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Scola e Splitter: alguma semelhança?
Quando San Antonio draftou o argentino Luis Scola no longínquo ano de 2002, todos ficaram animados, especialmente nós, sul-americanos, que acompanhávamos seu jogo mais de perto.
Até hoje, contudo, o caso Scola/Spurs ficou muito mal explicado…
Nunca ninguém soube ao certo se San Antonio pouco se esforçou para trazê-lo já em 2002 ou se o ala-pivô preferiu passar mais um ano no Tau Cerámica (Caja Laboral).
Scola reclama, diz que R.C. Buford e companhia o ignoraram, pois seu desejo era vir para a NBA logo de cara.
Os engravatados texanos, por sua vez, falam até hoje que era inviável pagar ao argentino o que ele ganhava como ídolo na Espanha.
Ao meu ver, faltou boa vontade para ambos. Enquanto San Antonio se recusou a oferecer uma mid-level exception (gasto que pode sobrepujar a folha salarial), o argentino se negou a estrear na liga norte-americana com um modesto salário de novato.
O resultado todos nós já conhecemos… Scola cansou do Spurs, que se viu obrigado a trocar seus direitos por um saquinho de marshmallows.
Depois disso tudo, o ala-pivô foi parar em Houston (onde está até hoje). Lá, ele é ídolo da torcida e um dos atletas mais consistentes do elenco. Inclusive, toda vez que joga contra os comandados de Gregg Popovich, faz chover.
Curiosamente, San Antonio está caindo no mesmo erro de outrora no caso Tiago Splitter.
O brasileiro é reconhecido pela imprensa europeia por ser o melhor pivô do continente, o que é um baita pedigree.
Mesmo em poder dessa joia rara, os texanos continuam reticentes em oferecer um contrato razoável para Splitter.
Resultado? Ele pode parar no Real Madrid, que deverá anunciar uma oferta milionária para contar com seus serviços.
No meu ponto de vista, o caso do argentino Luis Scola foi mais do que suficiente para os executivos preto e prata aprenderem.
Nós, torcedores, ficamos na expectativa para que algo benéfico seja feito…
Em prol do San Antonio Spurs, é claro!



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