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Equipe do Spurs Brasil faz prévia da série contra o Clippers
Começa nesta terça-feira (15) a série do San Antonio Spurs contra o Los Angeles Clippers. Depois de varrer o Utah Jazz na primeira rodada, o time texano tem um adversário bem mais difícil na semifinal. O Los Angeles Clippers chegou até aqui após derrotar o Memphis Grizzlies – algoz do Spurs em 2011 – e deve dar trabalho aos comandados de Gregg Popovich. Confira o que os blogueiros do Spurs Brasil têm a dizer sobre o confronto.
Bruno Alves
Palpite: Spurs 4 x 1
O Spurs não terá vida fácil como teve contra o Utah Jazz, mas a experiência da equipe não dará lugar às pontes aéreas e às jogadas plásticas da lob city. Pop não pecará e saberá usar as peças corretas para neutralizar as individualidades do Clippers. No confronto, vai ser interessante o duelo entre Tony Parker e Chris Paul, dois dos melhores armadores da liga em fases excelentes.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Bruno Pongas
Palpite: Spurs 4 x 1
Como o Clippers vai fazer para brecar Tim Duncan? Nenhum de seus pivôs titulares (Blake Griffin e DeAndre Jordan) é bom defensivamente o suficiente para frear o camisa 21. Nesse caso, o time de Vinny Del Negro terá que contar com a força física dos seus reservas, que fizeram uma boa série contra o Memphis Grizzlies. Resta saber se Kenyon Martin e Reggie Evans têm capacidade para repetir a dose. Do outro lado, acredito que Blake Griffin será o termômetro do Clippers. Por que? Na temporada regular, o Spurs encontrou problemas quando Griffin esteve inspirado e sofreu ainda mais quando tentou utilizar dois marcadores sobre o camisa 32, porque os californianos souberam rodar a bola e acharam espaços para os tiros de três pontos. Para a nossa alegria, no entanto, Blake vem jogando machucado e está longe de sua forma física ideal.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Clippers: Blake Griffin
Juliano Medeiros
Palpite: Spurs 4 x 1
O desgaste físico do Clippers e o descanso do Spurs podem fazer toda a diferença. O calendário foi “amigo” de San Antonio, já que teremos quatro jogos em seis dias. Ter as pernas descansadas nesse momento pode ser crucial. O Spurs conseguiu um merecido repouso e não entra em quadra desde o dia 7. Enquanto isso, seu adversário jogou uma série muito física e desgastante, que acabou apenas no dia 13. Griffin saiu do confronto contra o Memphis machucado e cansado. Chris Paul, que também está jogando no sacrifício, é a principal ameaça do time de Los Angeles.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Lucas Pastore
Palpite: Spurs 4 x 2
Imagino que o Spurs não encontrará muitas dificuldades para ganhar do Clippers. O time angelino pode trazer problemas apenas se Chris Paul jogar demais, mas não vejo ele fazendo isso quatro vezes em uma série de sete jogos – ainda mais tendo de marcar Tony Parker na defesa.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Robson Kobayashi
Palpite: Spurs 4 x 2
O Spurs terá de parar o sedento Blake Griffin; trabalho duro para o francês Boris Diaw e para o calouro Kawhi Leonard. Manu Ginobili deverá aparecer mais durante a série, o que será um ponto positivo para o time de Gregg Popovich.
Peça-chave do Spurs: Manu Ginobili
Peça-chave do Clippers: Blake Griffin
Victor Moraes
Palpite: Spurs 4 x 1
O Clippers é uma equipe cheia de gás e com muito talento. Porém, ainda peca pela falta de conjunto e de uma organização tática, sobrevivendo à base da individualidade de seus destaques. Inevitavelmente os angelinos devem vencer um jogo graças ao poder de desequilibrar que Chris Paul e Blake Griffin possuem, mas não acredito que possam complicar muito a vida de uma equipe bem montada como o Spurs.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Olho neles!
Tim Duncan havia sido eleito como o destaque do Spurs na série contra o Jazz. Dessa vez, no entanto, os blogueiros do Spurs Brasil escolheram Tony Parker.
O francês foi a grande arma da equipe ao longo da temporada a manteve a boa sequência na primeira rodada dos playoffs contra o Utah Jazz.
Resta saber como o camisa 9 lidará com Chris Paul, um oponente que quase sempre lhe traz problemas.
Tim Duncan e Manu Ginobili receberam um voto cada e também foram lembrados pela equipe do blog.
Ao lado de Tony Parker e Rajon Rondo, Chris Paul foi o melhor armador da temporada regular. Rápido e mortal, CP3 é um dos principais pontuadores da NBA nos momentos decisivos e mostrou isso na série contra o Memphis Grizzlies na primeira rodada dos playoffs.
Quando Paul está inspirado, todos os demais têm a vida facilitada graças ao seu enorme talento em encontrar seus companheiros livres para finalizar as jogadas.
Chris Paul foi quase uma unanimidade entre os blogueiros do Spurs Brasil, mas o explosivo Blake Griffin também foi lembrado com dois votos.
De olho em Chris Paul, Spurs prega cautela na semifinal
O San Antonio Spurs teve seu adversário na semifinal da Conferência Oeste finalmente definido no domingo (13), quando o Los Angeles Clippers derrotou o Memphis Grizzlies por 80 a 72 e deixou para trás Zach Randolph e companhia.
A série entre Spurs e Clippers começa nesta terça-feira (15), em San Antonio, e os jogadores texanos esperam uma sequência dura. “Mesmo que eles estejam um pouco machucados, eles devem jogar duro e explorar a força física”, analisou Tony Parker, que fez referência aos dois principais jogadores do time californiano, Chris Paul e Blake Griffin – ambos “baleados”.
“Vamos tentar igualar a energia deles em tudo o que fizerem. Será uma série bastante complicada”, completou o francês.
Mesmo com CP3 lesionado, os jogadores do Spurs sabem que ele é uma ameaça a ser contida. Na série contra o Grizzlies, o camisa 3 registrou médias de 20,4 pontos e 7,1 assistências por noite.
“Ele é um daqueles jogadores que nunca desiste”, explicou o argentino Manu Ginobili. O técnico Gregg Popovich foi um pouco mais além nos elogios. “Ele é um futuro membro do Hall da Fama”, afirmou o treinador.
Enquanto os jogadores do San Antonio Spurs parecem preocupados com o Los Angeles Clippers, os torcedores brasileiros esperam uma série tranquila. Pelo menos foi isso que deu para sentir durante a Twitcam feita ontem por mim e pelo blogueiro Lucas Pastore. Falando nisso, perdeu a brincadeira? Dá pra assistir a reprise na íntegra clicando aqui.
E mais…
Parker MVP? Quem liga para isso?
Tony Parker ficou em quinto na corrida pelo prêmio de melhor jogador da temporada. O camisa 9 foi perguntado se isso o incomodava e se ele esperava ficar melhor posicionado na disputa. “Nem ligo, na verdade. Só quero vencer mais um campeonato”. É assim que se fala, TP!
Parker foi o quinto colocado na corrida pelo MVP da temporada
Todos nós já sabemos que o ala LeBron James, do Miami Heat, foi eleito pela terceira vez na carreira o MVP (melhor jogador) da temporada regular – merecidamente, diga-se de passagem.
LeBron deixou para trás jogadores que se destacaram na temporada, como Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder, Chris Paul, do Los Angeles Clippers, Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers e Tony Parker, do San Antonio Spurs, que terminaram entre segundo e quinto, respectivamente, no pleito
Parker, como bem destacado pelo Lucas Pastore em sua coluna de sábado (12), foi o melhor jogador do Spurs na temporada regular e conseguiu os melhores números de sua carreira. Ele recebeu quatro votos para ser o MVP, somando 331 pontos.
O novo dono da bola

Quando comecei a acompanhar a NBA, Tim Duncan era claramente o franchise player do San Antonio Spurs. Mesmo assim, meu jogador predileto sempre foi Manu Ginobili, que, com o passar do tempo, foi ganhando moral e passou a receber as bolas decisivas do time. Neste ano, estamos presenciando mais uma mudança neste panorama. A cada jogo que passa, Tony Parker tem se tornado mais e mais a cara da equipe texana.

Pontaria, teu nome é Parker
O francês é o mais jovem do Big Three do Spurs. Apesar de ter começado sua trajetória na NBA um ano antes do que Ginobili, Parker tem 29 anos, contra 34 do argentino e 36 de Duncan. Era natural que, mais cedo ou mais tarde, o armador assumisse o controle da equipe. Só não esperava que isso fosse acontecer rapidamente assim e que o camisa #9 fosse herdar o cargo com tanta naturalidade.
A verdade é que o acaso ajudou muito. Vale lembrar que Ginobili havia começado a temporada em grande forma e foi o melhor jogador do Spurs nos primeiros jogos do campeonato. Mas a contusão do argentino redobrou a responsabilidade de Parker. Não demorou para que o armador francês entendesse isso: nessa temporada, ele bateu seu recorde de pontos contra o Oklahoma City Thunder, ao anotar 42, e também superou sua melhor marca em assistências ao distribuir 17 contra o New Orleans Hornets.
Na temporada regular, Parker liderou o Spurs em pontos (18,3), assistências (7,7) e minutos (32) por jogo. O número de passes decisivos por partida é o melhor de sua carreira, assim como o aproveitamento em lances livres: 79,9%. São números que mostram um importante amadurecimento na carreira do jogador. E isso tem se mantido nos playoffs.
Na pós-temporada, Parker novamente é o líder em pontos (21), assistências (6,5) e minutos (32,8) por exibição. Acertou 30 dos 60 arremessos de quadra que tentou, conseguindo um aproveitamento absurdo de 50%. Colocou na cesta a única bola de três pontos que arremessou.
Nos playoffs da NBA, Parker ocupa a quinta colocação em assistências por partida. Usando estatísticas avançadas, o armador francês seria o segundo melhor em assistências a cada 48 minutos, o quinto em pontos marcados a cada 48 minutos e o quinto jogador mais eficiente da pós-temporada em números medidos a cada 48 minutos. É pouco?
Antes do começo da temporada regular, eu achava Parker o jogador menos decisivo do Big Three do Spurs. Mas agora percebo que essa impressão foi construída apenas porque o francês recebia pouco a bola nos minutos finais de jogos apertados. Neste campeonato, quantas vezes vimos o armador sair do corta-luz estabelecido por Duncan para acertar um arremesso de média distância ou um floater? Já perdi a conta. Sem dúvidas, a seleção francesa ajudou o camisa #9 a amadurecer em momentos decisivos, já que ele é o principal jogador da equipe nacional.
Falando no selecionado azul, recentemente o Spurs contratou Boris Diaw, além de, aparentemente, ter interesse em contratar Nicolas Batum e em trazer Nando de Colo da Europa. Coincidência? Acho que não. Os três, além de serem bons jogadores, ajudariam a manter Parker feliz em San Antonio. Pode ser uma tentativa da franquia para agradar seu novo craque. Com razão! Queremos Parker em San Antonio por muito tempo.
Motivos para acreditar

Calma, amigos. Apesar do título, este artigo não se trata de mais um comercial da Coca-Cola com uma mensagem bonita para a humanidade. Quero aproveitar este espaço para expor algo que estive pensando nos últimos dias. Afinal, existem razões para acreditar em mais um título do San Antonio Spurs nesta temporada?
Sim, há, e muitas! Eu explico…

Chegou a hora dessa cena se repetir?
Banco de reservas
Esse é o principal motivo que me faz acreditar que o Spurs vai terminar a temporada 2011/2012 com o troféu Larry O’Brien nas mãos. Alguns podem até discordar, mas, para mim, o Spurs tem o melhor banco de reservas da NBA. Nenhuma equipe possui alternativas tão boas como os texanos, que contam com toda a categoria de Manu Ginobili, a experiência de Stephen Jackson e a técnica de Tiago Splitter.
O poderoso banco de reservas faz do Spurs uma das equipes mais constantes de toda a liga. Os já conhecidos “apagões” foram se tornando mais raros e hoje vemos um elenco homogêneo, onde todos contribuem e sabem muito bem o seu papel.
Veteranos saudáveis
Alguns importantes jogadores do Spurs já viveram suas épocas áureas há algum tempo. Tim Duncan é o mais veterano, com 36 anos. Manu Ginobili e Stephen Jackon aparecem logo atrás, ambos com 34. Destes, apenas Manu Ginobili enfrentou problemas mais sérios durante a temporada, mas já está totalmente recuperado.
Méritos para Gregg Popovich. Com o bom elenco que tem em mãos, o treinador, escolhido como Técnico do Ano da NBA, soube dosar o tempo de quadra de seus jogadores, poupando os “vovôs” sempre que possível.
Tony Parker
Aos 29 anos, o armador vive seu auge na carreira e é o principal jogador do Spurs na atual época, com médias de 18,3 pontos e 7,7 assistências na temporada regular. O francês vem jogando um basquete de altíssima categoria, em nível que só vi o camisa #9 jogar na decisão de 2007, quando ficou com o troféu de MVP das Finais.
Mais novo jogador do Big Three e presente nas últimas três conquistas de título dos texanos, Tony Parker assumiu a liderança da equipe e não decepcionou. Há até quem o coloque na corrida pelo MVP, o que, ao meu ver, não é nenhum exagero.
Alternativas nas alas
A traumática eliminação do Spurs para o Memphis Grizzlies, no ano passado, teve seu bode expiatório: Richard Jefferson. E contratar um jogador para a posição de Small Forward tornou-se uma prioridade em San Antonio. Mas nem o mais otimista torcedor imaginaria um cenário favorável tão cedo.
Logo no Draft, a franquia acabou abrindo mão de um de seus “queridinhos” e enviou George Hill para o Indiana Pacers em troca da 15ª escolha do recrutamento, que viria a ser Kawhi Leonard. O novo ala chegou sob desconfiança, mas, com sua inteligência, esforço e, principalmente, boa defesa, conquistou até os mais exigentes torcedores.
Teve também o crescimento do até então desconhecido Danny Green, que surgiu ninguém sabe muito bem de onde, mas assim que teve oportunidade a agarrou e não largou mais. Além disso, assim que pôde, o Spurs envolveu Jefferson em uma troca e trouxe de volta Stephen Jackson. A ala, desta forma, passou de “problema” para solução em San Antonio.

Em 1999, a temporada acabou assim…
Para os supersticiosos…
Vivemos um campeonato encurtada por um locaute, com apenas 66 jogos ao invés dos tradicionais 82. E foi a segunda vez que a NBA teve partidas canceladas em função de uma greve. A primeira, se vocês não se lembram, foi em 1998/1999, quando a temporada regular teve apenas 50 jogos. E quem foi o campeão naquela oportunidade? Sim, o San Antonio Spurs.
13 anos depois, se todas as razões que apontei anteriormente não forem suficientes, você pode se apegar à superstição, fazer suas mandingas e torcer pela equipe texana…
Afinal, “Spurs é campeão” tem 13 letras!










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