Arquivo do autor:Bruno Pongas
Spurs deixará James Anderson testar o mercado
O desempenho surpreendente de Danny Green e a volta de Gary Neal parecem ter minado as chances de James Anderson no San Antonio Spurs. Na quarta-feira, a franquia texana anunciou que deixará o camisa 25 testar o mercado. Desta maneira, o jogador estará livre para assinar com quem quiser na próxima temporada – ele tem mais três anos de contrato, mas R.C. Buford e companhia se negaram a exercê-los.
Com isso, a franquia está desistindo de sua melhor escolha em um draft desde Tim Duncan. Aos 22 anos, o ala foi escolhido em 20º no recrutamento de 2010 e teve poucas chances em sua primeira temporada devido a uma série de problemas físicos. Neste ano, Anderson chegou a jogar uma partida como titular, mas atuou mal e logo foi substituído por Danny Green – que foi bem e tomou seu lugar.
É verdade que o camisa 25 vem jogando mal – sobretudo depois que foi titular e decepcionou -, mas ao meu ver desistir de mantê-lo é um erro bem grande. Anderson é jovem e tem potencial (tanto potencial que foi escolhido pelos mesmos dirigentes que agora o “dispensam”). Ele poderia ter mais algumas chances, até porque tem um salário baixo (US$ 1,5 mi). Vai entender…
E mais…
Spurs usará uniforme comemorativo
O San Antonio Spurs apresentou nesta quinta-feira o uniforme que usará em algumas partidas desta temporada. A nova vestimenta comemorará os 45 anos da ABA (American Basketball Association), liga profissional norte-americana extinta em 1976. Nas fotos abaixo você pode reparar que o uniforme é diferente do atual, já que naquela época (1967-1973) o Spurs era de Dallas e tinha o “sobrenome” de Chaparrals. O novo conjunto será utilizado nos dias 11 de fevereiro, contra o New Jersey Nets, 18 de fevereiro, contra o Los Angeles Clippers, e 31 de março, contra o Indiana Pacers.
Spurs (12-7) vs Hawks (13-6) – Vitória e show dos reservas
105X83
O San Antonio Spurs recebeu na quarta-feira (25) o Atlanta Hawks e emplacou sua segunda vitória consecutiva na temporada. No triunfo por 105 a 83, destaque para o banco de reservas, que anotou 51 dos 105 pontos da equipe. Vamos aos principais pontos.
Manda quem pode…
Sou daqueles que aprecia o estilo disciplinador de Gregg Popovich. Contra o Atlanta Hawks, o time texano tinha conseguido abrir uma vantagem confortável no segundo quarto, mas acabou deixando o adversário encostar. Na volta do descanso, os jogadores continuaram apáticos e viram o oponente diminuir a diferença para apenas dois pontos. Irritado, Pop pediu tempo logo nos primeiros minutos do terceiro período e pagou geral. A bronca deu resultado e o quarto foi vencido pelo Spurs por 28 a 17.
Em alta
O brasileiro Tiago Splitter está em alta. Contra o Hawks, o camisa 22 mais uma vez se destacou. Com um grande arsenal ofensivo, Tiago marcou 16 pontos (5-6) e pegou oito rebotes. O brazuca ainda demonstrou estar afiado nos lances-livres: converteu seis em sete tentativas.
Mais banco de reservas
Além de Splitter, mais dois suplentes se destacaram na noite de ontem. O sempre criticado Matt Bonner estava com a pontaria afiada e marcou 17 pontos (15 deles de longa distância). Danny Green, por sua vez, anotou dez pontos, cinco rebotes e cinco assistências. Green é, de longe, o reserva mais criativo do Spurs e já ganhou um espaço considerável dentro da equipe. Ontem, por exemplo, ele ficou em quadra por 27 minutos – bem mais tempo que o concorrente Gary Neal e quase igual ao titular Richard Jefferson.
Novatos
Kawhi Leonard voltou a jogar muito na defesa. O camisa 2 fez um ótimo trabalho defensivo sobre Joe Johnson e limitou o astro adversário a apenas dez tentos (5-12). De quebra, Kawhi fez oito pontos. O armador Cory Joseph também foi bem e fez sua primeira boa partida com a camisa do Spurs. Mais à vontade em quadra, o reserva de Tony Parker marcou oito pontos e distribuiu quatro assistências – uma delas muito bonita para o brasileiro Tiago Splitter.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
DeJuan Blair – 17 pontos
Matt Bonner – 17 pontos
Tiago Splitter – 16 pontos e oito rebotes
Tony Parker – 15 pontos e sete assistências
Danny Green – Dez pontos, cinco rebotes e cinco assistências
Atlanta Hawks
Jeff Teague – 20 pontos e cinco rebotes
Josh Smith – 13 pontos e cinco rebotes
Joe Johnson – Dez pontos e sete assistências
Bruce Bowen fala sobre a honra de ter número aposentado
A notícia de que Bruce Bowen teria o número 12 aposentado pegou todos de surpresa em San Antonio. Lisonjeado, o ex-jogador falou pela primeira vez sobre o fato ao site oficial do San Antonio Spurs. Confira abaixo as melhores frases.
Spurs – Qual é o significado de ter seu número aposentado junto a outros grandes nomes?
Bruce Bowen – Só de ser mencionado e de estar ao lado desses caras já é uma honra para mim. Quando falamos de criar um legado as pessoas dizem: “você deveria ter o número aposentado”. Acontece que eu nunca joguei esse jogo para ter meu número eternizado. Tenho sorte de ter tido essa oportunidade por causa do Tim (Duncan), d0 Tony (Parker) e do Manu (Ginobili) – esses caras e obviamente por Pop (Gregg Popovich) e Peter Holt (dono do Spurs). Pop por enxergar longe e dar uma chance a um jovem atleta como eu naquela época. Holt por me dar a oportunidade de me sentir especial ou importante como qualquer outro jogador que já tivemos.
Spurs – Você pensou que algum dia teria sua camisa aposentada?
Bruce Bowen – Nunca pensei sobre e isso e também nunca almejei algo desse tipo. Na verdade eu aprecio mais a camaradagem e o relacionamento que desenvolvi com as pessoas daqui ao longo dos anos. Tive todas essas pessoas especiais em minha vida por causa do Spurs. Pop, Tim, Tony, Manu, Brett Brown, Mike Budenholzer, Don Newman – todos eles tem um lugar especial aqui dentro porque estiveram comigo desde o início.
Spurs – Ter seu número aposentado é um tributo a você, ao seu jogo e ao seu envolvimento com a comunidade. De que forma você acredita que isso está conectado aos torcedores?
Bruce Bowen – Sempre disse que todos nós temos algum talento. Você é quem decide o que fazer com essas habilidades, pois pode maximizá-los ou simplesmente se acomodar. Quase ninguém tem a velocidade do Tony, quase ninguém é criativo como o Manu e aí temos o Tim, que é o pivô mais talentoso com quem já joguei e é um futuro membro do Hall da Fama. Tendo dito isso, pra mim o grande lance foi extrair o máximo do talento que me foi dado. Fui bom na defesa e consegui maximizar isso. Na parte defensiva, sobretudo, o desejo é muito importante. Você pode estar longe de ser um Tony Parker, um Manu Ginobili ou um Tim Duncan, mas você pode ser um Bruce Bowen se conseguir se manter focado. Acho que por isso que as pessoas tinham um relacionamento próximo a mim, viram alguém que apenas deu tudo de si quando estava dentro de quadra. Sempre dei muito valor ao fato de poder estar em quadra todas as noites. Acho que por conta desse meu apreço que as pessoas me viram jogar no nível que joguei.
O bom, velho e descansado Duncan
A temporada 2011-12 da NBA tem sido tortuosa para os veteranos. O calendário maluco, forçado pela greve dos jogadores, é um verdadeiro atentado aos atletas mais experientes.
Tim Duncan tem 36 anos e joelhos esgotados. Perto da aposentadoria, o ala-pivô é incapaz de acompanhar o ritmo dos mais jovens em alto nível atuando quatro vezes a cada cinco noites. Por conta disso, o técnico Gregg Popovich decidiu descansar o camisa 21 durante as sequências mais desgastantes.
“Vocês acham que ele jogaria desta maneira se tivesse entrado em quadra em Houston?”, questionou o treinador, após a vitória do San Antonio Spurs sobre o New Orleans Hornets por 104 a 102 na segunda-feira (23). Timmy foi poupado contra o rival texano e, pela primeira vez na temporada, conseguiu descansar dois dias consecutivos.
O valioso descanso surtiu o efeito esperado. Contra o Hornets, Duncan fez lembrar aquele ala-pivô que dominou a liga durante uma década inteira. Foram 28 pontos (11-19 nos arremessos de quadra) e sete rebotes, além do arremesso crucial que deu o triunfo ao time visitante (apenas o segundo fora de casa na temporada). “Foi bom estar em quadra e foi bom fazer algumas cestas”, disse o astro. “Foi bom também vencer fora de casa. No geral, foi uma grande noite”, completou.
Sobre o arremesso que deu a vitória ao San Antonio Spurs, Timmy, como sempre, foi humilde. “Jamais conseguiria fazer aquilo novamente”, disse ele, em referência ao gancho sobre Emeka Okafor quase da linha do lance-livre. “Ela caiu dessa vez – e é isso que importa”, finalizou.
Spurs irá aposentar camisa 12 de Bruce Bowen
O San Antonio Spurs fez um grande anúncio nesta segunda-feira. A franquia texana irá aposentar o número 12 em homenagem ao ala Bruce Bowen. A cerimônia acontecerá no próximo dia 21 de março, quando o Spurs recebe a visita do Minnesota Timberwolves.
Com esse anúncio, Bowen se junta a nomes de peso no teto do AT&T Center e na história do San Antonio Spurs. James Silas (13), George Gervin (44), Johnny Moore (00), David Robinson (50), Sean Elliott (32) e Avery Johnson (6) já tiveram seus números eternizados anteriormente.
Bruce foi peça fundamental nos três últimos títulos do San Antonio Spurs. Raçudo, o ala é considerado um dos melhores defensores – quiçá o melhor – dos últimos anos. “Bruce Bowen foi um defensor espetacular por mais de uma década”, avaliou o técnico Gregg Popovich. “Seu sucesso é prova de que o trabalho duro traz dividendos. Fato é que nunca teríamos conquistado três campeonatos sem sua presença. As estatísticas pouco dizem quando falamos de sua importância para nós”, completou.
O treinador faz referência nesta última frase aos números do jogador dentro de quadra. Especialista em defesa, Bowen sempre marcou poucos pontos e talvez nunca tenha recebido o devido reconhecimento da liga por conta disso. Em 13 temporadas na NBA, o agora “imortal” Bruce Bowen tem médias de 6,1 pontos e 2,8 rebotes em 873 jogos na carreira.
Falando como torcedor, acompanhei toda a carreira dele no San Antonio Spurs e posso dizer que hoje é um dia muito especial. Sempre imaginei que essa homenagem viria mais cedo ou mais tarde – e ela veio mais cedo do que eu pensava. Parabéns, Bowen. Você merece!











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