Arquivo do autor:Leonardo Sacco
Jogos da Pré-Temporada são anunciados

O San Antonio Spurs divulgou hoje por meio de seu site oficial o calendário da pré-temporada que será realizada pela equipe no mês de outubro. Os jogos de pré-época são tradição para os times do basquete norte-americano, e a franquia texana participará de sete embates com o propósito de melhor preparar os jogadores para a temporada 2008/2009 da NBA, que para o Spurs começará no dia 29 de outubro, em casa, recebendo o Phoenix Suns, em uma reedição do duelo que marcou a primeira rodada dos últimos playoffs.
O primeiro dos sete jogos de pré-temporada acontecerá em Houston, cidade vizinha a San Antonio, onde o Spurs enfrentará os donos da casa, o Houston Rockets, no dia 9 de outubro. Em seguida, no dia 10 do mesmo mês, a equipe fará seu primeiro jogo no AT&T Center, onde receberá o jovem time do New Orleans Hornets. Os dois jogos seguintes serão disputados fora de casa, contra Detroit Pistons e Cleveland Cavaliers, respectivamente nos dias 14 e 16 de outubro. O grande detalhe dessas duas partidas é o fato de ambas as equipes terem sido vítimas do Spurs nas Finais nas últimas duas conquistas da equipe.
Seguindo a tabela, a franquia texana ainda enfrentará mais três adversários, sendo que esse duelos remanescentes ocorrerão todos em San Antonio. Serão os adversários o Indiana Pacers, o Washington Wizards e o Miami Heat, respectivamente nos dias 18, 22 e 24 de outubro. Destaque para o último jogo, contra um adversário que provavelmente contará com Dwyane Wade, Shawn Marion e o novato Michael Beasley.
Pequim 2008 – Segunda rodada do torneio de basquete

Lituânia 99 x 67 Irã – Ascensão lituana continua
Após serem a surpresa da primeira rodada do torneio masculino de basquete ao derrotarem os atuais campeões olímpicos da Argentina, o selecionado da Lituânia bancou seu favoritismo e, com sobras, venceu o Irã, país que até agora vem apresentando o pior basquete dos Jogos. Usando e abusando de seu jogo de garrafão, a Lituânia anotou 54 de seus 99 pontos na área pintada. Já pelo lado dos iranianos, um bom primeiro quarto e alguma resistência ao forte jogo lituano foram os únicos bons destaques. Individualmente, o ala Linas Kleiza, do time europeu, foi novamente o destaque. Se não salvou sua equipe da derrota como contra os argentinos, Kleiza foi o maior pontuador em quadra.
Destaques da partida
Linas Kleiza (Lituânia) – 22 pontos e 8 rebotes
Sarunas Jasikevicius – 20 pontos e 8-9 nos arremessos de quadra
Hamed Ehadadi – 21 pontos e 4 bloqueios
Croácia 85 x 78 Rússia – Croácia segue invicta com grande vitória sobre campeões europeus
Ao se classificar para a Olimpíada por via do torneio pré-olímpico mundial, a Croácia era um dos times que menos aspirava confiança nos fãs europeus. Pois duas rodadas após o início da competição, os croatas se encontram em um seleto grupo de times invictos – apenas Espanha, EUA e Lituânia também continuam sem perder. Já pelo lado russo, a decepção após a derrota era evidente, afinal esperava-se melhor resultado do time que entrou nesses Jogos como detentor do titulo europeu de basquete. No entanto, o que se viu em Pequim foi um dos melhores duelos da rodada, equilibrado e com duas grandes defesas. E os croatas seguem sua busca por surpreender ainda mais o mundo.
Destaques da partida
Marko Popovic (Croácia) – 22 pontos e 5-9 nos arremessos de quadra
Zoran Planinic (Croácia) – 20 pontos
Andrei Kirilenko (Rússia) – 18 pontos, 6 rebotes e 3 bloqueios
Grécia 87 x 64 Alemanha – Onde está a força alemã?
A derrota para a Espanha na primeira rodada do torneio olímpico pareceu acender o sinal de alerta nos jogadores gregos, atuais vice-campeões mundiais. Tanto que a seleção alemã, lembrada pelos brasileiros por acabar com nossas chances de ir aos Jogos, foi simplesmente massacrada pelos helênicos. Com um jogo de perímetro envolvente e uma defesa sólida, a Grécia não deu chances para a dupla de astros de garrafão alemã brilhar. A baixa pontuação de Dirk Nowitzki é sinal da evidente marcação grega. Somando isso ao ótimo desempenho do armador Theodoros Papaloukas, a vitória foi apenas questão de tempo. A partida também evidenciou diversas fragilidades alemãs, que parece cada vez mais mostrar que está longe da briga entre os melhores.
Destaques da partida
Theo Papaloukas (Grécia) – 15 pontos e 5 rebotes
Vasileios Spanoulis (Grécia) – 23 pontos e 5 assistências
Dirk Nowitzki (Alemanha) – 13 pontos e 6 rebotes
Espanha 85 x 75 China – Fator casa? Nada adianta
Com uma atuação de gala do ala-pivô Pau Gasol, a Espanha despachou os anfitrões olímpicos da China e segue como uma das principais favoritas à conquista da medalha de ouro. Entretanto, para quem esperava um jogo fácil para os atuais campeões do mundo, nada feito. Os chineses endureceram e, em alguns momentos, fizeram a fé de sua apaixonada torcida aumentar. Mas nada que Gasol e cia. não pudessem conter. Novamente utilizando muito os arremessos de três pontos, a China viu 30 de seus 75 pontos acontecerem dessa forma. Já os espanhóis viram 54 de seus 85 tentos anotados dentro do garrafão adversário. No fim das contas, a China inicia a partir da próxima rodada sua real caminhada rumo a classificação, uma vez que os dois adversários enfrentados foram simplesmente os dois favoritos ao ouro. Destaque para Cristiano Maranhão, brasileiro que foi árbitro auxiliar na partida.
Destaques da partida
Pau Gasol (Espanha) – 29 pontos e 8 rebotes
Rudy Fernandez (Espanha) – 21 pontos e 8 rebotes
Wei Liu (China) – 19 pontos e 57% de aproveitamentos nos chutes de três pontos
Estados Unidos 97 x 76 Angola – Mais uma vitória antecipada
Depois de massacrar a China na primeira rodada, os estadunidenses não esperavam nada menos do que a vitória de seu selecionado na partida contra a brava Angola. Entretanto, os EUA não venceram com margem de ponto maior do que a obtida contra os chineses; pelo contrário, uma vez que os angolanos esboçaram algum jogo duro ante a sempre favorita seleção da América. O dupla composta por Dwyane Wade e LeBron James mais um vez brilhou e vai se firmando como principal arma do Team USA para a briga pelo ouro. Destaque pelo lado angolano para o ala Carlos Morais, cestinha da partida. Fica para os angolanos a esperança de sucesso em embates diretos contra China e Alemanha, uma vez que o basquete apresentado pela seleção africana vem sendo melhor do que o esperado.
Destaques da partida
Dwyane Wade (EUA) -19 pontos e 5 rebotes
LeBron James (EUA) -12 pontos e 5 assistências
Carlos Morais (Angola) – 24 pontos e 10 erros de ataque
Argentina 85 x 68 Austrália – Manu comanda grande vitória argentina
Mais uma vez, o ala-armador do San Antonio Spurs, Manu Ginobili, foi o grande destaque da seleção argentina, sendo que desta vez o jogador conseguiu fazer com que sua equipe saísse vencedora em um embate com uma abatida e apática Austrália. Novamente contando com uma atuação ruim do pivô Andrew Bogut, principal jogador australiano, o time da Oceania não fez frente aos atuais campeões olímpicos em nenhum momento do jogo. Luis Scola, Carlos Delfino e Fabricio Oberto ainda fizeram muito bem seus papéis de coadjuvantes, levando sua pátria à uma fácil vitória. A derrota na primeira rodada parece ter sido bem digerida pelos latinos, que durante toda a partida mostraram uma enorme gana pela vitória.
Destaques da partida
Manu Ginobili (Argentina) -21 pontos e 7 assistências
Fabricio Oberto (Argentina) -12 pontos e 4 rebotes
Carlos Delfino (Argentina) -14 pontos
Patrick Mills (Austrália) – 22 pontos
Eles estão de volta

Em meados de 2004, antes que os Jogos Olímpicos começassem na Grécia, poucas pessoas imaginavam que o onipotente time dos Estados Unidos pudesse obter algo menor do que a medalha de ouro, tão comumente encontrada nos peitos dos estadunidenses. Pois bem, passados os Jogos, a decepção era evidente na cara de qualquer jogador que servira os Estados Unidos. Jogadores como LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony sentiram, no início de suas carreiras, todo o peso de decepcionar toda uma nação. O “vexame” do bronze foi piorado com a péssima campanha no Mundial de 2006 e trouxe frutos que começaram a ser colhidos no último domingo.
Pulemos do passado tão próximo para o presente. Nos foquemos nos Jogos Olímpicos de Pequim, na China. Anunciada por muitos como a maior Olimpíada de todos os tempos. Exorbitantes montantes de dinheiro foram despejados em estádios, instalações e transportes. Mas nem um dos bilhões de dólares gastos parece ter poder de comprar o sentimento que entrou em quadra com a seleção estadunidense na partida mais esperada da rodada inaugural do Torneio Olímpico de Basquete Masculino. Amantes e não-amantes do esporte da bola laranja sabiam da magnitude do evento. Os olhos do mundo estavam lá, focados naqueles 12 jogadores que juntos carregam mais do que um uniforme: carregam a maior tradição do basquete mundial. Mais do que isso, carregam o peso de terem, por uma vez, falhado. James, Wade e Anthony cresceram e hoje são mais do que estrelas na NBA. São os símbolos da ressurreição do basquete dos Estados Unidos, sempre temido e badalado.
E a partida contra a China marcou a volta dos EUA ao cenário mundial. Os tirou da incubadora que fizeram em torno de si mesmos após passarem a vergonha (para eles, claro) de não terem sido campeões. Passaram eles quatro anos com um cobiçado bronze entalado em seus peitos. Alguns como Wade, inclusive, perderam a honraria conquistada em solo grego. Mas eles voltaram.
Não discordo de quem chamar de heresia o fato de esse time ser considerado um Dream Team. É claro que aquele time montado em 1992 não será igualado (em termos de jogo, carisma e apelo) pelo esquadrão montado para os Jogos de 2008. Mas os Estados Unidos juntaram todas as suas forças e montaram um time para vencer. Kobe Bryant, sempre criticado por ser individualista, desta vez integrará sua seleção. Seleção essa que parece lidar com uma palavra-chave: o coletivo. A briga de egos foi, se não extinta, acalmada. Os egos existem – e como existem – em um time que conta simplesmente com 12 estrelas da maior liga de basquete do mundo. Mas a regra parece ser todos por um, 12 mosqueteiros lutando pela pátria, 12 homens resgatando uma honra arranhada. E mais uma vez retomo o embate contra os anfitriões da Olimpíada, os chineses: a união na troca de passes, a cada cesta convertida, a cada enterrada cravada.
Destaques sempre haverão, mas hoje os estadunidenses jogam em pró de um só objetivo, e isso já está bastante claro para todos. Em todos os aspectos eles parecem ser imbatíveis. Seleções como Espanha e Argentina parecem caminhar com a faca na mão, a espera de dar o bote nos Estados Unidos. Mas esse hora parece estar longe de chegar e, se o espírito for mantido, o ouro e a glória voltarão a pairar sobre as cabeças dos estadunidenses.
Se o espírito for mantido, a recuperação da glória estará, a cada passe certo, mais perto de ser conquistada. E se o sonho não estará no apelido do time, a realidade promete ser melhor que a sonhada por qualquer cidadão dos Estados Unidos.
Pequim 2008 – Primeira rodada do torneio de basquete

Rússia 71 x 49 Irã – Como esperado, vitória russa com facilidade
Em uma das partidas mais fáceis de se prever na primeira rodada do torneio de basquete da Olimpíada, os atuais campeões europeus da Rússia não tiveram dificuldades para despachar a fraca seleção do Irã. Comandados pelo ala Andrei Kirilenko e pelo armador estadunidense naturalizado russo JR Holden, o selecionado europeu não teve dificuldades em definir o jogo logo em seu começo, permitindo míseros cinco pontos dos iranianos no primeiro quarto. Um susto no segundo período, que foi vencido pelo Irã, mas nada que diminuísse a disparidade entre as equipes. Kirilenko, sempre bem postado na defesa, ainda apresentou um ótimo arsenal de arremessos, com cinco convertidos em sete tentados. No fim das contas, um passeio da fortíssima seleção russa.
Destaques da partida
Andrei Kirilenko (Rússia) -15 pontos, 3 bloqueios e 5-7 nos arremessos de quadra
JR Holden (Rússia) – 19 pontos e 5 roubadas de bola
Mohammadsamad Nikkah (Irã) – 16 pontos e 4 rebotes
Alemanha 95 x 66 Angola – Sem zebra e com Kaman no comando
Muito se falou da seleção angolana antes do início dos Jogos. Vencedora da Copa Stankovic, na qual superou, entre outras, a seleção chinesa, Angola não suportou a pressão alemã e concedeu vitória fácil para os europeus, que foram comandados por sua dupla de garrafão composta pelo ala-pivô Dirk Nowitzki e pelo pivô estadunidense naturalizado alemão Chris Kaman. Ao lado do ala angolano Eduardo Mingas, Kaman foi o cestinha do embate com 24 pontos feitos. A atuação da dupla de garrafão da Alemanha beirou a perfeição, com os dois astros da NBA contablizando juntos 47 dos 95 pontos alemãos. A vitória era considerada fundamental para as pretensões dos europeus, uma vez que os próximos adversários de sua seleção serão países mais gabaritados no cenário mundial, como os EUA, a Espanha e a Grécia.
Destaques da partida
Chris Kaman (Alemanha) -24 pontos e 10-12 nos arremessos de quadra
Dirk Nowitzki (Alemanha) -23 pontos e 6 rebotes
Eduardo Mingas (Angola) – 24 pontos
Espanha 81 x 66 Grécia – Na reedição, mais uma vitória espanhola
Um dos jogos mais esperados da primeira rodada do torneio olímpico, a reedição da final do Mundial de 2006, realizado no Japão, teve mais uma vez a seleção espanhola como vencedora. Com destaque para o ala-armador Rudy Fernandez, os espanhóis envolveram os gregos em seu jogo e tornaram o duelo mais fácil do que era esperado. As sólidas variações da Espanha resultaram em duas corridas de 15 pontos contra dois gregos em duas oportunidades durante o jogo. Pau Gasol, ao lado de seu irmão Marc, comandou a defesa espanhola, que anulou diversas das jogadas apresentadas pelos gregos. No final das contas, a Espanha venceu um forte adversário e, cada vez mais, se credencia a um dos postos de favoritos.
Destaques da partida
Rudy Fernandez (Espanha) -16 pontos
Pau Gasol (Espanha) -11 pontos e 7 rebotes
Vassilis Spanoulis (Grécia) – 15 pontos
Dimitris Diamantidis (Grécia) – 14 pontos e 3 assistências
Lituânia 79 x 75 Argetina – Manu joga bem, mas argentinos tropeçam
A estréia da caminhada argentina rumo à defesa da medalha de ouro não poderia começar pior para os atuais campeões olímpicos. Enfrentando os atuais quartos colocados olímpicos da sempre forte Lituânia, os sul americanos perderam seu primeiro jogo em um duelo interessantíssimo, cheio de emoções e belas jogadas. O grande destaque da seleção argentina foi o ala-armador do Spurs, Manu Ginóbili, que também obteve o posto de cestinha do embate. Mas a principal jogada da partida ficou por conta do ala Linas Kleiza, jogador do Denver Nuggets, que a dois minutos do fim da partida colocou uma bola de três pontos, desempatando o duelo. Um arremesso livre selou o placar e fez com que os rostos dos jogadores argentinos falassem mais do que qualquer palavra: a decepção pela derrota era evidente nos latinos.
Destaques da partida
Manu Ginobili (Argentina) – 19 pontos
Fabricio Oberto (Argentina) – 9 pontos e 11 rebotes
Linas Kleiza (Lituânia) -13 pontos
Sarunas Jasikevicius (Lituânia) – 12 pontos e 8 assistências
Croácia 97 x 82 Austrália – Estréia de respeito para os croatas
Era esperado um grande jogo no penúltimo embate do primeiro dia do torneio olímpico. Mas o que se viu foi um amplo domínio croata e uma atuação apagada do grande astro australiano, o pivô Andrew Bogut. Com um jogo coletivo em grande desenvolvimento, a Croácia envolveu a Austrália e, comandada por Nikola Prkacin, a seleção européia viu seu aproveitamento nos arremessos de dois e três pontos atingir níveis altíssimos: 63% de aproveitamento para dois e 75% para três pontos. O domínio croata também ficou evidente no fato de três dos quatro quartos terem sido vencidos pelo selecionado europeu.
Destaques da partida
Nikola Prkacin (Croácia) – 16 pontos
Kresimir Loncar (Croácia) – 10 pontos e 10 rebotes
Andrew Bogut (Austrália) – 10 pontos e 2 assistências
Matt Nielsen (Austrália) – 13 pontos
Estados Unidos 101 x 70 China – Chineses: as primeiras vítimas
O primeiro quarto foi equilibrado, algumas bolas de três pontos da China e a (falsa) impressão de que o jogo poderia ser parelho. Veio o segundo quarto e, nas mãos do trio LeBron James – Dwyane Wade – Kobe Bryant, os EUA começaram a demonstrar que usarão toda a sua força, independente de qual adversário estiver do outro lado da quadra. Yao Ming, pivô e astro maior da China tentou, bloqueou bolas e até de converteu arremesso de três pontos. Mas a superioridade estadunidense era nítida a cada ponte aérea, enterrada ou jogada brilhante realizada. O rodízio de atletas na seleção americana começou já no terceiro período. O jogo mais esperado do dia acabou com vitória fácil para os EUA. A questão agora é: quem irá segurá-los?
Destaques da partida
LeBron James (EUA) -18 pontos, 6 rebotes e 8-12 nos arremessos de quadra
Kobe Bryant (EUA) -13 pontos
Dwyane Wade (EUA) -19 pontos e 7-7 nos arremessos de quadra
Yao Ming (China) – 13 pontos, 10 rebotes e 3 bloqueios
Par ou ímpar?

Caro leitor do Spurs Brasil,
Os tempos atuais são todos para os Jogos Olímpicos que acontecerão a partir de sexta-feira próxima, em Pequim, cidade da populosa China. A imprensa mundial destaca cada passo que os atletas dão no país asiático, cada passo que o governo chinês dá para maquiar o que o mundo inteiro sabe. São os maiores Jogos de todos os tempos, é completamente normal que toda a mídia esteja destacada para a cobertura de um evento de tal magnitude. Mas, em minha humilde posição de articulista desse espaço, peço-lhes a permissão de debater outro assunto, que talvez saia um pouco dos assuntos que todos estão acostumados nos últimos dias.
Não, não deixarei por nenhum momento o basquete de lado, apenas retomarei um assunto que há muito não comento: San Antonio Spurs. O time que inspira esse espaço na grande rede mundial de computadores voltará, por alguns momentos, a tomar meus pensamentos e minhas palavras, deixando de lado tudo o que está acontecendo do outro lado do mundo – e olhem, nunca senti o Oriente tão perto de mim.
Deixando a balela e os orientais de lado, vamos direto ao ponto: Spurs.
A preparação da equipe texana segue o parâmetro das demais franquias que integram a NBA: Ligas de Verão, algumas contratações (nesse ponto, o Spurs contrata pouco e sem o alarme dos concorrentes) e algumas discussões de bastidores. Notícias, rumores e palpites são ventilados direto dos Estados Unidos a todo o momento: Fulano será trocado por Cicrano assim que assinar com a equipe que está interessada em Beltrano. É, para muitos, o ápice da diversão durante a offseason. Mas ninguém – eu disse NINGUÉM! – reparou ainda no principal fator, aquele que pode fazer a diferença no decorrer da próxima temporada. Sem suspense, o fator é simples: ano terminado em número ímpar. 2009.
Ok, assumo que não sou nem um pouco supersticioso, mas confesso que a relação do Spurs com os simpáticos anos ímpares tem, a cada ano ímpar passado, agradando mais e mais os torcedores da equipe. E provo isso com dados, atentem-se: 1987 – David Robinson é selecionado para jogar na equipe, apesar de não integrá-la a partir do citado ano; 1997 – Dez anos depois de Robinson, a outra torre gêmea é contratada, falo de Tim Duncan; 1999 – A dupla Robinson-Duncan conquista o primeiro título da história da franquia; 2003 – Novamente as Torres Gêmeas levam o Spurs à glória: é o bicampeonato; 2005 – Sem Robinson, Ginobili e Parker fazem os papéis de coadjuvantes de luxo e o time ganha seu terceiro campeonato; 2007 – Último ano ímpar pelo qual passamos. Resultado: mais um anel nas mãos dos jogadores do San Antonio Spurs.
Não há ceticismo que resista a tal numerologia barata. Nos últimos vinte anos, todos os anos nos quais a equipe passou por bons (ou ótimos) momentos terminaram em número ímpar.
Não venho por meio desse espaço dizer que o Spurs será campeão ano que vem. Mas o Mestre Zagallo e seu 13 (ímpar!) sempre me deixaram com aquela sensação de que algo de mágico existe no esporte. 2009 é ímpar e o quinto título pode vir aí…
Quinto título?! Cinco é ímpar, olhem só…
