Arquivo diário: 21/05/2009

Moncho convoca time B antes da lista final

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O técnico da seleção brasileira de basquete, o espanhol Moncho Monsalve, convocou hoje a equipe que participará de torneios preparatórios visando a Copa América, que dá vaga no mundial de 2010. Entre os nomes, nenhuma grande estrela e algumas promessas, como o jovem Jonathan Tavernari, que atua no basquete universitário norte-americano.

Hatila Passos (esq.) e Jonathan Tavernari (dir.) fazem parte da nova safra do basquete brasileiro; ambos foram lembrados na pré-lista de Moncho Monsalve

Hatila Passos (esq.) e Jonathan Tavernari (dir.) fazem parte da nova safra do basquete brasileiro; ambos foram lembrados na pré-lista de Moncho Monsalve

Para a Copa América, no entanto, Moncho diz ter conversado com os atletas da NBA, que aparentemente firmaram presença no torneio. A lista definitiva de convocados sai apenas no dia 13 de julho, e o Brasil disputará a partir daí o Torneio Internacional Eletrobrás (8 e 9 de agosto) e a Copa América – Pré-Mundial, que acontece dos dias 26 de agosto a 6 de setembro. A sede do torneio permanece uma incógnita, já que ele deveria pra ser disputado no México. No entanto, os problemas com a gripe suína podem fazer com que a FIBA organize o torneio em outra sede – corre por aí que o principal candidato para substituir os mexicanos é o Brasil (tomara!).

Confira a lista de convocados de Moncho Monsalve

Armadores

Duda Machado – Flamengo
Fúlvio – C.B Granada (ESP)
Raul Togni – Pitágoras/Minas
Vitor Benite – Pinheiros

Ala/Armador

Dedé – Paulistano
Betinho – Winner/Limeira
Jonathan Tavernari – BYU Utah (EUA)
Jhonatan Luz – Merida (ESP)

Alas

Olivinha – Pinheiros
Guilherme Teichmann – Winner/Limeira
Jeferson Willian – Flamengo
M. Vinicius – Pujo Lleida (ESP)

Ala/Pivô

Jordan Burger – Sevilla (ESP)
Lucas Cipolini – BYU Hawaii (EUA)
Murilo Becker – Pitágoras/Minas
Mineiro – Paulistano

Pivôs

Bruno Fiorotto – Winner/Limeira
Hatila Passos – Rhone Herens (SUI)
Paulão Prestes – Rincón (ESP)
Rafael ‘Baby’ Araújo – Flamengo

Rashard Lewis garante zebra em Cleveland

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30 pontos e 13 rebotes: Mesmo eliminado por faltas, superman comeu a bola!

É MINHA! Mesmo eliminado por faltas, Superman comeu a bola (30 pontos e 13 rebotes)

Quem diria! Muita gente deve ter ido dormir com a certeza de que o Cleveland Cavaliers de LeBron James sairia vencedor no duelo contra o Orlando Magic. De fato, no intervalo, a equipe de Ohio vencia por 16 pontos de vantagem, o que fazia parecer que um massacre estava por vir.

Quem dormiu perdeu uma partida eletrizante, em que, numa retomada fantástica, o Orlando Magic virou nos últimos segundos (107 a 106) e inverteu o mando de quadra da série. O autor da proeza foi o muitas vezes criticado Rashard Lewis. Podem falar o que quiser, que seu salário é alto (e realmente é), que em alguns jogos ele parece que toma um calmante e fica sonolento, que isso e que aquilo, mas o que ninguém pode negar é a sua eficiência e importância para esse elenco. Frio como gelo, Lewis converteu uma bola de três pontos há poucos segundos do final e deixou o Magic com um pé no triunfo. A bola decisiva ainda foi para o Cleveland (dou um doce para quem advinhar quem deu o arremesso final)… errou quem disse LeBron James. O queridinho da mídia até chamou a responsabilidade e encarou os marcadores, mas, quando viu seu companheiro Delonte West livrinho, tocou a bola. Sem sucesso no chute, o rebote entre o próprio James e Hedo Turkoglu rapidamente se tornou uma bola presa, e, consequentemente, jump ball com apenas um segundo no marcador.

LeBron James saiu de quadra com 49 pontos, seis rebotes e oito assistências – marca pra lá de expressiva. Sim, ele fez tudo o que estava ao seu alcance: batalhou, jogou duro e converteu algumas bolas decisivas. Há quem diga que ele pipocou no lance final por ter passado a bola para um companheiro melhor posicionado – besteira, besteira. LeBron fez o certo; sozinho naquela jogada, dificilmente ele conseguiria alguma coisa, já que estava muito bem marcado.

O time de Mike Brown foi muito falado na imprensa, e era tido como favorito absoluto nessas semifinais, inclusive por nós da equipe Spurs Brasil. No entanto, o jogo contra o Magic evidenciou alguns problemas ofuscados durante a boa campanha até aqui. Dos 106 pontos anotados pelo Cavs durante o jogo, apenas cinco vieram do banco de reservas, ao passo que, no Orlando, os suplentes contribuiram com 25. Tamanha disparidade se deve em partes ao péssimo desempenho do banco de Brown, mas a sobrecarga em cima dos titulares foi outro fator fator primordial. Os quatro reservas que estiveram em quadra (Joe Smith, Wally Szczerbiak, Ben Wallace e Daniel Gibson) jogaram menos do que o costume, especialmente Gibson e Smith. No Magic, Van Gundy preferiu manter seus suplentes por mais tempo em quadra – o que no final do jogo acabou surtindo efeito.

Fator X

Falar de Dwight Howard, assim como de LeBron James, Kobe Bryant e Chauncey Billups, é chover no molhado. Tirando o superman, um jogador é essencial para o sistema ofensivo do Orlando Magic. Hedo Turkoglu é uma espécie de termômetro do time. O turco deixou papéis de coadjuvante na carreira (como em Sacramento e em San Antonio) para se tornar um atleta chave na Flórida. O embate de hoje deixou isso muito claro: o ala esteve mal durante os três primeiros períodos; contudo, quando resolveu acordar, deu um gás extra e ajudou a motivar o elenco rumo à vitória.

Os próximos jogos

O Orlando Magic vem provando sucessivamente que está aí para brigar pelo título (embora muita gente ainda seja um pouco reticente quanto a isso). A prova mais do que concreta foi o jogo de hoje, quando conseguiu reverter uma grande vantagem mesmo atuando fora de casa. Com o mando de quadra para si, creio que o Magic tem tudo para colocar LeBron James e companhia na parede já no jogo dois. Uma nova vitória da equipe da Flórida pode significar sérios problemas para o Cavs, que parece carregar o peso do favoritismo nas costas, pois no duelo de hoje claramente se acomodou após abrir confortável vantagem.

Sinal amarelo ligado em Cleveland.