Arquivos do Blog

Quem diria: Parker foi o destaque defensivo do Jogo 2

Parker dominou CP3 na segunda vitória do Spurs (Photo by Justin Edmonds/Getty Images)

Que Tony Parker é uma joia ofensiva todos nós sabemos. Na segunda partida da série contra o Los Angeles Clippers, o francês voltou a se destacar no ataque, anotando 22 pontos e cinco assistências.

Mas e se eu disser que o armador também vem se sobressaindo na defesa? Parece difícil de acreditar, mas o camisa 9 tem feito um trabalho soberbo sobre Chris Paul. Na vitória de quinta-feira (17) por 105 a 88, Parker limitou o astro angelino a dez pontos e ajudou a forçá-lo a cometer oito (!) turnovers.

O bom desempenho rendeu elogios por parte do técnico Gregg Popovich. “Tony fez um trabalho espetacular em cima de Chris (Paul)”, disse o treinador. “Ele ditou o nosso ritmo defensivo e, no ataque, foi muito agressivo. Parker estava focado, sabia que levaria algumas pancadas e que seria bem marcado. Ele soube lidar bem com isso”, completou.

TP também foi questionado sobre o assunto durante a entrevista coletiva. “Só estou tentando fazer o meu melhor e tentando atrapalhar seus arremessos”, explicou o francês. “É claro que Tim Duncan, Boris Diaw e Tiago Splitter têm me ajudado bastante. É um trabalho em equipe. Todo mundo está focado em Chris Paul”, pontuou.

Falando em Tim Duncan, o grande líder do San Antonio Spurs também teceu seus comentários. “Ele (Parker) foi ótimo em ambos os lados da quadra. Tony foi inacreditável nesta noite”, finalizou.

Curtas: Duncan em forma, Green adaptado e Karl confiante

Not in my house!

Como as pessoas vêm dizendo por aí, Tim Duncan é como o vinho: quanto mais velho, melhor ele fica!

No Jogo 1 da série contra o Los Angeles Clippers, Timmy relembrou os velhos tempos ao marcar 26 pontos e pegar dez rebotes em quase 35 minutos.

“Tim foi sólido como sempre”, disse o técnico Gregg Popovich após o embate. “Ele tem atuado dessa maneira durante todo o ano. Dificilmente você o verá fazendo uma jogada espetacular para aparecer na TV; quem sabe uma jogada espetacular aos olhos de um treinador. Ele é o nosso porto seguro”, completou.

Quando perguntado sobre o assunto, o camisa 21 manteve a humildade que lhe é peculiar. “Nós sabíamos antes da partida que ia demorar um pouco para desenferrujarmos”, explicou. “Errei alguns arremessos no começo e só depois peguei no tranco. Meus companheiros movimentaram a bola bem e consegui algumas bandejas fáceis”, pontuou.

E mais…

Danny Green cada vez mais adaptado

O ala Danny Green tem sido um dos principais jogadores do San Antonio Spurs desde que ganhou a vaga de titular. Em entrevista concedida ao site Fay Observer, o camisa 4 disse que estar na NBA ainda parece um sonho, mas que é preciso manter o foco para continuar evoluindo.

“Meu sonho sempre foi chegar à NBA”, afirmou. “Quando você alcança esse objetivo, você percebe que é difícil conseguir um time, fazer parte dos planos de um treinador. Ainda nem acredito que conquistei isso tudo. Me sinto um dos caras mais sortudos do mundo”, concluiu o ala-armador.

Apesar do bom momento, Green sabe que é preciso continuar dando duro para atingir um outro nível de maturidade. “É necessário manter a humildade. Você aproveita essa fase, claro, mas tem que trabalhar duro para continuar fazendo as coisas que te levaram aonde você chegou”, finalizou.

George Karl acredita que o título ficará entre Spurs e Thunder

Enquanto muitos apostam que o Miami Heat ganhará o título desta temporada, o técnico George Karl, do Denver Nuggets, acredita que o troféu ficará na costa oeste. Em entrevista concedida ao site da ESPN norte-americana, Karl apontou San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder como favoritos ao título da NBA. Segundo ele, quatro ou cinco times da Conferência Oeste teriam capacidade para derrotar LeBron James e companhia. Será?

Equipe do Spurs Brasil faz prévia da série contra o Clippers

Eis o grande duelo da série!

Começa nesta terça-feira (15) a série do San Antonio Spurs contra o Los Angeles Clippers. Depois de varrer o Utah Jazz na primeira rodada, o time texano tem um adversário bem mais difícil na semifinal. O Los Angeles Clippers chegou até aqui após derrotar o Memphis Grizzlies – algoz do Spurs em 2011 – e deve dar trabalho aos comandados de Gregg Popovich. Confira o que os blogueiros do Spurs Brasil têm a dizer sobre o confronto.

Bruno Alves

Palpite: Spurs 4 x 1
O Spurs não terá vida fácil como teve contra o Utah Jazz, mas a experiência da equipe não dará lugar às pontes aéreas e às jogadas plásticas da lob city. Pop não pecará e saberá usar as peças corretas para neutralizar as individualidades do Clippers. No confronto, vai ser interessante o duelo entre Tony Parker e Chris Paul, dois dos melhores armadores da liga em fases excelentes.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul

Bruno Pongas

Palpite: Spurs 4 x 1
Como o Clippers vai fazer para brecar Tim Duncan? Nenhum de seus pivôs titulares (Blake Griffin e DeAndre Jordan) é bom defensivamente o suficiente para frear o camisa 21. Nesse caso, o time de Vinny Del Negro terá que contar com a força física dos seus reservas, que fizeram uma boa série contra o Memphis Grizzlies. Resta saber se Kenyon Martin e Reggie Evans têm capacidade para repetir a dose. Do outro lado, acredito que Blake Griffin será o termômetro do Clippers. Por que? Na temporada regular, o Spurs encontrou problemas quando Griffin esteve inspirado e sofreu ainda mais quando tentou utilizar dois marcadores sobre o camisa 32, porque os californianos souberam rodar a bola e acharam espaços para os tiros de três pontos. Para a nossa alegria, no entanto, Blake vem jogando machucado e está longe de sua forma física ideal.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Clippers: Blake Griffin

Juliano Medeiros

Palpite: Spurs 4 x 1
O desgaste físico do Clippers e o descanso do Spurs podem fazer toda a diferença. O calendário foi “amigo” de San Antonio, já que teremos quatro jogos em seis dias. Ter as pernas descansadas nesse momento pode ser crucial. O Spurs conseguiu um merecido repouso e não entra em quadra desde o dia 7. Enquanto isso, seu adversário jogou uma série muito física e desgastante, que acabou apenas no dia 13. Griffin saiu do confronto contra o Memphis machucado e cansado. Chris Paul, que também está jogando no sacrifício, é a principal ameaça do time de Los Angeles.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 x 2
Imagino que o Spurs não encontrará muitas dificuldades para ganhar do Clippers. O time angelino pode trazer problemas apenas se Chris Paul jogar demais, mas não vejo ele fazendo isso quatro vezes em uma série de sete jogos – ainda mais tendo de marcar Tony Parker na defesa.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul

Robson Kobayashi

Palpite: Spurs 4 x 2
O Spurs terá de parar o sedento Blake Griffin; trabalho duro para o francês Boris Diaw e para o calouro Kawhi Leonard. Manu Ginobili deverá aparecer mais durante a série, o que será um ponto positivo para o time de Gregg Popovich.
Peça-chave do Spurs: Manu Ginobili
Peça-chave do Clippers: Blake Griffin

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 x 1
O Clippers é uma equipe cheia de gás e com muito talento. Porém, ainda peca pela falta de conjunto e de uma organização tática, sobrevivendo à base da individualidade de seus destaques. Inevitavelmente os angelinos devem vencer um jogo graças ao poder de desequilibrar que Chris Paul e Blake Griffin possuem, mas não acredito que possam complicar muito a vida de uma equipe bem montada como o Spurs.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul

Olho neles!

San Antonio Spurs

Tim Duncan havia sido eleito como o destaque do Spurs na série contra o Jazz. Dessa vez, no entanto, os blogueiros do Spurs Brasil escolheram Tony Parker.

O francês foi a grande arma da equipe ao longo da temporada a manteve a boa sequência na primeira rodada dos playoffs contra o Utah Jazz.

Resta saber como o camisa 9 lidará com Chris Paul, um oponente que quase sempre lhe traz problemas.

Tim Duncan e Manu Ginobili receberam um voto cada e também foram lembrados pela equipe do blog.

Los Angeles Clippers

Ao lado de Tony Parker e Rajon Rondo, Chris Paul foi o melhor armador da temporada regular. Rápido e mortal, CP3 é um dos principais pontuadores da NBA nos momentos decisivos e mostrou isso na série contra o Memphis Grizzlies na primeira rodada dos playoffs.

Quando Paul está inspirado, todos os demais têm a vida facilitada graças ao seu enorme talento em encontrar seus companheiros livres para finalizar as jogadas.

Chris Paul foi quase uma unanimidade entre os blogueiros do Spurs Brasil, mas o explosivo Blake Griffin também foi lembrado com dois votos.

Duncan está perto de bater recorde histórico na NBA

Toco neles!

O ala-pivô Tim Duncan, do San Antonio Spurs, está muito próximo de bater um recorde histórico na NBA. Ele está a apenas 16 tocos de se tornar o maior bloqueador da história dos playoffs.

No Jogo 4 da série contra o Utah Jazz, vencida pelo time texano, os três tocos dados durante a partida colocaram Timmy no terceiro lugar da lista com 460 bloqueios – um à frente de Shaquille O’Neal.

Caso mantenha o alto nível no restante da pós-temporada, Timmy tem tudo para pulverizar o recorde ainda este ano. No topo da lista aparecem Hakeem Olajuwon (472) e Kareem Abdul-Jabbar (476). Confira abaixo os 15 primeiros de acordo com o site Basketball-Reference.

  1. Kareem Abdul-Jabbar – 476
  2. Hakeem Olajuwon – 472
  3. Tim Duncan – 460
  4. Shaquille O’Neal – 459
  5. David Robinson – 312
  6. Robert Parish – 309
  7. Patrick Ewing – 303
  8. Kevin McHale – 281
  9. Dikembe Mutombo – 251
  10. Ben Wallace – 250
  11. Julius Erving – 239
  12. Rasheed Wallace – 225
  13. Robert Horry – 225
  14. Caldwell Jones – 223
  15. Elvin Hayes – 222

Motivos para acreditar

https://i0.wp.com/i689.photobucket.com/albums/vv251/peskinha/victor-linha-3.jpg

Calma, amigos. Apesar do título, este artigo não se trata de mais um comercial da Coca-Cola com uma mensagem bonita para a humanidade. Quero aproveitar este espaço para expor algo que estive pensando nos últimos dias. Afinal, existem razões para acreditar em mais um título do San Antonio Spurs nesta temporada?

Sim, há, e muitas! Eu explico…

Chegou a hora dessa cena se repetir?

Banco de reservas

Esse é o principal motivo que me faz acreditar que o Spurs vai terminar a temporada 2011/2012 com o troféu Larry O’Brien nas mãos. Alguns podem até discordar, mas, para mim, o Spurs tem o melhor banco de reservas da NBA. Nenhuma equipe possui alternativas tão boas como os texanos, que contam com toda a categoria de Manu Ginobili, a experiência de Stephen Jackson e a técnica de Tiago Splitter.

O poderoso banco de reservas faz do Spurs uma das equipes mais constantes de toda a liga. Os já conhecidos “apagões” foram se tornando mais raros e hoje vemos um elenco homogêneo, onde todos contribuem e sabem muito bem o seu papel.

Veteranos saudáveis

Alguns importantes jogadores do Spurs já viveram suas épocas áureas há algum tempo. Tim Duncan é o mais veterano, com 36 anos. Manu Ginobili e Stephen Jackon aparecem logo atrás, ambos com 34. Destes, apenas Manu Ginobili enfrentou problemas mais sérios durante a temporada, mas já está totalmente recuperado.

Méritos para Gregg Popovich. Com o bom elenco que tem em mãos, o treinador, escolhido como Técnico do Ano da NBA, soube dosar o tempo de quadra de seus jogadores, poupando os “vovôs” sempre que possível.

Tony Parker

Aos 29 anos, o armador vive seu auge na carreira e é o principal jogador do Spurs na atual época, com médias de 18,3 pontos e 7,7 assistências na temporada regular. O francês vem jogando um basquete de altíssima categoria, em nível que só vi o camisa #9 jogar na decisão de 2007, quando ficou com o troféu de MVP das Finais.

Mais novo jogador do Big Three e presente nas últimas três conquistas de título dos texanos, Tony Parker assumiu a liderança da equipe e não decepcionou. Há até quem o coloque na corrida pelo MVP, o que, ao meu ver, não é nenhum exagero.

Alternativas nas alas

A traumática eliminação do Spurs para o Memphis Grizzlies, no ano passado, teve seu bode expiatório: Richard Jefferson. E contratar um jogador para a posição de Small Forward tornou-se uma prioridade em San Antonio. Mas nem o mais otimista torcedor imaginaria um cenário favorável tão cedo.

Logo no Draft, a franquia acabou abrindo mão de um de seus “queridinhos” e enviou George Hill para o Indiana Pacers em troca da 15ª escolha do recrutamento, que viria a ser Kawhi Leonard. O novo ala chegou sob desconfiança, mas, com sua inteligência, esforço e, principalmente, boa defesa, conquistou até os mais exigentes torcedores.

Teve também o crescimento do até então desconhecido Danny Green, que surgiu ninguém sabe muito bem de onde, mas assim que teve oportunidade a agarrou e não largou mais. Além disso, assim que pôde, o Spurs envolveu Jefferson em uma troca e trouxe de volta Stephen Jackson. A ala, desta forma, passou de “problema” para solução em San Antonio.

Em 1999, a temporada acabou assim…

Para os supersticiosos…

Vivemos um campeonato encurtada por um locaute, com apenas 66 jogos ao invés dos tradicionais 82. E foi a segunda vez que a NBA teve partidas canceladas em função de uma greve. A primeira, se vocês não se lembram, foi em 1998/1999, quando a temporada regular teve apenas 50 jogos. E quem foi o campeão naquela oportunidade? Sim, o San Antonio Spurs.

13 anos depois, se todas as razões que apontei anteriormente não forem suficientes, você pode se apegar à superstição, fazer suas mandingas e torcer pela equipe texana…

Afinal, “Spurs é campeão” tem 13 letras!