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Eu já vi isso antes?

Em 2007 foi assim... mas e em 2010?

Primeiramente gostaria de pedir desculpas ao nosso leitor pelo atraso na coluna. Sabem como é esses dias corridos que temos frequentemente.

Mas vamos ao assunto…

Meu amigo e leitor aqui do Spurs Brasil, Rafael Proença, lembrou recentemente da temporada 2006-2007.

Alguém aí lembra dessa temporada?

Pois bem… farei um breve resumo para os mais esquecidos.

Naquela temporada, San Antonio chegou cercado de desconfiança. No ano anterior, quando defendia o título, uma derrota pra lá de amarga contra o Dallas Mavericks nos playoffs nos tirou a chance de conquistar o bicampeonato consecutivo.

O ano começou devagar. Dallas Mavericks e Phoenix Suns tinham ótimos times e logo foram se distanciando nos standings.

Os texanos, por sua vez, tinham dificuldade para se acertar. Talvez fossem os reflexos da derrota em casa para o Mavs no sétimo jogo da pós-temporada anterior…

Talvez fosse falta de química no conjunto…

O fato é que ninguém sabe ao certo até hoje.

Como nessa temporada que vivemos agora, rumores de troca assolaram San Antonio por longas semanas. Um dos alvos era o veterano Brent Barry, que já nem contribuia muito para a equipe.

Popovich, no seu estilo militar, vetou qualquer tipo de mudança. Ninguém sai, ninguém chega!

Ficamos daquele jeito, pouco esperançosos e já conformados com um 2007 sem título.

Foi aí que veio a Rodeo Trip e consequentemente o Jogo das Estrelas.

O time melhorou, o elenco ganhou unidade, Ginobili, Parker e Duncan passaram jogar como nunca. Era o retorno da era de ouro?

Talvez… o torcedor ainda tinha suas dúvidas; ninguém parece acreditar que aquele time sem entrosamento poderia ter se tornado um dos melhores do Oeste.

E se tornou. Depois de se recuperar, os comandados de Gregg Popovich fizeram uma campanha brilhante, quase suficiente para ultrapassar Mavs e Suns – que continuaram à frente ao final da temporada regular.

Vieram os playoffs e o primeiro adversário era o temido Denver Nuggets. Tinha Allen Iverson em boa forma, Carmelo Anthony jogando muito…

Em San Antonio, muitos qualificaram esse duelo como injusto, tal qual era a força da Conferência Oeste naquele momento.

Uma derrota no primeiro jogo, em casa, colocou uma pulga atrás da orelha de todos os torcedores. Será que Iverson e cia bateriam S.A. logo na primeira rodada?

Ledo engano, caro leitor! O Spurs foi forte, venceu o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto jogo, alcançando assim a próxima fase.

Na outra ponta da tabela, o favorito ao título, Dallas Mavericks, foi responsável por algo histórico… só que pelo lado negativo.

Em embate ferrenho contra o Golden State Warriors, que havia se classificado em oitavo, os californianos anularam Dirk Nowitzki…

Some a isso o brilho do armador Baron Davis, que quase fez chover contra a defesa de Dallas.

No final, 4 a 2 e Golden State pulava uma etapa…

Sem o rival texano no caminho, tudo ficou mais fácil para o Spurs.

Entretanto, ainda havia o Phoenix…

A verdade é que Amare Stoudemire e Steve Nash nunca se deram bem no Texas.

Como estamos acostumados a dizer, San Antonio ‘tinha o número’ do Suns…

Numa série polêmica, em que Stat e Diaw ficaram de fora de alguns jogos por terem invadido a quadra após o tranco de Robert Horry em Steve Nash, Tim Duncan e companhia se sagraram vencedores em seis partidas.

Sobrava na final do Oeste o Utah Jazz, da dupla Deron Williams e Carlos Boozer.

Inspirado, Deron até que tentou, mas foi incapaz de conter um San Antonio brilhante, como poucas vezes vi na minha vida.

Após sagrar-se vencedor em cinco duelos, os comandados de Gregg Popovich iam para a final contra o ‘maravilhoso LeBron James’…

Ainda inexperiente, LeBron foi incapaz de liderar seu time a uma mísera vitória.

Assim, em apenas quatro noites, San Antonio varreu o camisa 23 pra debaixo do tapete e conquistou seu quarto título na NBA.

Essa história, por mais que esteja resumida, é bem bonita. Contei ela desta maneira para mostrar que naquele ano nós também estávamos desacreditados, assim como agora. Se vamos repetir isso nessa temporada, ninguém sabe, mas eu só queria mostrar que uma equipe ‘jogada às traças’, como quase estamos atualmente, é capaz de sair do limbo e vencer um campeonato.

Spurs (26-18) vs. Hawks (29-15) – 27 rebotes para Tim Duncan!

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Parece brincadeira, mas, perto de completar 34 anos, o ala-pivô Tim Duncan deixou a quadra na vitória contra o Atlanta Hawks com 21 pontos, 27 rebotes (sua melhor marca da carreira) e seis assistências. Foi uma verdadeira partida de MVP para o nosso principal jogador.

Soberano, Duncan bateu recorde de rebotes na carreira (AP Photo/Eric Gay)

Contudo, como nem tudo na vida é feito de flores, o armador Tony Parker deixou o duelo no terceiro quarto após torcer o tornozelo. Um raio-X feito ainda no ginásio deu negativo (o que é bom!), mas, pelo que vi, me parece que o francês deverá perder alguns jogos. O problema, aliás, vem em boa hora, já que Parker vinha jogando machucado com fortes dores na planta do pé. Assim, ele poderá se cuidar numa tacada só.

Vamos ao jogo…

Manu mostrou porque merece ficar em S.A. (AP Photo/Eric Gay)

Nem mesmo o mais otimista torcedor do San Antonio Spurs poderia acreditar em tanta facilidade. No pré-jogo, previ uma partida difícil, com ligeira vantagem para o atleticismo do Atlanta Hawks. Quando o embate começou, o que pude observar foi um time ofensivo e com defesa forte, bem diferente do que vinha acontecendo.

San Antonio chegou a ter uma vantagem folgada de 28 pontos. No intervalo, o marcador apontava 66 a 44 para os texanos.

Na volta do descanso, contudo, o bom e velho branco voltou a assombrar a equipe. Aos poucos, o Hawks foi tirando a vantagem, que chegou a oito pontos ao final do terceiro período.

Comandados por um George Hill inspirado e por um Tim Duncan em noite de MVP, os texanos voltaram a abrir vantagem no quarto derradeiro e fecharam a partida por 105 a 90, encerrando assim uma sequência negativa de três derrotas no AT&T Center.

George Hill também se destacou (AP Photo/Eric Gay)

Destaco ainda as noites inspiradas de Antonio McDyess e Manu Ginobili. Dyess finalmente justificou o investimento feito nele. Foram 17 pontos (melhor marca da temporada) e quatro rebotes. O argentino também foi bem e espantou os rumores de que estaria sendo envolvido em uma possível troca com o pivô Amare Stoudemire, do Phoenix Suns. Manu fez 14 pontos e distribuiu seis assistências.

Para tentar dar sequência ao bom triunfo desta quarta-feira, San Antonio tem dois jogos difíceis antes de encarar a estrada na anual Rodeo Trip. Na sexta, o time recebe o embalado Memphis Grizzlies, que hoje venceu o Detroit Pistons. No domingo, a parada é ainda mais dura: contra o Denver Nuggets, do excelente armador Chauncey Billups, do cestinha Carmelo Anthony e do brasileiro Nenê Hilário.

O Hawks, por sua vez, também encara dois jogos complicados na sequência. Na sexta-feira, a equipe recebe o Boston Celtics. Na sequência, sábado, é a vez de pegar a estrada para enfrentar o Orlando Magic.

Veja os melhores momentos da partida

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 21 pontos, 27 rebotes e seis assistências (11-11 FT)

Antonio McDyess – 17 pontos e quatro rebotes

George Hill – 16 pontos e quatro rebotes

Manu Ginobili – 14 pontos e seis assistências

Atlanta Hawks

Joe Johnson – 31 pontos e quatro rebotes

Jamal Crawford – 25 pontos

Josh Smith – 14 pontos, 16 rebotes e sete assistências

Duncan será titular no All-Star Game

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Duncan e James confirmados como titulares do ASG

Os fans votaram e Tim Duncan será o titular no jogo das estrelas de 2010. A informação foi divulgada pela NBA nesta quinta-feira.  Entre os alas do Oeste, Duncan recebeu 1.156.696 votos e superou Dirk Nowitzki, que teve 1.093.005, ficando atrás apenas de Carmelo Anthony com 2.137.560. O mais votado no geral foi o ala do Cleveland Cavaliers, Lebron James, que levou 2.549.693 votos, seguido por foi Kobe Bryant, que recebeu 2.456.224.

Esta será a 12ª aparição de Duncan no All-Star Game, a 11ª como titular. Em 2000, o jogador da equipe texana foi eleito MVP da partida juntamente com Shaquille O’Neal. A partida será disputada no Cowboys Stadium, em Dallas, no dia 14 de fevereiro. Os reservas, que serão eleitos por votação entre os técnicos, devem ser anunciados dia 28 deste mês.

Confira os titulares de cada conferência:

Posição Oeste Leste
Armador Steve Nash (Suns) Allen Iverson (Sixers)
Ala-armador Kobe Bryant (Lakers) Dwane Wade (Heat)
Ala Carmelo Anthony (Nuggets) Lebron James (Cavs)
Ala-pivô Tim Duncan (Spurs) Kevin Garnett (Celtics)
Pivô Amare Stoudamire (Suns) Dwight Howard (Magic)

Outros jogadores do Spurs bem votados:

  • Manu Ginobili: 465.211 votos
  • Tony Parker: 439.536 votos
  • Antonio McDyess: 328.717 votos

Duncan atingirá marca histórica

Tim Duncan - San Antonio SpursNa quinta-feira, em jogo contra o Utah Jazz no AT&T Center, o ala-pivô Tim Duncan poderá alcançar uma marca histórica com a camisa #21 do San Antonio Spurs.

Se marcar apenas 15 pontos, Duncan irá ingressar no seleto grupo dos atletas com 20 mil ou mais pontos na NBA (atualmente ele possui 19.985). Desta maneira, ele ficará apenas 790 pontos atrás de David Robinson e 3.602 atrás de George Gervin – líderes do Spurs em todos os tempos.

Para ver a lista dos líderes de San Antonio em todos os fundamentos, basta clicar aqui!

Para ver a lista dos maiores pontuadores de todos os tempos na NBA, basta clicar aqui!

Curtinhas: O run and gun de San Antonio

Eles também sabem fazer outra coisa...

O run and gun de San Antonio

Havia uma época, há um tempo atrás, que o San Antonio Spurs era conhecido como uma equipe chata, pouco empolgante. Isso, no entanto, parece ter mudado esse ano com a chegada de jogadores como Richard Jefferson e Antonio McDyess. A média de pontos da equipe atualmente é de 102, quase cinco pontos a mais do que na temporada passada e dez pontos à frente da equipe vencedora em 1998-1999.

“Eles adicionaram algumas armas”, disse o técnico Rick Carlisle, do Dallas Mavericks. O armador do Mavs, Jason Kidd, também comentou essa novidade em San Antonio. “Eles têm caras que podem colocar a bola na cesta”, disse. “Pop sabe como fazer ajustes com as peças do quebra-cabeça que ele tem”, completou.

O run and gun de San Antonio tem dado certo, especialmente com a característica do elenco de se adaptar aos diversos estilos de jogo. “Temos excelentes pontuadores, não há a necessidade de ficar procurando por alguém que vá converter o arremesso”, disse o ala Richard Jefferson, que anotou sua melhor marca da temporada justamente contra o Mavs – 29 pontos.

Manu prefere começar no banco

Manu Ginobili - San Antonio SpursNa única vez que o argentino Manu Ginobili entrou em quadra como titular na temporada, no dia 18 de novembro de 2009, ele se machucou e acabou ficando de fora de cinco jogos. Coincidentemente, o adversário na oportunidade era o Dallas Mavericks, o mesmo desta noite.

“Acho que aquela foi minha única titularidade dos últimos anos, e provavelmente a última”, brincou o jogador.

O argentino se sente mais confortável vindo do banco; se acostumou a entrar durante as partidas e decidir os jogos. “Agora eu falo para o Pop – deixa que o George [Hill] começa [os jogos]. Quero ficar no banco”, declarou Manu.

Mason apoia David Stern

Roger Mason - San Antonio SpursO ala Roger Mason Jr., ex-Washington Wizards, já havia condenado na semana passada a atitude de Gilbert Arenas em guardar armas no vestiário do Verizon Center, em Washington. Nessa semana, o jogador voltou a ‘atacar’ Arenas e apoiou a decisão de David Stern em suspender o ‘Agente Zero’ por tempo indeterminado.

Na oportunidade, Stern afirmou que o polêmico armador não estava apto a entrar em uma quadra na NBA. Mason concordou: “Essas palavras do comissário falam por si só”, disse. “Ninguém quer ver um companheiro suspenso, ninguém quer ver um jogador perder dinheiro, mas era algo necessário”, completou.

Gripe de Ginobili é página virada

A gripe que pegou o argentino Manu Ginobili de jeito nas viagens para Toronto e Washington parece ter ido embora. No duelo na última quarta-feira, diante do Detroit Pistons, o jogador roubou bolas e foi eficiente como sempre para a equipe.

“Me senti bem. Parecia que eu tinha mais energia”, disse. “É muito bom ver o time jogando como se fosse nos playoffs, especialmente no último período”, completou. “Os últimos três jogos foram muito difíceis para mim, mas agora minha energia voltou. Me sinto realmente bem!”, garantiu Manu.

Finley voltará em poucos dias

O ala Michael Finley, que sofreu um entorse no tornozelo esquerdo e perdeu os últimos 13 jogos do San Antonio Spurs, já voltou a treinar e deverá estar pronto para jogar em uma ou duas semanas. O veterano se machucou no último dia 5 de dezembro, em partida diante do Denver Nuggets.

Hairston continuará em San Antonio

A última quarta-feira foi muito importante para o ala reserva Malik Hairston. Ele teve seu contrato garantido e deverá continuar com a equipe até o final da temporada. O atleta receberá uma quantia anual de US$ 736,420.