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Denver joga bem, mas…


É, Carmelo, nem adianta se esconder; Fisher e Bryant te esperam no jogo dois. Vai dar pro Denver?
Deu Lakers! Na noite de ontem aconteceu o primeiro embate envolvendo Los Angeles Lakers e Denver Nuggets. Embalado pela boa campanha nos playoffs, o time do Colorado jogou melhor durante todo o tempo, mas, no final, prevaleceu a experiência dos angelinos, que saíram vencedores por 105 a 103.
Por que? Mesmo jogando em casa, o Lakers se viu dominado nos dois primeiros períodos. No segundo quarto, no entanto, houve uma pane no Nuggets e o time da casa conseguiu encostar no marcador. No final do quarto, apareceu a estrela de Derek Fisher. O armador estava com zero pontos até aquele momento; mas, quando recebeu a bola há poucos segundos do final, acertou um chute de três pontos e colocou L.A. à frente mesmo tendo jogado mal durante ambos os períodos.
Trevor Ariza estava mal; ídem a Derek Fisher, Pau Gasol, Andrew Bynum e Lamar Odom. Mesmo assim, os californianos conseguiram equilibrar o jogo contra um Denver inspirado. Indícios de superioridade absoluta? Talvez! Os comandados de George Karl vacilaram quando menos podiam, e, mesmo atuando confiantes, sucumbiram à experiência de um time que dificilmente perdoa seus adversários. O que fazer? Algumas poucas vezes vi o Lakers fazer seguidos jogos ruins nessa temporada, o que significa que a próxima partida deverá ser mais dura do que a primeira. Ao Denver, é fato que fica aquele sentimento do: “Dava pra ter ganho”, e talvez isso dê uma desanimada no elenco. Mas quem jogou de igual pra igual com o Lakers no jogo um tem plenas chances de triunfar no segundo duelo.
Quem brilhou?
Kobe Bryant fez o que era esperado de sua parte. Chamou a responsabilidade e decidiu quando foi preciso. Derek Fisher foi aquele jogador providencial, que me lembrou o mesmo Fisher que um dia entristeceu os torcedores de San Antonio ao fazer uma cesta com apenas 0.4 segundos no marcador.
Pelo lado de Denver, Carmelo Anthony vem mostrando que é aquele grande jogador que se especulou um dia. Ontem, uma partida impecável, com 14 arremessos acertados em 20 tentados (média impressionante). É redundante falar sobre Chauncey Billups, pois a dinâmica de jogo que ele dá para o Nuggets é algo de outro mundo. Ontem ele ficou aquém de seus grandes desempenhos, errando alguns arremessos livres que fizeram falta no final. No entanto, mostrou ser aquele jogador decisivo que todos esperam que ele seja; duas bolas de três no final do jogo (quando a coisa realmente pegou) provaram isso.
Hoje teremos o primeiro embate da série entre Cleveland Cavaliers e Orlando Magic. O Cavs é favorito, mas será que dá para brincar com os poderes do Superman? Resta esperar!
NBA vai se afunilando!


Dwight Howard, o superman, bota seus poderes à prova logo mais contra o Boston Celtics. Uma derrota hoje elimina o Magic da NBA (Photo by Marc Serota/Getty Images)
O ano vai passando e nem nos damos conta de que o mundo segue, o tempo passa, as pessoas envelhecem; aliás, dá para acreditar que já estamos em meados de maio? Pois é, querido leitor do Spurs Brasil, a NBA está chegando ao seu final, para a tristeza de alguns e a alegria de outros.
O primeiro a chegar à final de conferência foi o Cleveland Cavaliers. Barbada? Pois é! Todos esperávamos uma vitória tranquila de LeBron James e cia. para cima do ascendente time do Hawks. Contudo, imaginava que talvez Joe Johnson e Josh Smith inspirados poderiam conseguir uma vitória, ou duas quem sabe. No final das contas, varrida fácil e favoritismo garantido na próxima fase.
O outro classificado até aqui é o Denver Nuggets. Quem diria, o DENVER NUGGETS. Há algum tempo atrás, o time do Colorado era motivo de piada ao redor da liga. Bastou, no entanto, a chegada do armador Chauncey Billups para as coisas engrenarem. E realmente eu nunca vou cansar de dizer, como joga esse tal de Billups; dá uma dinâmica absurda ao ataque do Denver e ainda por cima sabe liderar como poucos. Azar do Dallas Mavericks, que entrou nesse ano com poucas perspectivas e saiu dele de bolsos vazios.
Daqui a pouco teremos dois jogos que podem definir os enfrentamentos das finais de conferência. Às 20h00 (horário de Brasília), o Boston Celtics viaja até Orlando para encarar o jogo seis da série. Mesmo sem Kevin Garnett (pra mim o seu principal atleta), o tradicional Celtics vem conseguindo se dar bem contra o Magic, que cresceu muito nesse ano e era tido como favorito nessa série. A bola está com Dwight Howard e companhia, que carregam o peso de um jogo decisivo contra um time com mais experiência nas costas. Mesmo com uma equipe enfraquecida, Paul Pierce, Ray Allen e Rajon Rondo podem se aproveitar do lado psicológico para sair de Orlando com a vaga.
Às 22h30, o badalado Los Angeles Lakers vai até o Texas para pegar o Houston. Aqui, no entanto, temos um baita problema. O Rockets, como sempre, chega ao jogo seis pra lá de baleado, e, recentemente, perdeu um de seus principais jogadores – o pivô chinês Yao Ming. Sem Ming, o Lakers se aproveitou e venceu o último embate com muita facilidade: 118 a 78. Hoje, é bem provável que os texanos joguem com muita raça e consigam endurecer o jogo, mas, no final, é impossível enxergar outro vencedor sem ser o Los Angeles Lakers.
Desta maneira, arrisco alguns palpites para os enfrentamentos da fase derradeira da NBA.
Cleveland Cavaliers x Boston Celtics (como no ano passado)
Los Angeles Lakers x Denver Nuggets (esse duelo vai ser dos bons, se acontecer)

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