Arquivo mensal: julho 2008

Rocky Mountain Revue – Spurs vs Jazz

San Antonio Spurs82X57Utah Jazz

George HillO San Antonio Spurs, em seu primeiro dia na liga de verão em Salt Lake City, a Rocky Mountain Revue, venceu o time da casa, o Utah Jazz, mesmo com a pressão da torcida, por 82 a 57.

O Spurs começou com George Hill, Devin Green, Anthony Tolliver, Roger Powell e Ian Mahinmi, enquanto o Jazz inicou com Kyrylo Fesenko, Kosta Koufos, Kevin Kruger, Yaroslav Korolev e Morris Almond.

O Spurs começou a partida arrasador, com 11-2 no placar, e fechando o primeiro quarto por 20-15. No segundo período, o Jazz veio com tudo, e com uma cesta de três no finalzinho de Morris Almond, foi para ao intervalo na frente por 34-37.

Na volta o intervalo, o Spurs voltou forte ao ataque, conseguindo passar à frente novamente, terminando o terceiro quarto com 55-46. No último período, o Spurs apenas manteve a dianteira e venceu a partida por 82-57.

Estatísticas do Jogo

San Antonio Spurs

George Hill – 21 pontos, 4 rebotes, 3 assistências e 3 roubos de bola em 27 minutos

Devin Green – 11 pontos, 5 rebotes e 4 assistências em 27 minutos

Anthony Tolliver – 10 pontos em 15 minutos

Brian Morrison – 10 pontos em 12 minutos

James Gist – 7 pontos e 6 rebotes em 25 minutos

Malik Hairston – 6 pontos, 5 rebotes e 3 assistências em 19 minutos

Utah Jazz

Morris Almond – 17 pontos em 30 minutos

Os convocados da Argentina para Beijing

 

A poucos dias dos Jogos Olímpicos, a Argentina anunciou o plantel que tentará conquistar o ouro novamente. Como já era de se esperar, Manu Ginobili está na lista. Eis os selecionados:

Pablo Prigioni (Armador) – Tau Cerâmica (Espanha)

Antonio Porta (Armador) – Spartak (Rússia)

Emanuel Ginobili (Ala-armador) – San Antonio Spurs

Carlos Delfino (Ala-armador) – Khimki (Rússia)

Paolo Quinteros (Ala-armador) – CAI Zaragoza (Espanha)

Andrés Nocioni (Ala) – Chicago Bulls

Federico Kammerichs (Ala) – Regatas Corrientes (Argentina)

Luís Scola (Ala-pivô) – Houston Rockets

Leonardo Gutiérrez (Ala-pivô) – Atenas de Córdoba (Argentina)

Fabrício Oberto (Pivô) – San Antonio Spurs

Roman González (Pivô) – Peñarol de Mar del Plata (Argentina)

Juan Gutiérrez (Pivô) – Granada (Espanha)

De novo, fora das Olimpíadas

Os torcedores brasileiros mais otimistas ainda estão de ressaca. Para quem acreditava que a seleção brasileira masculina de basquete pudesse se classificar para os Jogos Olímpicos de Beijing, ou mesmo que pudesse bater a Alemanha, o tombo foi grande. E o Brasil está fora das Olimpíadas pela terceira vez consecutiva.

O que se viu ontem em quadra foi uma seleção brasileira completamente dominada, claramente inferior em relação a Alemanha, uma equipe que nem sequer chega a ser de primeiro nível se inserida em um panorama mundial. Num grupo de 12 jogadores, nenhum foi sequer capaz de marcar (não no sentido de parar, mas apenas de enfrentar) Dirk Nowitzki. Claro, que o alemão é diferenciado todos sabemos. Mas deixá-lo exercer seu jogo foi muita inocência.

Claro que não podemos sair por aí dando tiros pra todos os lados. O estilo europeu implantado por Moncho Monsalve na nossa seleção deu um resultado melhor do que o esperado. O treinador chegou desacreditado, e, principalmente nos duelos do Torneio de Acrópolis, fez a seleção jogar um basquete que poucos acreditavam que ele conseguiria.

Individualmente falando, Marcelinho Huertas provou que merece ser o armador principal da seleção brasileira. Alex não deixou em nenhum momento de mostrar a disposição e a correria que o tornam querido pela maioria dos fãs de basquete brasileiros. E Splitter provou que é um excelente jogador; esse pré-olímpico serviu, pelo menos, para mostrar para os torcedores do Spurs que o pivô tem tudo para se tornar craque.

Mas, agora, sem a vaga olímpica, resta a nós culpar o jogo individualista de Marcelinho Machado? A as vezes excessiva calma de JP Batista? Ou a inexperiência de nossos reservas? Eu prefiro culpar as lesões de nossos principais jogadores, que coincidentemente apareceram ao mesmo tempo e não permitiram que, com o time completo, pudéssemos ao menos sonhar com a vaga olímpica. Porque eu realmente jamais sequer sonhei.

Bate-Papo – Diretoria, negócios e estrangeiros…

O que vocês acham da postura da diretoria no mercado de off season, nas trocas e contratações; é muito conservadora ou tem um planejamento ponderado?

Leonardo Sacco – Bom, eu tenho claríssimo em minha cabeça que a diretoria do Spurs é uma das melhores da NBA. Eles montaram um início de dinastia com peças de draft e pouco investimento. Porém, nessa abertura de mercado, acho que eles não estão trabalhando como deveriam. Primeiro foi o draft. Tudo bem, esse Hill pode calar a minha boca e a de mais um monte de gente, mas não nos esqueçamos que o Spurs deixou passar um exímio armador, Mario Chalmers. Nas Ligas de Verão ele tem sido um dos protagonistas do Heat, e ele poderia ser de nosso time! Grande vacilo da diretoria, na minha opinião.
Já sobre o mercado de agentes livres, pra mim é simples: o Spurs não vai contratar um Brand, um Davis ou um Iguodala. Então, mantenha a base e, no máximo, traga um jogador como o Maggette, que pode ser bem útil. Mas como parece que o Maggette não virá, é só não deixar o Barry escapar. Eu, pelo menos, o acho bem importante. E aí Pongas, qual sua opinião sobre a diretoria nesse período?

Bruno Pongas – Olha…
Eu concordo com a diretoria em alguns aspectos, mas não há como negar que ela nos deixa um pouco com um pé atrás às vezes. Vamos aos fatos: Voltando um pouco para o dia do draft. Tínhamos uma escolha razoável, suficiente para escolher um jogador importante para a rotação. Tivemos nas mãos alguns garotos de grande projeção, como o já citado Mario Chalmers e o ala-pivô DeAndre Jordan. Chalmers, como dito pelo Léo, vem mostrando que é sim um jogador interessante. Em compensação, penso que se o Jordan, que estava projetado para ser um Top 20, não foi escolhido nem no primeiro round, é porque alguma coisa estranha tem. Ou ele é jogador problema, ou não se mostrou competente o suficiente durante os treinos com as equipes. Para a surpresa de todos, veio o desconhecido George Hill. Logo de cara também torci o nariz para a escolha. Mas ao ver os números do garoto pela insignificante Universidade de Indiana, percebi que pode ter um bom futuro. Também gostei do fato de ele ser apegado à Universidade, já que ele teve oportunidades de ir jogar em centros maiores e preferiu ficar em Indiana. Isso me agrada, pois demonstra amor à camisa, coisa que é pouco comum hoje em dia.
Agora quanto à diretoria. Acho que ela vem cometendo alguns deslizes. Isso começou a me incomodar com a absurda troca envolvendo Luis Scola e o grego Spanoulis. Tudo bem, o Scola não estava com muita vontade de atuar pelo Spurs depois de alguns entreveiros que aconteceram, e o grego é sim um bom jogador. Mas vamos aos fatos; primeiro, Spanoulis já havia declarado que voltaria pra Europa, já que tinha grande proposta do Panathinaikos. E o Scola creio que era questão de conversar e fazer pequenos ajustes aqui e ali.
Concordo com a postura da diretoria de mantêr os pés no chão, mas sei também que é complicado sair ano e entrar ano e não vemos chegar um scorer novo, ou mesmo um jogador que chegue causando grande impacto.

Leonardo – Sobre o Scola, concordo com você. Talvez se houvesse tido mais algumas conversas, algumas negociações, o argentino teria desembarcado em San Antonio. Mas, para o lugar dele, o Splitter foi uma escolha bem interessante. A cada jogo que assisto do Brasil me impressiono mais e mais com o trabalho do Tiago. É ótimo jogador para o garrafão, tem que treinar mais seus chutes de longa e média distância, mas se vier para o Spurs, vem para ser titular.
Falando no Splitter: você acha que ele vem ou não, Pongas?

Pongas – Bom, sinceramente eu espero que sim!
Não iria gostar de ver o episódio Scola acontecendo de novo. Se pararmos pra pensar, olha o jogador que tivemos na mão e que acabou escapando dessa maneira. O argentino fez uma excelente temporada junto ao Houston Rockets e cairia como uma luva no esquema do Popovich.
Splitter mostra a cada jogo, seja pela seleção ou pelo Tau Cerâmica, que está em franca evolução e que tem tudo para ser um jogador que cause certo impacto na NBA. É difícil falar agora, mas é fato que ele parece ter um pouco mais de cabeça que os outros brasileiros da NBA, isso é um ponto a nosso favor.
Fico feliz pelas boas atuações do Splitter pela seleção. É muito bom ver um jogador do nosso país atuando em tão alto nível. Sem brincadeira, na minha opinião ele tem tudo pra ser um dos bons pivôs da NBA nos próximos anos (Levando em conta, claro, a carência de grandalhões nos dias de hoje).
E você, Léo? Acha que ele também causará tal impacto?

Leonardo – A “novela” Splitter pode atrapalhar um pouco a vida dele em San Antonio. O Spurs parece ser um time muito fechado, com astros já definidos. Minhas opiniões são dadas como torcedor do Spurs ou brasileiro. E são elas:
Como brasileiro, acharia melhor ele ter ido para uma franquia menor e com menos craques, pois teria mais chance. Mas mesmo assim, o Spurs é um ótimo time, pois ele vai aprender simplesmente com o Duncan;
Já como torcedor do Spurs, estou eufórico pela chegada do Tiago, que dos jogadores recrutados nesse processo de renovação é o que mais me agrada.
Bom Pongas, acho que por hoje é só. Peço desculpas para nossos visitantes pelos problemas técnicos que temos passado. A cobertura da WNBA e o Bate-Papo foram afetados na última semana, mas voltarão com força total. Abraços para você e para nossos leitores.

Pré-Olímpico Masculino – Brasil perde e está fora

A seleção brasileira perdeu para a Alemanha por 78 a 65 e viu o sonho de participar das Olímpiadas não se concretizar pela terceira vez consecutiva.

Após um quarto e meio de boa exibição, principalmente defensiva, anulando as jogadas de Dirk Nowitzki e Chris Kaman, em que o placar se alternava constantemente, chegando a estar favorável em cinco pontos para o Brasil, nossa seleção passou a errar muito e ver um antigo problema voltar a acontecer, o desequilíbrio emocional.

Em apenas quatro minutos e meio, a seleção alemã abriu 19 pontos de vantagem. Foi quando o Brasil passou a enfrentar outro problema que vem incomodando nossa seleção, as bolas de três. Tanto ofensiva quanto defensivamente, a equipe de Moncho Monsalve não obteve o desempenho esperado. Enquanto os alemães acertaram 13 arremessos em 26 tentativas, os brasileiros acertaram 3 em 19.

No terceiro quarto a vantagem aumentou. Apenas no final do quarto, quando a Alemanha passou a poupar alguns jogadores, o jogo se equilibrou. Tanto é que no quarto período o Brasil tentou desesperadamente uma reação e chegou a diminuir a diferença com as entradas de Duda e Tavernari, mas não adiantou. A Alemanha segue buscando a classificação, enquanto o Brasil mais uma vez volta pra casa de mãos vazias e deixando o sonho para daqui quatro anos.

Destaques da Partida

Brasil

Thiago Splitter – 16 pontos, 6 rebotes

Marcelinho Machado – 11 pontos, 5 rebotes

Alemanha

Dirk Nowitzki – 20 pontos, 7 rebotes

Chris Kaman – 12 pontos, 14 rebotes

Pascal Roller- 15 pontos, 5/6 de três pontos

Grécia x Nova Zelândia

Por que o Brasil assistiu?

Com o fim do sonho olímpico para a seleção brasileira, resta aos fãs do basquete acompanhar e analisar as outras seleções.

O jogo

Com um basquete coletivo de altíssima qualidade, a Grécia não teve dificuldades em atropelar a seleção neozelandesa por 75 a 48. Como no jogo contra o Brasil, os gregos mostraram muita força defensiva e ótimo aproveitamento ofensivo, além de uma alta distribuição de pontos. Já a Nova Zelândia não conseguiu colocar seu ritmo veloz ao jogo e nao teve bom aproveitamento nos arremessos de quadra. O cestinha da partida foi Vassilis Spanoulis, da Grécia, com 14 pontos.

O time grego enfrentará Porto Rico na fase semifinal da competição, e chega para esse jogo como grande favorito a ficar com uma vaga nos Jogos Olímpicos.