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Eu já vi isso antes?
Primeiramente gostaria de pedir desculpas ao nosso leitor pelo atraso na coluna. Sabem como é esses dias corridos que temos frequentemente.
Mas vamos ao assunto…
Meu amigo e leitor aqui do Spurs Brasil, Rafael Proença, lembrou recentemente da temporada 2006-2007.
Alguém aí lembra dessa temporada?
Pois bem… farei um breve resumo para os mais esquecidos.
Naquela temporada, San Antonio chegou cercado de desconfiança. No ano anterior, quando defendia o título, uma derrota pra lá de amarga contra o Dallas Mavericks nos playoffs nos tirou a chance de conquistar o bicampeonato consecutivo.
O ano começou devagar. Dallas Mavericks e Phoenix Suns tinham ótimos times e logo foram se distanciando nos standings.
Os texanos, por sua vez, tinham dificuldade para se acertar. Talvez fossem os reflexos da derrota em casa para o Mavs no sétimo jogo da pós-temporada anterior…
Talvez fosse falta de química no conjunto…
O fato é que ninguém sabe ao certo até hoje.
Como nessa temporada que vivemos agora, rumores de troca assolaram San Antonio por longas semanas. Um dos alvos era o veterano Brent Barry, que já nem contribuia muito para a equipe.
Popovich, no seu estilo militar, vetou qualquer tipo de mudança. Ninguém sai, ninguém chega!
Ficamos daquele jeito, pouco esperançosos e já conformados com um 2007 sem título.
Foi aí que veio a Rodeo Trip e consequentemente o Jogo das Estrelas.
O time melhorou, o elenco ganhou unidade, Ginobili, Parker e Duncan passaram jogar como nunca. Era o retorno da era de ouro?
Talvez… o torcedor ainda tinha suas dúvidas; ninguém parece acreditar que aquele time sem entrosamento poderia ter se tornado um dos melhores do Oeste.
E se tornou. Depois de se recuperar, os comandados de Gregg Popovich fizeram uma campanha brilhante, quase suficiente para ultrapassar Mavs e Suns – que continuaram à frente ao final da temporada regular.
Vieram os playoffs e o primeiro adversário era o temido Denver Nuggets. Tinha Allen Iverson em boa forma, Carmelo Anthony jogando muito…
Em San Antonio, muitos qualificaram esse duelo como injusto, tal qual era a força da Conferência Oeste naquele momento.
Uma derrota no primeiro jogo, em casa, colocou uma pulga atrás da orelha de todos os torcedores. Será que Iverson e cia bateriam S.A. logo na primeira rodada?
Ledo engano, caro leitor! O Spurs foi forte, venceu o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto jogo, alcançando assim a próxima fase.
Na outra ponta da tabela, o favorito ao título, Dallas Mavericks, foi responsável por algo histórico… só que pelo lado negativo.
Em embate ferrenho contra o Golden State Warriors, que havia se classificado em oitavo, os californianos anularam Dirk Nowitzki…
Some a isso o brilho do armador Baron Davis, que quase fez chover contra a defesa de Dallas.
No final, 4 a 2 e Golden State pulava uma etapa…
Sem o rival texano no caminho, tudo ficou mais fácil para o Spurs.
Entretanto, ainda havia o Phoenix…
A verdade é que Amare Stoudemire e Steve Nash nunca se deram bem no Texas.
Como estamos acostumados a dizer, San Antonio ‘tinha o número’ do Suns…
Numa série polêmica, em que Stat e Diaw ficaram de fora de alguns jogos por terem invadido a quadra após o tranco de Robert Horry em Steve Nash, Tim Duncan e companhia se sagraram vencedores em seis partidas.
Sobrava na final do Oeste o Utah Jazz, da dupla Deron Williams e Carlos Boozer.
Inspirado, Deron até que tentou, mas foi incapaz de conter um San Antonio brilhante, como poucas vezes vi na minha vida.
Após sagrar-se vencedor em cinco duelos, os comandados de Gregg Popovich iam para a final contra o ‘maravilhoso LeBron James’…
Ainda inexperiente, LeBron foi incapaz de liderar seu time a uma mísera vitória.
Assim, em apenas quatro noites, San Antonio varreu o camisa 23 pra debaixo do tapete e conquistou seu quarto título na NBA.
Essa história, por mais que esteja resumida, é bem bonita. Contei ela desta maneira para mostrar que naquele ano nós também estávamos desacreditados, assim como agora. Se vamos repetir isso nessa temporada, ninguém sabe, mas eu só queria mostrar que uma equipe ‘jogada às traças’, como quase estamos atualmente, é capaz de sair do limbo e vencer um campeonato.
Síndrome de nanico afeta o Spurs
Sabe aqueles jogos entre New Jersey Nets e Los Angeles Lakers em que o Nets abre uma puta vantagem em determinado ponto da partida e ninguém liga porque sabe que o Lakers vai virar a qualquer hora? Pois é, isso se chama time grande contra time pequeno. Essa síndrome de nanico vem pegando o San Antonio Spurs de jeito nessa temporada.
Aliás, mesmo juntando os dedos das mãos e dos pés, parece impossível contar o tanto de vezes que San Antonio tinha larga vantagem e acabou deixando tudo ir pro buraco. Vou confessar que isso está me irritando bastante, já que a previsibilidade dessas viradas está arrancando meus cabelos, que são muitos, e minhas unhas, que nem sequer existem mais.
Na derrota de ontem contra o Jazz, o time começou mal, tomou 12 a 0 logo de cara e depois alcançou uma virada espetacular. Jogo vai, jogo vem, e advinha? O Jazz retomou a liderança. Com muitos erros infantis, desperdícios de bola inimagináveis e um aproveitamento pífio da linha dos três (27,3%), o Spurs sucumbiu em casa mais uma vez. Para quem curte dados, foi a quarta derrota para o Utah na temporada. O que aparentemente parece um dado tolo significa que foi a primeira vez desde a temporada 1997-1998 que os texanos foram varridos por qualquer equipe – o que é alarmante.
Ontem, Gregg Popovich tentou de tudo; só faltou plantar bananeira e vestir uma máscara do pânico para assustar o adversário. Em determinado ponto da partida, ele arriscou com um quinteto formado por Parker, Hill, Mason, Ginobili e Duncan. Isso mesmo, caro leitor, Pop foi small até demais! Num primeiro momento, a corrida maluca surtiu efeito, com mais velocidade e penetradas mais intensas (é!). Depois de um tempo, Sloan sacou a brincadeira e forçou o jogo debaixo da cesta, minando a estratégia texana.
Com mais de metade da temporada tendo ido pro vinagre, tenho que admitir que começo a ficar extremamente preocupado com o futuro dessa equipe. Contra o Jazz, quando precisou, ninguém foi capaz de converter uma mísera bola de três, mesmo sem marcador nem nada, né, George Hill? É sacanagem culpar o Hill, claro, até porque ele vem sendo um dos únicos que se salvam.
Parker está muito mal. Tenho para mim que, se há um problema físico, este tem que ser tratado o mais rapidamente possível. O elenco é bom o suficiente para sobreviver meia temporada sem o Parker e ainda se classificar com folga para a pós-temporada. Mas Pop é teimoso, o francês quer jogar… aí já viu; vamos ficar nesse lenga-lenga para sempre, o TP vai continuar no sacrifício e nos playoffs teremos um jogador meia-bomba incapaz de correr atrás dos adversários. Ontem, quando precisou marcar o rápido Deron Williams, Parker nem viu a cor da bola.
Richard Jefferson é bom jogador, mas a cada dia constato mais um pouco a minha tese de que ele ainda está perdido no plano de jogo. É difícil para um líder de franquia se tornar, do dia para a noite, um mero coadjuvante, a terceira ou quarta alternativa no ataque. RJ é humilde o suficiente para aceitar esse papel, mas isso requer tempo para se adaptar. Se alguém quer mágica que fale com o Mister M, o mágico dos mágicos. Esse sim daria um jeito no Spurs.
Para finalizar, sei que esse time precisa de tempo… mas até quando?
Spurs (23-13) vs. Lakers (29-9) – Surra para lavar a alma!
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Se basquete fosse que nem futebol, poderíamos tranquilamente afirmar que o San Antonio Spurs aplicou uma sonora goleada pra cima do rival Los Angeles Lakers. Com jogo bonito, ofensivo e inteligente, os texanos dominaram os angelinos e saíram de quadra com uma vitória mais fácil do que era esperado. Tudo bem que Pau Gasol não jogou e Kobe Bryant saiu com um problema nas costas ao final do terceiro quarto, mas o triunfo foi importante para dar ânimo à equipe, que estava se tornando estigmatizada em não vencer adversários com campanha acima dos 50%.
Enquanto os californianos mantiveram seus titulares em quadra, o jogo foi parelho. Ao final do primeiro período, tínhamos uma vantagem pequena de quatro pontos. A entrada dos reservas em ambos os times, no entanto, mostrou que o banco do Spurs é infinitamente superior ao do Lakers. Só para ter uma ideia, os suplentes texanos anotaram 42 pontos contra 20 dos reservas de L.A… uma baita diferença!
Com a vantagem de contar com um bom banco, San Antonio começou a se distanciar no placar com muita facilidade. Ao final do primeiro tempo, o placar apontava uma diferença de 12 pontos para o Spurs. Na volta do descanso, os comandados de Gregg Popovich continuaram esbanjando técnica e habilidade. Em determinado momento do quarto, a vantagem havia subido para 22 pontos, o que encheu os torcedores de ânimo.
O período derradeiro, todavia, trouxe à tona o fantasma das viradas contra os chamados ‘times grandes’. Mesmo sem Kobe Bryant, que havia saído de quadra lesionado, o Lakers foi tirando a vantagem pouco a pouco. Há alguns minutos do fim, o placar havia sido reduzido a apenas seis pontos de diferença. Nada, entretanto, que um tempo e uma bela bronca não resolvessem. Quando viu que a coisa estava ficando feia, Pop pediu para falar com a equipe. Depois disso, San Antonio voltou a jogar bem e aumentou a vantagem, que terminou sendo de 20 pontos: 105 a 85.
Destaco, no triunfo, o bom jogo feito por Tim Duncan. O ala-pivô deitou e rolou em cima da defesa de Los Angeles. TD fez cesta de todas as maneiras; em ganchos, arremessos de meia-distância, bandejas… foi uma verdadeira aula para cima de Andrew Bynum, que apenas assistiu os 25 pontos, 13 rebotes e quatro assistências da estrela texana.
Tony Parker também voltou a atuar bem. Apagado nessa temporada, o francês soube usar a velocidade – sua principal característica – para infernizar os defensores do Lakers. Com 22 pontos e seis assistências, o armador saiu de quadra também como destaque.
Reitero aqui também a importância do banco de reservas, que nessa noite foi essencial. Roger Mason esteve implacável no primeiro tempo e fechou a partida com nove pontos. Assim como Parker, Manu Ginobili também infernizou a defesa adversária e ficou com nove pontos e seis assistências. Quem foi mais importante, contudo, foi o armador reserva George Hill, que fez jogadas espetaculares e foi agraciado com 13 pontos, seis assistências e quatro rebotes.
Em boa fase, o San Antonio Spurs volta a jogar nesta quarta-feira, contra o jovem Oklahoma City Thunder. O Lakers, por sua vez, também atua nesta quarta. Seu adversário será o difícil Dallas Mavericks, segundo colocado na Conferência Oeste.
Confira abaixo os melhores momentos da partida:
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 25 pontos, 13 rebotes e quatro assistências
Tony Parker – 22 pontos e seis assistências
George Hill – 13 pontos, seis assistências e quatro rebotes.
Richard Jefferson – 12 pontos
Los Angeles Lakers
Andrew Bynum – 23 pontos e oito rebotes
Kobe Bryant – 16 pontos e três assistências
Ron Artest – 13 pontos e oito rebotes
Spurs (20-11) @ Raptors (16-18) – Temporada regular
San Antonio Spurs @ Toronto Raptors – Temporada Regular
Data: 03/01/2010
Horário: 21:00 (Horário de Brasília)
Local: Air Canada Centre
Situação do Jogo
Com a vitória de ontem diante do Washington Wizards, o San Antonio Spurs alcançou sua melhor sequência da temporada com cinco vitórias consecutivas. Além disso, a equipe do Texas já ocupa o terceiro lugar na Conferência Oeste e está na cola do rival Dallas Mavericks, que vem com campanha de 23 vitórias e dez derrotas. O Raptors, por sua vez, é o sexto colocado no Leste com 16 vitórias e 18 derrotas.
Confrontos na temporada (1-0)
09/11/2009 – San Antonio Spurs 131 vs. 124 Toronto Raptors
Na época San Antonio vinha com uma campanha de 50% de aproveitamento. Manu Ginobili comandou o show com 36 pontos, quatro rebotes e oito assistências e os texanos saíram de casa vitoriosos.
PG – Tony Parker
SG – Keith Bogans/Roger Mason Jr
SF – Richard Jefferson
PF – Tim Duncan
C – DeJuan Blair
Fique de Olho – Depois que Michael Finley se lesionou, Roger Mason passou a ter mais oportunidades com Gregg Popovich e agora é o principal reserva da equipe junto com o argentino Manu Ginobili. Ontem, diante do Washington Wizards, foram 20 pontos e quatro bolas de três pontos convertidas em quatro tentadas.
PG – Jarrett Jack
SG – DeMar DeRozan
SF – Hedo Turkoglu
PF – Chris Bosh
C – Andrea Bargnani
Fique de Olho – Chris Bosh é o cara de Toronto já há algum tempo. Ele, inclusive, está prestes a se tornar o maior cestinha de todos os tempos com a camisa da equipe. Nessa temporada, ele vem com médias de 23.8 pontos e 11.2 rebotes.
Spurs (15-10) vs. Clippers (12-15) – Ratliff merece uma chance!
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Em mais um duelo contra o Los Angeles Clippers na temporada, o San Antonio Spurs não teve dificuldades e saiu do AT&T Center vitorioso por 103 a 87. Tim Duncan, a grande estrela do time, aproveitou a facilidade do jogo e descansou bastante. Ele ficou apenas 24 minutos em quadra e saiu dela com 13 pontos. Quem se deu bem, no entanto, foi o veterano pivô Theo Ratliff. Ele, que vem jogando muito pouco na temporada, agarrou com unhas e dentes essa chance depois da contusão de Matt Bonner. Soube marcar com eficiência o pivô Chris Kaman, foi efetivo no ataque e terminou a partida com 10 pontos e sete rebotes em apenas 23 minutos.
Ontem, o time fez algo que há muito tempo não fazia: trocou a bola com velocidade no ataque. Os jogadores demonstraram um pouco mais de entrosamento, foram velozes na hora de atacar e fizeram lembrar em algumas oportunidades as equipes vencedoras do passado. Se foi só um lampejo ninguém sabe, mas me deu bastante esperança quanto a uma melhora para os próximos jogos.
San Antonio dominou o duelo do início ao fim. Soube ser ofensivo na hora certa e soube se resguardar quando preciso. Foi o típico jogo fácil, em que a equipe em nenhum momento teve sua superioridade ameaçada. Prova disso foi a entrada de Marcus Haislip ontem no finalzinho do jogo. Foi apenas a segunda vez na temporada que ele entrou em quadra com a camisa do Spurs.
O próximo jogo dos texanos é parada dura. Acontece na quarta-feira contra o Portland Trail Blazers, em casa. O Clippers, por sua vez, volta para casa e recebe o Houston Rockets. Só a título de curiosidade: se a temporada acabasse hoje, o San Antonio Spurs estaria em quinto lugar na Conferência Oeste e enfrentaria o Phoenix Suns, melhor time de novembro eleito pela equipe Spurs Brasil.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tony Parker – 19 pontos e três assistências
Tim Duncan – 13 pontos e três rebotes
Roger Mason – 12 pontos e cinco assistências
Richard Jefferson – 11 pontos
Keith Bogans – 11 pontos
Theo Ratliff – Dez pontos e sete rebotes
Antonio McDyess – Dez pontos e seis rebotes
Los Angeles Clippers
Chris Kaman – 23 pontos e 15 rebotes
Rasual Butler – 18 pontos
Baron David – 11 pontos e seis assistências
















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