Arquivo mensal: julho 2008

Curtinhas da WNBA: Stars perde novamente e veterana inusitada

noticiasbrunozl9

Em Minnesota…

Na noite de sexta-feira, as Stars enfrentaram novamente a equipe do Minnesota Lynx. Mesmo jogando fora de casa, os torcedores esperavam uma revanche. Não foi o que aconteceu; mais uma vez liderado pela ala-armadora Seimone Augustus (20 pontos e 4 assistências), o Lynx dominou San Antonio e, a partir de um segundo quarto arrasador, apenas administrou a vantagem até o final. O destaque das Stars foi mais uma vez a armadora Becky Hammon; a baixinha anotou 18 pontos e roubou quatro bolas.

Mesmo com a derrota, as comandadas de Dan Hughes continuam em primeiro lugar na Conferência Oeste. Seu próximo jogo acontece hoje a noite. O adversário da vez é o Detroit Shock, em Detroit. Pedreira a vista.

Em Houston…

Em meio ao calor da briga que suspendeu muitas jogadoras de Detroit e Los Angeles, uma veterana um tanto quanto inusitada foi contratada para suprir necessidades.

Nancy Lieberman, 50 anos, integrante do Hall da Fama, estava aposentada desde 1997. Todavia, ela fez um pequeno contrato de sete dias com o Detroit Shock. O objetivo era atuar na partida contra o Houston Comets. Liebreman jogou apenas nove minutos, deu apenas um arremesso, mas saiu de quadra contente com a oportunidade: “Foi demais” (…) É histórico poder participar de uma oportunidade dessas”, completou uma eufórica Nancy Lieberman.

Mesmo com a vovó em quadra, o Shock não conseguiu resistir ao Comets. Vitória por 79 a 61 para as texanas.

Para os briguentos de plantão…

Voltando ao feminino, falei sobre a briga envolvendo jogadoras do Los Angeles Sparks e Detroit Shock, mas não mostrei a baixaria. Então, para os que curtem uma briguinha ou simplesmente gostam quando sai uma confusão nos jogos de basquete, aí vai o vídeo:

Na Grécia…

Fugindo um pouco do basquete feminino, uma declaração do alemão Dirk Nowitzki chamou atenção em meio a disputa do pré-olímpico: “Atuar pelo seu país é mais que um prazer. É uma honra e um dever”.

Pena que apenas uma pequena parcela dos jogadores pensa igual a ele. Ponto pro alemão.

Um pouco mais sobre George Hill

noticiasbrunozl91

O San Antonio Spurs surpreendeu a muitos ao selecionar o armador George Hill na vigésima sexta posição do draft. O jogador da desconhecida universidade de IUPUI (Indiana University-Purdue University Indianapolis) era cotado para a segunda rodada do evento, só que as expressivas médias como universitário devem ter seduzido os dirigentes do Spurs.

Jogando por Indiana, o jovem disputou quatro temporadas. Na primeira, como calouro da universidade, ele estreou bem, obteve médias de 10.7 pontos, razoáveis para um novato. No seu segundo ano, Hill melhorou em todos os aspectos e liderou sua equipe com médias de 18.9 pontos, 6.0 rebotes e 3.6 assistências. Além disso, nos 29 jogos disputados, o garoto fez 20 ou mais pontos em 17 oportunidades. Após uma temporada proveitosa, Hill disputou apenas cinco jogos no seu terceiro ano. O motivo foi uma fratura no pé, sofrida no segundo jogo da temporada. Seu último ano na faculdade marcou também suas melhores atuações. Hill sobrou em quadra, obteve médias de 21.5 pontos, 6.8 rebotes, 4.3 assistências e quase dois roubos de bola por jogo. Além disso, teve exímio aproveitamento na linha dos três pontos (45% de aproveitamento).

Rápido e bastante atlético, ele é conhecido por ter uma excelente defesa e um ataque competente. Tem muita vontade e, apesar da baixa estatura, é um bom reboteiro. Hill é o tipo de jogador que todo o técnico gosta. O garoto foi convidado por diversas vezes para integrar universidades mais renomadas, já que Purdue não tem muita tradição no basquete. Ele recusou por um simples motivo: amor à camisa. É muito difícil vermos esse tipo de atitude hoje em dia, e creio que esse fator pesou bastante para sua escolha.

Mike Budenholzer, técnico do Spurs nas ligas de verão, falou um pouco sobre o jogador: “No quesito defesa, ele está perfeito para jogar na NBA, e ofensivamente ele não deixa a desejar (…) Ele ainda tem muito a aprender e a evoluir”. O técnico completou dizendo: “Atleticismo, boa altura e força física. Acho que são essas suas principais qualidades. Temos que trabalhá-lo para ele criar, atacar e ser um pouco mais agressivo”.

Hill sabe que ainda tem muitos obstáculos até se tornar o reserva principal de Tony Parker: “Há muitos aspectos em que posso melhorar, espero que com o desenrolar dos treinamentos eu já esteja pronto (…) Não estou vindo para tirar o lugar de ninguém”, afirmou Hill, se referindo claramente ao atual armador reserva Jacque Vaughn. “Só estou jogando o meu jogo e apenas tentando melhorar. Eu tenho dois grandes armadores para me espelhar, Tony Parker e Jacque Vaughn. Só vou sentar no banco e aprender o que puder com eles”, completou o novato de apenas 22 anos.

Para finalizar, Budenholzer disse: “Ainda é cedo para dizer qualquer coisa. Os treinamentos vão até Setembro. Só então vamos ver o quanto ele evoluiu durante esse tempo (…) O que posso dizer é que ele é muito competitivo, assim como Jacque. Tenho certeza que será um grande training camp com esses dois rapazes duelando”.

Pequim 2008 – Croácia

Croácia

Aqueles que acompanharam o cenário do basquete internacional recentemente conheceram bem a seleção da Croácia, pois ela disputou o torneio de Acrópolis e o Pré-olímpico mundial. Neste campeonato, aliás, os croatas fizeram uma campanha irretocável, se classificando sem maiores dificuldades para os Jogos Olímpicos de Pequim. A seleção é relativamente nova; disputa campeonatos apenas desde 1992, uma vez que a Croácia antes fazia parte da extinta Ioguslávia. Ausentes nas últimas duas olimpíadas, os croatas tentarão fazer bonito esse ano na China.

Participações em Olimpíadas: 1992, 1996 e 2008.

Melhor participação: segundo lugar em 1992

Grandes feitos no basquete: terceiro lugar nos campeonatos europeus de 1993 e 1995

Participações em Mundiais: 1994

Melhor participação: terceiro lugar em 1994

Os convocados

Pivô – Stanko Barac (TAU Ceramica – ESP)

Pivô – Sandro Bicevic (Besiktas Cola Turka – TUR)

Ala-pivô – Marko Banic (CB Bilbao Berri – ESP)

Ala-pivô – Nikola Prkacin (Cibona Zagreb – CRO)

Ala-pivô – Kresimir Loncar (Lokomotiv Rostov – RUS)

Ala – Damir Markota (Zalgiris Kaunas – LIT)

Ala-armador – Marko Thomas (Real Madrid – ESP)

Ala-armador – Zoran Planinic (CSKA Moscow – RUS)

Ala-armador – Marin Rozic (KK Cibona – CRO)

Armador – Roko Ukic (Toronto Raptors – CAN)

Armador – Davor Kus (CB Málaga – ESP)

Armador – Marko Popovic (BC Zalgiris – LIT)

Onde a Croácia pode chegar?

O fato de todos os jogadores dessa seleção atuarem em países europeus dá a equipe a experiência internacional necessária para uma competição como os Jogos Olímpicos. Porém, brigar por uma medalha em uma competição que conta com Estados Unidos, Argentina e Espanha, entre outros, é sonhar um pouco alto demais; mas acredito que a Croácia pode fazer bonito em Pequim.

A caminhada da Croácia

O sexto lugar obtido pela Croácia no último campeonato europeu de basquete não garantiu a vaga em Pequim, mas permitiu que a seleção disputasse o Pré-olímpico mundial. Os croatas então sobraram na competição; terminaram a fase de grupos em primeiro, sem dificuldades, à frente de Porto Rico e Camarões. Nas quartas, vitória sobre o Canadá, e, nas semi, classificação garantida frente aos alemães.

Destaque

Mesmo com o jogo essencialmente coletivo da Croácia e com a boa distribuição de pontos da equipe, o ala-armador Marko Thomas, de 28 anos, conseguiu se destacar no último Pré-olímpico mundial, obtendo médias de 17 pontos e 3 rebotes por jogo. Thomas é jogador da equipe espanhola do Real Madrid, mas na última temporada atuou emprestado na também espanhola equipe Fuenlabrada, que terminou a última Liga ACB na 13ª posição.

Pequim 2008 – Austrália

Austrália

Os Boomers, como é conhecida a seleção masculina australiana de basquete, dominam o basquetebol da Oceania, mas jamais conseguiram se estabelecer como potência internacional. Aos poucos, a seleção vem passando por um processo de internacionalização, e já temos jogadores australianos atuando na Europa, na NCAA e até na NBA. Quem sabe essa experiência internacional possa fazer com que a Austrália, presente em todas as olimpíadas desde 1972, cave um lugarzinho no cenário mundial.

Participações em Olimpíadas: 1956, 1964, 1972, 1976, 1980, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008

Melhor participação: quarto lugar em 1988, 1996 e 2000

Grandes feitos no basquete: são nada menos que 17 títulos do campeonato da Oceania de basquete: 1971, 1973, 1975, 1977, 1979, 1981, 1983, 1985, 1987, 1989, 1991, 1993, 1995, 1997, 2003, 2005 e 2007

Participações em Mundiais: 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998 e 2006

Melhor participação: quinto lugar em 1982 e 1994

Os convocados

Pivô – Chris Anstey (Melbourne Tigers – AUS)

Pivô – Andrew Bogut (Milwaukee Bucks – EUA)

Ala-pivô – David Andersen (FC Barcelona – ESP)

Ala – Matthew Nielsen (Lietuvos Rytas – LIT)

Ala – Shawn Redhage (Perth Wildcats – AUS)

Ala – Mark Worthington (South Dragons – AUS)

Ala-armador – David Barlow (Melbourne Tigers – AUS)

Ala-armador – Joe Ingles (South Dragons – AUS)

Ala-armador – Glen Saville (Wollongong Hawks – AUS)

Armador – C. J. Burton (NZ Breakers – AUS)

Armador – Patrick Mills (Saint Mary’s College of California – EUA)

Armador – Brad Newley (Panellinios BC – GRE)

Onde a Austrália pode chegar?

Tentar igualar os quartos lugares, melhor campanha australiana até aqui, já é um objetivo ousado demais. No momento, o importante para a Austrália é dar rodagem aos seus jovens jogadores que já atuam no exterior para, quem sabe, com um pouco de sorte na próxima geração, começar a incomodar as grandes potências internacionais.

A caminhada da Austrália

Nem é preciso dizer que, na disputa da vaga a que a Oceania tem direito, a Austrália sobrou. A seleção leva vantagem por já estar se preparando para as Olimpíadas há mais tempo que Grécia, Croácia e Alemanha, por exemplo, últimas seleções a carimbarem passaporte para Pequim.

Destaque

O pivô Andrew Bugot, de 2,13 metros de altura e 23 anos, é a principal esperança de cestas dessa seleção. O jovem atua no Milwaukee Bucks, time da NBA, há três temporadas, e lá obteve médias de 14,3 pontos, 9,8 rebotes, 2,6 assistências, 1,7 tocos e 0,8 roubadas de bola em 34,9 minutos por jogo na última temporada. Se tiver ajuda dos companheiros, tem tudo para fazer uma boa Olimpíada.

Pequim 2008 – Grécia

Grécia

A Grécia há um bom tempo vem com um time que chega e incomoda, todavia, apenas entrou em evidência em 2005 e 2006, quando conquistou, respectivamente, o título do campeonato europeu de seleções e o segundo lugar no mundial do Japão. Um dos principais valores da equipe grega é o conjunto. Formada por uma mescla de jogadores jovens e experientes, a esquadra helênica vai às Olimpíadas buscando surpreender.

Participações em Olimpíadas: 1952, 1996, 2002 e 2008

Participações em Mundiais: 1986, 1990, 1994, 1998 e 2006

Conquistas:

Campeonato Mundial: Medalha de Prata (2006)

Campeonato Europeu: Medalhas de Ouro (1987 e 2005); Medalha de Prata (1989); Medalha de Bronze (1949)

Jogos Mediterrâneos: Medalha de Ouro (1979); Medalhas de Prata (1991, 2001 e 2005); Medalhas de Bronze (1955, 1971 e 1987)

Ranking da Fiba: Sexto Colocado

Os Convocados

Theodoros Papaloukas (Armador) – Olympiakos (Grécia)

Nikos Zisis (Armador) – CSKA Moscow (Rússia)

Vassilis Spanoulis (Ala-armador) – Panathinaikos (Grécia)

Dimitris Diamantidis (Ala-armador) – Panathinaikos (Grécia)

Michalis Pelekanos (Ala-armador) – Olympiakos (Grécia)

Panagiotis Vasilopoulos (Ala) – Olympiakos (Grécia)

Giorgos Printezis (Ala) – Olympiakos (Grécia)

Antonis Fotsis (Ala-pivô) – Panathinaikos (Grécia)

Yiannis Bourousis (Ala-pivô) – Olympiakos (Grécia)

Kostas Tsartsaris (Ala- pivô) – Panathinaikos (Grécia)

Sofoklis Schortsanitis (Pivô) – Olympiakos (Grécia)

Andreas Glyniadakis (Pivô) – Maroussi (Grécia)

Panagiotis Giannakis (Técnico)

Onde a Grécia pode chegar?

Assim como a Argentina, a base da Grécia é praticamente a mesma dos últimos anos. O time está um pouco envelhecido e já não tem mais a mesma força de antes. Vejo equipes como Estados Unidos, Espanha, Rússia e Argentina um pouco acima deles. Mesmo assim, o time grego ainda é favorito a uma das medalhas. Na minha opinião, acho que eles não chegam às finais, mas as chances de bronze são boas.

A caminhada grega

Para chegar em Beijing, os gregos passaram por um caminho um pouco complicado. A primeira chance foi no Campeonato Mundial do Japão, que dava direito a apenas uma vaga. Eles chegaram à final, mas perderam para a Espanha de Pau Gasol. A segunda chance foi no pré-olímpico europeu, disputado na Espanha. Lá, uma nova derrota para os espanhóis, dessa vez nas semifinais, frustou mais uma oportunidade. A chance final veio com o pré-olímpico mundial. A Confederação Grega de Basquete apostou alto; gastou cerca de cinco milhões de euros para hospedar a competição. O investimento trouxe resultado, e após vencer Porto Rico na semifinal, a equipe grega conseguiu a classificação.

Destaques

A dupla Theodoros Papaloukas e Dimitris Diamantidis é o destaque do selecionado grego. Papaloukas é considerado um dos melhores armadores do mundo e já teve grandes propostas da NBA. O Olympiakos pagou uma fortuna para tira-lo do CSKA Moscow, onde ele era ídolo e ganhava um salário astronômico. Por não ganhar na NBA o que ganhava na época da Rússia ou mesmo agora no Olympiacos, Theo não aceitou os convites da Liga Americana, ainda mais porque lá ele não gozaria do prestigio que tem em seu país. A idade do jogador também deve ter pesado na decisão. Super Theo, como é conhecido na Grécia, tem 31 anos. O caso de Diamantidis é parecido. Ele joga no Panathinaikos e ganha salários que nenhum time da NBA pagaria, além disso, a exemplo de Papaloukas, ele é ídolo de sua equipe.

Outros destaques da Grécia são o ala-armador Vassilis Spanoulis, ex-jogador do Houston Rockets, e o pivô Sofoklis Schortsanitis, conhecido nada mais nada menos que por “Baby Shaq”.