicks tem um plano B, que é tentar uma troca com o New Orleans Hornets a fim de adquirir o também armador Chris Paul.

Tiago Splitter assina contrato com o Spurs

Após muitos anos, assim podemos dizer, de espera, o ala-pivô brasileiro Tiago Splitter finalmente foi apresentado como reforço do alvinegro texano.

O atleta, de 25 anos, usará a camisa #22 e disse estar muito satisfeito em sua nova empreitada. “Estou muito feliz em ser um Spur”, declarou. “Decidi que queria vir para cá; me senti no momento certo. Três anos atrás, quando fui recrutado, sabia que seria impossível vir para San Antonio. Foi aí que firmei um novo contrato na Europa e melhorei meu jogo”, completou.

“Sei que o jogo da NBA é diferente, mas sei que eu sei jogar este jogo. Tentarei ser o mais esperto e forte que puder”, completou.

Atualizado às 20h33

De acordo com o colunista Mike Monroe, do mysanantonio.com, Splitter assinou um contrato de US$ 10 mi por três anos. Eu achei a quantia ínfima, porque na Europa ele recebia um pouco mais do que isso. Resta esperar para ver se essa notícia é confirmada.

Força feminina

Becky Hammon será responsável por levar as Stars longe mais uma vez

Hoje é dia de fugir um pouco da NBA para falar sobre a equipe feminina de San Antonio, o San Antonio Silver Stars.

Mais uma temporada começou para as texanas, que fazem seu quarto jogo nesta sexta-feira. O adversário da vez é o New York Liberty.

Nos duelos anteriores, uma derrota no primeiro confronto para o Atlanta Dream, e duas vitórias consecutivas, sobre Tulsa Shock e Los Angeles Sparks.

As expectativas em torno do elenco são enormes. Dan Hughes, que exercia o cargo de técnico e general manager nos outros anos, abdicou do comando da equipe para se dedicar ao trabalho de executivo.

Seus esforços surtiram efeito. Além de recrutar uma boa jogadora (a pivô Jayne Appel), alguns reforços de peso chegaram, alimentando o sonho do primeiro título.

Em pouco tempo com a camisa preto e prata, a veterana pivô Michelle Snow já ganhou a vaga de titular. Em três jogos, foram médias de 13,3 pontos e dez rebotes – suas melhores da carreira.

O outro reforço importante, a também veterana Chamique Holdsclaw, mostrou em seu primeiro embate que vai incomodar bastante as adversárias. No confronto diante das Sparks, foram 19 pontos e cinco assistências.

Além das novas contratadas, somemos o poder ofensivo da ala-pivô Sophia Young, cada vez mais se consolidando como uma das melhores atletas da liga, e a genialidade da armadora Becky Hammon, para muitos a melhor do mundo.

Por fim, o banco de reservas ainda traz boas atletas para complementar o elenco. Temos Edwiges Lawson-Wade, a “sexta-mulher”, com recheada carreira internacional, e a também experiente Belinda Snell, veterana do selecionado australiano.

Falando em Austrália, quem comanda o time é a australiana Sandy Brondello, que foi assistente de Hughes nos últimos cinco anos (2005-2009).

Ao meu ver, esse é o melhor time já formado em San Antonio para a disputa da WNBA. Vale lembrar que desde 2007 a equipe deixou de ser o saco de pancadas da liga para se tornar uma das forças do Oeste.

Em 2008, as texanas alcançaram a final, perdendo para o forte Detroit Shock. Em 2009, foi a vez de parar no Phoenix Mercury. Será que chegou a vez em 2010?

É o que todos no Texas esperam…

O que há de interessante entre Spurs e Derrick Favors?

Eis mais um candidato a vestir o manto preto e prata

Saiu uma notícia nesta sexta-feira dizendo que o San Antonio Spurs fez algumas entrevistas com o ala-pivô Derrick Favors, cotado para ser a terceira escolha do próximo recrutamento.

Na verdade, nada é mais normal nessa época do ano do que os times entrevistarem os talentos do draft.

San Antonio já havia falado com outros jogadores. O intuito é fazer uma varrida imponente no currículo destes jovens atletas.

R.C. Buford, o homem que manda e desmanda no Texas, sabe que precisa de um talento para tocar seu projeto de reformular o elenco do Spurs.

Por isso, San Antonio vem se empenhando ao máximo no currículo desses garotos.

Com a vigésima escolha, a chance de selecionar um bom jogador é ótima. Buford, contudo, enxerga além.

Ele quer o promissor Favors; jogador atlético, pulador, que enterra em quem vê pela frente.

Com o aprendizado junto à estrela Tim Duncan, Buford e Gregg Popovich planejam projetar o ala-pivô para o futuro. Aprimorá-lo física e tecnicamente, melhorar sua defesa, seus arremessos…

Todavia, como eu disse anteriormente, Favors é cotado para ser a terceira escolha. Desta maneira, como o Spurs chegaria a ele?

O New Jersey Nets, justamente o terceiro colocado no recrutamento, sucumbiu na última temporada por falta de um jogador experiente.

É neste parágrafo que entra o Spurs, que tem dois jogadores muito experientes a oferecer como moeda de troca: Richard Jefferson e Tony Parker.

O primeiro foi um fiasco em seu debute com a camisa alvinegra. Seu contrato expira ao término da próxima temporada, o que torna Jefferson uma excelente moeda de troca.

O mesmo vale para o francês Tony Parker. O armador é outro que terá seu contrato encerrado. Para renovar, espera-se que o franco-belga peça o máximo dinheiro permitido, coisa que Buford jamais ofereceria.

Sem renovar com o experiente armador, Parker se torna outra boa moeda de troca, e, além de Favors, San Antonio poderia conseguir mais atletas nesse negócio.

Rumores, rumores e mais rumores. Esse é apenas mais um deles. No entanto, é um dos mais plausíveis que vi até aqui.

Esperemos os próximos dias…

O líder e suas diversas facetas

Líder? Semideus? Deus? Mero mortal ou pipoqueiro?

Este é LeBron James, em várias de suas facetas. Elas foram vividas em toda a temporada da NBA.

De início, o personagem semideus, recém-chegado de uma temporada brilhante, coroada com o título de melhor jogador.

O título, contudo, ficou para a próxima. Sem antídoto para Dwight Howard, LeBron e sua trupe pararam no Orlando Magic, que foi à final e fez bons jogos contra o Los Angeles Lakers.

O astro foi perdoado. A culpa, em sua grande parte, foi carregada por outras costas, embora alguns já o olhassem com um ar de desconfiança.

Deus; esse foi LeBron James ao término desta temporada.

Ele jogou muito, muito mesmo. Fez de tudo, eu diria; um verdadeiro craque. Ao término da época, mais uma vez, veio o troféu de MVP – um marco na carreira de qualquer jogador.

Nos playoffs, o camisa #23 mostrou sua faceta de líder. Passou pelo Chicago Bulls sem deixar rastros, jogando o mesmo basquete que o credenciara ao prêmio de melhor atleta da temporada.

Na fase seguinte estava lá o experiente Boston Celtics. Será que o trio de velhinhos seria páreo para King James, como o mesmo gosta de se intitular?

A resposta veio em quadra. Quem apareceu para o jogo? Ray Allen e Rajon Rondo.

E LeBron James? Foi anulado, se escondeu…

A responsabilidade pesou. Na hora “H”, muitos passes, pouca iniciativa. É bem verdade que Ray Allen o marcou como poucos. Aliás, o Boston Celtics soube como parar o badalado Cavs.

Rajon Rondo fez chover. Fez triple-double, passou muito, infiltrou muito. Deixou o técnico Mike Brown de “cabelos em pé”; entre aspas, porque Brown sequer possui um fio de cabelo.

Acanhado, LeBron James passou vergonha em casa, foi vaiado. Teve seu pior desempenho da carreira em playoffs sob os olhares atentos de seus entusiastas.

No jogo seguinte, o último da série, muitos abraços, um triplo-duplo, um adeus melancólico.

A passagem de LeBron James pelo Cleveland Cavaliers (se ele realmente trocar de equipe) será sempre lembrada com um asterisco.

“O novo Jordan que nunca venceu”, talvez fosse um título adequado.

James me decepcionou, decepcionou aos torcedores de Cleveland, a imprensa. O mundo esperava mais dele, que sucumbiu diante de um time que soube o que fazer em quadra.

Mas depois de tudo isso, vale crucificar o craque?

Ao meu ver será inútil. Há jogadores com mais culpa. Quando LeBron se omitiu, alguém precisava chamar a responsabilidade; ter, no linguajar popular, saco roxo…

O elenco do Cleveland Cavaliers é milionário. Será que alguém, além do camisa #23, estava impossibilitado de pontuar?

A culpa é de todos, claro, mas o asterisco do ano vai para LeBron James, um dos maiores jogadores que vi, um dos que mais me decepcionou.

Torço para ele vencer um dia. Espero vir aqui e escrever um belo texto criticando a mim mesmo, dizendo que eu estava errado.

Esse dia vai chegar? Quem sabe… só o tempo dirá.