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Spurs (11-7) @ Hornets (3-14) – Timmy for the win!

104×102
O San Antonio Spurs foi até New Orleans encarar o Hornets, lanterninha do Oeste, nesta segunda-feira (23). E quem esperava um jogo fácil viu os texanos sofrerem para conseguir a vitória, que só veio a 1,4 segundo do final, com um gancho de Tim Duncan sobre Emeka Okafor, que deu números finais à partida, 104 a 102.
Veterano novo em folha
O descanso dado por Popovich na partida anterior contra o Rockets parece ter feito muito bem ao veterano Tim Duncan. Com 28 pontos, The Big Fundamental desfilou toda sua categoria na New Orleans Arena. Pontuou de todos os jeitos, desde jogadas próximas ao aro, passando por arremessos da cabeça do garrafão e até fadeaways de média distância. Mas foi com um gancho em movimentação e praticamente da linha do lance livre que Timmy matou o jogo, a 1,4
segundo do estouro do cronômetro. Nem mesmo a marcação colada de Emeka Okafor o intimidou.
Noite de recorde
28 pontos: essa foi a maior marca do pivô na atual na temporada, mas o recorde que mais chamou a atenção na noite foi o de Tony Parker. O francês também esteve exuberante no ataque e distribuiu 17 assistências, maior marca na carreira. Muitas delas vieram em jogadas de pick-and-roll com Duncan, Splitter e Blair. O armador ainda completou a noite com 20 pontos.
Torres Gêmeas de volta?
Com certeza é cedo para tirar conclusões, mas ver Duncan e Splitter em quadra ao mesmo tempo me agradou muito. Esta formação foi pouquíssimo usada por Popovich na temporada passada e agora parece agradar mais ao treinador que, nos
cinco minutos finais, optou por deixar os dois gigantes atuando juntos. Ter dois jogadores da altura e do porte de Splitter e Duncan pode ser uma arma interessantíssima em várias partidas, e a boa fase do brasileiro ajuda. Contra o Hornets, foram 12 pontos e seis rebotes em 23 minutos.
Nada é perfeito
Vocês devem estar se perguntando como o Spurs precisou de uma última bola a um segundo do fim para vencer o frágil Hornets, mesmo com ótimas partidas de Parker e Duncan… O problema esteve na defesa. No primeiro tempo, a equipe encontrou dificuldade para frear Carl Landry, que fez o que quis com DeJuan Blair. E durante toda a partida, o Spurs não teve resposta para Jarrett Jack. Como sabemos, Parker não é um grande defensor e não havia outro jogador com características para marcá-lo. Danny Green bem que tentou em determinados momentos, porém sofreu com a velocidade do armador e não conseguiu acompanhá-lo. Foi a primeira vez, inclusive, que a equipe da Lousianna alcançou a contagem centenária na temporada. É nessas horas que George Hill faz mais falta…
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 28 pontos e sete rebotes
Tony Parker – 20 pontos e 17 assistências
Richard Jefferson – 14 pontos (4-7 3 PT)
Tiago Splitter – 12 pontos e seis rebotes
New Orleans Hornets
Jarrett Jack – 26 pontos, seis rebotes e nove assistências
Carl Landry – 18 pontos e oito rebotes
Trevor Ariza – 18 pontos, seis rebotes e cinco assistências
Pesquisa entre GMs coloca Pop entre os melhores da NBA
Que Gregg Popovich é um dos melhores – quiçá o melhor – técnicoa da NBA todos nós já sabemos. O que poucos sabem é que Pop também goza de imenso prestígio entre os dirigentes das outras equipes.
Na terça-feira, a liga norte-americana de basquete divulgou a anual GM Survey, pesquisa feita com os gerentes-gerais de cada franquia. Confira abaixo alguns resultados interessantes.
Gregg Popovich
- 42% dos general managers acreditam que Gregg Popovich é o melhor técnico da NBA.
- 43% acreditam que Gregg Popovich é o melhor motivador de jogadores da liga.
- 36% acreditam que Pop faz os melhores ajustes na equipe dentro de quadra.
- Popovich ficou em terceiro lugar no quesito “melhor esquema ofensivo” e em segundo lugar no quesito “melhor esquema defensivo”.
- De lambuja, seu auxiliar técnico, o excelente Mike Budenholzer, foi o terceiro melhor votado entre os assistentes.
Outros pontos interessantes
- Apesar da idade, Tim Duncan foi votado entre os melhores alas-pivôs da liga.
- Tim Duncan ficou em quinto lugar na pergunta sobre o melhor líder da NBA.
- Tim Duncan e Manu Ginobili ficaram empatados em quarto lugar no quesito “inteligência em quadra”.
- Tony Parker foi votado entre os jogadores mais rápidos da liga.
- Manu Ginobili foi o terceiro melhor atleta que melhor se movimenta sem a bola e lembrado na categoria “que jogador você gostaria que recebesse a última bola da partida”.
E aí, pessoal, o que acharam?
Gregg Popovich critica postura da equipe contra o Heat
Gregg Popovich está extremamente irritado com sua equipe e fez duras críticas ao elenco após a derrota de terça-feira para o Miami Heat por 120 a 98.
Segundo o treinador, a postura do time texano no terceiro quarto da partida foi inadmissível. “Eles (Miami Heat) vieram com muita intensidade para o segundo tempo e nos dobraram. O físico deles nos matou e ninguém foi capaz de impedir isso”, esbravejou o técnico após o revés.
Popovich foi além e chamou seus comandados de soft, jeito carinhoso de dizer que faltou raça a eles. “O Miami Heat chutou nosso traseiro no segundo tempo, deveríamos estar envergonhados por causa disso, jogando dessa maneira soft”, pontuou.
Tim Duncan também lamentou o péssimo terceiro quarto do San Antonio Spurs e “culpou” LeBron James pela derrota. “LeBron começou a acertar seus arremessos e a intensidade do time deles veio por causa disso”, analisou. “Uma coisa acarretou a outra. A intensidade deles no segundo tempo mudou todo o cenário do jogo”, completou.
O armador Tony Parker concordou com o camisa 21. “Nesses momentos, é difícil fazer alguma coisa”, disse. “Ele (LeBron James) estava inspirado no terceiro período. Ele vinha nos contra-ataques e arremessava de três pontos. É impossível defender”, finalizou.
Para piorar, o San Antonio Spurs tem outro adversário difícil nesta noite. Contra o Orlando Magic, em Orlando, a franquia texana busca seu primeiro triunfo fora de casa na temporada regular. Será que reagiremos depois desse esporro do Pop?
Spurs busca vitória fora para apagar retrospecto ruim
Quatro jogos e quatro derrotas. Esse é o retrospecto do San Antonio Spurs jogando fora de seus domínios. Enquanto a equipe texana arrasa seus adversários em casa (9-0), fora do AT&T Center está difícil se dar bem.
Houston, Milwaukee, Minnesota e Oklahoma – esses foram os algozes do Spurs até aqui. Para piorar, os comandados de Gregg Popovich têm dois jogos bem complicados nesta semana – ambos fora de casa. A mini-maratona começa hoje contra o Miami Heat. Na quarta, a bola da vez é o Orlando Magic. Além da dificuldade de estar longe, um back-to-back contra um time forte pode piorar o já péssimo retrospecto. “É difícil dizer o que está acontecendo, apenas temos de jogar melhor fora de casa”, afirmou o experiente Tim Duncan na segunda-feira (16).
O mesmo ponto de vista é compartilhado pelo também experiente Richard Jefferson. “Nesses momentos, vencer em seus domínios é ainda mais importante, enquanto vencer fora se torna mais difícil”, opina. “Você tem de fazer fora mais do que vem fazendo em casa”, completou.
Apesar do discurso positivista, o retrospecto texano contra essas duas equipes foi ruim na última temporada. No ano passado, o Spurs perdeu por 30 pontos de diferença em Miami (tudo bem que havia vencido pelos mesmos 30 em San Antonio) e foi dominado em Orlando. Contra o Magic, o histórico é ainda mais aterrorizante: três derrotas nos últimos três duelos na terra do Mickey Mouse por um total de 52 pontos.
Para espantar a nuvenzinha negra que acompanha a equipe nas longas viagens, o pivô DeJuan Blair acredita que é preciso “jogar com mais intensidade”. Se há algo de bom nisso tudo é que o Miami Heat estará sem uma de suas estrelas, o ala-armador Dwyane Wade (novamente machucado). “Nós protejemos nosso mando de quadra. Agora é hora de ganhar uma fora”, determinou Tim Duncan.
Cuidar do corpo: o diferencial de Tim Duncan e Steve Nash
Ainda é possível aprender muitas coisas assistindo Tim Duncan e Steve Nash em quadra. Embora eles já estejam velhos e sem o mesmo vigor físico dos tempos áureos, é sempre especial reparar no que ambos ainda conseguem fazer com uma bola de basquete.
“Timmy e Steve: dois grandes exemplos de pessoas que cuidam de seus corpos”, disse Gregg Popovich, após a vitória do San Antonio Spurs sobre o Phoenix Suns por 102 a 91. “Eles se alimentam bem e cuidam do corpo. Isso com certeza reflete no desempenho deles em quadra”, completou o treinador.
O embate de ontem entre Spurs e Suns relembrou as batalhas épicas entre as duas equipes há alguns anos. Naquela época, o camisa 21 de San Antonio aterrorizava os pivôs do Arizona, enquanto Steve Nash infernizava a defesa texana com sua velocidade e seus arremessos precisos.
Prestes a completar 36 anos, Duncan fez uma de suas melhores partidas nos últimos tempos: 24 pontos, 11 rebotes, quatro assistências e dois tocos. Nash também mostrou lampejos daquele armador que foi MVP por dois anos seguidos. Entrosado com o pivô Marcin Gortat, o canadense marcou 20 pontos e distribuiu dez assistências. “Tivemos que nos esforçar muito na defesa para cobrir os bloqueios entre Marcin Gortat e Steve Nash. Fizemos o melhor que podíamos”, disse Tony Parker, sobre a responsabilidade de tomar conta do adversário.
Timmy, em contrapartida, foi bastante elogiado pelo ala Richard Jefferson após a vitória sobre o antigo rival. “Acho incrível como ele pega todos aqueles rebotes, dá tocos e é ótimo na defesa”, disse o camisa 24. “Ele está sempre fazendo muitas coisas que provavelmente nem aparecem nas estatísticas do jogo”, finalizou.
*Todos nós sabemos que Duncan, Nash, Spurs e Suns têm muitos momentos importantes juntos para compartilhar. Um desses momentos, talvez o principal deles, é retratado no vídeo abaixo.









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