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Quem fica e quem vai

Falta menos de uma semana para a estreia do San Antonio Silver Stars na temporada de 2012 da WNBA. O time entrará em quadra no segundo dia do campeonato, como a maioria das equipes, já que na sexta-feira (19) apenas o Seattle Storm e o Los Angeles Sparks, como de costume, vestirão o uniforme.

Até lá, a equipe texana segue em fase de treino. Foram dois amistosos, malsucedidos, contra o Indiana Fever, que deram uma ideia do que o Stars precisa para essa temporada. Enquanto Dan Hughes ainda não decide quem vai para o olho da rua e quem luta pela honra, dou meus pitacos, começando pelas jogadoras que foram contratadas esse ano ou escolhidas no Draft.

Shenise Johnson (Universidade de Miami), via draft: Até o momento, foi o melhor reforço do Stars. A ala-armadora sabe pontuar, qualidade altamente necessária no esquadrão. Ao lado de Danielle Adams, tem sido a que mais marcou na pré-temporada.

Shenise Johnson, promessa do San Antonio Silver Stars para a temporada

Ziomara Morrison (Chile), via contrato: A pivô sul-americana supre aquilo que o San Antonio não encontra em Jayne Appel como pivô. Ela é rápida, habilidosa e pontua. Ou seja, sabe o que fazer e possui visão de jogo.

Shameka Christon, via contrato: Certamente foi uma boa jogada de Dan Hughes. É experiente e vai ser uma força ao lado de Sophia Young. A ala aparece como excelente alternativa para tirar um pouco do peso das costas da número 33.

Kalisha Keane (Michigan State University), via contrato: Esteve ausente nos jogos da pré-temporada. De jogadora que serve para esquentar banco, Jayne Appel já serve o bastante.

Cierra Bravard (Universidade da Florida), via contrato: Apesar de ter sido um dos nomes mais fortes de seu time universitário, não teve espaço nos treinos. Com Ziomara Morrison em destaque e com a veterana Tangela Smith, a vaga de pivô não tem muita abertura para novatas.

Tangela Smith, via troca: Uma pivô experiente vem muito bem. Smith já ganhou um título com o Phoenix Mercury e jogou com o Indiana Fever no ano passado. Está longe de ser a melhor no mercado, mas, com a ausência de Ruth Riley, dará uma bela ajuda.

Loree Moore, via contrato: Acabou de voltar da lesão do ano passado e foi fraca na pré-temporada. Faltou mostrar alguma coisa melhor para fazer parte da equipe.

Sendo assim, queridos e queridas, isso é o que eu imagino para o San Antonio Silver Stars em 2012:

Tully Bevilaqua
Becky Hammon
Sophia Young
Danielle Adams
Danielle Robinson
Jia Perkins
Shenise Johnson
Ziomara Morrison
Shameka Christon
Tangela Smith
Jayne Appel

Um dos amistosos contra o Indiana Fever

Preciso expressar meu sincero desgosto em acrescentar Appel à lista. É um verdadeiro “encaixe”, já que serão onze jogadoras a compor o time, e Bravard não foi testada o suficiente para garantir seu lugar.

A hora chegou! Depois de meses, a atividade retorna na WNBA e no próximo domingo já terei notícias de partidas oficiais da temporada. No sábado, às 21h, o San Antonio Silver Stars enfrenta o Tulsa Shock, fora de casa, em busca de seu primeiro anel de campeão. Em ano olímpico, essa será uma missão difícil, quase impossível com as melhorias que outras grandes franquias fizeram, principalmente com o salto dado pelo Minnesota Lynx, mas será divertido assistir a esses desafios sendo vencidos pelas estrelas prateadas.

Até o próximo domingo!

Elas voltaram, e eu também! Mas quem ficou?

The Fox nem ao menos terá férias, para a alegria dos torcedores do San Antonio Silver Stars e do Spurs

Sejam bem-vindos a mais uma temporada do Vestiário Feminino! Os jogos oficiais da WNBA ainda não começaram, mas os treinos e a pré-temporada sim, então vamos ao trabalho!

A perspectiva do San Antonio Silver Stars para a temporada de 2012 é muito boa. Do elenco do ano passado, estão no training camp Danielle Adams, Jayne Appel, Sophia Young, Tully Bevilaqua, Danielle Robinson, Jia Perkins e Porsha Phillips. Becky Hammon chega a San Antonio nesta segunda-feira (07/05). Vou começar falando sobre elas.

A opinião dessa colunista continua semelhante: Dan Hughes está perdendo um tempo preciosíssimo com Jayne Appel. A menina tem altura, corpo e currículo bom na faculdade, mas não vingou no profissional. Algumas partidas dela são bizarras – do tipo de estar completamente aberta para a bandeja, mas preferir passar a bola ao invés de marcar os pontos. Agora, contudo, chegou uma novata que provavelmente vai tirar o lugar dela (falo mais tarde sobre a garota).

Danielle Adams voltou bem neste ano, mas não fisicamente. No primeiro jogo da pré-temporada, ela foi cestinha e reboteira (12+7). É importante mantê-la no time, mas é preciso que haja um acompanhamento especial em relação ao seu físico. A ala-pivô é uma atleta profissional, ótima, com categoria, técnica e eficiência, mas o sobrepeso atrapalha o que ela poderia fazer melhor: correr. Vale ressaltar que Adams só perdeu o prêmio de Notava do Ano para Maya Moore porque se machucou e precisou se afastar das quadras.

Uma aposta boa é Danielle Robinson, que no final do ano passado mostrou muito amadurecimento. Estava meio escondida no começo, tímida, sem se aproveitar de sua  excelente velocidade, mas no fim colocou a “cara à tapa”, ganhou espaço no quinteto titular e marcou boas (e importantes) bolas para o San Antonio. Neste ano, vai acertar mais do que em 2011 e certamente se estabelecer no time.

Tully Bevilaqua está quase se aposentando, é uma boa armadora e seu ponto alto é a defesa. Convenhamos: essa qualidade vem muito bem, obrigada, ao Silver Stars. A dupla formada pela australiana Bevilaqua e pela também veterana Becky Hammon é, certamente, uma das melhores defesas da liga. Infelizmente, o time precisa de pontuadoras e, por isso, eu acredito que ela estará em quadra mais por sua experiência do que eficiência.

Muito inteligente foi Dan Hughes em manter Jia Perkins com a equipe. Ótima coadjuvante, com média boa para o seu papel (13,0 pontos), será crucial para os momentos em que Hammon, Bevilaqua e Shenise Johnson (o segredo) precisarem ficar no banco.

Uma dúvida grande é Porsha Phillips. Foi fraquinha no ano passado e, contra o Indiana Fever (sábado, 05/05 – pré-temporada), fez apenas um ponto em 11 minutos de quadra. Se eu fosse a GM, tirava do time.

As outras? Calma, não pensem que me esqueci delas.

Ter Sophia Young e Becky Hammon no elenco não é para qualquer um. A primeira ficou “parada” na offseason apenas para se preparar para este ano. Digo “parada” porque, ao invés de se desgastar com inúmeras viagens e mudanças climáticas drásticas na Europa, a ala ficou em San Antonio, cuidando do corpo e ajeitando algumas irregularidades casuais que todo atleta acaba tendo. A segunda esteve no Velho Continente, com o Spartak Vidnoje (tinha como companheiras de equipe Seimone Augustus, do Minnesota Lynx, e Candice Dupree, do Phoenix Mercury – ou seja, a coisa não era fraca!). Para variar, seu QG era na Rússia, país que ela representará nas Olimpíadas de Londres.

Essas duas dispensam apresentação pela qualidade técnica que possuem, pela fama que suas carreiras têm e também por não cansarem os olhos dos nossos queridos leitores. Por isso, se você quiser saber mais sobre as moçoilas, que muitas vezes carregam o San Antonio Silver Stars às vitórias, vá ao Twitter, digite @BetaOsraReed e me mande um recado para batermos um papo sobre as garotas, o time e a WNBA. Além desse canal, o Dentro da WNBA trará as novidades mais importantes do campeonato neste ano.

O San Antonio Silver Stars começa a temporada, para valer, no dia 19 de maio. Seu primeiro adversário será o Tulsa Shock, como no ano passado. Até lá, há mais uma partida pela pré-temporada, contra o Indiana Fever (09/05). Ontem, o placar final do jogo foi de 69-67, com cesta de Briann January (Fever) faltando 2,7 segundos para o final. O resultado foi ótimo para o Stars, já que o Indiana tinha suas principais jogadoras em quadra, enquanto o time texano testava as novatas.

Na próxima semana, aqui no Vestiário Feminino, você terá mais detalhes sobre as meninas que chegaram agora no San Antonio Silver Stars. Imperdível!

Até mais!

Stars selecionam Shenise Johnson no Draft da WNBA

Bem-vinda!

O Draft da WNBA, liga norte-americana feminina de basquete, ocorreu nesta segunda-feira (16). O San Antonio Silver Stars, que detinha a quinta escolha do recrutamento, selecionou a ala-armadora Shenise Johnson, da Universidade de Miami.

Shenise, de 21 anos, disputou quatro temporadas no basquete universitário e é considerada pelos analistas uma jogadora bastante versátil. Em 129 partidas na NCAA, a jogadora registrou médias de 17,2 pontos, 7,7 rebotes e 4,2 assistências por jogo.

Confira aqui a lista completa das atletas draftadas em 2012 – entre elas, a brasileira Damiris, pelo Minnesota Lynx – e fique de olho na coluna Vestiário Feminino, que volta de férias nos próximos dias com tudo sobre a WNBA e o San Antonio Silver Stars.

Quase lá…

Estamos quase lá! O San Antonio Silver Stars acaba de completar a primeira semana de treinos deste ano, e na próxima quarta-feira (25) já estrará com o pé na estrada de olho no primeiro jogo da pré-temporada, contra o Connecticut Sun, confronto que se repete na sexta-feira (27). No sábado seguinte, (4 de junho) o time faz a primeira partida oficial da temporada 2011 da WNBA, contra o Tulsa Shock, em casa.

Além de ter uma estrutura de quadra excelente, o Stars tem boa cobertura online. O site oficial da equipe disponibiliza todos os anos material para que os torcedores possam acompanhar o desenvolvimento do time dentro e fora de quadra. Um bom exemplo disso é o So All-Access, feito pela ala Sophia Young, que com uma câmera convencional mostra os bastidores da equipe em treinos, jogos, All-Star Games e eventos especiais. Por isso, visite a homepage do Stars todos os dias.

Essa semana foi de intenso trabalho: nao somente para as meninas, que entraram em quadra, mas também para os responsáveis pelos vídeos e fotos do time, que nos permitiram conhecer o que estava acontecendo nos treinos. Na verdade, pode-se dizer que esses que ficam por trás das câmeras e computadores trabalharam mais do que elas, já que, enquanto Becky Hammon dava autógrafos no primeiro dia do training camp, alguém caçava jogadoras para entrevistar, ângulos bons para tirar fotos e depois corria para o computador para editar tudo.

Mas antes de xingarem a pobre Becky, permitam-me explicar o porquê disso. O primeiro dia de training camp foi uma festa, segundo o técnico Dan Hughes. “Ninguém sabia que se comemorava treino”, palavras do mandante ironicamente intrigado. No dia 15, os aficionados puderam assistir as atletas em quadra, treininho de leve, até porque era o primeiro treinamento. As jogadoras, principalmente as novatas, tiveram tempo de conhecer o time, como ele trabalha e o que seria cobrado esse ano. O momento também foi de começar o entrosamento para essa temporada, o que é preocupante, já que somente cinco atletas do ano passado continuam no elenco.

Fotos da primeira semana de treino do San Antonio Silver Stars

Dan definiu seu treino com um “trabalho de três dias”: aprendizado no primeiro e prática nos outros dois, e na quinta e sexta-feira algo mais semelhante com a realidade, mais basquetebol. O objetivo é conseguir mais, e em pouco tempo ser reconhecido como um bom time de basquete. Para isso, o que mais tem sido trabalhado é a defesa. Tanto o técnico quanto as jogadoras vêm se preocupando com essa área, mas principalmente Hughes, que chegou a afirmar que o time ainda falta uma identidade defensiva. Por isso, ele está trabalhando duro nisso.

Nesse início, a caloura mais ovacionada pelas veteranas foi Danielle Robinson, que veio da Universidade de Oklahoma. Becky Hammon, no primeiro dia, disse já ter feito um “one-on-one” (um-contra-um) contra ela, e Tully Bevilaqua a descreveu como leve e rápida. Ao decorrer da semana, as jogadoras e o técnico se mostraram felizes com o desenvolvimento do time, principalmente com a facilidade com a qual vêm se adaptando uns aos outros: inclusive Vickie Johnson, que disse achar estranho ser técnica agora, mas que afirmou gostar de dizer às jogadoras o que elas têm que fazer, inclusive para uma de suas melhores amigas, a armadora Becky Hammon.

A única má notícia da semana é o afastamento de Jayne Appel, que precisou fazer uma artroscopia no joelho esquerdo para reparar um rompimento no menisco. Ela perderá de três a quatro semanas. No ano passado, seu primeiro como profissional, ela também precisou ficar de fora por causa de problemas físicos. Os torcedores esperam que ela seja diferente de Shanna Crossley, excelente arremessadora de três pontos que passou grande parte da carreira no departamento médico. Jayne também é uma das protagonistas da bela história de reencontro no Stars, lançada no site oficial. A outra é Danielle Robinson. Elas jogaram juntas aos 10 e 11 anos, se enfrentaram no ensino médio e na final da NCAA em 2010, que, por sinal, foi em San Antonio. Pouco antes do draft, Robinson pediu conselho a Appel sobre como deveria se preparar para a WNBA. Essa respondeu que ela deveria apenas aproveitar a experiência. No dia 11 de abril, dia do Draft, Jayne mandou uma mensagem dizendo: “Bem-vinda a San Antonio.”

Nessa semana, portanto, os treinos contam com apenas 14 jogadoras. E para terminar, algumas fotos do Media Day, que aconteceu nessa quarta-feira:

Media Day - The Fox jamais ficaria de fora dessa

PS.: Lembrem-se: na quarta e sexta-feira, às 19h, o Stars entra em quadra pela primeira vez esse ano para a pré-temporada!

Uma boa semana para todos, Roberta.
#GoStarsGo

Força feminina

Becky Hammon será responsável por levar as Stars longe mais uma vez

Hoje é dia de fugir um pouco da NBA para falar sobre a equipe feminina de San Antonio, o San Antonio Silver Stars.

Mais uma temporada começou para as texanas, que fazem seu quarto jogo nesta sexta-feira. O adversário da vez é o New York Liberty.

Nos duelos anteriores, uma derrota no primeiro confronto para o Atlanta Dream, e duas vitórias consecutivas, sobre Tulsa Shock e Los Angeles Sparks.

As expectativas em torno do elenco são enormes. Dan Hughes, que exercia o cargo de técnico e general manager nos outros anos, abdicou do comando da equipe para se dedicar ao trabalho de executivo.

Seus esforços surtiram efeito. Além de recrutar uma boa jogadora (a pivô Jayne Appel), alguns reforços de peso chegaram, alimentando o sonho do primeiro título.

Em pouco tempo com a camisa preto e prata, a veterana pivô Michelle Snow já ganhou a vaga de titular. Em três jogos, foram médias de 13,3 pontos e dez rebotes – suas melhores da carreira.

O outro reforço importante, a também veterana Chamique Holdsclaw, mostrou em seu primeiro embate que vai incomodar bastante as adversárias. No confronto diante das Sparks, foram 19 pontos e cinco assistências.

Além das novas contratadas, somemos o poder ofensivo da ala-pivô Sophia Young, cada vez mais se consolidando como uma das melhores atletas da liga, e a genialidade da armadora Becky Hammon, para muitos a melhor do mundo.

Por fim, o banco de reservas ainda traz boas atletas para complementar o elenco. Temos Edwiges Lawson-Wade, a “sexta-mulher”, com recheada carreira internacional, e a também experiente Belinda Snell, veterana do selecionado australiano.

Falando em Austrália, quem comanda o time é a australiana Sandy Brondello, que foi assistente de Hughes nos últimos cinco anos (2005-2009).

Ao meu ver, esse é o melhor time já formado em San Antonio para a disputa da WNBA. Vale lembrar que desde 2007 a equipe deixou de ser o saco de pancadas da liga para se tornar uma das forças do Oeste.

Em 2008, as texanas alcançaram a final, perdendo para o forte Detroit Shock. Em 2009, foi a vez de parar no Phoenix Mercury. Será que chegou a vez em 2010?

É o que todos no Texas esperam…