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Spurs (29-21) @ Nuggets (35-17) – Temporada Regular
San Antonio Spurs @ Los Angeles Lakers – Temporada Regular
Data: 11/02/2010
Horário: 01:30 (Horário de Brasília)
Local: Pepsi Center
Situação do Jogo
Ainda na rodeo trip, o San Antonio Spurs viaja até o Colorado para enfrentar o Denver Nuggets, que detém uma das melhores campanhas da Conferência Oeste. No último jogo, San Antonio fez feio: jogou em Los Angeles contra um Lakers desfalcado de Kobe Bryant e Andrew Bynum e perdeu de forma pouco agradável. O Nuggets, por sua vez, atravessou uma curva irregular nas últimas semanas. Foram duas derrotas em cinco jogos.
Confrontos na Temporada (0-2)
05/12/2009 – San Antonio Spurs 99 vs. 106 Denver Nuggets
Mesmo jogando em casa, o Spurs sucumbiu à força do adversário. Na oportunidade, Melo liderou o Nuggets com 34 pontos.
31/01/2010 – San Antonio Spurs 89 vs. 103 Denver Nuggets
Em outro jogo em casa, o Spurs abriu vantagem e deixou a equipe de Denver virar. Depois que assumiu a liderança, o Denver conseguiu abrir facilmente vantagem.
PG – Tony Parker
SG – George Hill/Manu Ginobili
SF – Richard Jefferson
PF – Tim Duncan
C – Antonio McDyess
Fique de Olho – O argentino vem sendo um dos jogadores mais sólidos ultimamente. Se emplacar uma boa partida, dará chances de vitória ao alvinegro texano.
PG – Chauncey Billups
SG – Arron Afflalo
SF – Carmelo Anthony
PF – Malik Allen
C – Nenê Hilário
Fique de Olho – O brasileiro Nenê Hilário foi injustiçado por ficar de fora do All-Star Game. Nessa temporada, o brasileiro vem com médias de 14.0 pontos e 7.8 rebotes por partida.
Spurs (29-21) @ Lakers (40-13) – Decepcionante…
89X101
O Los Angeles Lakers entrou em quadra ontem sem dois dos seus principais jogadores: Kobe Bryant e Andrew Bynum. Com isso, tudo parecia ficar mais fácil para San Antonio, que jogava completo e com todo o time descansado. Palco perfeito, time inteiro e Lakers baleado; tinha como dar errado? Tanto tinha como deu!
Perdido em quadra, com uma defesa que mais parecia uma peneira, San Antonio viu o Lakers passear, jogar como quis e humilhar o Spurs. Os 101 a 89 seriam absolutamente normais se Kobe e Bynum estivessem em quadra, mas, sem eles, os texanos tinham o dever de vencer.
Mais uma vez o time errou tudo, teve um aproveitamento ruim nos arremessos – sobretudo no segundo tempo -, e deixou o Lakers como um legítimo dono de casa – à vontade. Ginobili bem que tentou; está encontrando o bom basquete e foi o mais lúcido dentro das quatro linhas.
O resto, tirando Duncan, Hill e Blair, irrita – não só pela noite de ontem, mas pelo conjunto da obra em si. Tudo bem que o Parker está machucado, mas se ele tem um problema este tem que ser tratado enquanto há tempo. Richard Jefferson é uma grande piada de mal gosto; pra que acertar arremessos? Quando ele pega qualquer bola livre para arremessar eu já sei qual vai ser o resultado: amassar o aro!
E o time até que começou bem ontem. Fez uma corrida de 9 a 0 logo de cara, se acomodou, como sempre, e permitiu a virada. O primeiro período foi bom. San Antonio acertou mais de 60% dos arremessos, mas ao mesmo tempo deixou o adversário jogar como quis. O quarto terminou em 34 a 28 para o Spurs, o que dava mostras de que poderíamos sair do Staples Center com a vitória.
No segundo período, no entanto, os comandados de Gregg Popovich simplesmente dormiram. Com 22 a 13 no quarto para os angelinos, fomos para o intervalo perdendo por 50 a 47. Na volta do descanso, vimos um terceiro período equilibrado, o que ainda nos deixou esperançosos. O quarto derradeiro, contudo, jogou tudo por terra. Perdido, nulo, passivo… o Spurs foi tudo isso, deixou o Lakers deitar e rolar e saiu de quadra com mais uma derrota na temporada, a segunda na rodeo trip.
O próximo jogo dos texanos é na quinta-feira contra o Denver Nuggets, em Denver. Uma vitória ainda pode animar o time, uma derrota significa desânimo total e o fundo do poço. Los Angeles, por sua vez, se mantém no Staples Center, onde recebe na quarta-feira o embalado Utah Jazz, partida essa que promete ser excelente!
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Manu Ginobili – 21 pontos
Tony Parker – 20 pontos e oito assistências
Tim Duncan – 16 pontos e 15 rebotes
DeJuan Blair – 11 pontos
Los Angeles Lakers
Pau Gasol – 21 pontos, 19 rebotes e oito assistências
Ron Artest – 18 pontos, cinco rebotes e quatro assistências
Lamar Odom – 16 pontos e dez rebotes
Eu já vi isso antes?
Primeiramente gostaria de pedir desculpas ao nosso leitor pelo atraso na coluna. Sabem como é esses dias corridos que temos frequentemente.
Mas vamos ao assunto…
Meu amigo e leitor aqui do Spurs Brasil, Rafael Proença, lembrou recentemente da temporada 2006-2007.
Alguém aí lembra dessa temporada?
Pois bem… farei um breve resumo para os mais esquecidos.
Naquela temporada, San Antonio chegou cercado de desconfiança. No ano anterior, quando defendia o título, uma derrota pra lá de amarga contra o Dallas Mavericks nos playoffs nos tirou a chance de conquistar o bicampeonato consecutivo.
O ano começou devagar. Dallas Mavericks e Phoenix Suns tinham ótimos times e logo foram se distanciando nos standings.
Os texanos, por sua vez, tinham dificuldade para se acertar. Talvez fossem os reflexos da derrota em casa para o Mavs no sétimo jogo da pós-temporada anterior…
Talvez fosse falta de química no conjunto…
O fato é que ninguém sabe ao certo até hoje.
Como nessa temporada que vivemos agora, rumores de troca assolaram San Antonio por longas semanas. Um dos alvos era o veterano Brent Barry, que já nem contribuia muito para a equipe.
Popovich, no seu estilo militar, vetou qualquer tipo de mudança. Ninguém sai, ninguém chega!
Ficamos daquele jeito, pouco esperançosos e já conformados com um 2007 sem título.
Foi aí que veio a Rodeo Trip e consequentemente o Jogo das Estrelas.
O time melhorou, o elenco ganhou unidade, Ginobili, Parker e Duncan passaram jogar como nunca. Era o retorno da era de ouro?
Talvez… o torcedor ainda tinha suas dúvidas; ninguém parece acreditar que aquele time sem entrosamento poderia ter se tornado um dos melhores do Oeste.
E se tornou. Depois de se recuperar, os comandados de Gregg Popovich fizeram uma campanha brilhante, quase suficiente para ultrapassar Mavs e Suns – que continuaram à frente ao final da temporada regular.
Vieram os playoffs e o primeiro adversário era o temido Denver Nuggets. Tinha Allen Iverson em boa forma, Carmelo Anthony jogando muito…
Em San Antonio, muitos qualificaram esse duelo como injusto, tal qual era a força da Conferência Oeste naquele momento.
Uma derrota no primeiro jogo, em casa, colocou uma pulga atrás da orelha de todos os torcedores. Será que Iverson e cia bateriam S.A. logo na primeira rodada?
Ledo engano, caro leitor! O Spurs foi forte, venceu o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto jogo, alcançando assim a próxima fase.
Na outra ponta da tabela, o favorito ao título, Dallas Mavericks, foi responsável por algo histórico… só que pelo lado negativo.
Em embate ferrenho contra o Golden State Warriors, que havia se classificado em oitavo, os californianos anularam Dirk Nowitzki…
Some a isso o brilho do armador Baron Davis, que quase fez chover contra a defesa de Dallas.
No final, 4 a 2 e Golden State pulava uma etapa…
Sem o rival texano no caminho, tudo ficou mais fácil para o Spurs.
Entretanto, ainda havia o Phoenix…
A verdade é que Amare Stoudemire e Steve Nash nunca se deram bem no Texas.
Como estamos acostumados a dizer, San Antonio ‘tinha o número’ do Suns…
Numa série polêmica, em que Stat e Diaw ficaram de fora de alguns jogos por terem invadido a quadra após o tranco de Robert Horry em Steve Nash, Tim Duncan e companhia se sagraram vencedores em seis partidas.
Sobrava na final do Oeste o Utah Jazz, da dupla Deron Williams e Carlos Boozer.
Inspirado, Deron até que tentou, mas foi incapaz de conter um San Antonio brilhante, como poucas vezes vi na minha vida.
Após sagrar-se vencedor em cinco duelos, os comandados de Gregg Popovich iam para a final contra o ‘maravilhoso LeBron James’…
Ainda inexperiente, LeBron foi incapaz de liderar seu time a uma mísera vitória.
Assim, em apenas quatro noites, San Antonio varreu o camisa 23 pra debaixo do tapete e conquistou seu quarto título na NBA.
Essa história, por mais que esteja resumida, é bem bonita. Contei ela desta maneira para mostrar que naquele ano nós também estávamos desacreditados, assim como agora. Se vamos repetir isso nessa temporada, ninguém sabe, mas eu só queria mostrar que uma equipe ‘jogada às traças’, como quase estamos atualmente, é capaz de sair do limbo e vencer um campeonato.
Ginobili: “nem sequer espero que estendam meu contrato”
Os dias do argentino Manu Ginobili com a camisa do San Antonio Spurs parecem estar realmente chegando ao fim. O casamento de oito anos, que rendeu três títulos à franquia, se estremeceu nos últimos anos, especialmente após as constantes lesões do ala. O técnico Gregg Popovich, que nunca gostou que seus atletas fossem jogar por seus países, ficou irritado quando Manu foi para Pequim e voltou com o tornozelo machucado.
Em entrevista ao jornal argentino Clarín, Manu se demonstrou decepcionado por não ter sido procurado para renovar seu contrato. “Estou certo de que serei agente livre e em julho ou agosto tomarei uma decisão acerca de aonde ir [jogar]”, disse. “Já nem espero que a equipe me ofereça uma extensão de contrato”, confessou.
Abaixo, você pode conferir parte da entrevista
Clarín: San Antonio te dá sinais de que vai oferecer um contrato?
Ginobili: Não, não houve nenhum sinal. O último foi antes de eu me machucar no ano passado. Desde então, não houve nenhuma conversa. Neste ponto da temporada, não sei se eu estenderia meu contrato, depende da oferta. Estou focado em sentar no dia 1º de julho com meu agente e com a minha esposa e ver que ofertas tenho.
Clarín: Você não é um Spur qualquer, por seu rendimento e idolatria da torcida. Não te magoa o fato de te deixarem ir?
Ginobili: De início sim, porque pensei que a relação era outra. Isso foi no ano passado, mas esse ano é diferente. Sei como as cartas estão repartidas e ninguém presenteia ninguém quando é hora de negociar – nem a franquia e nem os jogadores. Há que se entender isso como um negócio e há que saber jogar com isso. De início fiquei doído, mas agora já entendi.
Clarín: San Antonio teve duas temporadas de menor rendimento desde 2007. Hoje está em quarto na Conferência Oeste. Como você vê isso?
Ginobili: Não estamos jogando tão bem como deveríamos a essa altura do campeonato. Tivemos muitos altos e baixos e seguimos tendo. Assim, não digo que estou preocupado, mas teríamos que ter sofrido quatro ou cinco derrotas a menos. Esperamos nos recuperar durante o calendário que vem por aí, porque sabemos que em fevereiro e março não estaremos quase nunca em casa [por causa da Rodeo Trip]. Esperamos não pagar caro pelas derrotas que tivemos em San Antonio.
Análise do caso
É sempre complicado e doído se desfazer de um ídolo. No futebol isso se tornou comum. É muito fácil hoje em dia ver um garoto ficar seis meses numa equipe qualquer e logo em seguida ser vendido. No basquete é diferente, ainda existe amor à camisa.
Ginobili é um desses caras que gosta do Spurs, gosta da cidade e se identifica com a torcida. A recíproca, claro, é verdadeira. San Antonio ama o Ginobili e quer que ele continue na equipe até encerrar a carreira. Esse é o desejo de qualquer torcedor. Manu marcou época, foi único e venceu tudo o que podia na carreira. Ele é um vencedor, acima de tudo.
Na visão mercadológica, no entanto, temos que ser realistas. Ginobili é um jogador com constantes problemas físicos. Ele já não é mais rentável como antigamente e os dirigentes perceberam isso. Além disso, um contrato novo para o argentino não sairia por menos de US$ 10 mi anuais – que é o que ele ganha atualmente.
Mr. Peter Holt, dono da franquia, gastou o que tinha e o que não tinha para montar um time forte com Richard Jefferson e Antonio McDyess. Se ele meteu os pés pelas mãos, ainda é cedo para dizer, mas, com isso, colocou a equipe muito acima do teto salarial – coisa rara no seu perfil. Caso tudo dê errado, é provável que ele tente começar mais ou menos do zero. Se livrar do contrato do Ginobili seria um início razoável para isso.
É bem verdade que temos uma série de contratos expirantes para a próxima temporada, como Michael Finley, Matt Bonner, Roger Mason, Theo Ratliff, Ian Mahinmi e Keith Bogans. Juntos, todos eles (contando o Manu) somam mais de US$ 20 mi; uma baita folga na folha salarial e a chance de um recomeço, já que o contrato salgado do Richard Jefferson expira já em 2011.
Peter Holt tem a faca e o queijo nas mãos. A decisão, todavia, é complicada. Manter um ídolo agora e arriscar novas campanhas medianas ou deixar ele ir e montar outro time forte…? O erro, para mim, já foi feito. Um contrato de três anos para o vovô Antonio McDyess, com direto a US$ 5 mi no último ano, quando ele deverá estar caindo aos pedaços, foi um erro incalculável.
Curtinhas: O run and gun de San Antonio
O run and gun de San Antonio
“Eles adicionaram algumas armas”, disse o técnico Rick Carlisle, do Dallas Mavericks. O armador do Mavs, Jason Kidd, também comentou essa novidade em San Antonio. “Eles têm caras que podem colocar a bola na cesta”, disse. “Pop sabe como fazer ajustes com as peças do quebra-cabeça que ele tem”, completou.
O run and gun de San Antonio tem dado certo, especialmente com a característica do elenco de se adaptar aos diversos estilos de jogo. “Temos excelentes pontuadores, não há a necessidade de ficar procurando por alguém que vá converter o arremesso”, disse o ala Richard Jefferson, que anotou sua melhor marca da temporada justamente contra o Mavs – 29 pontos.
Manu prefere começar no banco
Na única vez que o argentino Manu Ginobili entrou em quadra como titular na temporada, no dia 18 de novembro de 2009, ele se machucou e acabou ficando de fora de cinco jogos. Coincidentemente, o adversário na oportunidade era o Dallas Mavericks, o mesmo desta noite.
“Acho que aquela foi minha única titularidade dos últimos anos, e provavelmente a última”, brincou o jogador.
O argentino se sente mais confortável vindo do banco; se acostumou a entrar durante as partidas e decidir os jogos. “Agora eu falo para o Pop – deixa que o George [Hill] começa [os jogos]. Quero ficar no banco”, declarou Manu.
Mason apoia David Stern
O ala Roger Mason Jr., ex-Washington Wizards, já havia condenado na semana passada a atitude de Gilbert Arenas em guardar armas no vestiário do Verizon Center, em Washington. Nessa semana, o jogador voltou a ‘atacar’ Arenas e apoiou a decisão de David Stern em suspender o ‘Agente Zero’ por tempo indeterminado.
Na oportunidade, Stern afirmou que o polêmico armador não estava apto a entrar em uma quadra na NBA. Mason concordou: “Essas palavras do comissário falam por si só”, disse. “Ninguém quer ver um companheiro suspenso, ninguém quer ver um jogador perder dinheiro, mas era algo necessário”, completou.
Gripe de Ginobili é página virada
A gripe que pegou o argentino Manu Ginobili de jeito nas viagens para Toronto e Washington parece ter ido embora. No duelo na última quarta-feira, diante do Detroit Pistons, o jogador roubou bolas e foi eficiente como sempre para a equipe.
“Me senti bem. Parecia que eu tinha mais energia”, disse. “É muito bom ver o time jogando como se fosse nos playoffs, especialmente no último período”, completou. “Os últimos três jogos foram muito difíceis para mim, mas agora minha energia voltou. Me sinto realmente bem!”, garantiu Manu.
Finley voltará em poucos dias
O ala Michael Finley, que sofreu um entorse no tornozelo esquerdo e perdeu os últimos 13 jogos do San Antonio Spurs, já voltou a treinar e deverá estar pronto para jogar em uma ou duas semanas. O veterano se machucou no último dia 5 de dezembro, em partida diante do Denver Nuggets.
Hairston continuará em San Antonio
A última quarta-feira foi muito importante para o ala reserva Malik Hairston. Ele teve seu contrato garantido e deverá continuar com a equipe até o final da temporada. O atleta receberá uma quantia anual de US$ 736,420.















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