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Chamem os Globetrotters

Mesmo com mudanças, Spurs ainda é tido como pragmático

Respeitável público,

Um elenco mesclado entre jogadores experientes e consagrados e jovens que despontam para o futuro da NBA, técnico e comissão técnica multicampeões e uma diretoria capacitada. Essa é uma sinopse do San Antonio Spurs, agora líder da Conferência Oeste após ultrapassar o Oklahoma City Thunder. Dono do terceiro melhor ataque da Liga com 102 pontos por noite, o Spurs permite a seus oponentes a marca de 96 pontos a cada partida, o que atesta a vontade de jogar e de deixar o adversário jogar. Em outras épocas, fazer 90 pontos no Spurs não era uma tarefa tão fácil, enquanto alcançar os 100 era fato raro. Na mesma toada, o ataque texano também não era dos mais produtivos.

Desde que venceu o seu primeiro título, em 1999, o Spurs passou por transformações. Por mais que isso seja uma obviedade, o óbvio precisa ser dito e neste caso é interessante, pois a base que sustenta o jogo da equipe ainda é a mesma. Gregg Popovich – discípulo de Larry Brown, um ferrenho adepto do jogo baseado na defesa – ainda é o treinador e Tim Duncan, o ponto central do que o Spurs faz. Mas então por que mudou-se? Em nenhuma das quatro vezes em que foi campeão o Spurs foi o mesmo. O Spurs já fora mais técnico, mais forte fisicamente, veloz, jogou sem pivô ou com dois alas de força… Muitas foram as combinações. No entanto, a defesa sempre foi motivo para Pop se descabelar, e hoje já não é. Se isso é bom ou ruim, é do gosto de cada um.

Mesmo tendo evoluído bastante no quesito “vistosidade do jogo”, o Spurs ainda não conta com a boa vontade da crítica e do público. Outro dia, assistia a um programa da ESPN Internacional e, para minha surpresa, o comentarista falava sobre a ascensão do time e dizia que o Spurs era uma equipe que “não encantava”.

O time campeão de 99 sofreu menos com a acusação de “jogar feio”. Os críticos preferiam falar da temporada reduzida e do asterisco “gentilmente” criado por Phil Jackson para diminuir o título. Já as equipes de 2003 e 2005 sofreram na pele com a má vontade dos que os acusavam sem dó de serem pragmáticos, enquanto os tetracampeões não tiveram tempo de assim serem chamados, pois em 2007 o Spurs era o time “sujo” e ajudado pela arbitragem. Mesmo com Tim Duncan, David Robinson, Avery Johnson, Sean Elliott, Manu Ginóbili, Tony Parker, Robert Horry, Michael Finley e tanta gente boa que passou por San Antonio, nossos títulos sempre foram altamente contestados. A reclamação de quem perde é normal, porém repito: sempre fomos altamente contestados. E com todas as mudanças ocorridas desde o talentoso time de 99, passando pelo qualificado elenco do bicampeonato, pela encorpada e forte defesa tricampeã e culminando no “camaleão” do tetra, capaz de se adequar ao jogo do adversário, nunca gozamos de grande prestígio perante à mídia. Hoje, o Spurs é um time que gosta de atacar e já não defende tanto, tem três craques no elenco e um punhado de excelentes jogadores. Ainda assim, isso é pouco. Possivelmente a única saída pra essa rejeição é vestir a camisa do espalhafatoso time do Globetrotters. Talvez assim iremos agradar.

Spurs (44-16) @ Lakers (39-23) – Aqui se faz, aqui se paga!

San Antonio Spurs112X91Los Angeles Lakers

O San Antonio Spurs entrou em quadra na noite desta terça-feira (17) com sede de vingança. A derrota da última semana para o Los Angeles Lakers estava entalada na garganta dos texanos. Bem, como diz o velho ditado, “a vingança vem a cavalo”. E ela veio! Com uma postura totalmente diferente, os comandados de Gregg Popovich massacraram o Lakers por 112 a 91 – um verdadeiro atropelamento. Vamos aos destaques!

Dessa vez Bynum sofreu um pouco (AP Photo/Jason Redmond)

Mudança tática

DeJuan Blair foi sacado do quinteto titular e sequer entrou em quadra durante a partida. No seu lugar, Gregg Popovich escalou o brasileiro Tiago Splitter. A tática do Coach Pop era bem clara: tentar brecar o ímpeto do super-pivô Andrew Bynum. A mudança foi eficaz. Por mais que Bynum tenha se destacado ofensivamente sobre o brazuca, conseguimos impedi-lo de dominar os rebotes, como aconteceu no primeiro jogo entre as equipes. Para se ter uma ideia, o pivô angelino coletou apenas sete ressaltos (havia pego 30 na semana passada). No total, cada time ficou com 37.

Pega essa, Gasol!

Alternativa 

Como eu disse acima, Splitter executou um bom trabalho, mas foi presa fácil para o camisa 17 – que marcou boa parte dos seus 21 pontos em cima do pivô brasileiro. Popovich notou essa dificuldade bem cedo (talvez por isso Splitter tenha jogado apenas 18 minutos na partida desta terça) e fez uma tentativa que deu muito certo: colocou Tim Duncan sobre Andrew Bynum e Boris Diaw na cola de Pau Gasol. No duelo europeu, o francês praticamente anulou o espanhol – tanto que Diaw retornou para o segundo tempo no quinteto titular do Spurs. Timmy, por sua vez, foi impecável defendendo o gigante do Lakers.

Chovendo no molhado…

Falar bem de Tony Parker já virou rotina. Naquele primeiro embate entre Spurs e Lakers, TP foi muito mal – e reconheceu o péssimo desempenho. Como dissemos no pré-jogo, o francês com certeza viria motivado para essa partida – e foi o que aconteceu. Participativo, o camisa 9 infernizou a defesa angelina. Ninguém conseguiu acompanhá-lo e Parker, esperto, usou e abusou da sua velocidade para atormentar os rivais. Destaque também para a pontaria afiada. Dos 20 arremessos que tentou, o armador acertou 14, terminando o jogo com 29 pontos e 13 assistências.

Velhinhos em forma

Além de Tony Parker, é impressionante o que jogaram Tim Duncan e Manu Ginobili. O ala-pivô, como já disse, foi muito bem marcando o outrora imparável Andrew Bynum. Além disso, o Big Fundamental voltou a ser essencial na tábua ofensiva, contribuindo com 19 pontos (9-14) e cravando uma bola espetacular sobre o pobre Josh McRoberts (veja o vídeo abaixo). Ginobili, por sua vez, comandou o banco de reservas com 15 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

Elogio merecido

Tenho para mim que nós só criticamos aqueles que gostamos. O blogueiro Lucas Pastore, por exemplo, sempre massacra o pobre coitado do Matt Bonner, mas, no fundo, tem um carinho especial pelo Red Rocket. No meu caso, tenho esse “carinho especial” pelo Gary Neal. Tudo bem que ele força o jogo e passa pouco a bola, mas vamos concordar que o cara tem “saco roxo” e sempre nos tira de umas roubadas. Contra o Lakers, foi Neal o responsável por abrir a vantagem do San Antonio Spurs no placar – que começou a ser construída no segundo quarto. No período derradeiro, o ala-armador fez uma cesta importante quando o time angelino tentava reagir. Ou seja, podemos dizer que Gary Neal é um “mal necessário”.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 29 pontos e 13 assistências

Tim Duncan – 19 pontos e oito rebotes

Manu Ginobili – 15 pontos, seis rebotes e quatro assistências

Danny Green – 11 pontos

Los Angeles Lakers

Andrew Bynum – 21 pontos e sete rebotes

Pau Gasol – 16 pontos, sete rebotes e cinco assistências

Matt Barnes – 16 pontos, seis rebotes e quatro assistências

Metta World Peace – 11 pontos

Bonner e defesa combinam? Os números mostram que sim!

Matt Bonner seguindo os passos de Bruce Bowen! (Ok, forcei!)

Matt Bonner é um dos alvos preferidos dos torcedores do San Antonio Spurs quando a equipe vai mal. O camisa 15 é sempre o primeiro a ser criticado, principalmente por seu discutível desempenho defensivo.

Mas será que Bonner é realmente desprezível defendendo? Bem, já observei em algumas partidas desta temporada que o Red Rocket melhorou consideravelmente neste quesito. Está longe de ser um Tim Duncan (quase cometo uma heresia das grandes agora, ein!), mas tem lá sua utilidade.

Por incrível que pareça, os números mostram que Bonner e Duncan formam uma boa dupla. Um levantamento feito pelo jornalista Andrew McNeill, do 48 Minutes of Hell, mostra que a parceria tem a mesma eficiência defensiva que a “dupla dos sonhos”, formada pelo camisa 21 e pelo brasileiro Tiago Splitter.

Pois é! Confesso que eu também fiquei chocado com isso, mas é verdade. O San Antonio Spurs concede 97,6 pontos a cada cem posses de bola quando Duncan e Splitter jogam juntos. Quando a dupla de pivôs é Timmy + Red Rocket, o Spurs toma 97,7 pontos – uma diferença imperceptível!

Tudo bem que Duncan/Bonner (7,4 minutos por noite) ficam mais tempo em quadra que Duncan/Splitter (5,4 minutos por noite), mas é curioso saber que o Orange Mamba (desculpa Kobe Bryant) é mais relevante defensivamente do que pensamos. Para quem acredita em números isso é um prato cheio!

Abaixo, temos o desempenho ofensivo e defensivo de cada dueto de pivôs do San Antonio Spurs a cada cem posses de bola. O que vocês acham? Acreditam nos números?

Spurs (42-16) @ Warriors (22-37) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Golden State Warriors – Temporada regular

Data: 16/04/2012

Horário: 23h30 (Horário de Brasília)

Local: ORACLE Arena

Na reta final da temporada regular, o San Antonio Spurs viaja até Oakland para enfrentar a equipe do Golden State Warriors, que já não tem chances de se classificar para os playoffs e que está cheia de desfalques. O Spurs já garantiu sua vaga e agora luta pela primeira posição da Conferência Oeste, que atualmente pertence ao Oklahoma City Thunder.

Confrontos na Temporada (1-0)

04/01/2012 – San Antonio Spurs 101 vs 95 Golden State Warriors

A partida no início da temporada marcou o crescimento de Danny Green, que na época era pouco acionado. O camisa 4 se destacou por entrar na partida e colocar um gás ofensivo na equipe, além de neutralizar os danos da dupla Stephen Curry (que acabou saindo lesionado) e Monta Ellis, hoje no Milwaukee Bucks.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan

Fique de Olho – A única coisa triste de ver as recentes atuações de Duncan é saber que elas não durarão para sempre. O veterano apresenta ótima forma, o que ficou evidente na partida dominante que teve na última quarta-feira contra o forte Memphis Grizzlies, quando ele anotou 28 pontos e pegou 11 rebotes.

 PG – Charles Jenkins

 SG – Klay Thompson

 SF – Dorell Wright

 PF – David Lee

C – Andris Biedrins

Fique de Olho – Desde a saída de Monta Ellis, o novato Klay Thompson ganhou mais minutos e se mostrou um pontuador consistente. Com as ausências de Stephen Curry e Andrew Bogut, as ações ofensivas da equipe de Oakland devem girar em torno dele.

Spurs (42-16) vs Suns (31-29) – Fácil como um jogo treino

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Na noite deste sábado (14), o San Antonio Spurs não tomou conhecimento do Phoenix Suns dentro de casa ao bater o rival por 105 a 91. O time texano venceu 13 dos últimos 15 jogos e permanece firme na segunda colocação da Conferência Oeste. Na segunda, o time texano volta às quadras contra o Golden State Warriors.

Duncan foi, mais uma vez, o melhor jogador em quadra| The Associated Press

Duncan foi, mais uma vez, o melhor em quadra (Foto: The Associated Press)

Fulminante

O Spurs, liderado por Tim Duncan, começou o jogo a mil por hora. O ala-pivô marcou 11 pontos nos cinco minutos iniciais da partida. Ao fim do primeiro quarto, Timmy, sozinho, havia marcado 13 pontos – mesma pontuação de todo o time do Suns junto. No segundo quarto, a equipe reserva entrou e a defesa ficou um pouco mais dispersa. No entanto, o ataque continuou eficiente. No fim do primeiro tempo, o Spurs vencia por 62 a 38.

Duplo-duplo

Tim Duncan fez mais uma ótima partida. O Big Fundamental só precisou de 23 minutos para alcançar mais um duplo-duplo. No total, Timmy marcou 19 pontos, acertou nove dos 14 arremessos que tentou e ainda coletou 11 rebotes.

Pé no freio

O brasileiro Tiago brigando pelo rebote | The Associated Press

O brasileiro Tiago brigando pelo rebote (Foto: The Associated Press)

Na metade do terceiro quarto, com o Spurs vencendo por uma boa vantagem, o técnico Greg Popovich resolveu poupar seus titulares e deu uma chance para jogadores como Patty Mills, Boris Diaw e James Anderson. O banco se saiu bem. Obviamente, a eficiência ofensiva diminuiu e a defesa ficou um pouco desarrumada. Mas, em nenhum momento, o Suns chegou a ameaçar a liderança texana. No fim do terceiro quarto, os comandados de Gregg Popovich estavam na frente por 84 a 65.

Enquanto isso, Duncan, Ginobili, Parker, Green e Blair tiveram um descanso merecido. Steve Nash, armador do Suns, só esteve em quadra durante seis minutos. Com o jogo perdido e o time cansado do duelo contra o Houston Rockets, na sexta, o técnico Alvin Gentry também preservou seus principais jogadores no último quarto. No fim, com o garbage team, o Spurs confirmou a vitória por 105 a 91.

 Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 19 pontos e 11 rebotes

Tony Parker – 14 pontos e cinco assistências

Kawhi Leonard – 14 pontos e cinco rebotes

DeJuan Blair – Dez pontos e quatro rebotes

Phoenix Suns

Sebastian Telfair – 21 pontos e seis rebotes

Michael Redd – 13 pontos

Markieff Morris – Dez pontos e nove rebotes