Arquivo do autor:Leonardo Sacco
Momento “Mãe Dinah”

Amigo leitor do Spurs Brasil,
Deixo de lado a badalação olímpica em cima do time da rendenção que os Estados Unidos usou para retomar o posto de campeão olímpico. Afinal, era unanimidade que os estadunidenses eram favoritos, e, apesar de Nelson Rodrigues falar que toda unanimidade é burra, as vezes ela acerta. E que Rodrigues esteja bem onde, estiver!
Voltando meu foco para onde quero, deixo a China, mas mantenho-me focado nos Estados Unidos, mais especificamente no Texas. Hoje voltarei a falar sobre o San Antonio Spurs. Mais especificamente, analiserei o que acho que irá acontecer a partir de agora com a equipe. Não amigo leitor, você não está vendo uma edição do “Passando a Limpo” em plena terça-feira. Os números não são tão meus amigos e, por isso, farei uma análise, digamos, mais passional.
Deixemos de ladainha e comecemos logo o que interessa, pela parte que ao time mais interessa: o grande trio texano. Todos nós sabemos que a mídia atual adora nomear times, grupos, jogadores e até as munhequeiras que estes vestem. Mas é impossível afirmarmos que os três principais jogadores do Spurs não são um grande trio. Duncan desde sempre e para sempre estará na memória dos torcedores texanos e dos amantes do basquete. É um mito no time, é um mito na Liga. E mitos, até seus últimos respiros, são respeitados e temidos. Por mais algum tempo, o “grande fundamental” será fundamental, e muito, para o andamento da franquia de San Antonio. Seguindo a ordem de idade, foco o argentino do trio, Manu Ginobili. O argentino é a figura perfeita do que o torcedor gosta: raça, amor e paixão (não flamenguistas, não foi uma homenagem) no mais alto estágio. Ginobili é o tipo de jogador que nos passa a impressão de que nunca vai abandonar o time, seja onde ele estiver (chega de trocadilhos com as maiores torcidas do Brasil). Por fim, Parker. O mais jovem dos três, oriundo da Bélgica e naturalizado francês, já foi melhor jogador das Finais e, cada vez mais, torna-se peça indispensável para o futuro. Um pouco mais de tempo e Parker estará entre os melhores.
Fora os três principais jogadores, vejo ainda alguns nomes que são importantes para o Spurs: Michael Finley, Robert Horry e Bruce Bowen. Explico: Finley, de contrato renovado, é o real sexto homem do time. Mesmo sendo o titular, todos sabemos que o real dono da posição dois é Ginobili. Mas o veterano não deixa de fazer seus pontos e colocar bolas longas e importantes. Horry, não à toa, é conhecido como Big Shot Bob, e com sete anéis de campeão intimida qualquer adversário. Reparem que sempre que ele entra, principalmente na pós-temporada, a marcação de perímetro do outro time se modifica. Horry mantém o estilo “panela velha é que faz comida boa”, eternizado por Sérgio Reis. Já Bowen, com sua raça às vezes até exagerada, comanda o sistema defensivo ao lado de Duncan. E comandar um dos melhores sistemas defensivos da NBA não é tarefa fácil, diga-se de passagem.
Por fim, aquele que nunca entra em quadra, mas tem papel fundamental: Gregg Popovich. Arquiteto desse time, Pop sabe como ninguém utilizar as peças que possue. Até quando surpreende e coloca um jogador inesperado em quadra (Bonner?) a modificação pode dar certo. É o coração do time, sem ele o Spurs não seria nada.
Ou seja, amigo leitor, o San Antonio Spurs tem sim chances de obter mais um anel. Não há formula mágica para se obter tal feito, mas o rodízio de jogadores deverá ser marca registrada na temporada regular, uma vez que temos o elenco mais velho da NBA. Noves fora, o Spurs está sempre entre os favoritos. Some isso ao fato de ano que vem ser ano ímpar e… quem sabe o penta não é nosso?
Final Olímpica – ‘They are Back!’: EUA é ouro!

Redenção. Não há palavra melhor para exprimir o sentimento presente no semblante de cada jogador que compôs a seleção dos Estados Unidos de basquete masculino. Desde o maior astro, como LeBron James, até o menos cobiçado, como Tayshaun Prince. O prazer do dever cumprido estava estampado nos aliviados sorrisos estadunidenses. Uma vitória para ninguém colocar defeito, uma final digna da grandeza que os anéis olímpicos trazem consigo. O ouro, tão sonhado por qualquer atleta, volta a estufar os peitos da sempre badalada seleção dos Estados Unidos. Diga o que quiser: que eles são arrogantes, que se sentem superiores. Diga o que quiser. Os Team USA voltou a figurar no lugar mais alto do pódio – lugar este que por um hiato de quatro anos deixou de ser deles. E nada melhor do que voltar a serem os maiores em cima daqueles que há pouco ganharam nada menos do que o mundo.
O embate olímpico pelo ouro começou antes da bola subir. Não foi um jogo qualquer, desses que estamos acostumados a ver. Estados Unidos e Espanha lutavam, como há muito não se via, pela hegemonia do basquete mundial. De um lado, os sempre temidos estadunidenses, e, do outro, a potência em ascensão no atual cenário do basquete mundial. O equilíbrio esteve presente desde os primeiros segundos de jogo. A Espanha, massacrada pelos mesmos EUA na primeira fase, não se intimidou e buscou o jogo a todo o momento. Servidos pelo jovem Ricky Rubio – revelação desses Jogos, em minha humilde opinião – os europeus seguiram bem no início do jogo, mas cometeram alguns erros bobos e deixaram os americanos passarem à frente.
O jogo seguiu equilibrado, com Dwyane Wade liderando os estadunidenses em suas ações ofensivas e os irmãos Marc e Pau Gasol liderando os espanhóis em suas ações dentro e fora do garrafão. Rudy Fernandez, pelos espanhóis, também abrilhantava a decisão e colocava cada vez mais emoção no duelo. Final de primeiro tempo e o placar era favorável para a equipe da América do Norte: 69×61, sinal do equilíbrio com pontuação elevada para jogos da FIBA.
O segundo tempo manteve o nível do primeiro, mas os EUA cada vez mais colocavam bolas de três pontos, 13 ao total, em uma facilidade que deve mudar com o aumento da distancia entre a linha dos três e a cesta nos próximos anos em competições FIBA. Pelo lado espanhol, os heróis da resistência no momento eram Rudy Fernandez e Juan Carlos Navarro, que mantiveram sua nação no jogo, conseguindo manter o placar sempre próximo. Mas uma equipe que conta com Wade, James, Bryant e cia. se mantém sempre em pleno estado. Resultado: o ouro volta aos Estados Unidos oito anos após a última conquista. Um exemplo para quem busca fontes de inspiração: eles conseguiram porque tiveram vontade.
Estados Unidos 118, Espanha 107. O ouro é deles, eles estão de volta.
Destaques da Partida
Estados Unidos
Dwyane Wade – 27 pontos e 9-12 nos arremessos de quadra
LeBron James – 14 pontos e 6 rebotes
Kobe Bryant – 20 pontos e 6 rebotes
Chris Paul – 13 pontos e 5 assistências
Espanha
Pau Gasol – 21 pontos e 50% nos arremessos de quadra
Marc Gasol – 11 pontos
Rudy Fernandez – 22 pontos
Juan Carlos Navarro – 18 pontos e 4 assistências
Pequim 2008 – Como esperado, EUA estão nas semifinais

Desde antes dos Jogos Olímpicos de Pequim começarem, há cerca de duas semanas atrás, os Estados Unidos eram tidos como os principais favoritos na disputa de uma modalidade em destaque: o basquete masculino. E, a cada jogo, tais previsões se confirmam cada vez mais, uma vez que o dito Team USA
continua não dando chances para nenhum de seus oponentes. Contando com seus astros da NBA, os EUA parecem estar cada vez mais próximos da conquista do ouro.
A vítima da vez foi a irregular seleção australiana, que na fase de grupos surpreendeu ao deixar a forte seleção da Rússia fora da zona dos classificados. A vitória dos estadunidenses contou com dois fatores primordiais: a melhor atuação de Kobe Bryant nessa Olimpíada e a marcação muito bem feita sobre o principal astro australiano, o pivô Andrew Bogut. O sempre destacado LeBron James também colaborou bastante para a vitória de seu time, que em nenhum momento do jogo viu sua soberania ameaçada pela seleção da Oceania. Os únicos dois momentos de destaques para os australianos podem ser o final do primeiro e o início do último quarto, no qual um esboço de resistência foi feito, mas sem força para parar os norte-americanos.
Agora, a seleção dos Estados Unidos terá um desafio muito indigesto na próxima fase: disputará vaga na grande final com a Argentina, país que é o atual campeão olímpico. Resta saber como o lado psicológico dos estadunidenses estará quando esses se depararem com a chance de apagar os vexames recentes.
Destaques da partida
Estados Unidos
Kobe Bryant – 25 pontos e 5 rebotes
LeBron James – 16 pontos, 9 rebotes e 4 roubos de bola
Chris Bosh – 10 pontos e 3-4 nos arremessos de quadra
Austrália
Patrick Mills – 20 pontos
Glen Seville – 13 pontos
Ir para a Europa pode ser a solução

A atual offseason da NBA está recheada de um novo fator, que ameaça a permanência dos principais astros na Liga. Trata-se do interesse de equipes da Europa em tirar da liga norte-americana de basquete seus principais jogadores, começando pelos menos expressivos como Earl Boykins e Josh Childress, para culminar, quem sabe, na ida de mega-astros como Kobe Bryant e LeBron James, em um sonho que as cifras européias podem tornar realidade. Mas não é sobre essa ida à Europa que gostaria de tratar nesse espaço.
O Velho Continente, como já dito, é, com seus Euros, um paraíso para as equipes, sedentas por marketing, propaganda e lucros. E é graças a isso que diversas equipes da NBA resolvem mandar alguns de seus jogos contra equipe oriundas da Europa. Os “petrodólares” russos, ultimamente, têm sido os principais alvos estadunidenses (e canadense, no caso do Toronto Raptors). Mas também não se é dispensado um dinheiro italiano, francês ou inglês. Qualquer Euro (ou Libra) somado ao fato da dantesca exposição causada pelos amistosos em solo europeu é muito bem-vindo para as franquias da NBA, sempre citadas como exemplo no quesito organização.
E neste ano, com os jogadores estadunidenses em alta na Europa devido ao enorme interesse e, é claro, aos Jogos Olímpicos, o San Antonio Spurs resolveu não explorar seu potencial de marketing em terras européias e resolveu mandar todos os jogos de sua pré-temporada nos Estados Unidos. Nada de jogar na Europa, nada de longas viagens que renderão algumas ótimas cifras. O Spurs passará suas férias inteiras jogando alguns amistosos com os times que sempre enfrenta. E deixará de dar o prazer de ver um conterrâneo bem-sucedido aos europeus.
Explico: no elenco da equipe de San Antonio temos nada mais, nada menos do que o único jogador europeu a conquistar o premio de melhor jogador das Finais da NBA, o belga naturalizado francês Tony Parker. Atração na certa para seus conterrâneos, Parker poderia render alguns milhares de Euros aos cofres do Spurs, e ainda faria uma ótima propaganda do time em sua terra natal. O jogador ainda teria a companhia de um antigo ídolo local, o argentino Manu Ginobili, que outrora desfilava seu jogo em solo italiano, local onde é, até hoje, idolatrado.
Somem os dois fatos citados com a gigantesca fama que Tim Duncan tem no mundo e pronto, o Spurs tem um time pronto para jogar e agradar nos solos europeus. Ian Mahinmi e Fabrício Oberto ainda seriam peças menos famosas, mas que poderiam ajudar na impulsão do marketing texano na Europa. Enfim, seria uma oportunidade imperdível neste ano, mas que não será aproveitada pela diretoria do Spurs. Quem fique bem claro que este texto não critica de modo algum a ótima administração texana, só expõe uma opinião que pode funcionar. Um artigo que deixa a seguinte questão: por que não ir para a Europa?
Spurs chega a acordo com Michael Finley

O experiente ala Michael Finley anunciou hoje, segundo a rede televisiva ESPN, que atingiu um acordo verbal com o San Antonio Spurs. Para aceitar a oferta, que não teve valores nem durabilidade revelados, o jogador rejeitou, entre outras, propostas de Dallas Mavericks e Boston Celtics, sendo que ambas tinham termos talvez mais valiosos para Finley.
Especula-se que a duração do novo termo será de um ou dois anos, com valor pouco superior ao minímo possivel de ser oferecido para veteranos. Finley afirmou que seus laços com a torcida e a cidade de San Antonio pesaram muito em sua decisão.

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