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Solucionando o problema

As queixas relacionadas à ala do San Antonio Spurs eram pauta antiga de boa parte da torcida. Mais precisamente, as reclamações vêm desde que o antigo titular absoluto, Bruce Bowen, começou a cair de rendimento, após o título conquistado em 2007. Quase cinco anos depois, a posição 3 do time texano parece enxergar uma luz no fim do túnel, que cada vez aumenta e brilha mais forte.

O presente e o futuro, lado a lado

Em 2009, Bowen foi envolvido em uma troca – e logo depois encerrou sua carreira – que trouxe Richard Jefferson para o Texas. Parecia que tudo estava resolvido, já que o novo ala do Spurs vinha de ótimas temporadas com o New Jersey Nets e o Milwaukee Bucks. Mas não foi bem o que aconteceu. Jefferson não conseguiu repetir o mesmo desempenho e despertou a ira de muitos torcedores.

Não que ele tenha ido tão mal assim. Em sua primeira temporada com a camisa prata e preto, ele registrou médias de 12,4 pontos e 4,4 rebotes. Mas a queda de rendimento nos playoffs e a derrota para o Phoenix Suns, antigo freguês, por 4 a 0 nas semifinais do Oeste fizeram com que a torcida elegesse Jefferson como culpado.

Desde então, o camisa 24 andava às voltas com boatos de troca, mas contou com a confiança da diretoria texana e recebeu uma extensão contratual. Depois, superou rumores de que seria anistiado pela equipe, o que acabou não se concretizando. Hoje, as críticas a Jefferson aparecem em tom mais ameno. Talvez porque, após duas temporadas sem tanto brilho, não se espere mais tanto assim dele.

Mas outra razão para as críticas terem diminuído é que hoje o Spurs conta com outras duas ótimas opções para a posição de SF e, com isso, a responsabilidade de Jefferson diminuiu. Tanto que sua média de pontos (10,4) e rebotes (3,4) na atual temporada são as menores desde que chegou a San Antonio, mas não se fala muito nisso. Com Danny Green e o novato Kawhi Leonard tendo atuações consistentes e conquistando a confiança de Gregg Popovich, Jefferson pode jogar com muito menos peso em suas costas.

Sem muito alarde, a direção texana conseguiu resolver o problema na posição 3, que hoje conta com três bons jogadores como opções. Durante a offseason, os rumores de que o Spurs estava atrás de um ala foram frequentes. Caron Butler, Tayshaun Prince, Grant Hill, Shane Battier e até Josh Howard foram sondados segundo a imprensa americana. Nenhum deles chegou, a temporada começou e com ela as boas surpresas de Green e Leonard.

https://spursbrasil.com/wp-content/uploads/2012/01/danny-green-victory.jpgGreen tem 24 anos, está em sua terceira temporada na NBA, mas só agora começa a mostrar seu potencial. Nos dois anos anteriores, passou quase despercebido por Cleveland Cavaliers e pelo próprio San Antonio Spurs. Iniciou a temporada 2011/2012 apenas como parte do garbage team – aqueles que entram nos minutos finais quando tudo já está decidido -, mas com um bom trabalho defensivo e sendo consistente no ataque (7,8 pontos por jogo), já registra médias de 21,4 minutos jogados por partida. Se contabilizarmos apenas os últimos dez jogos, esse número sobre para 26,2.

Leonard é ainda mais jovem. Com apenas 20 anos, faz sua primeira temporada na NBA e chegou a San Antonio sob alguns olhares desconfiados. A dúvida era se realmente teria valido a pena se desfazer de George Hill em troca da escolha de Draft que o trouxe ao Texas. Se na hora muitos ficaram sem entender tal troca, hoje Leonard deve, pelo menos, dar um alento aos corações texanos que ficaram partidos com a saída de Hill.

Sabemos que Popovich não é um grande fã de novatos, que costumam ter que trabalhar duro para mostrar ao treinador que merecem mais chances e mais tempo de quadra. Mas Leonard parece, de cara, ter ganho a confiança do chefe. Com a lesão de Manu Ginobili, ele deixou Gary Neal para trás na corrida pela titularidade, muito em função de sua defesa contra os alas rivais. Hoje, ele acumula uma média de 23,6 minutos em quadra e 7,2 pontos por partida.

Além disso, com sua enorme envergadura, contribui com 5,0 rebotes e 1,1 roubos, desperdiçando apenas 0,6 bolas por jogo. Nada mal.

Com Jefferson, Green e Leonard, o Spurs está bem servido de alas para as próximas temporadas. Com um problema a menos para resolver, a direção texana poderá voltar suas atenções a outro setor que vem passando problemas nos últimos anos: o garrafão. Mas isso é assunto para um outro dia…

Spurs (10-7) vs Rockets (9-7) – Velhos Problemas

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Visitando o Houston Rockets, o San Antonio Spurs sofreu mais uma derrota neste sábado (21), confirmando seu péssimo aproveitamento fora de casa (apenas uma vitória em sete partidas). Gregg Popovich poupou Tim Duncan e viu vários dos problemas que a equipe apresentou na derrota de sexta-feira para o Sacramento Kings e vem apresentando por toda a temporada se repetirem em quadra.

Que faaase, ein RJ!

O argentino faz falta. E como faz

Sim, é meio óbvio que Manu Ginobili faz uma falta tremenda à nossa equipe, mas derrotas assim salientam esse fato. O Spurs conseguiu encostar o marcador no último período, mas no momento derradeiro faltou alguém pra meter uma bolinha de três espírita ou cavar uma falta ofensiva, essas coisas que Manu está acostumado a fazer. Sem ele, vemos Tony Parker tendo que se sobrecarregar ofensivamente e Gary Neal arremessar um airball nos últimos e decisivos segundos da partida.

Ataque pouco confiável

Ele tentou

Ele tentou

Marcamos mais de 100 pontos, o aproveitamento de 44,7% não é ruim, mas o ataque do Spurs tem poucas peças confiáveis. Os novatos Kawhi Leonard e Cory Joseph mostram insegurança na tábua ofensiva, provavelmente fruto da falta de uma pré-temporada mais longa. Após um excelente começo de ano, Richard Jeferson voltou a ser o velho RJ que nós já conhecíamos (acertou dois dos 11 arremessos tentados). Além disso, Blair vem mostrando sua habitual inconsistência, e Bonner, apesar de ter marcado 16 pontos, continua sendo Bonner.

Olha o Splitter aí gente!

De positivo fica a excelente atuação do brazuca Tiago Splitter, que vem pedindo espaço na rotação do Spurs. Splitter chamou jogadas para si, mostrou um excelente entrosamento com Tony Parker e terminou a partida com 25 pontos marcados – e um excelente aproveitamento nos arremessos (acertou 11 de 13). Vale destacar também o bom papel defensivo sobre Luis Scola, que costuma fazer estragos contra nossa equipe. Bem marcado, anotou modestos 12 pontos.

O San Antonio Spurs descansa no domingo, e segunda-feira (23) enfrenta o Hornets, em New Orleans.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tiago Splitter – 25 pontos e dez rebotes

Tony Parker – 24 pontos e 13 assistências

Matt Bonner – 16 pontos

Houston Rockets

Kevin Martin – 25 pontos

Kyle Lowry – 14 pontos (dez no último quarto) e oito assistências

Goran Dragic – 14 pontos e quatro assistências

Samuel Dalembert – 12 pontos, seis tocos e quatro rebotes

Spurs (10-6) vs Kings (6-10) – 37,8% é muito pouco!

86X88

O San Antonio Spurs perdeu sua primeira partida em casa na temporada regular. Contra o Sacramento Kings, os comandados de Gregg Popovich novamente jogaram mal. Dessa vez, no entanto, a sorte estava ao lado dos californianos, que venceram pelo placar de 88 a 86.

Tyreke Evans ficou próximo de um triple-double e foi o destaque do Kings

37,8% é muito pouco!

Se contra o Orlando Magic o aproveitamento texano já foi ruim, ontem, contra o Sacramento Kings foi pior ainda. A equipe tentou 82 arremessos e acertou apenas 31, um aproveitamento pífio de 37,8%. Ganhou o duelo quem errou menos. O Kings, que também jogou mal, acertou 43,4% dos tiros de quadra.

Já vi esse filme antes!

Richard Jefferson parece estar nos enganando mais uma vez. Depois de um bom começo de temporada, o ala voltou ao normal e vem errando muito. Qualquer semelhança com o Richard Jefferson do ano passado é mera coincidência…

Parker foi o cestinha da noite, mas errou muito!

O falso Manu

Danny Green é daqueles atletas que todo técnico gosta de ter no elenco: brigador, pula em todos os rebotes e está sempre disposto. Às vezes, no entanto, ele incorpora o argentino Manu Ginobili e tenta fazer umas jogadas espíritas. Sem o mesmo talento do camisa 20, Green acaba se precipitando e errando bolas fáceis. Ontem ele tentou o último arremesso e errou feio. A bola nem aro deu.

Tiago Splitter

O brasileiro Tiago Splitter foi um dos poucos pontos positivos da noite. Em 25 minutos, o catarinense marcou dez pontos e pegou sete rebotes. Enquanto o brazuca esteve em quadra, o Spurs viveu seus melhores momentos. Dos pivôs, Splitter é mais constante que Blair (o rei do primeiro quarto) e Bonner (nem precisa falar nada) – e olha que eu já acho o brasileiro bem inconstante. Mesmo assim, creio que o treinador pode aumentar um pouco os minutos dele. Atualmente, o camisa 22 joga pouco mais de 20 minutos por partida.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 24 pontos e seis assistências

Tim Duncan – Dez pontos e dez rebotes

Tiago Splitter – Dez pontos e sete rebotes

DeJuan Blair – Dez pontos e cinco rebotes

Sacramento Kings

Tyreke Evans – 23 pontos, 11 rebotes e sete assistências

Marcus Thornton – 17 pontos e quatro assistências

DeMarcus Cousins – 17 pontos e 13 rebotes

Popovich compara Kawhi Leonard a Bruce Bowen

Falta só um número na camisa para ele se tornar o novo Bowen

Três jogos e três adversários de peso. Primeiro Kevin Durant, depois Stephen Jackson e por último Kevin Martin. Esses foram os principais inimigos do novato Kawhi Leonard nos últimos dias. Gregg Popovich atirou o jovem na fogueira sem dó, como se fosse um veterano com muitos anos de NBA. Leonard respondeu fazendo aquilo que o consagrou no basquete universitário: defender.

“Marcar o melhor oponente sempre ajuda o seu jogo”, disse o camisa 2 após o duelo de quarta-feira (11) contra o Houston Rockets. “É algo que envolve o psicológico e exige um elevado nível de esforço”, completou.

Esse esforço citado pelo novato vem trazendo resultado. Contra o Rockets, ele limitou Kevin Martin a apenas 18 pontos (7-15). O bom desempenho defensivo ganhou elogios do chefe. “É muito importante para nós ter um garoto que pode fazer coisas semelhantes às que Bruce (Bowen) fez no passado”, disse Gregg Popovich. “Esse jovem rapaz ainda tem muito a aprender, mas está muito disposto a isso e é muito versátil”, pontuou.

Quem também teceu elogios ao ala foi Richard Jefferson, outro que está surpreendendo a todos nesta temporada. “Ele está aprendendo que quanto mais você defende, mais tempo você fica em quadra e mais oportunidades tem de pontuar. Acho que antes ele estava preocupado em justificar seu tempo em quadra fazendo cestas, arremessando de três, tentando criar impacto. Agora, Kawhi sabe que se defender consistentemente terá mais minutos e, consequentemente, terá mais oportunidades no ataque”, analisou Jefferson.

Richard está certo. Nos últimos três jogos, Leonard ficou em média 34,8 minutos em quadra. Esse número é bem superior à sua média geral da temporada, que é de “apenas” 22 minutos. Se o camisa 2 se tornará um novo Bruce Bowen (ou até melhor, quem sabe) só o tempo dirá, mas ele está no caminho correto – e Gregg Popovich já percebeu.

Richard Jefferson: novo candidato a ídolo ou fase passageira?

Dá pra confiar nele?

Richard Jefferson tem enfrentado um caminho tortuoso desde que chegou a San Antonio. O camisa 24 foi contratado como a peça que faltava para o Spurs conquistar mais títulos, mas nunca conseguiu ser o jogador que se destacou atuando pelo New Jersey Nets e pelo Milwaukee Bucks.

2011/2012 começou e o ala quase foi embora antes mesmo do início da temporada. Rumores indicavam que o Spurs estava atrás de um jogador que o substituísse. Assim que esse novo atleta fosse contratado, a franquia texana exerceria a cláusula da anistia sobre Jefferson e não mais o veria com o uniforme preto e branco.

Acontece que a pré-temporada passou e todos os alvos da diretoria foram fechando com outras equipes. Caron Butler se juntou a Blake Griffin no Los Angeles Clippers, Grant Hill renovou com o Phoenix Suns, Vince Carter foi para o Dallas Mavericks e Josh Howard rumou para Salt Lake City.

Sem grandes alternativas, o jeito foi ficar com Richard Jefferson e apostar nele por mais um ano. Neste começo de temporada, pelo menos, o ala vem mostrando serviço e muita confiança em seu arremesso – algo que faltou nos playoffs de 2010/2011. Até o momento, o camisa 24 tem médias de 14,2 pontos e 3,2 rebotes por noite, além de um impressionante aproveitamento de 51,9% de longa distância.

Ala comemora cesta de três pontos após toco espetacular

Ontem, contra o Denver Nuggets, o jogador foi novamente decisivo. Foram 19 pontos e um toco espetacular sobre o armador Ty Lawson no final da partida. Depois do bloqueio, Jefferson foi para o ataque e converteu um tiro de três pontos. O ginásio veio abaixo e ele comemorou o feito como nunca. “Foi uma ótima jogada”, elogiou o técnico Gregg Popovich. “Ele tem arremessado muito bem e jogado com agressividade e confiança”, completou o treinador.

Após o duelo, Richard foi cercado por jornalistas e também comentou o lance. “Depois do toco vi que Lawson tinha caído e saí correndo para o ataque. Felizmente meus companheiros me encontraram livre e eu consegui converter o chute”, disse ele, antes de valorizar a força do elenco texano. “Esse começo de temporada estranho trará muitos problemas físicos para as equipes. O time que permanecer unido e jogar unido prevalecerá no final”, pontuou.

Nós do Spurs Brasil e os torcedores do San Antonio Spurs ao redor do mundo esperamos que Richard Jefferson mantenha esse ótimo ritmo durante todo o ano. Em 2010/2011, todos lembram que ele também começou muito bem, mas aos poucos foi caindo.  Dava raiva vê-lo em quadra, tamanha a sua passividade no ataque e na defesa. Ok, hora de bater três vezes na madeira e torcer para que isso jamais aconteça novamente.

Fiquem com o vídeo do toco sobre o armador Ty Lawson