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Liderança do Oeste só virá se cair no colo do Spurs
A sequência de nove vitórias consecutivas do San Antonio Spurs é animadora. Com a real possibilidade de alcançar o topo da Conferência Oeste, torcedores e especialistas já projetam o confronto da primeira fase dos playoffs.
Buscar o Oklahoma City Thunder e terminar a temporada em primeiro parece um sonho, mas Gregg Popovich prefere ser realista. Entre ficar no topo e pegar um adversário teoricamente mais fácil na pós-temporada ou ter seus atletas saudáveis para a disputa dos playoffs, Pop é bem claro ao preferir a segunda alternativa.
“Muitos anos ficamos sem o primeiro lugar e acabamos ganhando o título. Qualquer coisa pode acontecer nos playoffs“, avaliou o treinador. “É uma época em que você quer manter um ritmo, jogar seu melhor basquete e estar saudável. Timmy, Manu e Tony provavelmente jogaram menos do que qualquer outra estrela na liga porque acreditamos que será melhor tê-los em forma na reta final”, completou.
Popovich fala com conhecimento da causa. Na última temporada, ele arriscou suas estrelas até o fim e teve a infelicidade de ver sua principal arma, Manu Ginobili, se lesionar. O problema físico do argentino prejudicou – e muito – a equipe nos playoffs. O San Antonio Spurs apresentou muitas deficiências diante do Memphis Grizzlies naquela série de primeira rodada, mas o fato de Ginobili estar “baleado” foi crucial para o revés.
Agora, o técnico quer evitar cair no mesmo “erro” do passado. Por conta disso, poupará seus atletas quando eles tiverem de ser poupados, sem forçar ninguém, sem dar margem ao azar. Saudável, o San Antonio Spurs tem chances de brigar de igual para igual com os postulantes ao título – disso ninguém duvida.
Tempo de Spurs

Pop orienta Parker, Duncan e Blair
Respeitável público,
O San Antonio Spurs é o time da moda na NBA. Numa crescente desde a subida de produção de Tim Duncan e acentuada com a volta de Manu Ginóbili e com as trocas, que encorparam bem o elenco, os texanos seguem o caminho inverso de Oklahoma City Thunder e Chicago Bulls, equipes que detém os melhores recordes da Liga, mas que já apresentam ligeira decadência. O Spurs vem de nove vitórias seguidas, enquanto o Los Angeles Lakers é o segundo time mais “quente” da NBA com distantes quatro triunfos em série. Thunder e Bulls perderam suas duas últimas partidas e já sofrem com a incômoda companhia de Spurs e Miami Heat logo atrás.
E não é só o bom momento que leva esperanças aos torcedores de San Antonio. Como disse, as mexidas feitas no elenco foram muito interessantes e é certo dizer que desde 2007 o Spurs não tinha um grupo tão qualificado. Sem exagero; o Spurs conta com 13 jogadores capazes de entrar em quadra e dar conta do recado. Até mesmo os recém-chegados Stephen Jackson, Boris Diaw e Patrick Mills já estão se sentindo em casa graças ao bom ambiente existente no vestiário. Tamanha variedade vem fazendo com que Gregg Popovich faça um rodízio de seus jogadores neste final de temporada, que reserva um sem número de jogos para o time, como já falado em colunas anteriores.
E como diria aquela propaganda, isso não é tudo. Além de qualificado, o elenco é versátil, com vários jogadores podendo executar dupla função. É o caso de Diaw, que joga desde armador-escolta até pivô. Isso tudo é um prato cheio para Pop, que pode se dar ao luxo de montar sua equipe de acordo as características do adversário, como ele sempre gostou de fazer e que o ex-Spur Robert Horry definiu como “estilo camaleão”, ou seja, capaz de sofrer transformações. E se a média de idade é alta, vale destacar a vitalidade dos jovens Danny Green e Kawhi Leonard. O segundo tem jogado com a personalidade de um veterano nos dois lados da quadra e justificado a troca do queridinho George Hill ao final da temporada passada.
Alguns entendedores preferem colocar o Spurs como carta fora do baralho e tratam o bom momento como algo passageiro. A verdade é que poucos acreditavam no time no início da temporada por diversas razões, principalmente após a vexatória eliminação na primeira rodada dos playoffs do ano passado. Mas a situação agora é diferente. Uma queda traumática é capaz de gerar reflexões até mesmo em jogadores que já viveram tudo no basquete e certamente o Spurs jogará de forma diferente o mata-mata agora. O fator Duncan também é diferencial, já que há alguns anos Timmy não fazia uma temporada tão boa. Antes esperávamos que ele crescesse durante a fase decisiva, agora não. Parker, Manu, Jackson, Leonard, Green… essa turma bem ajeitada pode dar bons resultados. Dizem os sabichões adeptos de frases feitas que não ganhamos nada, como se com esse vaticínio estivessem contribuindo de forma abissal para o avanço intelectual do planeta. A verdade é que nunca estivemos tanto na briga pelo quinto anel. O tempo é de Spurs.
Após derrota, George Hill fala sobre o novo momento do Spurs
George Hill voltou a San Antonio e saiu de quadra derrotado. Após um começo nervoso, se ajustou aos poucos e ajudou o Indiana Pacers a se manter vivo na partida durante o segundo tempo. Ao final do embate, o placar apontava 112 a 103 para os texanos, contagem pouco comum na época em que o armador vestia as cores preta e prata.
“Eles (Spurs) encontraram uma maneira de continuar jogando. Sabemos que agora eles fazem mais pontos, chegam sempre à casa dos cem, algo que antigamente era difícil de se ver. Nós éramos um time que sempre ficava entre os 90 pontos e segurávamos os adversários com mais ou menos 80. Agora eles fazem 117, 110, coisas assim. O Spurs vem tentando ficar mais jovem e isso tem ajudado bastante”, analisou o camisa 3.
No reencontro com os velhos companheiros, Hill anotou nove pontos, pegou sete rebotes, distribuiu seis assistências e ganhou elogios do amigo Tim Duncan. “Foi muito legal vê-lo novamente”, disse Timmy. “George é um cara bacana e nós sentimos muita falta dele. Foi divertido poder vê-lo aqui em San Antonio”, concluiu.
Spurs (36-14) vs Pacers (30-21) – Vitória no estilo “old school”!
112X103
O San Antonio Spurs recebeu neste sábado (31) a visita do bom Indiana Pacers. Na volta de George Hill ao Texas, os comandados de Gregg Popovich foram dominantes e venceram por 112 a 103. Foi o sétimo triunfo consecutivo da equipe, que está cada vez mais próxima do Oklahoma City Thunder no topo da Conferência Oeste. Vamos aos destaques!
Old School
O uniforme do Dallas Chaparrals (nome do Spurs quando ainda jogava em Dallas) foi novamente utilizado. Desta vez, no entanto, os jogadores entraram em quadra com as meias levantadas em homenagem aos atletas do passado. Ficou bem legal – e parece ter dado sorte! “Eles ficaram ridículos!”, zombou o Coach Pop.
George Hill
Já comentamos que esse jogo marcou o retorno de George Hill a San Antonio. Após ser ovacionado ao pisar no AT&T Center, o armador teve um início de partida nervoso e errou seus primeiros arremessos. Quando a ansiedade passou, Jorgito Colina (como é chamado carinhosamente por Manu Ginobili) se destacou, terminando o embate com nove pontos, sete rebotes e seis assistências. Kawhi Leonard, o principal envolvido na troca, foi um pouco mais discreto: cinco pontos, dois rebotes e dois roubos de bola.
Big 3 inspirado
Os dois raros dias de descanso após o duelo contra o Sacramento Kings foram suficientes para recarregar as baterias do time. Azar do Indiana Pacers, que enfrentou um trio de “velhinhos” pra lá de inspirado. Tim Duncan atacou a cesta desde o início da noite e foi o principal pontuador do jogo com 23 pontos e 11 rebotes. Vindo do banco de reservas, Manu Ginobili anotou 18 pontos e distribuiu cinco assistências, enquanto Tony Parker contribuiu com mais 18 pontos, cinco passes certeiros e quatro ressaltos. “Esse trio, além de Gregg Popovich, é capaz de fazer qualquer coisa”, lamentou Frank Vogel, técnico do Pacers, após a partida.
Próxima parada
O San Antonio Spurs terá mais dois dias de descanso antes de cair na estrada para enfrentar Cleveland Cavaliers (terça) e Boston Celtics (quarta). Em linhas gerais, o calendário do mês de abril está bastante apertado; ainda bem que temos um banco de reservas excelente para suprir esse desgaste todo.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 23 pontos e 11 rebotes
Tony Parker – 18 pontos, quatro rebotes e cinco assistências
Manu Ginobili – 18 pontos e cinco assistências
Gary Neal – 11 pontos
Tiago Splitter – Dez pontos e sete rebotes
Indiana Pacers
Paul George – 18 pontos e cinco rebotes
Danny Granger – 18 pontos e três rebotes
Roy Hibbert – 15 pontos e sete rebotes
David West – 15 pontos
Sem mágoas, Jefferson segue carreira longe de San Antonio
Richard Jefferson foi embora de San Antonio sem deixar saudades. Foi contratado a peso de ouro e como salvador da pátria, mas sucumbiu. Na primeira oportunidade vantajosa que teve, a diretoria do San Antonio Spurs o “dispensou” e se desfez um dos maiores erros de sua história recente.
Jefferson é um cara experiente e está bem próximo de completar 32 anos. Em sua 11ª temporada, ele sabe que a NBA é um grande negócio, por isso lidou bem com a troca que o levou para o Golden State Warriors. “É inviável ser sensível estando há tanto tempo num trabalho como esses. Você tem de estar mentalmente preparado para jogar em outro time e tem de saber lidar bem com isso, pois pode ter seu desempenho afetado se for sensível”, disse o jogador recentemente.
O camisa 24 lembrou-se de quando estava em New Jersey e era uma das estrelas daquele Nets que dominou a Conferência Leste por alguns anos. “Joguei em New Jersey por sete anos e fui o nono maior cestinha da liga. Fui trocado mesmo depois de fazer minha melhor temporada estatisticamente e mesmo tendo me dedicado. Num primeiro momento doeu, mas depois você tem que entender que isso tudo é um negócio”, completou.
Em sua nova casa, Richard Jefferson tem médias de 10,6 pontos e quatro rebotes em quase 31 minutos por noite.
E mais…
Duncan e Cousins trocam elogios
Após a partida entre San Antonio Spurs e Sacramento Kings, os pivôs Tim Duncan e DeMarcus Cousins trocaram elogios. “Ele é um jogador incrível”, disse Cousins, 15 anos mais novo que o astro texano. “Sempre observo seu jogo completo, postura e liderança. Estava tomando nota do que ele fazia enquanto tentava pará-lo”, concluiu.
Timmy, por sua vez, retribuiu as gentilezas do rival. “DeMarcus está melhor a cada vez que o enfrento. Está mais confortável com seu papel, desenvolveu suas habilidades e sempre joga duro”, avaliou.
Dentro de quadra, Duncan foi numericamente superado pelo adversário. Cousins anotou 25 pontos e pegou 11 rebotes, enquanto o camisa 21 fez 18 tentos e coletou oito ressaltos.












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