Arquivo mensal: julho 2008
Pequim 2008 – Argentina

Argentina

Após vencer as Olimpíadas de Atenas em 2004, a Argentina é novamente uma das favoritas para conquistar a medalha de ouro em Beijing. O time é formado por estrelas da NBA, como Manu Ginobili e Luís Scola. Além de contar com os craques da liga americana, a esquadra Argentina conta com a experiência da maioria dos seus jogadores, o que deve ser fundamental para as ambições dos comandados de Sergio Hernández.
Participações em Olimpíadas: 1948, 1952, 1996, 2004 e 2008
Participações em Mundiais: 1950, 1959, 1963, 1967, 1974, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006
Conquistas:
Jogos Olímpicos: Medalha de Ouro (2004)
Campeonato Mundial: Medalha de Ouro (1950); Medalha de Prata (2002)
Campeonato das Américas: Medalha de Ouro (2001); Medalhas de Prata (1995; 2003; 2005 e 2007); Medalhas de Bronze (1980; 1993 e 1999)
Ranking da Fiba: Segundo Colocado
Os Convocados
Pablo Prigioni (Armador) – Tau Cerâmica (Espanha)
Antonio Porta (Armador) – Spartak (Rússia)
Emanuel Ginobili (Ala-armador) – San Antonio Spurs
Carlos Delfino (Ala-armador) – Khimki (Rússia)
Paolo Quinteros (Ala-armador) – CAI Zaragoza (Espanha)
Andrés Nocioni (Ala) – Chicago Bulls
Federico Kammerichs (Ala) – Regatas Corrientes (Argentina)
Luís Scola (Ala-pivô) – Houston Rockets
Leonardo Gutiérrez (Ala-pivô) – Atenas de Córdoba (Argentina)
Fabrício Oberto (Pivô) – San Antonio Spurs
Roman González (Pivô) – Peñarol de Mar del Plata (Argentina)
Juan Gutiérrez (Pivô) – Granada (Espanha)
Sergio Hernández (Técnico)
Onde a Argentina pode chegar?
Com praticamente a mesma base que venceu os jogos de Atenas, a Argentina chega pra Beijing um pouco mais envelhecida. A parte boa é que os jogadores hoje são ainda mais experientes que em 2004. A parte ruim fica pelas baixas de dois jogadores importantes: O Ala-pivô Walter Hermann, que alegou falta de motivação para defender seu país, e o bom armador Pepe Sanchez, aposentado da seleção. Apesar das baixas, o selecionado argentino ganha com um Carlos Delfino bem mais amadurecido, e com um Manu Ginobili jogando o seu melhor basquete. Se as contusões não atrapalharem, o time sul-americano é um forte candidato à medalha olímpica. Na minha opinião, o ouro é difícil, mas para uma prata ou um bronze, as chances são ótimas.
A caminhada Argentina
Para chegar em Beijing, os argentinos enfrentaram um caminho tranquilo. Eles não conseguiram a vaga por intermédio do campeonato mundial disputado no Japão, entretanto, no pré-olímpico das Américas, jogando com seu time B, se qualificaram após um segundo lugar, quando perderam para os Estados Unidos com sua força máxima.
Destaques
O trio da NBA, formado por Manu Ginobili, Luís Scola e Andrés Nocioni, são sem dúvida o pilar principal da equipe. Sem eles, a Argentina não chega a lugar nenhum. Com os três em quadra, se torna um dos times mais fortes. O destaque principal sem dúvidas é o ala do Spurs Manu Ginobili. O jogador vem de contusão e quase ficou fora dos Jogos. É bom que ele esteja 100% caso a Argentina aspire à uma medalha.
Sky @ Silver Stars – WNBA – Stars voltam a vencer

O San Antonio Silver Stars enfrentou há pouco o Chicago Sky. A vitória, que já era esperada, veio com certa tranqüilidade. O destaque da equipe foi Sophia Young; a ala anotou 20 pontos e pegou oito rebotes.
Com a vitória, a equipe de San Antonio volta ao primeiro lugar na Conferência Oeste (17-8). O Seattle Storm, que vem logo em seguida na tabela, está com um jogo a menos. Seu próximo jogo será contra o Phoenix Mercury, fora de casa.
Para tentar arrancar de vez para o primeiro lugar no Oeste, as comandadas de Dan Hughes voltam a quadra amanhã, quando enfrentam o Minnesota Lynx, fora de casa.
Destaques da partida
San Antonio Silver Stars
Sophia Young – 20 pontos e 8 rebotes
Becky Hammon – 14 pontos
Erin Buescher – 13 pontos
Edwiges Lawson-Wade – 11 pontos e 3 roubos de bola
Chicago Sky
Candice Dupree – 20 pontos e 10 rebotes
Armintie Price – 14 pontos
Spurs assina com Anthony Tolliver

O San Antonio Spurs anunciou hoje a contratação de Anthony Tolliver, jogador que defendeu a equipe nas ligas de verão esse ano. Os termos do contrato não foram revelados.
Tolliver foi um dos jogadores que mais chamou a atenção durante os jogos na ligas de verão, principalmente por seu eficiente arremesso. O ala de 23 anos, 2,03m e 108 quilos teve médias durante a Summer League de Las Vegas de 12,3 pontos e 5 rebotes em 23 minutos, com aproveitamento de 57,1% (12-21) nos arremessos de quadra e 61,5% (8-13) de 3 pontos em três partidas. Na liga Rocky Mountain Reveu, em quatro partidas, suas médias foram de 11,5 pontos e 3,5 rebotes em 26,5 minutos com aproveitamento de 53,3% (8-15) nos tiros de 3 pontos.
Tolliver passou quatro temporadas na Universidade Creighton, onde obteve médias de 8,1 pontos e 4,9 rebotes na carreira de 124 jogos. Na última temporada, ele jogou pelo Iowa Energy, da liga de desenvolvimento, e em 25 jogos anotou médias de 11,6 pontos e 6,4 rebotes em 27,4 minutos por jogo e 50,9% de acerto nos arremessos. Antes de entrar para a D-League, ele também participou dos campos de treinamento do Cleveland Cavaliers.
Pequim 2008 – Estados Unidos

Estados Unidos

Eles são a seleção mais temida desses Jogos. E quem os teme não teme qualquer um. Formado por jogadores da NBA, principal liga de basquete do mundo, o selecionado dos EUA tem o luxo de escolher os melhores entre os melhores. A infra-estrutura do esporte no país e o fato de sua Liga ser uma das melhores e mais ricas do mundo contribuem em muito para que os estadunidenses sejam tão temidos. A sede com que eles devem vir para conquistarem o ouro deve ser notória, devido aos recentes fracassos olímpicos e mundiais do chamado Dream Team.
Participações em Olimpíadas: 1936, 1948, 1952, 1956, 1960, 1964, 1968, 1972, 1976, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Melhor participação: medalha de ouro em 1936, 1948, 1952, 1956, 1960, 1964, 1968, 1976, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000
Grandes feitos no basquete: os Estados Unidos são o país com maior número de medalhas de ouro nos Jogos: 12 em 15 participações (sem contar Pequim-2008)
Participações em Mundiais: 1950, 1954, 1959, 1963, 1967, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006
Melhor participação: campeão em 1950, 1954, 1986, 1994
Os convocados
Pivô – Dwight Howard (Orlando Magic – EUA)
Ala-pivô – Chris Bosh (Toronto Raptors – CAN)
Ala-pivô – Carlos Boozer (Utah Jazz – EUA)
Ala – Carmelo Anthony (Denver Nuggets – EUA)
Ala – LeBron James (Cleveland Cavaliers – EUA)
Ala – Tayshaun Prince (Detroit Pistons – EUA)
Ala-armador – Kobe Bryant (Los Angeles Lakers – EUA)
Ala-armador – Michael Redd (Milwaukee Bucks – EUA)
Ala-armador – Dwayne Wade (Miami Heat – EUA)
Armador – Jason Kidd (Dallas Mavericks – EUA)
Armador – Chris Paul (New Orleans Hornets – EUA)
Armador – Deron Williams (Utah Jazz – EUA)
Onde os Estados Unidos podem chegar?
A seleção dos EUA chega como franca favorita à conquista da medalha de ouro. A decepção da perda da medalha em Atenas-2004 e das perdas dos dois últimos mundiais (sendo o de 2002 em solo estadunidense e sem chegada ao pódio) motivam essa seleção, que em questão de talento conta com os melhores jogadores do mundo. Declaradamente, é o time a ser batido.
A caminhada dos Estados Unidos
Os EUA sobraram no Pré-Olímpico das Américas. Atuando em casa, Las Vegas, os jogadores da NBA não deixaram que nenhum adversário atrapalhasse seu objetivo: classificar-se facilmente para os Jogos. Para isso, despacharam Brasil, Porto Rico e Argentina, sendo que apenas a última está nos Jogos desse ano.
Antes de entrarem na disputa pela medalha, fazem amistosos contra combinados de jogadores da NBA que não foram convocados, mas que formam times tão bons quanto os que estão em Pequim.
Destaque

A rotatividade estadunidense é incrível. Se Bryant sair, entra Redd. Se Williams cansar, Paul arma. LeBron já jogou demais? Anthony e Prince estão aptos para substituí-lo. Mesmo assim, o ala LeBron James e o ala-armador Kobe Bryant são os grandes destaques individuais dessa seleção, que é recheada de craques em todas as posições.
Pequim 2008 – Angola

O Spurs Brasil inicia hoje a sua cobertura sobre os Jogos Olímpicos de Pequim, evento esportivo mais esperado do ano. Para tal, iniciaremos com análises sobre as 12 seleções participantes do torneio masculino de basquete, para que você, leitor, não perca um só lance desse tão importante campeonato.
Angola

A seleção angolana é pouco conhecida pela maioria das pessoas que acompanham basquete. Deveras, pois o selecionado angolano disputa apenas competições em seu continente de origem, a África, e raramente obtém destaque no cenário mundial. A falta de apoio para as seleções locais e a miséria que assola o continente também prejudicam o crescimento e a exposição do basquete africano como um todo. Entretanto, Angola participará de sua quinta Olimpíada consecutiva, sendo, nesse ano, o único representante da África.
Participações em Olimpíadas: 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Melhor participação: décimo lugar em 1992
Grandes feitos no basquete: nove títulos de campeão da África obtidos: 1989, 1992, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005, 2007
Participações em Mundiais: 1986, 1990, 1994, 2002, 2006
Melhor participação: décimo lugar em 2006
Posição no Ranking FIBA: décimo quarto lugar
Os convocados
Pivô – Kikas (1º de Agosto – ANG)
Pivô – Abdel Boukar (1º de Agosto – ANG)
Ala-pivô – Eduardo Mingas (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Ala-pivô – Felizardo Ambrósio (1º de Agosto – ANG)
Ala – Vladimir Ricardino (1º de Agosto – ANG)
Ala – Leonel Paulo (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Ala – Olímpio Cipriano (1º de Agosto – ANG)
Ala – Carlos Almeida (1º de Agosto – ANG)
Ala-Armador – Carlos Morais (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Ala-Armador – Luís Costa (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Armador – Armando Costa (1º de Agosto – ANG)
Armador – Milton Barros (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Onde Angola pode chegar?
Apesar da determinação de seus jogadores, Angola não deve passar da primeira fase do torneio Olímpico, visto que a seleção africana se encontra na chave de, entre outros, Espanha, Estados Unidos e Grécia. Uma classificação entre os quatro melhores de seu grupo seria um feito memorável para o basquete local.
A caminhada de Angola
A hegemonia de Angola dentro da África é explícita pela conquista de cinco títulos continentais nos últimos cinco campeonatos disputados. A seleção venceu o Pré-Olímpico local e garantiu a única vaga africana nos Jogos.
Antes de jogar as Olimpíadas, foi campeã da Taça Stankovic, onde venceu seus rivais olímpicos da China. A vitória renovou as esperanças dos angolanos, que, apesar da técnica questionável, demonstraram grande dedicação dentro das quadras.
Destaque

Todo o jogo de Angola é baseado no ala Olímpio Cipriano, jogador do 1º de Agosto, principal equipe angolana. Ágil e habilidoso, o jogador é o principal cestinha de seu país e grande esperança de vôos maiores para o basquete angolano.




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