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Para Shaquille O’Neal, Spurs fará a final da NBA
Shaquille O’Neal abandonou as quadras e virou comentarista de TV nos Estados Unidos. Sempre cheio de brincadeiras, é difícil levar a sério o que ele fala, mas convenhamos que o cara entende de basquete.
Quando perguntado recentemente sobre os prováveis finalistas da NBA, Shaq foi curto e grosso. “Como muitas pessoas, acredito no Miami Heat e no San Antonio Spurs”, disse o gigante.
“No Oeste, acho que o título fica entre Spurs e Lakers. Los Angeles é o único time que pode desbancar os texanos”, completou o ex-pivô.
O’Neal, que no meio da temporada regular “previu” que o Spurs ganharia seu quinto título, descartou o badalado Oklahoma City Thunder por dois motivos.
“OKC tem grandes jogadores, mas San Antonio conhece o caminho das pedras. Eles têm o maior líder do mundo (Gregg Popovich) e Tim Duncan, que, do jeito que está jogando agora, ainda tem mais dois anos em alto nível”, analisou.
Experiência: fator chave para o Spurs contra o Utah Jazz
Além de ter um elenco mais talentoso, o San Antonio Spurs tem um trunfo e tanto nesta série de primeira rodada contra o Utah Jazz: a experiência.
Tim Duncan, por exemplo, já disputou 179 jogos de playoff em sua carreira – uma partida a menos do que os três jogadores mais experientes do Jazz somados.
Tony Parker, por sua vez, já esteve em 141 jogos decisivos, enquanto o argentino Manu Ginobili participou de 124 embates em playoffs. Isso torna o trio Parker, Duncan e Ginobili, de longe, o mais “vivido” em toda a NBA.
Essa experiência já começa no banco de reservas. Com 111 triunfos em pós-temporadas na carreira, Gregg Popovich é o terceiro treinador da história com mais êxito neste quesito, atrás apenas de Pat Riley e Phil Jackson.
“Já estivemos em muitos duelos assim. Esse pessoal tem estado junto por um bom tempo”, disse o Coach Pop ao site Spurs Nation após a terceira partida da série. “Eles sabem como agir fora de casa e têm ciência de como é lidar com a torcida adversária”, completou.
Para Tyrone Corbin, técnico do Utah Jazz, a falta de vivência de sua equipe é evidente. O próprio Corbin é “virgem” em termos de pós-temporada – é a primeira vez que ele disputa os playoffs como comandante oficial do time de Salt Lake City.
“Você pode falar sobre isso e contar histórias para eles, mas nunca será a mesma coisa. Até que você encare os playoffs vai ser difícil entender”, explicou o treinador.
Jogadores do Spurs esperam ambiente hostil em Utah

Pelo menos o Spurs já está acostumado a jogar em Utah… (Photo by Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images)
O Jogo 3 da série entre San Antonio Spurs e Utah Jazz acontece neste sábado (5) em Salt Lake City. A barulhenta Energy Solutions Arena, casa do Jazz, é considerada por muitos um dos locais mais difíceis de se jogar em toda a NBA – e os jogadores do Spurs corroboram com essa máxima.
“É uma das cidades em que os torcedores fazem mais barulho”, disse o ala-armador Danny Grenn. “É muito difícil jogar lá. Vamos fazer nosso melhor para evitar que a torcida se inflame”, completou.
O armador Tony Parker, que deve ser “caçado” dentro de quadra, comparou o ambiente geralmente encontrado em Utah aos ginásios europeus. “Essa massa toda grita, falando coisas pra você e blá, blá, blá. É mais ou menos como na Europa, tirando o fato de que ninguém joga moedas e um monte de tranqueiras nos atletas”, brincou.
Manu Ginobili, que jogou quatro temporadas no basquete italiano, fala num tom mais sério e revela que já passou por maus bocados no Velho Continente. “Acredite em mim: aqui está bem longe de ser a Europa”, afirmou. “Já me assustei muito por lá; me atiraram pedras, baterias, moedas. Felizmente aqui é diferente. A arena pega fogo, claro, mas de uma forma divertida. Nunca me senti ameaçado nos EUA, na Itália sim”, pontuou.
E mais…
Ginobili prega respeito ao adversário
Por mais que o San Antonio Spurs esteja à frente na série e tenha vencido os dois primeiros jogos com facilidade, os jogadores mantêm a sobriedade. “Eles (Jazz) têm um time que respeitamos. Temos que ser humildes. Fizemos apenas o nosso trabalho ao triunfar em casa e manter o mando. Vamos ver o que acontece em Salt Lake City”, disse Manu Ginobili, à emissora KENS5.
A pedidos…
O blogueiro Victor Moraes encontrou uma foto bem legal e compartilhou com a gente na página do Spurs Brasil no Facebook. A galera pediu lá no Face para colocarmos a imagem no blog também. Eis o retrato de dois fenômenos: Tim Duncan no começo de carreira e Ronaldo na época da Inter. Sensacional, né!?
O verdadeiro Gregg Popovich
Gregg Popovich pode ser considerado um gênio dentro das quatro linhas. Nesta terça-feira (1), o treinador foi eleito o Coach of the Year, prêmio dado ao melhor técnico da temporada regular da NBA. Foi a segunda vez na carreira que o treinador do San Antonio Spurs conquistou o cobiçado troféu.
Popovich é a antítese em pessoa. Ao mesmo tempo em que prefere voar abaixo do radar, sempre humilde e dividindo suas conquistas com quem o cerca, ele também é um cara de números expressivos, como esses que você acompanha abaixo:
- 16 temporadas como técnico do Spurs. É o comandante com mais tempo à frente de uma franquia entre todas as grandes ligas norte-americanas (NBA, NFL, NHL e MLB).
- Pop é o único treinador em atividade a ter conquistado mais de um título. Ele também é um dos cinco técnicos da história a ter conseguido quatro ou mais anéis, ao lado de figuras lendárias, como Red Auerbach, Phil Jackson, Pat Riley e John Kundla.
- Iniciou a temporada 2011/2012 com um recorde de 797 vitórias e 383 derrotas. O aproveitamento de 67,5% o coloca como o terceiro treinador da história com melhor porcentagem de vitórias, atrás apenas de Billy Cunningham e Phil Jackson.
- Conquistou seu 700º triunfo em sua partida de número 1040, se tornando o terceiro técnico mais rápido da história a alcançar a façanha.

Popovich foi condecorado com o troféu Red Auerbach pela segunda vez na carreira (Foto: Spurs Nation)
Esses foram alguns dados que eu encontrei no site oficial do Spurs e que achei interessante compartilhá-los. Mas esse artigo é para falar de outro Gregg Popovich. Por trás do gênio do banco de reservas, da cara de bravo e de algumas artimanhas discutíveis, como fazer faltas no jogador de pior aproveitamento em lances-livres adversário para ganhar vantagem, o Coach Pop é um grande homem.
Primeiro falemos de seu papel como líder. Já fui em muitas conferências de recursos humanos a trabalho e tive a oportunidade de ouvir profissionais gabaritados do setor falando sobre a importância e a dificuldade de ser um gestor. Gerir pessoas é uma tarefa complexa. Você lida com egos, vontades, anseios, dúvidas… É difícil controlar seres humanos, mas Popovich faz isso como poucos na NBA – e na vida.
Que chefe chamaria você em sua própria casa para um jantar? Que chefe viajaria até a terra natal de sua principal estrela durante as férias apenas para passar um tempo ao lado dele? Essa é a filosofia que existe em San Antonio: o culto à família, ao relacionamento humano, à amizade. É muito comum ver jogadores que vestiram a camisa do Spurs dizerem que nunca trabalharam num ambiente assim anteriormente. Posso citar aqui alguns exemplos, como Robert Horry, Bruce Bowen e até mesmo Stephen Jackson. Como pode um bad boy como o Captain Jack se sentir acolhido em um lugar que é completamente avesso à sua personalidade? Bem, esse é o papel do líder, do gestor…
Além disso tudo que já falamos, existe outra faceta do nosso treinador que poucos conhecem. Sabiam que ele fez treinos de espionagem na extinta URSS durante a Guerra Fria? Pois é! Popovich se especializou em Estudos Soviéticos na Força Aérea dos Estados Unidos durante a década de 1970 e passou alguns anos trabalhando na atual Rússia.
“Ele vive para ser quem é”, disse R.C. Buford ao National Post durante a final de 2007 entre San Antonio Spurs e Cleveland Cavaliers. “Pop sempre foi assim. Dê uma olhada em sua história: Força Aérea, escola de espionagem… Ele é um cara diferenciado e gosta de ser desta maneira”, completou.
P.J. Carlesimo, que trabalhou durante alguns anos como assistente técnico de Popovich, lembrou, também em 2007, de outra característica marcante do ex-companheiro: sua repulsa aos números e à popularidade. “Ele nunca vai ser aquela pessoa que gosta de aparecer no NBA Cares”, disse Carlesimo, em referência ao programa de caridade organizado por David Stern. “Ele liga para as pessoas, claro, mas ficará mais feliz se ninguém souber disso. Me dê uma chance e eu diria que Gregg prefere fazer as coisas sem o burburinho da mídia”, opinou.
Para P.J., o basquete é só um complemento na vida do misterioso Coach Pop. “Acho que o basquete é uma pequena parte de sua vida. Creio que ele ama o que faz e é excepcionalmente bom nisso, mas ele também tem outros interesses”, pontuou. Um desses interesses é colecionar vinhos. Estima-se que Popovich tenha mais de três mil garrafas em sua adega. Dá pra acreditar?
“Honestamente, acho que ele gosta de ser desse jeito”, explica Tim Duncan, que convive bem de perto com o comandante. “Acredito que ele é bom como outros caras que fizeram história, mas isso pouco importa no seu modo de enxergar as coisas. Gregg é um cara que gosta de desafios, de montar sua equipe e fazê-la jogar. Qualquer reconhecimento que venha a partir disso será merecido”, pontuou Timmy.
Gregg Popovich é assim. Uma pessoa simples, humilde e, acima de tudo, humana. Por mais que ele tenha sua antipatia a prêmios e farras, deixo aqui os meus parabéns pela conquista do título de melhor técnico da temporada 2011/2012. Parabéns, Coach Pop!
Jackson exalta volta aos playoffs com a camisa do Spurs
Há quase dez anos, o ala Stephen Jackson fazia parte da equipe que conquistou o título de 2003, na despedida do Almirante David Robinson. Ao longo de todo esse tempo, o ala se transformou numa espécie de nômade. Passou por equipes como Indiana Pacers, Golden State Warriors e Milwaukee Bucks…
E agora está de volta a San Antonio, lugar onde conquistou seu primeiro – e único – anel da NBA. No Jogo 1 da série contra o Utah Jazz, o Captain Jack foi o reserva que mais tempo ficou em quadra: 27 minutos. Além dos 14 pontos (4-8) e quatro rebotes, o camisa 3 fez um sólido trabalho defensivo sobre o perigoso ala-pivô Paul Millsap.
“O mesmo Steve de sempre. Ele foi ótimo. Essa é sua época do ano”, disse Tim Duncan ao site Spurs Nation após o triunfo por 106 a 91. “Jack se empolga nos playoffs e isso é muito bom, porque nós precisamos dessa intensidade”, completou Timmy.
“Sou abençoado por estar nos playoffs novamente”, afirmou o veterano. “Cada pessoa tem a sua própria história; tudo o que eu passei nos últimos meses me tornou mais forte, mais esperto como pessoa e como jogador. Estar de volta a San Antonio é fantástico e ouvir essa torcida é definitivamente especial. É o melhor sentimento do mundo”, pontuou.
E mais…
Splitter será examinado nesta segunda-feira
Como explicado pelo Victor Moraes no resumo do jogo entre Spurs e Jazz, o pivô Tiago Splitter saiu de quadra após sofrer uma entorse no punho esquerdo. O brasileiro passará por uma ressonância magnética nesta segunda-feira (30) para verificar a gravidade do problema.













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