Arquivos do Blog
Spurs (1) vs Jazz (0) – Nada a temer

106×91
Abrindo os trabalhos nos playoffs, o San Antonio Spurs não teve dificuldades para bater neste domingo (29) o Utah Jazz, em casa, e fazer 1 a 0 na série da primeira rodada. Praticamente liderando de ponta a ponta, os texanos confirmaram a condição de mandante e fizeram 106 a 91 no rival de Salt Lake City. Vamos aos destaques.

Tim Duncan com a vitalidade de um menino, mesmo aos 36 anos (Ronald Martinez/Getty Images)
Sem grandes problemas
Na prévia da equipe do Spurs Brasil para a série contra o Utah Jazz, todos os nossos blogueiros apontaram o garrafão do adversário como principal fonte de preocupação para Gregg Popovich. E de fato a dupla Al Jefferson e Paul Millsap deu um pouco de dor de cabeça ao Spurs. Juntos, somaram 36 pontos e 18 rebotes, mas ficaram longe de serem dominantes. Boris Diaw e, principalmente Tim Duncan, fizeram um bom trabalho defensivo, e o melhor, sem cometerem uma falta sequer.

Parker corre por fora na disputa pelo MVP (Ronald Martinez/Getty Images)
MVParker
Tony Parker deve estar colocando uma pulga atrás da orelha dos eleitores para o prêmio de MVP. Depois de uma temporada regular irrepreensível, o francês abriu os playoffs com mais uma grande atuação. Com 28 pontos e oito assistências, o camisa 9 foi o cestinha e o líder em passes decisivos da partida, e, quando foi para a linha de lances livres, foi ovacionado pela torcida no AT&T Center com gritos de “MVP”. Claro que LeBron James e Kevin Durant são os favoritos ao título, mas Parker também deve receber alguns votos. Vale ficar de olho.
Volta no tempo
Não me canso de elogiar a grande forma em que está Tim Duncan.
Contra o Jazz, o lendário ala-pivô saiu de quadra com 17 pontos, 11 rebotes e cinco assistências, além de duas belíssimas enterradas que remeteram ao ano de 1999. Ver o Timmy jogando neste nível amplia as esperanças texanas de chegar ao penta.
Preocupante…
Ainda no primeiro quarto, Tiago Splitter sofreu uma torção no punho esquerdo, mas seguiu em quadra e somou sete minutos jogados antes do intervalo. Mas o o brasileiro não retornou para a segunda metade e foi substituído por DeJuan Blair. O pivô passará por exames mais detalhados na segunda-feira para saber a real dimensão do problema e quanto tempo será necessário para sua recuperação. Fica nossa torcida para que não seja nada grave e que Tiago possa retornar em breve para ajudar o Spurs nos playoffs e também a Seleção Brasileira nas Olimpíadas.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tony Parker – 28 pontos e oito assistências
Tim Duncan – 17 pontos, 11 rebotes e cinco assistências
Stephen Jackson – 14 pontos
Utah Jazz
Paul Millsap – 20 pontos, nove rebotes e três tocos
Gordon Hayward – 17 pontos
Al Jefferson – 16 pontos e nove rebotes
All that Jazz?

Se há um lado bom em um trauma é que ele nos deixa mais previnidos. Pelo menos, é assim que funciona comigo: de todos os blogueiros, eu fui o menos otimista na prévia que o Spurs Brasil fez da série San Antonio Spurs x Utah Jazz, que começa neste domingo (29). Pudera; depois de sermos eliminados no ano passado pelo Memphis Grizzlies, que tinha os rebotes ofensivos como arma, novamente enfrentaremos uma equipe com garrafão imponente. Mas até que ponto os pivôs de Salt Lake City são comparáveis a Marc Gasol e, principalmente, Zach Randolph, algozes nos últimos playoffs?

O principal responsável por impedir que o pesadelo se repita
A frontcourt do Jazz para os playoffs deverá ser formada pelo ala-pivô Paul Millsap, pelo pivô Al Jefferson e pelo reserva Derrick Favors. Enes Kanter, clássico pivô da posição 5, ainda é um novato e provavelmente participará pouco da pós-temporada.
Se olharmos simplesmente para os números, iremos nos assustar. Na temporada passada, o Grizzlies pegava pouco menos de 40 rebotes por jogo e era apenas o 16º na liga neste fundamento. O Jazz, por sua vez, coleta mais de 44 ressaltos por partida no atual campeonato, terceiro melhor time nesse quesito. Complicou?
Não necessariamente. Primeiro porque, vale lembrar, o Grizzlies foi uma equipe que se acertou apenas após o All-Star Game. Não foi dominante durante toda a temporada. O Jazz, por sua vez, se destacou nos rebotes desde a primeia partida do campeonato.
Além disso, vale lembrar que o garrafão texano está mais forte do que nos playoffs de 2011. Tim Duncan está indiscutivelmente mais saudável e Tiago Splitter amadureceu bastante. Por fim, Boris Diaw já mostrou que pode fazer um bom trabalho marcando alas-pivôs que jogam mais afastados da cesta – como Dirk Nowitzki e Pau Gasol – e deve ser o escolhido para acompanhar Millsap. Aposto, inclusive, no técnico Gregg Popovich utilizando o francês como titular no lugar de DeJuan Blair.
Para esta temporada, o Spurs ganhou também ajuda do perímetro na briga pelos rebotes. Deixaram a equipe George Hill, que coletava 2,6 por partida no último campeonato, e Richard Jefferson, que pegava 3,8. Agora, chegaram Kawhi Leonard, com média de 5,1, e Stephen Jackson, com 3,9. Isso sem falar no crescimento de Danny Green, que ajuda com 3,5 ressaltos por exibição.
A verdade é que é tudo uma questão de match-up. No ano passado, o Spurs simplesmente não encontrou resposta para Randolph e Gasol nos playoffs. Dessa vez, há esperança de que isso seja diferente. Durante a temporada regular, Jefferson tinha médias de 19,2 pontos e 9,6 rebotes por partida. Contra o time texano, esses números passaram para 18 pontos e 10,5 rebotes. Millsap, por sua vez, que apresentou 16,6 pontos e 8,8 rebotes por noite, conseguiu apenas 11 pontos e 7,8 rebotes contra a equipe de San Antonio.
Ainda é preciso deixar claro que o jogo não será decidido apenas embaixo da cesta. No ano passado, Tony Allen ajudou a conter Manu Ginobili – que já estava limitado por uma lesão – e a defesa dos Grizzlies anulou Tony Parker e Duncan. Não vejo no Jazz capacidade para repetir a marcação sufocante. E, mesmo se isso acontecer, os coadjuvantes do garrafão texano são melhores nesta temporada. Acho que o trauma não se repetirá.
Em tempo: não sou a favor de títulos em inglês. Mas este é também o nome de um filme bacana, que ficou legal como trocadilho. Achei que valia a exceção!
Equipe do Spurs Brasil faz prévia da série contra o Jazz

Começa neste domingo (29) a série San Antonio Spurs e Utah Jazz, válida pela primeira rodada dos playoffs. A equipe texana, que se classificou com a melhor da Conferência Oeste, tentará espantar o trauma do ano passado, quanto também avançou como líder e acabou derrotada pelo Memphis Grizzlies. Desta vez, novamente o adversário terá como ponto forte um garrafão de respeito. Confira o que os blogueiros do Spurs Brasil têm a dizer sobre o confronto:
Bruno Alves
Palpite: Spurs 4 x 0
A linha de frente do Utah Jazz é muito forte, superior à do Spurs, mas Pop já provou que pode vencer garrafões poderosos com a força do elenco e uma ajudinha nos rebotes de jogadores do perímetro, como Kawhi Leonard e Stephen Jackson. Na temporada regular, só perdemos um jogo e estávamos sem Parker, Ginóbili e Duncan – por pouco ainda não vencemos. Com força máxima, prevejo uma varrida no time de Utah.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Jazz: Al Jefferson
Bruno Pongas
Palpite: Spurs 4 x 1
Por mais que o Utah Jazz tenha bons pivôs, acredito que o San Antonio Spurs leva essa série por ter um elenco muito melhor. Se ninguém se machucar no meio do caminho, a tendência, no meu ponto de vista, é ganharmos o confronto com certa tranquilidade.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Jazz: Paul Millsap
Juliano Medeiros
Palpite: Spurs 4 x 1
O Spurs não deve ter problemas contra o Utah Jazz. Jogando um basquete envolvente, que inclui o time titular e o banco, o time texano é franco favorito e, diferente do ano passado, o elenco está completamente saudável. Se no garrafão o Jazz leva alguma vantagem, fora dele o Spurs é bem superior.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Jazz: Al Jefferson
Lucas Pastore
Palpite: Spurs 4 x 2
O Spurs melhorou muito em relação à temporada passada, principalmente no que diz respeito à defesa de garrafão. Mas o Jazz tem uma rotação de respeito no setor, formada pelo ala-pivô Paul Millsap, pelo pivô Al Jefferson e pelo reserva Derrick Favors. A eficiência do time texano em limitar os rebotes ofensivos do trio ditará a facilidade da série.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Jazz: Paul Millsap
Rafael Proença
Palpite: Spurs 4 x 0
Depois do fiasco de 2011, o Spurs passará sem sustos pela primeira rodada e seguirá rumo ao título. Apesar de ter alguns jogadores talentosos e de terminar a temporada regular com cinco vitórias seguidas, o Jazz não tem força para segurar os comandados de Gregg Popovich. Ainda assim, é bom tomar cuidado nos jogos na EnergySolutions Arena, onde os donos da casa perderam apenas oito vezes este ano, sendo uma delas pro Spurs.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Jazz: Al Jefferson
Robson Kobayashi
Palpite: Spurs 4 x 1
O Spurs tomará um susto perdendo uma em casa, mas, depois das chicotadas do técnico Gregg Popovich, vai levar o embate a sério e vencer a série.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Jazz: Al Jefferson
Victor Moraes
Palpite: Spurs 4 x 1
O Spurs não deve encontrar facilidade pela frente. Apesar da oitava colocação, a equipe do Utah Jazz já mostrou que pode complicar partidas mesmo contra adversários teoricamente melhores. Muito disso se deve à boa dupla de pivôs da equipe, formada por Al Jefferson e Paul Millsap. Mas o time de San Antonio tem um elenco mais qualificado e isso fará a diferença nesta série.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Jazz: Al Jefferson
Olho Neles!


Nada como um mito para brigar de igual para igual com os pivôs do Utah Jazz. Tim Duncan vem fazendo uma temporada fantástica e tem tudo para manter esse ritmo contra o time de Salt Lake City. The Big Fundamental recebeu três dos sete votos da equipe do Spurs Brasil – também foram lembrados Tony Parker, com dois votos, e Kawhi Leonard e Tiago Splitter, com um.


Al Jefferson sofreu com lesões na carreira, mas sempre que jogou se mostrou dominante. Alto e forte, o pivô é importante na defesa e no ataque, onde possui um considerável arsenal de jogadas. Apensas pela segunda vez disputando os playoffs, tem tudo para travar ótimos duelos contra Tim Duncan no garrafão. O pivô recebeu cinco votos do Spurs Brasil, contra dois de Paul Millsap.
Confira o calendário completo da série Spurs vs Jazz:
29/04, domingo, às 14h: Spurs vs Jazz
02/05, quarta-feira, às 20h: Spurs vs Jazz
05/05, sábado, às 23h: Spurs @ Jazz
07/05, segunda-feira, sem horário definido: Spurs @ Jazz
09/05, quarta-feira, sem horário definido: Spurs vs Jazz*
11/05, sexta-feira, sem horário definido: Spurs @ Jazz*
13/05, domingo, sem horário definido: Spurs vs Jazz*
* Se necessário
10 melhores jogadas do Spurs na temporada
É pessoal, a temporada regular acabou!
Em 66 jogos disputados durante a temporada regular, o San Antonio Spurs venceu 50 e perdeu apenas 16. Em meio a tantos triunfos e pontos feitos, tivemos a oportunidade de observar belas enterradas, assistências, tocos e roubos de bola. O site oficial da NBA preparou uma lista com as dez melhores jogadas da nossa equipe durante o ano. Quer ver o resultado? Clique aqui para acompanhar!
Spurs (46-16) vs Lakers (40-24) – Incontestável!

121×97
O San Antonio Spurs recebeu, nesta sexta-feira (20), o Los Angeles Lakers para o terceiro jogo entre as equipes na temporada. E se o último confronto disputado em solo texano deixou uma impressão ruim e uma dúvida pairando no ar, dessa vez Tim Duncan e companhia trataram de acabar com ela e massacraram o rival por 121 a 97. A partida marcou o retorno de Kobe Bryant ao time angelino, após sete partidas fora.

Parker comemora a vitória com sua dancinha francesa (AP Photo)
Restou alguma dúvida?
Se lembram quando o Spurs foi derrotado pelo Lakers, em San Antonio, tomando um verdadeiro “vareio” nos rebotes, sem Kobe Bryant e com show de Andrew Bynum? Nem faz tanto tempo assim, mas o que se viu em quadra foi completamente diferente desta vez. Se naquela derrota o Spurs permitiu 60 rebotes aos angelinos, desta vez os texanos ganharam a briga lá no alto e ficaram com 42 ressaltos, contra 29 do rival. Bynum, que naquele confronto havia coletado, sozinho, 30 rebotes, desta vez pegou apenas dois.

Três quartos foram suficientes para o trio somar 61 pontos (AP Photo)
O Big Three voltou
Que Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili ainda são a base do Spurs, todo mundo sabe. Mas há quanto tempo os três não terminavam uma partida com 20 pontos cada? Já se vão mais de um ano desde 1º de abril de 2011. Com 21 pontos de Duncan, 20 de Parker e outros 20 de Manu, ficou difícil para o Lakers. Os números só não foram maiores porque só Ginobili pisou em quadra no último quarto, e por apenas quatro minutos.
Nem parece o Spurs
Ainda estranho quando vejo o San Antonio Spurs ultrapassando a barreira dos cem pontos. Há alguns anos, a equipe não chegaria a 121 tentos nem se houvessem quatro ou cinco prorrogações. Este, aliás, foi um dos assuntos da última coluna Interferência, de Rafael Proença. Contra o Lakers, o Spurs chegou à contagem centenária restando praticamente oito minutos ainda por jogar. Um desempenho ofensivo espetacular, fruto do ótimo aproveitamento de 61% nos tiros de quadra.

O "fortinho" Diaw, aos poucos, ganha mais relevância na equipe (AP Photo)
Que isso, gordinho? Que isso?
Vou analisar aqui o desempenho dos dois “gordinhos” do time de San Antonio, que vivem momentos opostos. O primeiro é Boris Diaw, que parece estar se soltando. O francês saiu do banco e ficou 24 minutos em quadra, anotando oito pontos e cinco rebotes. Mas mais do que os números, o ala-pivô conseguiu exercer ótima marcação sobre Pau Gasol, limitando o espanhol a apenas quatro acertos em dez arremessos tentados, além de ter atormentado o angelino no ataque, se movimentando por toda a quadra.
O outro é DeJuan Blair, o jovem que chegou arrebentando em San Antonio há duas temporadas e agora parece cada vez mais dispensável. Primeiro perdeu o lugar no time titular para Tiago Splitter, que nos dois jogos contra o Lakers começou em quadra. Agora, perdeu espaço até no banco. Nesta sexta, ficou apenas sete minutos em quadra, todos eles quando o confronto já estava decidido.
Teimosia
Gregg Popovich é um dos melhores – se não o melhor – técnico da NBA, mas algumas pequenas coisas me irritam no treinador. Uma delas é a sua teimosia em escalar Gary Neal como armador principal nos momentos em que Parker descansa. O camisa 14 é um excepcional arremessador, um dos melhores em toda a liga, mas não é muito inteligente com a bola nas mãos. Armando o jogo, é comum vê-lo se enrolando com marcações um pouco mais pressionadas, ou então forçando chutes em momentos inapropriados, ao invés de acionar seus companheiros. Nos playoffs pode ser um problema. Confiar mais em Patrick Mills pode ser uma alternativa melhor.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 21 pontos e oito rebotes
Tony Parker – 20 pontos e dez assistências
Manu Ginobili – 20 pontos, sete assistências e seis rebotes
Gary Neal – 12 pontos
Los Angeles Lakers
Kobe Bryant – 18 pontos
Andrew Bynum – 17 pontos
Matt Barnes – 14 pontos e cinco rebotes



Você precisa fazer login para comentar.