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Ginobili acredita que poderá voltar a jogar em pouco tempo

Mais alguns dias até vermos Manu sorridente de novo...

O argentino Manu Ginobili distendeu o músculo oblíquo (situado no abdome) durante a vitória do San Antonio Spurs sobre o Los Angeles Clippers por 103 a 100. A notícia é péssima, claro, mas poderia ser pior.

Segundo o próprio jogador, que deixou a cidade de Los Angeles para voltar a San Antonio, os anti-inflamatórios fizeram efeito e ele está com pouca dor.

Vale lembrar que o ala Danny Green já sofreu um problema parecido quando ainda estava na universidade e disse que distender esse músculo oblíquo causa uma dor que beira o insuportável. Pelo menos, parece que a gravidade neste caso é um pouco menor.

“Acho que (o problema) é mais simples do que eu temia que fosse”, disse o camisa 20. “Ontem à noite estava bem ruim, mas os anti-inflamatórios me ajudaram bastante. Terei mais detalhes na segunda-feira, mas estou esperançoso”, pontuou o astro. Sem Ginobili, o San Antonio Spurs encara o Utah Jazz na segunda (20).

Green atesta: “Ginobili sentirá muita dor nos próximos dias”

Dor, muita dor!

O argentino Manu Ginobili deixou a quadra durante partida contra o Los Angeles Clippers com um grande desconforto abdominal. Após ser examinado pelo departamento médico do San Antonio Spurs, o ala foi diagnosticado com um problema no músculo oblíquo – situado no abdome.

O tratamento parece simples e o argentino deverá retornar em cerca de duas semanas, mas a dor causada pelo músculo distendido é terrível. Quem fala isso com propriedade é Danny Green, que já passou maus bocados em 2009 durante o Final Four da NCAA. Na oportunidade, o camisa 4 sofreu o mesmo problema e relata que precisou de três semanas para se recuperar plenamente.

“Eu sei bem o que é ter o músculo oblíquo distendido. Sofri com isso quando jogava pela North Carolina University”, disse Green, que na oportunidade precisou de analgésicos injetáveis para suportar a dor. “Imagino que Manu esteja muito dolorido. Eu cheguei a tomar remédio injetável, o que ajudou um pouco, mas bem pouco”, completou.

Para piorar, o ala deu um recado pouco animador ao companheiro sul-americano. “É difícil dormir, se mexer, sentar, dentar e até ir ao banheiro. Ele vai precisar de muitos analgésicos”, pontuou.

E mais…

Duncan lamenta ausência de Tiago Splitter

Esse vai fazer muita falta...

O brasileiro Tiago Splitter também se contundiu durante o triunfo sobre o Los Angeles Clippers por 103 a 100. De  acordo com o departamento médico texano, Splitter sofreu uma fisgada na panturrilha direita. O problema, contudo, parece simples, mas a ausência do brazuca já é sentida por seus colegas.

“Será muito duro se também perdermos o Tiago”, disse Tim Duncan, após o jogo. “Temos poucos pivôs e Splitter vem jogando muito bem. Ficar sem ele será mais difícil do que qualquer outra coisa”, completou.

Timmy, no entanto, sabe que a equipe já enfrentou problemas semelhantes recentemente e conseguiu dar a volta por cima. “Ninguém disse ainda quanto tempo o Tiago ficará fora, mas espero que ele seja reavaliado positivamente. Nós já passamos por coisas parecidas anteriormente e soubemos como lidar com isso. Tomara que aconteça o mesmo agora”, finalizou.

O careca

Duncan afaga Ginóbili: dupla tenta vencer a desconfiança da torcida

Respeitável público,

A lesão de Manu Ginóbili acabou não sendo de todo ruim para o San Antonio Spurs. Com o titubeante início de temporada do trio de astros, que tem ainda Tony Parker e Tim Duncan, o Spurs patinava e precisava que ao menos um jogador estivesse em condições de levá-lo às vitórias. E embora a saída do argentino possa não ter nenhuma relação com a ascendência do time, pois poderia tratar-se de um caminho natural, é notória a reeducação de jogo que passou o Spurs desde então.

Dado como acabado por alguns, Duncan mais uma vez vem contrariando seus críticos e tem sido o grande líder que o Spurs tanto precisava. Não digo líder na acepção da palavra, isto ele sempre o foi, mas sim no sentido de ser o homem que pede a bola, que resolve as partidas e as vence para o time. O momento de Timmy é tão bom que eu diria que, caso ele mantenha suas médias até o final de fevereiro e o Spurs continue a ganhar, ele está credenciado a ser escolhido como o atleta do mês da Conferência Oeste. Seus números não chegam a ser um aborto da natureza – se comparados aos melhores anos de Duncan na NBA podem até ser dados como modestos -, mas revelam um renascimento de seu jogo e mostram o quão útil ainda pode ser. No momento em que escrevo, após a vitória sobre o Detroit Pistons, o Spurs soma sete vitórias em sete jogos no mês de fevereiro e Duncan tem 17,5 pontos e 11,7 rebotes em média, o que convenhamos não é nada mal. Seus méritos são ainda mais louváveis quando vemos que, ao saber de suas limitações físicas atuais, Duncan tratou de desenvolver um estilo de jogo o qual pouco usou ao longo de sua vitoriosa carreira: o de atirador de média distância. Se nunca foi um atleta favorecido por seu físico, não seria agora, aos 36 anos e com os joelhos combalidos, que Timmy teria força para brigar no garrafão com jogadores dez, 12 anos mais jovens e bem mais fortes. Obviamente uma mudança tão significativa só é possível para alguém que tenha o pleno domínio da técnica do jogo, além de um nível motivacional incrível.

O caso de Tony Parker merece ser visto com mais cuidado. Ainda que essa possibilidade não tenha sido ventilada, o francês não me parecia muito satisfeito no início da temporada e nem tão seguro de que terminaria 2012 jogando pelo Spurs. De maneira nenhuma tenho a intenção de falar em corpo mole, apenas acho que uma dúvida pairava no ar, fosse pelo lado do jogador ou pelo de Gregg Popovich. Pelo sim, pelo não, Parker também parece reencontrar seu bom jogo, tendo alcançado inclusive algumas marcas significativas neste mês de fevereiro. Contra o Oklahoma City Thunder, no dia 04, ele brilhou com 42 pontos e nove assistências, ultrapassando Avery Johnson e se tornando o maior passador da história de San Antonio com quase 5.000 passes para cestas. De quebra, foi eleito o jogador da semana da Conferência Oeste. Ontem mesmo contra o Pistons, não fazia grande partida, mas foi decisivo convertendo quatro lances livres e anotando duas cestas cruciais para a vitória. O que me parece mais interessante é que Parker vem procurando criar as jogadas, envolvendo mais os companheiros na tábua ofensiva, o que por sinal é a primeira função de um armador principal, antes de pontuar.

O dilema que o torcedor do Spurs sofre há alguns anos é o de poder confiar ou não no time. As equipes de Poppovich sempre parecem capazes de reluzirem intensamente, mas somente por alguns períodos, alternando altos bem altos e baixos bem baixos, perdoem-me a redundância. Desta vez, o Spurs deu a “largada” um pouco mais cedo, afinal sempre foi conhecido pelo seu crescimento no pós-jogo das estrelas, que ainda irá acontecer. O caminho para um novo título é realmente esse, no entanto o nível que o time apresentará nos próximos meses determinará se realmente o quinto anel poderá chegar a San Antonio em junho. Chances, é claro, existem. Com a volta de Ginóbili, a equipe ganha mais corpo, experiência e talento e mesmo que o argentino já não pareça ter o mesmo fôlego de antes, um Manu inspirado vez ou outra sempre é uma arma letal. Pode não parecer, mas Ginóbili é apenas um ano mais jovem que Duncan, ou seja, está longe de ser um garoto. A careca cada vez maior o denuncia.

Ziriguidum: A coluna dá uma pausa para a folia de Momo e retorna no dia 01º de março, aniversário da minha querida cidade do Rio de Janeiro. Desejo a todos um ótimo carnaval, sem exageros e, como sempre é bom lembrar, se for dirigir, não beba. Nos vemos na Marquês de Sapucaí.

Mesmo sem ritmo, volta de Manu faz a alegria texana

Foram 22 partidas de molho. Ginobili já estava cansado de ficar no banco de reservas com roupa social, apenas assistindo seus colegas fazerem pontos e mais pontos. O retorno esteve longe de ser triunfal, até porque o argentino jogou somente 17 minutos, mas essa volta do camisa 20 enche os texanos – e todos os torcedores do Spurs ao redor do mundo – de esperança.

Manu ainda está sem ritmo, um pouco fora de forma e com medo de se machucar novamente, mas ninguém duvida que o San Antonio Spurs tende a ficar cada vez mais forte e perigoso a partir de agora. “Me senti bem, mas evitei tentar muitas coisas, até porque estou impossibilitado no momento. Só quis passar um pouco a bola e ajudar defensivamente”, disse o argentino, após o triunfo sobre o New Jersey Nets por 103 a 89.

“Ficamos tristes quando ele se machucou, mas agora Manu voltou e nos ajudou. Isso é muito importante nessa sequência fora de casa, pois torna nosso banco de reservas mais profundo”, avaliou o francês Tony Parker. “Foi realmente bom tê-lo de volta e vê-lo no uniforme novamente”, completou.

Contra o Nets, Ginobili marcou oito pontos e distribuiu quatro assistências. O argentino estará em quadra novamente na terça-feira, quando o Spurs visita o Detroit Pistons.

Spurs (19-9) @ Nets (8-21) – Invictos na Rodeo Trip

San Antonio Spurs103X89New Jersey Nets

Em sua terceira partida pela Rodeo Trip, o Spurs chegou ao sétimo triunfo seguido numa vitória fácil sobre o New Jersey Nets. A partida também marcou o esperado retorno de Manu Ginobili, que havia parado por pouco mais de um mês devido a uma lesão. Ainda recuperando a forma ideal, o argentino marcou oito pontos e distribuiu quatro assistências em pouco mais de 17 minutos. Mas vamos aos destaques da partida.

Pela cara feia, Tony Parker detestou o uniforme alternativo do Spurs

O eficiente basquete coletivo

Seis jogadores fizeram mais que dez pontos – nenhum deles com mais de 30 minutos. Apesar de ter astros, o Spurs demonstrou nessa partida uma das características que vêm marcando a equipe nos últimos anos: o basquete coletivo, sem individualismo, sem estrelinhas, e com um banco repleto de boas alternativas.

Faltou talento no adversário

A equipe do New Jersey Nets sofre com  a escassez de talento. Apesar de terem o fora de série Deron Williams, faltam atletas de nível semelhante para o armador. Com a lesão séria de Brook Lopez, a equipe é presença quase certa nas primeiras escolhas do próximo Draft.

Thank God Manu is back!

Ginobili volta, Blair agradece

Eu sou muito (talvez demais) otimista quanto a DeJuan Blair. Acredito que ele pode voltar a ser aquele atleta explosivo e que contribuía bastante, como fazia na temporada de rookie. Acredito que, com a volta de Ginobili, a tendência é que Blair cresça. A dupla é bem entrosada e estava afiada no começo da temporada. Vale lembrar que Blair voltou a pontuar em dois dígitos, algo que não acontecia há oito jogos.

A zica saiu

Danny Green, que vem sendo um jogador importante nesta temporada, ainda não havia se encontrado na Rodeo Trip. Nas duas partidas da viagem, o jogador não havia acertado nenhum dos 13 arremessos tentados. Green não fez uma partida espetacular, mas pelo menos se livrou da “zica”: marcou dez pontos, acertando metade dos seus arremessos.

A Viagem Continua

Enquanto os cidadãos de San Antonio curtem um bom rodeio, a equipe do Spurs não tem moleza. A Rodeo Trip continua; agora, o Spurs viaja até Detroit, para encarar a frágil equipe do Detroit Pistons.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Gary Neal – 18 pontos, quatro rebotes e três assistências

Tim Duncan – 13 pontos e dez rebotes

Tony Parker – 12 pontos e cinco assistências

DeJuan Blair – 11 pontos e cinco rebotes

Tiago Splitter – Dez pontos, cinco rebotes e dois tocos

New Jersey Nets

Deron Willians – 27 pontos e oito assistências

Kris Humphries – 15 pontos e oito rebotes