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Spurs (31-14) @ Hornets (12-35) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ New Orleans Hornets – Temporada regular

Data: 24/03/2012

Horário: 21h00 (Horário de Brasília)

Local: New Orleans Arena

O San Antonio Spurs está lutando contra as contusões. Tony Parker e Tiago Splitter, por exemplo, não jogaram na noite passada, na vitória sobre o Dallas Mavericks. Mas isso não tem diminuído o ritmo do time. Desde o começo da temporada, os atletas estão acostumados com a ausência de uma ou outra peça e o jogo coletivo tem compensado os desfalques. A franquia texana venceu cinco dos últimos seis jogos, enquanto o Hornets, que tem um péssimo aproveitamento, amarga o último lugar da conferência. Para o confronto desta noite, Splitter e Parker ainda são dúvida.

Confrontos na Temporada (2-0)

23/01/2012 – San Antonio Spurs 104 @ 102 New Orleans Hornets

Um arremesso no último segundo de Tim Duncan deu a vitória para os comandados de Gregg Popovich na oportunidade. O ala-pivô, inclusive, foi o grande nome da noite, com 28 pontos e sete rebotes.

02/02/2012- San Antonio Spurs 93 vs 81 New Orleans Hornets

No segundo encontro entre as equipes na temporada, Tim Duncan e Tiago Splitter reeditaram as torres gêmeas e contaram com ajuda do francês Tony Parker para triunfar.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan

Fique de Olho – Tim Duncan tem enganado o relógio. O veterano do Spurs voltou a ser um dos melhores pontuadores do time e está com um físico impressionante. Como observou Rafael Proença na coluna “Interferência”, Duncan raramente foi poupado na temporada atual e sua ótima fase vem se destacando. Aliás, a melhor partida do pivô no ano foi contra o mesmo Hornets. Em janeiro, Timmy despejou 28 pontos na defesa rival.

 PG – Jarrett Jack

 SG – Marco Belinelli

 SF – Al Farouq-Aminu

 PF – Carl Landry

C – Chris Johnson

Fique de Olho – Jarrett Jack tem jogado muito bem durante toda a temporada. Ele chegou a marcar 30 pontos contra o Lakers e, na última semana, fez um triplo-duplo (17 pontos, 11 assistências e dez rebotes) contra o Golden State Warriors.

Jackson exalta volta para casa, mas minimiza bom desempenho

Joga muito!

A vitória de quarta-feira sobre o Minnesota Timberwolves foi especial para o ala Stephen Jackson. Foi o primeiro jogo do camisa 3 em San Antonio com a camisa do Spurs desde 2003, quando teve uma boa passagem pela equipe.

Apesar da reestreia, Jackson estava tranquilo e teve uma grande noite: 16 pontos e três rebotes em apenas 22 minutos. “Nós ganhamos, isso é o que importa”, disse ele, minimizando o bom desempenho. “Estou feliz por estar em uma franquia vencedora e me sinto bem por finalmente poder entrar em quadra e estar em casa”, completou.

O Captain Jack aproveitou para elogiar o ex-companheiro e grande amigo Tim Duncan, que, assim como ele, fez ótima partida. “Esse é o Tim que eu sempre conheci”, disse, em referência aos 21 pontos e 15 rebotes do ala-pivô.

“Se compararmos o ano passado com esse, ele definitivamente está jogando como o velho Tim Duncan; e se quisermos chegar onde queremos, vamos precisar que ele esteja nesse ritmo”, completou Jackson.

Por fim, o ala lamentou a ausência de Tony Parker, que deixou o jogo de quarta com um problema na coxa e está fora do duelo desta sexta-feira contra o Dallas Mavericks. “As coisas tendem a ser difíceis sem ele, mas temos que superer isso. Gary Neal e Manu Ginobili têm capacidade para preencher esse buraco”, finalizou.

A vantagem da vantagem

Boa temporada de Timmy é o segredo do Spurs

A atual temporada da NBA vem sendo a melhor de Tim Duncan em alguns anos. O pivô e maior jogador do San Antonio Spurs em todos os tempos andou recebendo algumas críticas que o colocavam como acabado para o basquete, mas soube dar a volta por cima e, com um bom planejamento da comissão técnica, vem tendo belas apresentações. E os louros deste trabalho são ainda mais louváveis se pensarmos que o ritmo do calendário de 2012 é alucinante, graças ao locaute que espremeu a temporada.

A fase de Duncan é tão interessante que, pelo menos até aqui, poucas foram as vezes que o Big Fundamental foi poupado. A ideia inicial de Gregg Popovich era fazer Duncan jogar o mínimo de partidas possíveis no esquema “back-to-back”, ou seja, em dias seguidos, mas não é o que vem acontecendo. De dezembro até aqui, o Spurs já enfrentou 11 sequências destas e em nove delas Duncan enfrentou as duas partidas em noites seguidas. Não coincidentemente, nestas duas vezes em que teve seu principal jogador ausente, o Spurs foi derrotado: primeiro para o Houston Rockets, em janeiro, por 105 a 102, e depois em fevereiro, na dura queda frente ao Portland Trail Blazers por 137 a 97. Já nos jogos espaçados no calendário, Duncan atuou em todos, tendo estado em quadra em 42 dos 44 jogos do time no ano. O sistema “back-to-back”, por sinal, vem sendo implacável com o Spurs. De 22 partidas realizadas nele, nosso recorde é de 13 vitórias e nove derrotas, ou seja, aí o Spurs perdeu a maior parte dos seus jogos – ao todo são 14 tombos na temporada. Se pensarmos que o calendário apertado obriga um maior número de partidas neste esquema, é bem possível se pensar que o Spurs poderia fazer uma temporada ainda melhor em “condições normais”, com maior tempo para descanso.

O trabalho físico feito com Timmy não é revelado pela comissão técnica, mas é certo que é diferenciado. Atletas já numa idade avançada costumam treinar bem menos – ou até mesmo deixam de treinar -, pois a musculatura não suporta tanta carga. Fora a preparação extra-quadra, que não costuma agradar aos atletas, mas que para Duncan não é um problema, pois sua vida sempre foi regrada e sua vontade de vencer é incrível, mesmo depois de já ter dominado a Liga por anos. Contudo, não esperem que este ritmo seja mantido. Com o fim da temporada se aproximando, logo Pop deverá começar a resguardar seu maior astro. Até porque o calendário, ah, o calendário, continuará sendo implacável com o Spurs. Até 26 de abril, último dia de jogos da época regular, serão muitas viagens e algumas situações bizarras, como jogos em noites seguidas contra o Utah Jazz – um em casa e outro fora – e um “back-to-back-to-back” todo fora de San Antonio, contra Golden State Warriors, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns.

Duncan, durante alguns anos, passou de ator principal a mero coadjuvante, se tornando apenas uma opção no Spurs. Sempre reclamei disso, pois sabia que ele ainda tinha muito a dar ao time e é bom poder vê-lo com tanta desenvoltura, arremessando, pegando rebotes e até cruzando a quadra como se fosse um armador. Sua vantagem é a técnica apurada, afinal seu calcanhar de Aquiles sempre foi o físico. E a vantagem que esta vantagem proporciona é o fato de que ninguém desaprende – a qualidade para jogar basquete Duncan sempre terá, só é preciso saber usá-la da melhor maneira possível. Demorou um pouco, mas Popovich parece enfim ter montado o quebra-cabeça. Jogando 29 minutos por jogo, diminuindo o contato físico e buscando os rebotes certos, Timmy ainda é capaz de dar muitas alegrias aos torcedores. Jamais duvidem do velhinho.

Spurs (30-14) vs Timberwolves (23-25) – Memorável!

San Antonio Spurs116X100Minnesota Timberwolves

San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves se enfrentaram numa partida que serviu como pano de fundo para Bruce Bowen, que teve sua camisa 12, utilizada entre 2001 e 2009, eternizada no teto do AT&T Center. Dentro de quadra, os comandados de Gregg Popovich dominaram o rival e venceram por 116 a 100. Vamos aos destaques!

Eterno!

Parabéns, Bowen!

Confesso que me surpreendi quando vi pela primeira vez o anúncio de que Bowen seria “aposentado”. Como disse o argentino Manu Ginobili ao longo da semana, Bruce é o tipo de jogador que dificilmente é imortalizado, mas o que ele fez pela franquia e pela cidade de San Antonio foi muito significante. Foi por isso que o ex-camisa 12 recebeu tal homenagem. Homenagem justa, que coloca Bruce Bowen entre os principais nomes da história do San Antonio Spurs. Parabéns!

Repúdio

O torcedor do Spurs que mora fora dos Estados Unidos foi prejudicado, pois ficou sem assistir a cerimônia. Quem tem o League Pass paga caro (muito caro, diga-se de passagem) e é privado de momentos importantes como esse. Lamentável!

Mostrando serviço...

Mais um susto

Tony Parker deixou a quadra no começo do segundo quarto acompanhado do médico da equipe e foi cortado do restante da partida. Felizmente, o problema com o francês parece simples, já que ele voltou normalmente para a cerimônia de aposentadoria de Bruce Bowen e parecia bem saudável. Acredito que foi só um susto – ainda bem!

Old Timmy

Quem viu Tim Duncan em atividade contra o T-Wolves assistiu um jogador rejuvenescido. Como nos velhos tempos, Timmy foi dominante no ataque e na defesa e fez estrago na retaguarda adversária: 21 pontos, 15 rebotes e quatro assistências para ele.

Retorno a curto prazo

Podemos dizer que o retorno a curto prazo da troca que trouxe Stephen Jackson de volta à San Antonio já foi ótimo. Em duas partidas, Jackson fez mais que Richard Jefferson na temporada inteira. Na noite desta quarta, o Captain Jack anotou 16 pontos (6-9) e coletou três rebotes em apenas 22 minutos. Imaginem só o que vem por aí…

Força da juventude

Enquanto os vovôs do San Antonio Spurs caminham mais do que bem, ainda há espaço para os jovens jogadores. Kawhi Leonard e Danny Green foram dois dos grandes responsáveis pela elástica vitória da equipe texana sobre o Minnesota Timberwolves. Leonard ficou perto de mais um double-double (16 pontos e nove rebotes), ao passo que Green contribuiu com 14 pontos e sete rebotes.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 21 pontos e 15 rebotes

Kawhi Leonard – 16 pontos e nove rebotes

Stephen Jackson – 16 pontos e três rebotes

Gary Neal – 16 pontos e três assistências

Danny Green – 14 pontos e sete rebotes

Tiago Splitter – 11 pontos, sete rebotes e cinco assistências

Minnesota Timberwolves

J.J. Barea – 18 pontos e 11 assistências

Kevin Love – 17 pontos e 12 rebotes

Anthony Tolliver – 16 pontos e cinco rebotes

Jogadores do Spurs exaltam chegada de Stephen Jackson

Esse é o louco consciente do Spurs...

“Ele é louco, mas um louco do bem”. Essa foi a frase de Tony Parker sobre o recém-chegado Stephen Jackson. Parker definiu de forma perfeita o perfil do Captain Jack. O cara é um maluco mesmo, mas sua pontinha de consciência pode ajudar – e muito – o San Antonio Spurs nesta temporada.

“Ele é raçudo, aquele tipo de cara que dá tudo pelo time. Jackson joga sem medo e é um jogador de basquete muito inteligente”, avaliou Tim Duncan, que criou uma grande amizade com o camisa 3 em sua primeira passagem pelo Spurs. “Estou empolgado em tê-lo novamente conosco. Da outra vez que ele esteve aqui, fomos muito bem e agora queremos voltar para o ponto em que paramos. Quando Stephen está saudável ele realmente faz a diferença. Esperamos que ele possa fazer isso por nós”, pontuou o líder da franquia texana.

“Ele é o tipo de jogador que mudará o cenário de qualquer partida se precisar”, disse Tony Parker. “Acertará um grande arremesso, fará uma grande jogada. Defensivamente Jack foi bem em sua primeira passagem. Acho que ele nos ajudará muito”, finalizou o francês.

Esse louco consciente que chega ao San Antonio Spurs fará sua reestreia com a camisa preto e prata neste sábado, contra o Dallas Mavericks. Será a primeira grande oportunidade que o Captain Jack terá para mostrar que realmente está de volta.