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Spurs (3) vs. Mavericks (2) – Primeira rodada dos playoffs

San Antonio Spurs vs. Dallas Mavericks – Primeira Rodada dos Playoffs

Data: 29/04/2010

Horário: 21:00 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Situação do Jogo

A derrota para o Dallas Mavericks na terça-feira acendeu um leve sinal amarelo em San Antonio. Será que Caron Butler vai jogar tudo que sabe novamente? Será que Dirk Nowitzki vai deitar e rolar? Será que Gregg Popovich irá insistir no erro de usar Roger Mason e Matt Bonner? Será que Richard Jefferson vai jogar bem e fazer a diferença? E o big 3? Vai botar fogo no duelo? Teremos estas respostas mais tarde; vamos aguardar…

PG – George Hill

SG – Manu Ginobili

SF – Richard Jefferson

PF – Tim Duncan

C – Antonio McDyess

Fique de Olho – Mais do que nunca, hoje o San Antonio Spurs necessita de sua estrela maior para vencer o jogo. Esperamos que TD faça uma boa partida.

PG – Jason Kidd

SG – Caron Butler

SF – Shawn Marion

PF – Dirk Nowitzki

C – Brandan Haywood

Fique de Olho – Particularmente, eu acho difícil que Caron Butler repita o que foi feito na terça-feira. Desta maneira, volto a destacar a importância de se fazer uma boa defesa em cima de Dirk Nowitzki. Isso será preponderante para o triunfo.

Spurs (1) @ Mavericks (1) – Mando quebrado!

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O San Antonio Spurs entrou em quadra nesta quarta-feira determinado, com jeito de vencedor. Poucos minutos de jogo foram suficientes para concluir que os texanos infernizariam a vida de Dirk Nowitzki e companhia. Nowitzki, inclusive, foi mais uma vez a chave da partida.

Duas peças importantes no jogo de hoje... (Foto por Danny Bollinger/NBAE via Getty Images)

Dessa vez, no entanto, o ala-pivô foi bem marcado. Apertado por todos os lados quando recebia a bola – isso quando ela chegava redonda -, o alemão desperdiçou muitos arremessos. Além disso, a dupla finalmente funcionou, impedindo o craque de se movimentar e usar toda sua agilidade e habilidade.

Com muitas bolas de três providenciais, Manu brilhou mais uma vez (AP Photo/Tim Sharp)

Nowitzki, que acertou somente nove em 24 tentativas, não foi o único que se viu sufocado pelos jogadores do Spurs. Caron Butler, peça chave no primeiro embate, também sofreu com os marcadores texanos (6-17), que reduziram completamente o seu espaço – panorama bem diferente do Jogo 1.

Ao todo, o Mavs chutou apenas 36,5% nos arremessos de quadra (31-85) – desempenho medíocre para uma equipe que se classificou em segundo na Conferência Oeste. Em termos comparativos, os comandados de Gregg Popovich acertaram 48,2% (40-83) – número bem superior. Além disso, o bom aproveitamento na linha dos três pontos (8-15) foi preponderante para o triunfo.

Como Funcionou?

Muita gente que perdeu o confronto deve estar se perguntando: como Popovich fez para brecar Dirk Nowitzki? Bom, na teoria ele não fez nada muito diferente do que estava acostumado a fazer. Em vez de tentar uma penca de jogadores em momentos diferentes da partida para confundir o camisa #41, Pop optou pela mesma tática do primeiro duelo, só que com algumas variantes.

Primeiro: Antonio McDyess, que fez hoje um bom trabalho defensivo, sempre recebia a ajuda de outro homem quando a bola chegava ao alemão. Cercado, Nowitzki era obrigado a rodar e bola e contar com a pontaria de seus companheiros, que felizmente não estava afiada. Além de Dice, Matt Bonner também usou da mesma tática quando esteve em quadra.

O melhor da noite foi ele: Tim Duncan! (Foto por Ronald Martinez/Getty Images)

Segundo: Muito esperto, Gregg Popovich sentiu a necessidade de desativar Dirk Nowitzki de qualquer maneira. Assim, quando McDyess esteve descansando, foi Tim Duncan o responsável por colar na estrela do Mavs. A tática funcionou, já que o alemão mostrou ter dificuldades em criar suas jogadas marcado por um big man. Além disso, TD não se carregou em faltas, o que foi importante para a sequência do embate.

Terceiro: Além de Dice e Duncan, Manu Ginobili também foi destacado para marcar a estrela rival. Nos poucos minutos em que encarou Nowitzki cara-a-cara, o argentino foi bem, e mostrou que ainda pode contribuir na defesa e no ataque com a mesma categoria que um dia lhe levou para um Jogo das Estrelas da NBA.

Quarto: Agora esquecendo um pouco o germânico, outra peça fundamental para o triunfo foi o ala Richard Jefferson. Tudo bem que ele fez algumas besteiras no segundo tempo, perdeu algumas bolas bobas e tal, mas Jeff foi um dos principais responsáveis por comandar os texanos no primeiro tempo e abrir uma vantagem confortável no marcador. Parabéns a ele!

No mais, a equipe foi bem, tirando o irritante blecaute do final do terceiro período. No mais, San Antonio volta para casa com um triunfo importante na bagagem. Na próxima sexta-feira, vencer será um passo importantíssimo rumo às semifinais do oeste.

Até lá…

Veja os melhores momentos da partida:

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 25 pontos e 17 rebotes

Manu Ginobili – 23 pontos, cinco rebotes e quatro assistências

Richard Jefferson – 19 pontos e sete rebotes

Tony Parker – 16 pontos, quatro rebotes e oito assistências

Dallas Mavericks

Jason Terry – 27 pontos e três assistências

Dirk Nowitzki – 24 pontos, dez rebotes e quatro assistências

Caron Butler – 17 pontos e sete rebotes

Spurs (0) @ Mavericks (1) – Começou mal

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Os playoffs não começaram bem para o San Antonio Spurs. Neste domingo, a equipe de Gregg Popovich não chegou nem perto de conseguir parar o ala-pivô alemão Dirk Nowitzki, e, fora de casa, caiu diante do Dallas Mavericks: 100 a 94 para o rival.

Ao ver Bonner tentando marcar Nowitzki, Galvão diria: "Que que você tá fazendo, meninão? Que lambança!" (Glenn James/NBAE via Getty Images)

George Hill ganhou o duelo contra Tony Parker e começou a partida como titular – o francês saiu do banco de reservas ainda no primeiro quarto. Manu Ginobili, Richard Jefferson, Antonio McDyess e Tim Duncan completaram o quinteto inicial do Spurs. Jason Kidd, Caron Butler, Shawn Marion, Dirk Nowitzki e Eric Dampier alinharam pelo Mavericks.

O Spurs começou bem a partida, com Ginobili armando o ataque da equipe e com McDyess calibrado nos primeiros arremessos de média distância. Porém, aos poucos, o Mavs, comandado por Kidd e Nowitzki, foi assumindo o controle do jogo. Jefferson cometeu sua segunda falta antes do terceiro minuto e teve de sentar, enquanto Duncan começou mal a partida; perdeu três posses de bola somente no primeiro período. Com isso, o time da casa fechou a parcial em vantagem: 23 a 18.

Tim Duncan bem que tentou...

O segundo período começou com Ginobili e o Spurs aniquilando a vantagem construída pelo adversário no quarto inicial. Porém, o time de Dallas melhorou com a entrada de Brendan Haywood (alguém aí sabe explicar por que o Dampier é titular?), e esteve sempre à frente do placar – com o adversário na cola. Foi do meio para o fim da parcial que o time da casa voltou a assumir o controle do jogo, encerrando a primeira metade do jogo com 50 a 45 a favor.

O terceiro quarto começou exatamente da mesma maneira que o segundo: Spurs demolindo a vantagem e equilibrando a partida. Porém, o time visitante, mesmo em seus bons momentos, não conseguia manter a liderança no placar. Nos momentos chave da partida, o Mavs mostrava maior tranquilidade para pontuar. Foi assim no final do terceiro período, quando Pop tentou, sem sucesso, colocar Keith Bogans de ala-pivô para tentar parar Dirk Nowitzki. Neste momento do duelo, os mandantes conseguiram uma corrida interessante e abriram uma vantagem confortável, fechando a parcial vencendo por 76 a 69.

O quarto período começou com o time de Dallas, mesmo com Nowitzki no banco, conseguindo chegar à primeira vantagem de dígitos duplos da partida. Mas, após tempo técnico pedido por Pop, o time visitante conseguiu se acertar, derrubando a diferença para cinco pontos e forçando o treinador adversário a também parar o jogo. A partir daí, só deu Mavs; a equipe, que já era superior, não deu mais chances para o adversário e fechou a partida em 100 a 94.

As duas equipes voltam agora a se enfrentar na quarta, às 22h30, novamente em Dallas. Se o Mavs abrir 2 a 0, a situação vai ficar bastante complicada para Duncan e companhia.

Veja os melhores momentos da partida

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 27 pontos e oito rebotes

Manu Ginobili – 26 pontos, seis assistências, quatro rebotes e três roubadas de bola

Tony Parker – 18 pontos, quatro assistências e duas roubadas de bola

Dallas Mavericks

Dirk Nowitzki – 36 pontos (12-14 FG, 12-12 FT) e sete rebotes

Carol Butler – 22 pontos, seis rebotes e três roubadas de bola

Jason Kidd – 13 pontos, 11 assistências, oito rebotes e quatro roubadas de bola

20ª escolha do Draft 2010

Quem será o próximo draftado pelo Spurs? (Foto por Jim Gund/Sports Illustrated/Getty Images )

Em um sorteio de desempate que aconteceu na sexta em New York, o Spurs ganhou a 20ª escolha do próximo Draft, que será realizado em junho – seu mais alto posto desde a escolha de Tim Duncan, primeiro em 1997.

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Os dirigentes da NBA decidiram seis empates para determinar a ordem para o recrutamento desse ano, incluindo um empate de quatro times pelos 19º e 22º lugares , entre Spurs, Boston Celtics, Oklahoma City Thunder e Portland Trail Blazers, que terminaram com uma campanha de 50 vitórias e 32 derrotas. O San Antonio ficou em segundo no desempate, atrás do Celtics e à frente de Thunder e Trail Blazers.
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Na segunda rodada, o Spurs terá a 49ª escolha.
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A lista com a sequência de escolha dos times ausentes da primeira rodada ficou assim:
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15. Chicago (Para Milwaukee) 41-41
16. Charlotte (Para Minnesota via Denver) 44-38
17. Milwaukee (Para Chicago) 46-36
18. Miami 47-35
19. Boston 50-32
20. San Antonio 50-32
21. Oklahoma City 50-32
22. Portland 50-32
23. Utah (Para Minnesota via Philadelphia) 53-29
24. Atlanta 53-29
25. Denver (Para Memphis) 53-29
26. Phoenix (Para Oklahoma City) 54-28
27. Dallas (Para New Jersey) 55-27
28. LA Lakers (Para Memphis) 57-25
29. Orlando 59-23
30. Cleveland (Para Washington) 61-21

Como parar Dirk Nowitzki?

Dirk conta nos dedos o número de vezes que já deitou e rolou contra a defesa do Spurs

Se eu soubesse como parar efetivamente o alemão Dirk Nowitzki eu já teria sido contratado para o staff do San Antonio Spurs.

Logicamente, nem eu, nem Gregg Popovich e nem o Papa Bento XVI sabemos essa fórmula mágica, já que o camisa #41 do Dallas Mavericks é simplesmente imparável.

Sou um grande entusiasta do basquete de Nowitzki. Ele é um jogador moderno e que sabe fazer de tudo dentro das quadras. É habilidoso, inteligente, arremessa como poucos – mesmo quando não tem espaço para isso…

O considero um verdadeiro gênio do basquete; um dos melhores estrangeiros que já pisou em solo ianque.

No entanto, se não há um jeito de pará-lo, deve haver, ao menos, uma maneira de reduzir sua atividade em quadra. Portanto, apresentarei abaixo algumas sugestões que limitem as investidas do alemão durante o confronto.

Tudo deve começar pelo cérebro

Toda equipe de basquete tem uma cabeça pensante. No caso do Mavs, esse mentor é o armador Jason Kidd.

De uns tempos pra cá, os texanos de azul e branco passaram a entender a importância que um dos melhores armadores da história do basquete pode ter a uma equipe. Assim, passaram a utilizá-lo com mais inteligência.

Kidd, como todos sabemos, já não é nenhum garoto daqueles que esbanja um físico privilegiado. Assim, caso fosse o técnico Gregg Popovich, colocaria um jovem [George Hill ou Garrett Temple] colado nessa peça fundamental durante todo o jogo.

Com o veterano muito bem marcado, parte da inteligência do Mavs sucumbiria. Desta maneira, menos bolas redondas chegariam a Nowitzki, que, consequentemente, teria que se esforçar em dobro e forçaria mais jogadas.

Fator McDyess

Tenho pra mim que Antonio McDyess não precisa ser muito efetivo no ataque, já que ele é a quarta ou quinta alternativa ofensiva de San Antonio quando está em quadra.

Se Dice poupar suas energias lá na frente, poderá gastar mais calorias empenhado em grudar no camisa #41 do Mavs.

McDyess, no entanto, já não esbanja aquele vigor físico suficiente para brecar o ímpeto do ala-pivô germânico, mas poderia se empenhar como nunca nesse “trabalho sujo” e dar uma “canseira” no adversário.

Quanto mais forte for marcado, mais cansado Nowitzki irá ficar. Quando mais cansado fica um jogador, menos produtivo ele passa a ser…

Segunda alternativa

Se a tática com Dyess não funcionar, outro atleta deverá estar nos planos de Gregg Popovich para infernizar a vida do europeu. Trata-se de Richard Jefferson

Jefferson, aliás, aumentou seu rendimento na segunda metade da temporada. Passou a pegar mais rebotes e a infiltrar com mais precisão…

Isso é bom, pois ganhamos outra alternativa confiável no ataque, embora ele ainda deixe a desejar nos arremessos de longa distância.

Na defesa, o ala será importante por um único motivo: terá físico de sobra para acompanhar o giro de Nowitzki pela quadra. Nem Duncan, nem McDyess, nem Blair e nem Bonner, apenas Jefferson é capaz de correr como um maluco quando Dirk for disparar seus tiros de longa distância.

Quarto período

O duelo pega fogo mesmo é no período final.

Se Duncan passou o jogo inteiro evitando marcar o alemão para não se carregar em faltas, no quarto derradeiro o assunto muda, pois é nele que o “bicho pega”.

Nada de frescuras e pseudo-inventividades; essa é a hora de colocar Tim Duncan para bater de frente com Dirk Nowitzki!

TD, não por acaso, é reconhecido por ser um bom marcador, tanto que foi eleito para o principal time de defesa da NBA por diversos anos consecutivos.

Nós, fanáticos, sabemos que ele é o único capaz de realmente incomodar esse adversário, que deverá provocar muitos pesadelos aos torcedores do San Antonio Spurs nas próximas semanas.

É esperar para ver…