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E mais uma trade deadline se foi…

Caros amigos do Spurs Brasil. Mais uma data limite para trocas foi embora e nossa equipe, como de costume, saiu ilesa. Ah, sim, antes havíamos dispensado o Marcus Haislip e ontem trocamos o Theo Ratliff por um saco de balas soft, aquela mesma que quase fazia as pessoas morrerem engasgadas. Assim, quem ansiava por uma troca bombástica que nos livrasse dos contratos do Richard Jefferson e do Antonio McDyess, como esse que vos fala, caiu do cavalo.

Depois de pensar, refletir e gastar horas e horas fazendo contas com papel e caneta, percebi que no final das contas isso nem foi tão ruim. A verdade é que temos que entender que ganhar o título nessa temporada está praticamente impossível. Os adversários estão muito mais fortes e se reforçaram ainda mais nessa trade deadline; casos de Cleveland e Mavericks. Desta maneira, todos sabemos que até sonhar com o anel está difícil; quanto mais conquistá-lo.

Mas se temos um time insuficientemente bom para ganhar o troféu, por que foi bom continuar com os mesmos jogadores e praticamente aceitar passar o ano em branco? Bem, eu explico! Torcedores do Spurs, é sempre bom ressaltar que nossos managers têm feito de tudo para reconstruir a equipe, assim como foi feito ao final da era-Robinson. Desta vez, quem está no fim de carreira é Tim Duncan, e é consenso de todos que precisamos montar um novo time, com jogadores jovens e promissores.

Isso já começou. George Hill será nosso titular em um futuro breve. DeJuan Blair é um jogador impressionante, que se tiver a cabeça no lugar com certeza irá nos dar muitas alegrias daqui pra frente. Tiago Splitter deverá chegar mais hora ou menos hora, o que significa mais um jovem talento em nosso plantel. Além de adicionar promessas, temos que perceber que R.C. Buford e sua trupe têm feito contratos curtos, justamente com o objetivo de montar uma equipe de peso em pouco tempo. Por mais que reclamemos do contrato alto do Richard Jefferson, é bom ressaltar que ele expira em 2011, ou seja, já na próxima temporada.

Tony Parker é outro que tem contrato expirante para 2011, o que pode ser alvo de cobiça para muitos times que buscam o mesmo que nós: se reconstruir. Além disso, é bem provável que nossa escolha no próximo draft seja um TOP-25, o que já me deixa com um sorriso de orelha a orelha tendo em vista os ‘roubos’ que temos conseguido nos recrutamentos dos últimos 12 anos [Tony Parker, Manu Ginobili, George Hill e DeJuan Blair].

Ou seja, caro torcedor, temos tudo para sonharmos com um futuro próspero, com uma equipe vencedora que poderá voltar a brigar por títulos. Basta que façamos os negócios certos, sem enfiar o pé na jaca com contratos absurdos ou gastar mundos e fundos com pseudo-estrelas [Richard Jefferson]. Com cabeça no lugar, temos tudo para voltar a brigar por título em cerca de três anos.

Spurs (25-18) vs. Hawks (29-14) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs. Atlanta Hawks – Temporada Regular

Data: 27/01/2010

Horário: 23:30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Situação do Jogo

Eu sou um torcedor muito otimista. Confio no Spurs, acho que tem time para brigar pelo título e tudo o mais. Apesar disso, penso que o jogo desta quarta-feira, diante do Atlanta Hawks, vai ser um dos mais difíceis entre todos os que já passamos até aqui. O Hawks tem tudo aquilo que o Spurs odeia: jogadores atléticos! Os defensores texanos devem enfrentar muita dificuldade para conter Joe Johnson, Josh Smith e companhia. Vale lembrar que desde a temporada 1996-1997 San Antonio não perdia três jogos consecutivos em seus domínios.

PG – Tony Parker

SG – George Hill

SF – Richard Jefferson

PF – Tim Duncan

C – DeJuan Blair

Fique de Olho – Richard Jefferson vem mal na temporada. Reforço de peso, o ala ainda está devendo basquete pelos lados de San Antonio. Hoje, contra o Atlanta Hawks, o camisa #24 tem mais uma chance de se redimir e mostrar para Gregg Popovich que merece continuar fazendo parte desse elenco.

PG – Mike Bibby

SG – Joe Johnson/Jamal Crawford

SF – Josh Smith

PF – Marvin Williams

C – Al Horford

Fique de Olho – Pouco valorizado no Knicks, Jamal Crawford vem fazendo uma grande temporada com o Atlanta Hawks; tanto que é um dos favoritos para ganhar o prêmio de melhor reserva do ano. O ala vem com médias de 17.3 pontos e 2.8 assistências em pouco mais de 30 minutos em quadra por noite.

Jefferson admite que está jogando mal

Precisa melhorar...

O ala Richard Jefferson foi o principal contratado do San Antonio Spurs para a temporada 2009-2010. Depois de ótimas passagens por New Jersey Nets – onde disputou duas finais – e Milwaukee Bucks, o atleta chegou ao San Antonio Spurs com status de estrela de primeira linha.

Contudo, bastaram algumas partidas para a torcida ficar com um pé atrás. Jefferson vinha mal, sem se encaixar no esquema do técnico Gregg Popovich. Alguns jogos depois, Pop pedia tempo para o ala se adaptar. Após meia temporada, no entanto, tudo continua na mesma. O jogador vem com aproveitamento medíocre e fazendo péssimos jogos. Ontem, na derrota para o Chicago Bulls, Jefferson anotou apenas dois pontos.

Consciente, o camisa 24 sabe que está muito abaixo do esperado. “Eu particularmente não venho jogando tão bem quanto gostaria”, disse. “Todo o mundo tem que olhar no espelho e tentar dar um passo adiante”, completou o atleta, que vem com médias de 12.5 pontos e 3.6 rebotes por jogo.

Gregg Popovich, por sua vez, se demonstrou pouco preocupado com o baixo aproveitamento de seu jogador. “Esse tipo de opinião são para vocês todos [da imprensa]”, disse o técnico. “Nós vamos ao trabalho todos os dias e tentamos ser o melhor time que podemos. Assim, vocês podem avaliá-lo como quiserem”, finalizou.

Síndrome de nanico afeta o Spurs

"Me incluam fora dessa..."

Sabe aqueles jogos entre New Jersey Nets e Los Angeles Lakers em que o Nets abre uma puta vantagem em determinado ponto da partida e ninguém liga porque sabe que o Lakers vai virar a qualquer hora? Pois é, isso se chama time grande contra time pequeno. Essa síndrome de nanico vem pegando o San Antonio Spurs de jeito nessa temporada.

Aliás, mesmo juntando os dedos das mãos e dos pés, parece impossível contar o tanto de vezes que San Antonio tinha larga vantagem e acabou deixando tudo ir pro buraco. Vou confessar que isso está me irritando bastante, já que a previsibilidade dessas viradas está arrancando meus cabelos, que são muitos, e minhas unhas, que nem sequer existem mais.

Na derrota de ontem contra o Jazz, o time começou mal, tomou 12 a 0 logo de cara e depois alcançou uma virada espetacular. Jogo vai, jogo vem, e advinha? O Jazz retomou a liderança. Com muitos erros infantis, desperdícios de bola inimagináveis e um aproveitamento pífio da linha dos três (27,3%), o Spurs sucumbiu em casa mais uma vez. Para quem curte dados, foi a quarta derrota para o Utah na temporada. O que aparentemente parece um dado tolo significa que foi a primeira vez desde a temporada 1997-1998 que os texanos foram varridos por qualquer equipe – o que é alarmante.

Ontem, Gregg Popovich tentou de tudo; só faltou plantar bananeira e vestir uma máscara do pânico para assustar o adversário. Em determinado ponto da partida, ele arriscou com um quinteto formado por Parker, Hill, Mason, Ginobili e Duncan. Isso mesmo, caro leitor, Pop foi small até demais! Num primeiro momento, a corrida maluca surtiu efeito, com mais velocidade e penetradas mais intensas (é!). Depois de um tempo, Sloan sacou a brincadeira e forçou o jogo debaixo da cesta, minando a estratégia texana.

Com mais de metade da temporada tendo ido pro vinagre, tenho que admitir que começo a ficar extremamente preocupado com o futuro dessa equipe. Contra o Jazz, quando precisou, ninguém foi capaz de converter uma mísera bola de três, mesmo sem marcador nem nada, né, George Hill? É sacanagem culpar o Hill, claro, até porque ele vem sendo um dos únicos que se salvam.

Parker está muito mal. Tenho para mim que, se há um problema físico, este tem que ser tratado o mais rapidamente possível. O elenco é bom o suficiente para sobreviver meia temporada sem o Parker e ainda se classificar com folga para a pós-temporada. Mas Pop é teimoso, o francês quer jogar… aí já viu; vamos ficar nesse lenga-lenga para sempre, o TP vai continuar no sacrifício e nos playoffs teremos um jogador meia-bomba incapaz de correr atrás dos adversários. Ontem, quando precisou marcar o rápido Deron Williams, Parker nem viu a cor da bola.

Richard Jefferson é bom jogador, mas a cada dia constato mais um pouco a minha tese de que ele ainda está perdido no plano de jogo. É difícil para um líder de franquia se tornar, do dia para a noite, um mero coadjuvante, a terceira ou quarta alternativa no ataque. RJ é humilde o suficiente para aceitar esse papel, mas isso requer tempo para se adaptar. Se alguém quer mágica que fale com o Mister M, o mágico dos mágicos. Esse sim daria um jeito no Spurs.

Para finalizar, sei que esse time precisa de tempo… mas até quando?

Jefferson poderá voltar contra o Jazz

"Papai do céu... quero voltar hoje contra o Jazz!"

Antes de perder o jogo contra o New Orleans Hornets por conta de espasmos nas costas, o ala Richard Jefferson mantinha uma louvável sequência de 232 jogos consecutivos sem sequer ser poupado.

A excelente sequência se deve ao físico privilegiado do jogador, que sempre foi considerado uma pessoa com bastante atleticismo. No entanto, nos últimos dias, ele vinha mal, tanto na corrida quanto nos arremessos (0-6 contra o Grizzlies), o que o fez reclamar no quarto período daquele jogo.

“Você via ele correndo, parecia mal”, disse o técnico Gregg Popovich. “Finalmente o sacamos. Não quero que ninguém tente ser herói. Ele podia ter nos contado antes”, completou. A última vez que Jefferson ficou de fora de uma partida foi no dia 6 de março de 2006, contra o Dallas Mavericks. Na oportunidade, ele ainda atuava no New Jersey Nets.

Para o jogo de hoje, contra o Utah Jazz, RJ24 será relacionado, mas ninguém garante que ele será titular. É esperar para ver…