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Spurs (3) @ Jazz (0) – Primeira rodada dos playoffs

San Antonio Spurs @ Utah Jazz – Primeira rodada dos playoffs

Data: 07/05/2012

Horário: 21h00 (Horário de Brasília)

Local: EnergySolutions Arena

O San Antonio Spurs joga em busca de sua quarta vitória, a famosa varrida, na série contra o Utah Jazz. Atuando em casa, a equipe de Salt Lake City tenta uma reviravolta heroica, ou ao menos evitar um vexame.

Confrontos na Série (3-0)

29/04/2012 – San Antonio Spurs 106 vs 91 Utah Jazz

Os texanos comandaram o jogo todo e, sem sustos, garantiram a primeira vitória. O francês Tony Parker foi o cestinha da noite, com 28 pontos.

02/05/2012 – San Antonio Spurs 114 vs 83 Utah Jazz

O Spurs defendeu muito bem e atacou melhor ainda, sem dar chances para o Jazz. O placar começou a ser construído no primeiro quarto e, com grande vantagem, o time texano foi muito superior. Tony Parker marcou 18 pontos e distribuiu nove assistências.

05/05/2012 – San Antonio Spurs 102 @ 90 Utah Jazz

No primeiro combate fora de casa, o Spurs encontrou algumas dificuldades, mas nada que evitasse mais um triunfo texano. Tony Parker, de novo ele, foi o destaque da partida com 27 pontos e seis assistências.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Boris Diaw

C – Tim Duncan

Fique de Olho – Dificilmente alguém tem jogado mais que o francês nos playoffs. Mesmo bem marcado, conforme prometido por Devin Harris, ele tem liderado a equipe com impressionantes médias de 24,3 pontos e 7,7 assistências na pós-temporada.

PG – Devin Harris

SG – Josh Howard

SF – Gordon Hayward

PF – Paul Millsap

C – Al Jefferson

Fique de Olho – Gordon Hayward é um grande jogador que cresceu bastante nas últimas partidas da temporada regular que classificaram o Jazz. Nos playoffs, porém, tem decepcionado: médias bem razoáveis de 9,7 pontos por jogo e um aproveitamento pífio de 23% nos arremessos de quadra. Será que ele está guardando o melhor pro final?

Experiência: fator chave para o Spurs contra o Utah Jazz

Parceiros há muitos anos. Experiência única!

Além de ter um elenco mais talentoso, o San Antonio Spurs tem um trunfo e tanto nesta série de primeira rodada contra o Utah Jazz: a experiência.

Tim Duncan, por exemplo, já disputou 179 jogos de playoff em sua carreira – uma partida a menos do que os três jogadores mais experientes do Jazz somados.

Tony Parker, por sua vez, já esteve em 141 jogos decisivos, enquanto o argentino Manu Ginobili participou de 124 embates em playoffs. Isso torna o trio Parker, Duncan e Ginobili, de longe, o mais “vivido” em toda a NBA.

Essa experiência já começa no banco de reservas. Com 111 triunfos em pós-temporadas na carreira, Gregg Popovich é o terceiro treinador da história com mais êxito neste quesito, atrás apenas de Pat Riley e Phil Jackson.

“Já estivemos em muitos duelos assim. Esse pessoal tem estado junto por um bom tempo”, disse o Coach Pop ao site Spurs Nation após a terceira partida da série. “Eles sabem como agir fora de casa e têm ciência de como é lidar com a torcida adversária”, completou.

Para Tyrone Corbin, técnico do Utah Jazz, a falta de vivência de sua equipe é evidente. O próprio Corbin é “virgem” em termos de pós-temporada – é a primeira vez que ele disputa os playoffs como comandante oficial do time de Salt Lake City.

“Você pode falar sobre isso e contar histórias para eles, mas nunca será a mesma coisa. Até que você encare os playoffs vai ser difícil entender”, explicou o treinador.

Jogadores do Spurs esperam ambiente hostil em Utah

Pelo menos o Spurs já está acostumado a jogar em Utah… (Photo by Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images)

O Jogo 3 da série entre San Antonio Spurs e Utah Jazz acontece neste sábado (5) em Salt Lake City. A barulhenta Energy Solutions Arena, casa do Jazz, é considerada por muitos um dos locais mais difíceis de se jogar em toda a NBA – e os jogadores do Spurs corroboram com essa máxima.

“É uma das cidades em que os torcedores fazem mais barulho”, disse o ala-armador Danny Grenn. “É muito difícil jogar lá. Vamos fazer nosso melhor para evitar que a torcida se inflame”, completou.

O armador Tony Parker, que deve ser “caçado” dentro de quadra, comparou o ambiente geralmente encontrado em Utah aos ginásios europeus. “Essa massa toda grita, falando coisas pra você e blá, blá, blá. É mais ou menos como na Europa, tirando o fato de que ninguém joga moedas e um monte de tranqueiras nos atletas”, brincou.

Manu Ginobili, que jogou quatro temporadas no basquete italiano, fala num tom mais sério e revela que já passou por maus bocados no Velho Continente. “Acredite em mim: aqui está bem longe de ser a Europa”, afirmou. “Já me assustei muito por lá; me atiraram pedras, baterias, moedas. Felizmente aqui é diferente. A arena pega fogo, claro, mas de uma forma divertida. Nunca me senti ameaçado nos EUA, na Itália sim”, pontuou.

E mais…

Ginobili prega respeito ao adversário

Manu Ginobili - San Antonio SpursPor mais que o San Antonio Spurs esteja à frente na série e tenha vencido os dois primeiros jogos com facilidade, os jogadores mantêm a sobriedade. “Eles (Jazz) têm um time que respeitamos. Temos que ser humildes. Fizemos apenas o nosso trabalho ao triunfar em casa e manter o mando. Vamos ver o que acontece em Salt Lake City”, disse Manu Ginobili, à emissora KENS5.

A pedidos…

O blogueiro Victor Moraes encontrou uma foto bem legal e compartilhou com a gente na página do Spurs Brasil no Facebook. A galera pediu lá no Face para colocarmos a imagem no blog também. Eis o retrato de dois fenômenos: Tim Duncan no começo de carreira e Ronaldo na época da Inter. Sensacional, né!?

Mitos!

Spurs (2) vs Jazz (0) – Defense, defense

114×83

E o feitiço virou contra o feiticeiro. Se o Utah Jazz queria fazer uma defesa dura, acabaram tendo uma aula do vitorioso San Antonio Spurs nesta quarta-feira (2), no AT&T Center, no segundo jogo da primeira rodada dos playoffs.

Mesmo sem utilizar Tiago Splitter, machucado, o time de Gregg Popovich conseguiu limitar a dupla Paul Millsap e Al Jefferson a apenas 19 pontos e dez rebotes. A vitória foi construída desde o primeiro quarto – o Spurs começou com tudo e abriu 13 pontos logo de cara. O Jazz ainda tentou reagir, mas não foi capaz de reverter o placar.

Nem mereço tanto ( D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

Defesa forte

Apenas dois jogadores do time visitante alcançaram a marca de dígitos duplos: Josh Howard (10 pontos, 3-9 FG) e Al Jefferson (1o pontos, 5-15 FG), mas precisaram de três tentativas para cada acerto. O aproveitamento geral do time de Salt Lake City ficou em apenas 34%. O segundo quarto em especial foi um desastre para o Jazz – o time marcou meros 11 pontos (5-28 FG), contra 25 dos donos da casa.

Ninguém segura (AP Photo/Eric Gay)

Tony MVParker

Novamente o francês foi o cestinha da partida. O camisa 9 começou mal, acertando apenas um dos primeiros cinco arremessos, mas finalizou com 18 pontos e nove assistências. A tranquilidade da partida foi tanta que nem ele e nem Tim Duncan pisaram na quadra no último período.

Ofense, ofense!

O ataque funcionou bem e todos os titulares terminaram com dígitos duplos. DeJuan Blair e Gary Neal também conseguiram a façanha e somaram 21 pontos. O aproveitamento também foi excelente: 57% dos arremessos de quadra e 100% (10-10) nos lances livres. Da linha dos três pontos, foi de 46% (10-22).

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 18 pontos e nove assistências

Kawhi Leonard – 17 pontos (3-4 3PT) e duas roubadas de bola

Danny Green – 13 pontos, quatro rebotes e três tocos

Tim Duncan – 12 pontos e 13 rebotes

Utah Jazz

Josh Howard – Dez pontos e cinco rebotes

Al Jefferson – Dez pontos e quatro rebotes

Harris fala em fazer faltas duras para brecar Tony Parker

Pobre Parker; vai sofrer nos próximos jogos...

Parar Tony Parker parece que vai ser o maior desafio do Utah Jazz durante os playoffs. No primeiro jogo da série do San Antonio Spurs nos playoffs, o francês anotou 28 pontos e atormentou a defesa de Salt Lake City.

Que tal algumas faltas duras para brecar o ímpeto do camisa 9? É isso que sugere o rival Devin Harris, provável encarregado de tomar conta de Parker. “Ele é um desafio e tanto”, avaliou Harris. “Tony faz um ótimo trabalho quando infiltra e tem grande velocidade. Temos que tentar impor uma defesa mais forte sobre ele, limitar suas bandejas e talvez fazer uma ou duas faltas mais pesadas”, completou.

Bem, talvez o jogador do Jazz esteja certo. Hoje em dia só é possível parar o francês na porrada mesmo. Outra hipótese, dita em tom de brincadeira por Stephen Jackson, é sequestrá-lo.

“Talvez eles possam sequestrá-lo. Quero dizer, acho que de nenhuma maneira legal eles podem pará-lo”, disse Jackson às risadas, após o Jogo 1 da série.