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Spurs (46-16) vs Lakers (40-24) – Incontestável!

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O San Antonio Spurs recebeu, nesta sexta-feira (20), o Los Angeles Lakers para o terceiro jogo entre as equipes na temporada. E se o último confronto disputado em solo texano deixou uma impressão ruim e uma dúvida pairando no ar, dessa vez Tim Duncan e companhia trataram de acabar com ela e massacraram o rival por 121 a 97. A partida marcou o retorno de Kobe Bryant ao time angelino, após sete partidas fora.

Parker comemora a vitória com sua dancinha francesa (AP Photo)

Restou alguma dúvida?

Se lembram quando o Spurs foi derrotado pelo Lakers, em San Antonio, tomando um verdadeiro “vareio” nos rebotes, sem Kobe Bryant e com show de Andrew Bynum? Nem faz tanto tempo assim, mas o que se viu em quadra foi completamente diferente desta vez. Se naquela derrota o Spurs permitiu 60 rebotes aos angelinos, desta vez os texanos ganharam a briga lá no alto e ficaram com 42 ressaltos, contra 29 do rival. Bynum, que naquele confronto havia coletado, sozinho, 30 rebotes, desta vez pegou apenas dois.

Três quartos foram suficientes para o trio somar 61 pontos (AP Photo)

O Big Three voltou

Que Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili ainda são a base do Spurs, todo mundo sabe. Mas há quanto tempo os três não terminavam uma partida com 20 pontos cada? Já se vão mais de um ano desde 1º de abril de 2011. Com 21 pontos de Duncan, 20 de Parker e outros 20 de Manu, ficou difícil para o Lakers. Os números só não foram maiores porque só Ginobili pisou em quadra no último quarto, e por apenas quatro minutos.

Nem parece o Spurs

Ainda estranho quando vejo o San Antonio Spurs ultrapassando a barreira dos cem pontos. Há alguns anos, a equipe não chegaria a 121 tentos nem se houvessem quatro ou cinco prorrogações. Este, aliás, foi um dos assuntos da última coluna Interferência, de Rafael Proença. Contra o Lakers, o Spurs chegou à contagem centenária restando praticamente oito minutos ainda por jogar. Um desempenho ofensivo espetacular, fruto do ótimo aproveitamento de 61% nos tiros de quadra.

O "fortinho" Diaw, aos poucos, ganha mais relevância na equipe (AP Photo)

Que isso, gordinho? Que isso?

Vou analisar aqui o desempenho dos dois “gordinhos” do time de San Antonio, que vivem momentos opostos. O primeiro é Boris Diaw, que parece estar se soltando. O francês saiu do banco e ficou 24 minutos em quadra, anotando oito pontos e cinco rebotes. Mas mais do que os números, o ala-pivô conseguiu exercer ótima marcação sobre Pau Gasol, limitando o espanhol a apenas quatro acertos em dez arremessos tentados, além de ter atormentado o angelino no ataque, se movimentando por toda a quadra.

O outro é DeJuan Blair, o jovem que chegou arrebentando em San Antonio há duas temporadas e agora parece cada vez mais dispensável. Primeiro perdeu o lugar no time titular para Tiago Splitter, que nos dois jogos contra o Lakers começou em quadra. Agora, perdeu espaço até no banco. Nesta sexta, ficou apenas sete minutos em quadra, todos eles quando o confronto já estava decidido.

 Teimosia

Gregg Popovich é um dos melhores – se não o melhor – técnico da NBA, mas algumas pequenas coisas me irritam no treinador. Uma delas é a sua teimosia em escalar Gary Neal como armador principal nos momentos em que Parker descansa. O camisa 14 é um excepcional arremessador, um dos melhores em toda a liga, mas não é muito inteligente com a bola nas mãos. Armando o jogo, é comum vê-lo se enrolando com marcações um pouco mais pressionadas, ou então forçando chutes em momentos inapropriados, ao invés de acionar seus companheiros. Nos playoffs pode ser um problema. Confiar mais em Patrick Mills pode ser uma alternativa melhor.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 21 pontos e oito rebotes

Tony Parker – 20 pontos e dez assistências

Manu Ginobili – 20 pontos, sete assistências e seis rebotes

Gary Neal – 12 pontos

Los Angeles Lakers

Kobe Bryant – 18 pontos

Andrew Bynum – 17 pontos

Matt Barnes – 14 pontos e cinco rebotes

Tempo de Spurs

Pop orienta Parker, Duncan e Blair

Respeitável público,

O San Antonio Spurs é o time da moda na NBA. Numa crescente desde a subida de produção de Tim Duncan e acentuada com a volta de Manu Ginóbili e com as trocas, que encorparam bem o elenco, os texanos seguem o caminho inverso de Oklahoma City Thunder e Chicago Bulls, equipes que detém os melhores recordes da Liga, mas que já apresentam ligeira decadência. O Spurs vem de nove vitórias seguidas, enquanto o Los Angeles Lakers é o segundo time mais “quente” da NBA com distantes quatro triunfos em série. Thunder e Bulls perderam suas duas últimas partidas e já sofrem com a incômoda companhia de Spurs e Miami Heat logo atrás.

E não é só o bom momento que leva esperanças aos torcedores de San Antonio. Como disse, as mexidas feitas no elenco foram muito interessantes e é certo dizer que desde 2007 o Spurs não tinha um grupo tão qualificado. Sem exagero; o Spurs conta com 13 jogadores capazes de entrar em quadra e dar conta do recado. Até mesmo os recém-chegados Stephen Jackson, Boris Diaw e Patrick Mills já estão se sentindo em casa graças ao bom ambiente existente no vestiário. Tamanha variedade vem fazendo com que Gregg Popovich faça um rodízio de seus jogadores neste final de temporada, que reserva um sem número de jogos para o time, como já falado em colunas anteriores.

E como diria aquela propaganda, isso não é tudo. Além de qualificado, o elenco é versátil, com vários jogadores podendo executar dupla função. É o caso de Diaw, que joga desde armador-escolta até pivô. Isso tudo é um prato cheio para Pop, que pode se dar ao luxo de montar sua equipe de acordo as características do adversário, como ele sempre gostou de fazer e que o ex-Spur Robert Horry definiu como “estilo camaleão”, ou seja, capaz de sofrer transformações. E se a média de idade é alta, vale destacar a vitalidade dos jovens Danny Green e Kawhi Leonard. O segundo tem jogado com a personalidade de um veterano nos dois lados da quadra e justificado a troca do queridinho George Hill ao final da temporada passada.

Alguns entendedores preferem colocar o Spurs como carta fora do baralho e tratam o bom momento como algo passageiro. A verdade é que poucos acreditavam no time no início da temporada por diversas razões, principalmente após a vexatória eliminação na primeira rodada dos playoffs do ano passado. Mas a situação agora é diferente. Uma queda traumática é capaz de gerar reflexões até mesmo em jogadores que já viveram tudo no basquete e certamente o Spurs jogará de forma diferente o mata-mata agora. O fator Duncan também é diferencial, já que há alguns anos Timmy não fazia uma temporada tão boa. Antes esperávamos que ele crescesse durante a fase decisiva, agora não. Parker, Manu, Jackson, Leonard, Green… essa turma bem ajeitada pode dar bons resultados. Dizem os sabichões adeptos de frases feitas que não ganhamos nada, como se com esse vaticínio estivessem contribuindo de forma abissal para o avanço intelectual do planeta. A verdade é que nunca estivemos tanto na briga pelo quinto anel. O tempo é de Spurs.

Spurs pode entrar para a história da NBA por motivo inusitado

Nervoso desse jeito, Hill foi o último "Spur" a ser eliminado de uma partida por faltas

O San Antonio Spurs está próximo de entrar para a história da NBA por um motivo inusitado. A franquia pode ser a primeira da história a terminar uma temporada sem ter nenhum jogador eliminado por faltas.

Pois é, quem ainda tem aquela imagem de que o Spurs é um time “sujo” pode começar a rever os conceitos. Dá só uma olhada nas estatísticas abaixo referentes à temporada atual.

Faltas por jogo: 17,2

Jogadores desqualificados: 0

Faltas flagrantes: 1

Faltas técnicas: 7

Os texanos lideram a liga nos dois primeiros quesitos citados. O San Antonio Spurs é o time que menos comete faltas por partida, o que menos faz faltas flagrante (empatado com outros cinco) e o segundo que menos tem faltas técnicas no currículo (o Cleveland Cavaliers é o primeiro, com apenas três).

Para se ter uma ideia, o último jogador do Spurs a ser desqualificado nem está mais em San Antonio. Foi George Hill, durante a série contra o Memphis Grizzlies nos últimos playoffs. Interessante, né?

E mais…

Splitter está bem, mas Popovich será cauteloso ao colocá-lo em quadra

Tiago Splitter - San Antonio SpursO brasileiro Tiago Splitter ficou de fora das últimas quatro partidas por conta de dores nas costas. Apesar disso, o pivô assegura que está bem. “Eles (os médicos) disseram que o músculo sofreu apenas um espasmo. É um problema simples”, disse ele, após a partida contra o Sacramento Kings.

Gregg Popovich, no entanto, será cuidadoso ao colocar o jogador em quadra. “Estamos sendo realmente cautelosos com o Tiago porque as dores se estenderam por um longo período”, explicou. Em Sacramento, Splitter marcou sete pontos e pegou seis rebotes em pouco mais de 14 minutos.

Spurs (33-14) vs 76ers (27-22) – Vitória no cansaço

San Antonio Spurs93X76Dallas Mavericks

O San Antonio Spurs entrou em quadra pelo terceiro dia consecutivo, e, com os desfalques de Tiago Splitter e Gary Neal, lesionados, e de Tim Duncan, poupado, venceu a equipe do Philadelphia 76ers, também desfalcada do ala Andre Iguodala, astro do time. O placar do jogo, disputado neste domingo (25), no AT&T Center, foi 93 a 76 para os donos da casa.

Adversário fez menos de 80 pontos: Pop pira!

Adversário fez menos de 80 pontos: Pop pira!

D-Fense

É sempre bom ver o Spurs jogando duro defensivamente, lembrando a fama que a equipe tinha de ser uma das mais encardidas da NBA. Na partida inteira a equipe do 76ers, converteu apenas uma bola de três das nove tentativas. Se o “ataque ganha jogos, mas a defesa ganha campeonatos”, partidas como essa nos dão esperanças para os playoffs.

Kawhi Leonard e os rebotes

Acho que não é só o meu xará Bruno Pongas que está em um caso de amor com Leonard. Como o Bruno havia destacado em seu último resumo, o novato vem agradando muito e tem tudo para ser um dos grandes jogadores da franquia. Na partida de hoje, anotou um double-double, com 11 pontos e dez rebotes. O jogador está sendo essencial nos rebotes, um fundamento que por vezes era uma deficiência da equipe. Além de registrar bons números neste quesito, ele contribui com tapinhas e disputas em baixo da cesta que acabam não indo para as estatísticas. Vida longa a Kawhi Leonard!

Novatos em grande fase!

Boris Diaw na briga pela bola

Boris Diaw na briga pela bola

Stephen Jackson, ao que parece, nunca saiu de San Antonio. Já se readaptou ao esquema da equipe e virou peça fundamental. Boris Diaw tem agradado – novamente fez bom trabalho defensivo e por vezes jogou como armando o time. Diaw ainda está tímido ofensivamente, provavelmente por ainda não ter se encaixado ao esquema, mas nada preocupante. É só lembrar que Tiago Splitter demorou para acertar um gancho com o uniforme prata e preto.

Olha o Blair aí

Depois de anotar 23 pontos na última noite, DeJuan Blair voltou a ter boa atuação, marcando 19 pontos e voltando a ser o Blair que brigava pelos rebotes (ontem foram seis), uma das suas principais características na temporada de novato. Nós torcedores já estamos cansados de sua inconstância, mas continuamos na torcida para que essa boa fase perdure.

Grande vitória!

A primeira vista, a vitória do San Antonio Spurs pode ser desvalorizada, por se tratar de uma partida em casa e com o rival sem a sua principal estrela. Mas vale lembrar que vinhamos de duas partidas seguidas, jogamos sem Tim Duncan, que tem sido fundamental nas últimas partidas (e na última década), além dos desfalques de Tiago Splitter e Gary Neal – jogadores importantes na rotação.

Descansa um pouquinho, joga de novo

A equipe descansa nesta segunda-feira, mas mal vai dar tempo de tomar um fôlego: terça e quarta o Spurs enfrenta respectivamente as equipes do Phoenix Suns e do Sacramento Kings, em partidas longe dos seus domínios. Coitados dos nossos velhinhos!

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 21 pontos e sete assistências

DeJuan Blair – 19 pontos e seis rebotes

Kawhi Leonard – 11 pontos e dez rebotes

Manu Ginobili – 11 pontos, cinco assistências e cinco rebotes

Philadelphia 76ers

Elton Brand – 14 pontos e nove rebotes

Jordan Meeks – 11 pontos e cinco rebotes

Evan Turner – 10 pontos, seis rebotes e três assistências

O que muda com Stephen Jackson

Quase dez anos depois...

Caros leitores do Spurs Brasil,

Hoje é um dia muito feliz para a maioria dos torcedores do San Antonio Spurs. Quem segue o time há mais tempo e teve a felicidade de acompanhar os dourados anos de Stephen Jackson no Texas com certeza está radiante. Mas o que de fato muda com a chegada do Captain Jack? A troca foi mesmo positiva? Vamos analisar!

Para que a franquia texana pudesse contar com o jogador, Gregg Popovich e R.C. Buford prepararam um pequeno pacote. Na bagagem eles colocaram Richard Jefferson, o aposentado T.J. Ford e uma escolha de primeira rodada que já vale para o draft da próxima temporada (o Lucas Pastore explica melhor esse trâmite neste post aqui).

Old, but gold!

Sendo assim, podemos analisar a troca sob duas perspectivas diferentes: a financeira e a esportiva. Vamos começar pelas cifras!

Stephen Jackson tem um contrato atual de US$ 9,2 mi e ganhará US$ 10,06 mi na próxima temporada. É um salário pomposo para um atleta que está prestes a completar 34 anos, mas nada se compara à bomba que era o contrato do Richard Jefferson, que ganha os mesmos US$ 9,2 mi nesta temporada e outros US$ 10,1 mi em 2012-13 e US$ 11,04 mi em 2013-14 (aqui temos uma player option, ou seja, o jogador tem o poder de decidir se mantém o vínculo com a equipe, mas acredito que ele deverá ser anistiado antes de completar esse ciclo na Califórnia).

Financeiramente, o negócio foi extremamente vantajoso para o Spurs, já que os dirigentes conseguiram desfazer a maior cagada (desculpem o baixo nível) recente da história da franquia. O que parece ter incomodado um pouco alguns torcedores, no entanto, foi a escolha de primeira rodada envolvida nessa brincadeira toda. Trata-se de um ponto polêmico, é verdade, mas quem almeja um título tem que abdicar de certas coisas de vez em quando. Isso sem falar que temos uma porrada de atletas promissores atuando no basquete europeu que podem ser muito úteis no futuro. No meu ponto de vista, Popovich e Buford acertaram em cheio novamente, assim como fizeram quando trocaram o queridinho George Hill por Kawhi Leonard.

Se financeiramente fomos bem, esportivamente a coisa foi ainda melhor. O San Antonio Spurs está perdendo um jogador omisso, obsoleto e estático. Em troca, o elenco ganha um pontuador eficiente (se bem comandado), um defensor sólido e um líder nato. Tem como ser melhor? Pior que tem! Stephen Jackson já jogou em San Antonio e criou um laço quase fraternal com o técnico Gregg Popovich. Ele conhece muito bem o estilo do treinador e o esquema tático do time, portanto só terá que fazer pequenos ajustes para se adaptar 100%.

Velhos amigos...

É importante lembrar, contudo, que o Captain Jackson que estamos recebendo nem de longe vai ser aquele jogador que brilhou jogando pelo Indiana Pacers e pelo Golden State Warriors. Como já disse anteriormente, o ala está prestes a completar 34 anos e já entrou na curva descendente de sua carreira. Ainda assim, ele mantém médias de 10,5 pontos, 3,2 rebotes e 3,0 assistências em 27,4 minutos por jogo nesta temporada.

Essas médias poderiam ser melhores se levarmos em conta que Jackson perdeu muito espaço no mês de fevereiro em Milwaukee. Enquanto em janeiro ele registrou média de 13,5 pontos em pouco mais de 33 minutos, no mês seguinte essa estatística caiu para 6,2 pontos em 19 minutos. Ou seja, alguma coisa extra-quadra pode ter acontecido entre o jogador e o técnico Scott Skiles.

E o que muda na prática a partir de agora? Bem, essa é uma pergunta difícil de responder, mas eu aposto que o camisa 3 herdará o posto de titular de Richard Jefferson. O provável quinteto inicial do San Antonio Spurs nos playoffs será: Tony Parker, Manu Ginobili (ou Danny Green, caso Popovich opte por usar o argentino como sexto-homem), Stephen Jackson, DeJuan Blair e Tim Duncan. Em partidas disputadas contra adversários mais fortes, o treinador poderá montar uma verdadeira fortaleza defensiva. Imaginem Ginobili, Leonard, Jackson, Duncan e Tiago Splitter em quadra ao mesmo tempo? Em outro cenário, contra equipes baixas, Popovich terá um small ball pra lá de interessante: Parker, Ginobili (Green), Jackson, Leonard e Duncan (Splitter). Nada mal…

É por essas e por outras (aguardo os comentários na caixinha abaixo) que a vinda de Stephen Jackson me deixou extremamente animado. Me lembrou um pouco quando Michael Finley chegou ao Spurs. Finley tinha 32 anos quando deixou o rival Dallas Mavericks e desembarcou em San Antonio trazendo experiência e capacidade de contribuir igualmente no ataque e na defesa. Sua trajetória com a camisa preto e prata foi belíssima e culminou com um título inédito em sua carreira. Eu, como torcedor, espero que o Captain Jackson construa uma história semelhante – ou melhor, dê continuidade à grande história que ele já pavimentou no Texas.

Saudades? Magina...