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Spurs United

Spurs United é um belo vídeo criado pelo pessoal do Yahoo Sports sobre o começo de temporada do San Antonio Spurs. Tem depoimentos de Manu Ginobili, Tony Parker, Tim Duncan, Richard Jefferson e até Matt Bonner, para alegria do Lucas Pastore. Brincadeiras à parte, clique aqui para conferir ou assista no player abaixo. Vale muito a pena!

Spurs (15-2) @ Warriors (8-10) – Triple Duncan!!!

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Com um triple double de Tim Duncan, o San Antonio Spurs bateu o Golden State Warriors, fora de casa, por 118 a 98 e consolidou a liderança da NBA. Os texanos seguem com duas derrotas a menos que os rivais Boston Celtics e Orlando Magic, no Leste, e do Dallas Mavericks, no Oeste.

Duncan mostrou que ainda tem muita lenha para queimar (Foto: Rocky Widner/NBAE via Getty Images)

O Spurs iniciou a partida com a já conhecida formação com Parker, Ginobili, Jefferson, Duncan e Blair. A novidade mesmo ficou por conta da boa atuação deste último, que voltou a repetir o desempenho da última temporada e ganhou mais tempo em quadra, somando 16 pontos e pegando dez rebotes.

Manu foi mais uma vez o cestinha do Spurs (AP Photo)

Mas o grande destaque da noite foi Tim Duncan. O lendário ala-pivô texano anotou 15 pontos, coletou 18 rebotes e distribuiu 11 assistências, alcançando seu sétimo triple double na NBA. O último deles havia acontecido dia 20/05/2008, contra o Los Angeles Lakers.

E Duncan já dava sinais de uma grande partida logo no primeiro quarto. O Spurs superava o adversário por 30 a 26 e Duncan contabilizava oito pontos, quatro rebotes e três assistências.

No segundo e terceiro quartos, o domínio texano aumentou e a vantagem no marcador foi subindo. Ginobili, mais uma vez, estava “endiabrado” e infernizou a defesa adversária infiltrando, cavando faltas e arremessando de longe.

No último período, Tim Duncan sacramentou o triple double com uma assistência para um arremesso de George Hill, restando 6:26 por jogar. A festa estava completa. Com a larga vantagem, ainda houve tempo para ver Tiago Splitter mais alguns minutos em quadra, embora o desempenho do brasileiro não tenha chegado a empolgar.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 15 pontos, 18 rebotes e 11 assitências

Manu Ginobili – 27 pontos e seis rebotes

DeJuan Blair – 16 pontos e dez rebotes

Gary neal – 14 pontos

Tiago Splitter – Dois pontos, um rebote e uma assistência em oito minutos

Golden State Warriors

Stephen Curry – 32 pontos e cinco assistências

David Lee – 18 pontos, oito rebotes e cinco assistências

Andris Biedrins – Quatro pontos e 18 rebotes

O que muda com Tiago Splitter?

Depois de três anos de espera, a notícia que todos nós esperavamos finalmente se concretizou. Tiago Splitter assinou com o Spurs e se juntará ao elenco para a temproada 2010/2011. Mas como Splitter entrará no sistema de Gregg Popovich? O que isso mudará efetivamente na equipe?

De imediato, pouca coisa vai mudar. Mas calma, isso não significa que Splitter não terá impacto na equipe durante a temporada. Ele terá, e bastante, mas no começo sua participação deve ser pequena. O brasileiro vem de uma liga que é jogada com regras diferentes, e lá passou praticamente seus últimos dez anos. Será necessária uma adaptação ao basquete amaericano.

Nas primeiras partidas, a não ser que aconteça algo extraordinário, Tiago deve começar no banco, com McDyess no quinteto titular. Splitter deve iniciar tendo menos até do que 20 minutos em quadra por jogo, dividindo o tempo na rotação com Matt Bonner.

E deve ser assim pelo menos nas primeiras 15 partidas da temporada, que deve ser o tempo que Splitter levará para começar a se acostumar com o “jeito de jogar” da NBA. Como o brasileiro não participa das ligas de verão, uma chance de inciar a adaptação já foi perdida, e ele também não terá muito tempo livre para treinos em San Antonio, já que deve disputar o Mundial de Basquete pelo Brasil (vale lembrar que o Mundial é jogado nas regras da FIBA, diferentes da NBA).

Com alguns meses como um Spur, o pivô brasileiro deve começar a ganhar mais espaço e importância. Seus tempo de quadra deve aumentar, a fluidez do jogo também e até a metade da temporada pode até já ter ganho a vaga de titular, já que capacidade não lhe faltará.

Difirente do que algumas pessoas vem prevendo, a minha opinião é que Splitter chega para jogar como pivô de ofício mesmo, nada de jogar como um ala-pivô. A explicação de quem analisa Tiago na posição 4 é que o brasileiro sofreria com a falta de físico para atuar como um center, o que acho besteira. Durante toda sua carreira Splitter atuou sempre na posição 5 e demonstrou muita qualidade, mudar agora para uma posição que exige movimentação diferente e mais distante da cesta seria um erro.

Com Splitter assumindo a titularidade como pivô, Tim Duncan estaria liberado para voltar a jogar como um ala-pivô, posição em que, na minha opinião, pode demonstrar o que tem de melhor. O camisa #21 acaba sendo sacrificado tendo que atuar muito próximo do aro, onde há um contato mais intenso, mas agora poderia ser ver livre da “improvisação”.

Em minha opinião, Tiago Splitter tem tudo para fazer uma excelente temporada, inclusive figurando entre os melhores novatos do ano. Os mais esperançosos já cogitam uma temporada com 15 pontos e sete rebotes de média, até um pouco otimista demais ao meu ver.

Em minha opinião, o novo camisa #22 encontrará um pouco de dificuldade para pontuar nesta primeira temporada. O tempo de quadra também não será dos mais elevados e dificilmente passará de 28 minutos por jogo. Logo, acredito que as médias do brazuca deva girar em torno de 11 pontos, 5,5 rebotes e 0,6 bloqueio em média. O que, cá entre nós, já seria melhor do que qualquer outro pivô que pasou pelo Spurs desde David Robinson.

Spurs (0) @ Suns (2) – Faltou a defesa…

  

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San Antonio Spurs e Phoenix Suns fizeram, ontem, o jogo 2 da série e, embora o placar final tenha sido muito parecido, o que vimos foi uma partida com trajetória bem diferente da primeira. Dessa vez foram os texanos que lideraram durante quase todo o tempo e perderam a vantagem apenas nos momentos finais. 

Derrota no jogo 2 acende sinal de alerta em San Antonio (Foto por Jesse D. Garrabrant/NBAE via Getty Images)

Quem olha apenas as estatísticas da partida pode não entender o porquê da derrota. O Aproveitamento do Spurs nos arremessos foi bom, acima dos 50%, contra 42% do adversário. Foram 28 assistências contra 19, oito roubos de bola contra seis, oito bloqueios contra apenas um e 12 erros de ataque contra 14. 

Amar'e deu muito trabalho para Tim Duncan...

Então por que os texanos saíram derrotados? A explicação vem quando analisamos outras duas estatísticas. Faltas e rebotes ofensivos. O Spurs cometeu 31 faltas e possibilitou que o adversário cobrasse 37 lances livres e convertesse 29. Do lado texano, foram apenas 22 cobrados e 15 convertidos. 

Já nos rebotes ofensivos, um verdadeiro baile. Foram apenas sete para o time de San Antonio contra 18 do time do Arizona. Ou seja, somente nos rebotes de ataque o Suns teve 11 posses de bola a mais que o Spurs.

Embora o ataque tenha tido um bom desempenho e cinco jogadores texanos deixaram a quadra com mais de dez pontos, a defesa não foi bem. Além das muitas faltas e da baixa nos rebotes, foram seis jogadores adversários que fizeram ao menos dez pontos. 

Parar as jogadas entre Amar’e Stoudemire e Steve Nash continuou sendo um desafio. George Hill sofreu novamente com o canadense, atuou por 31 minutos e deixou a quadra eliminado com seis faltas. 

Agora a série vai para San Antonio para mais dois jogos, os quais o Spurs precisa vencer para continuar sonhando com a classificação. As duas primeiras partidas no Arizona deixaram algumas lições a serem aprendidas; a principal delas é que a equipe precisa se focar mais na defesa se quiser parar o Suns. Foi assim que os vencemos as outras vezes e não será diferente agora. Uma outra é que George Hill precisa encaixar a marcação em Nash. Com o canadense bem marcado será “meio caminho andado” para frear os rivais. 

Veja os melhores momentos do jogo 

Destaques da Partida 

San Antonio Spurs 

Tim Duncan – 29 pontos e dez rebotes 

Tony Parker – 20 pontos e sete assistências 

Richard Jefferson – 18 pontos e dez rebotes 

George Hill – 14 pontos 

Manu Ginobili – 11 pontos e 11 assistências 

Phoenix Suns 

Amar’e Stoudemire – 23 pontos e 11 rebotes 

Steve Nash – 19 pontos e seis assistências 

Jason Richardson – 19 pontos e cinco rebotes 

Grant Hill – 18 pontos e seis rebotes 

Channing – 15 pontos e quatro rebotes 

Jared Dudley – 11 pontos e seis rebotes 

Spurs (0) @ Suns (1) – Sem antídoto para Nash e Richardson

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Podemos dizer que o jogo 1 entre San Antonio Spurs e Phoenix Suns foi uma cópia do Jogo 1 entre San Antonio e Dallas Mavericks pela primeira rodada dos playoffs. Enquanto o time da casa abria uma vantagem confortável, os texanos tentavam desconstruir o placar, mas sem obter sucesso.

Jason Richardson faz de 3 e joga a pá de cal em San Antonio (Getty Images)

Isso pode ser um bom presságio, já que eliminamos Dirk Nowitzki e sua trupe em seis jogos. No entanto, é bom tomar cuidado, já que perder os dois primeiros jogos pode ser extremamente preocupante. Antes do breve resumo, aliás, é bom ponderar algumas coisas.

Ginobili fez com que San Antonio vendesse caro a derrota (Photo by Barry Gossage/NBAE via Getty Images)

Primeiro: Parker, além de fazer uma partida exuberante, foi o melhor antídoto contra o canadense Steve Nash, ao contrário do que todos imaginavam, que era o jovem George na cola do armador. Hill bem que tentou, é verdade, mas foi dominado pela experiência e velocidade do camisa #13.

Segundo: Mais uma vez o treinador Gregg Popovich insistiu em colocar Roger Mason e Matt Bonner juntos em quadra. Se com um deles já temos calafrios, imagine com os dois ao mesmo tempo… é teste pra cardíaco! Alguma alternativa deve haver. Talvez Garrett Temple, talvez Keith Bogans, que hoje entrou e fez um bom papel. Vamos ver como esse problema será solucionado para o próximo jogo.

Sobre a partida, há pouco o que ponderar. San Antonio fez um péssimo primeiro tempo e merecia ir ao intervalo perdendo por 20. Por sorte, os texanos conseguiram ir descansar com apenas dez pontos atrás no marcador. Na volta, os comandados de Gregg Popovich fizeram uma bela corrida e chegaram a virar o placar, abrindo três pontos de vantagem. No entanto, o Suns, sempre comandado por Steve Nash e com um Jason Richardson inspirado, conseguiu se distanciar mais uma vez no marcador.

O período derradeiro foi uma cópia do terceiro quarto. O time da casa começou com vantagem, mas deixou o alvinegro texano encostar. Sorte que Amar’e Stoudemire e Jason Richardson chamaram a responsabilidade e conseguiram colocar o Suns mais uma vez à frente. No jogo dois, na quarta-feira, uma vitória será importantíssima. Uma derrota, como disse acima, acende o sinal amarelo no Texas.

Veja os melhores momentos da partida

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Manu Ginobili – 27 pontos, cinco rebotes e cinco assistências

Tony Parker – 26 pontos e três assistências

Tim Duncan – 20 pontos, 11 rebotes e quatro assistências

Phoenix Suns

Steve Nash – 33 pontos e dez assistências

Jason Richardson – 27 pontos e seis rebotes

Amar’e Stoudemire – 23 pontos e 13 rebotes