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Spurs (48-30) @ Suns (51-27) – Nash-Stoudemire

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Em mais um exaustivo back-to-back na temporada, o San Antonio Spurs sucumbiu ao poder do Phoenix Suns e deixou o deserto do Arizona com sua 30ª derrota na temporada.

Esse foi difícil de parar... (Photo by Barry Gossage/NBAE via Getty Images)

Os texanos até começaram bem a partida e conseguiram manter um equilibrio até o final do segundo quarto, quando o time da casa executou uma corrida impressionante e foi para o intervalo com uma boa vantagem de nove pontos.

Dessa vez Ginobili teve noite apenas regular (Photo by Barry Gossage/NBAE via Getty Images)

Na volta do descanso, tudo voltou mais ou menos parecido. Quando os comandados de Gregg Popovich ameaçavam reagir, o Suns ia ao ataque e convertia uma bola de três pontos.

Aliás, quem contribuiu para esse bom desempenho da equipe do Arizona foi a dupla Steve Nash e Amar’e Stoudemire, que ontem, mais uma vez, deram muito trabalho à defesa do San Antonio Spurs. Tudo bem que temos levado grande vantagem contra o Suns nos últimos anos, mas tenho para mim que até hoje o Popovich não conseguiu bolar uma boa tática para frear a dobradinha do camisa #13 com o camisa #1.

Com a derrota, os texanos voltaram para o sétimo posto na disputada Conferência Oeste. Agora, no entanto, quem voltou ao páreo foi o Portland TrailBlazers, que igualou a campanha do Spurs e do Oklahoma City Thunder – 48 vitórias e 30 derrotas. Ou seja, ainda estamos muito longe de acompanhar um desfecho no Oeste, coisa que só deve acontecer mesmo no final da temporada.

Na quinta-feira, Manu Ginobili e companhia voltam para San Antonio e recebem o Memphis Grizzlies, que caiu muito nas últimas semanas.

Veja abaixo os melhores momentos da partida:

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Roger Mason Jr – 18 pontos e seis rebotes

Richard Jefferson – 17 pontos e seis rebotes

Tim Duncan – 14 pontos e sete rebotes

Garrett Temple – 11 pontos

Phoenix Suns

Amar’e Stoudemire – 29 pontos e oito rebotes

Steve Nash – 18 pontos e 12 assistências

Jason Richardson – 20 pontos

Grant Hill – 17 pontos, oito rebotes e quatro assistências

Quem foi melhor?

Baron Davis comemora mais um buzzer beater contra o Celtics; ele merece!

Volta e meia surgem discussões acerca de quem foi o melhor armador da década, ou quem foi o melhor depois de John Stockton. Os nomes que aparecem são os mesmos de sempre. Jason Kidd, líder dos tempos áureos de New Jersey Nets, Steve Nash, MVP por dois anos consecutivos no Phoenix Suns e Chauncey Billups, MVP das finais de 2004. Pouca gente se lembra, no entanto, de um jogador muito habilidoso, de bom arremesso, o Baron Davis.

Pois é! Talvez Davis tenha sido vítima do esquecimento, já que, ao contrário dos colegas citados acima, jogou apenas em equipes coadjuvantes, como Golden State Warriors, Los Angeles Clippers e Charlotte Hornets (New Orleans). Na época do Hornets ele fazia chover, arrumava umas bolas espíritas e frequentemente passeava pelo hall dos melhores da liga. No Golden State ele fez sucesso, tirou um time do limbo e levou aos playoffs para um dos fatos mais memoráveis dos últimos tempos: eliminar o  então badalado Dallas Mavericks na primeira rodada daquele ano por quatro jogos a dois.

E esse foi o winning shot da vitória de ontem por 93 a 91

No Los Angeles Clippers, Baron Davis tenta repetir o sucesso que obteve na Califórnia. Contudo, ele sabe que é difícil, ainda mais depois da contusão eterna de Blake Griffin, aquele que poderia ser o fator-X para levar os angelinos à pós-temporada.

Ontem, diante do forte Boston Celtics, o camisa #1 deitou, rolou e fez bilu-bilu em cima do Rajon Rondo. Rondo, aliás, foi o grande responsável pela derrota do Celtics, já que desperdiçou dois lances livres cruciais para o triunfo. Falando nisso, é sempre bom ressaltar a média dantesca desse armador na linha dos lances livres: pífios 52,7%. É quase pior que os 48,5% do Shaq e infinitamente inferior que os surpreendentes 77,4% do Tim Duncan. Voltando ao jogo depois da pipocada homérica do Rondo, o Clippers tinha um lateral com apenas 1.0 no cronômetro. Como todos sabem, quem dá margem ao azar acaba se dando mal. E foi isso que aconteceu… Davis recebeu a bola, gingou para trás e fez uma cesta linda, se coroando como o herói da noite. Ele terminou a partida com 24 pontos, 13 assistências e três roubos de bola. Quando jogava pelo Golden State, Baron já havia acabado com a noite de sonhos dos comandados de Doc Rivers. Veja aqui!

Apesar de fazer sucesso por onde passou, o ex-armador da UCLA nunca chegou a vestir a camisa de uma equipe temida, nunca fez parte de um elenco que pudesse consagrar de vez seu potencial. Esse é o grande motivo pelo qual Baron Davis é um ‘excluído’ do seleto grupo dos melhores. Daqui há uns anos, quando estivermos mais velhos e lembrarmos dos principais armadores da década de 2000, vamos recordar daqueles nomes citados lá no primeiro parágrafo, talvez recordemos de Chris Paul, Deron Williams e até de Tony Parker. Davis ficará em segundo plano…

Veja aqui os melhores momentos da partida e o arremesso lindo no estouro do cronômetro: