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Spurs (26-13) vs Clippers (23-15) – Chris Paul destruiu

103×120
Desde 2002, o Los Angeles Clippers não vencia em San Antonio. Bons tempos em que tínhamos Bruce Bowen e os placares não passavam de de 70 pontos. Na partida de sexta-feira (9), Chris Paul e Mo Williams, juntos, anotaram 69 tentos e comandaram a vitória dos angelinos por 120 a 103. Os armadores tiraram as chances dos comandados de Gregg Popovich, que não contaram com Tony Parker – poupado com fortes dores na coxa.

(D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)
Cuidado com o ataque aéreo
A falta de rebotes prejudicou o Spurs: foram apenas dois defensivos para Tim Duncan e um singular para DeJuan Blair, sendo a mesma quantia no ataque. E para assustar ainda mais, Bonner agarrou seis ressaltos na defesa. O fim do mundo está próximo mesmo.

(Dan Lippitt/NBAE via Getty Images)
Chuva de três pontos
Foram 14 bolas do perímetro convertidas em 27 tentativas por parte dos visitantes. Mo Williams, Chris Paul e Randy Foye contribuiram com 13 delas.
Final traumático
Pelo resumo, o jogo parece ter sido péssimo para o Spurs, mas os texanos suaram a camisa até o final. O embate chegou a ficar empatado em 96 pontos, mas Mo Williams, inspirado, fez a diferença à favor dos angelinos.
Próxima parada
O Clippers retorna para casa e recebe o Golden State Warriors no domingo, enquanto os texanos descansam o final de semana para enfrentar o Washington Wizards na segunda (12). O San Antonio continua em segundo lugar na conferência Oeste, atrás apenas do Oklahoma City Thunder.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Manu Ginóbili – 22 pontos (4-6 3 PT) e seis assistências
Gary Neal – 18 pontos e cinco assistências
Los Angeles Clippers
Chris Paul – 36 pontos, 11 assistências e quatro roubos de bola
Mo Williams – 33 pontos (7-9 3 PT)
Blake Griffin – 15 pontos e nove rebotes
Randy Foye – 15 pontos (3-7 3 PT)
Spurs (2-0) vs Clippers (1-1) – Passamos o carro!
115X90
O San Antonio Spurs simplesmente passou o carro sobre o Los Angeles Clippers nesta quarta-feira (28) em San Antonio. O atropelo foi tamanho que o técnico Gregg Popovich recorreu novamente ao garbage time para selar o triunfo por 115 a 90. A equipe texana volta à quadra já nesta quinta (29). O adversário da vez será o Houston Rockets.

Destaque da noite, Jefferson tenta bater carteira de Griffin na marra (AP Photo/Bahram Mark Sobhani)
Vamos ao jogo: logo nos primeiros minutos, o adversário abriu cinco pontos no placar com extrema facilidade – parecia que teríamos uma noite “daquelas”. No entanto, Manu Ginobili logo tratou de acertar os ponteiros e, com um punhado de cestas consecutivas, colocou o Spurs à frente no marcador. O primeiro período terminou com vantagem para o time da casa (26 a 19).
Os comandados de Gregg Popovich estavam bem na partida e chegaram a abrir 14 pontos no segundo quarto. A distância no placar, contudo, logo foi embora. Inspirado, o ala-pivô Blake Griffin dominou a área pintada texana e foi o principal responsável por dizimar a vantagem que havia sido construída. Ao final do período, estávamos à frente por 58 a 54.
Na volta do descanso, Manu Ginobili e companhia pareciam dispostos a finalizar o embate. O time da casa fez o que quis com o visitante: uma verdadeira surra por 38 a 17. Daí por diante, foi só administrar a vantagem e correr para o abraço. Falando no argentino, Manu foi o cestinha do Spurs mais uma vez: 24 pontos e seis assistências. Além dele, os outros quatro titulares e o reserva James Anderson ultrapassaram a barreira dos dez pontos. Destaque especial para Richard Jefferson (mais uma vez!) e DeJuan Blair. Jeff foi quase perfeito nos arremessos (8-9) e deixou o AT&T Center com 19 tentos. Blair, por sua vez, conseguiu boas cestas debaixo do aro: 20 pontos e seis rebotes para ele.
O brasileiro Tiago Splitter foi novamente bem na parte defensiva. No ataque, contudo, ele foi pouco acionado. Em pouco mais de 20 minutos, Splitter marcou quatro pontos e pegou três rebotes. Ainda sobre a defesa, o Spurs soube neutralizar os bloqueios do Los Angeles Clippers. Blake Griffin foi bem? Monstruoso! Tudo bem que foram 28 pontos sem grandes esforços, mas percebam que ele ficou isolado na maior parte do tempo e foi obrigado a criar suas jogadas. Chris Paul, que deveria ajudar o camisa 32, foi bem marcado e saiu de quadra com apenas dez tentos (3-10).
Para fechar, Kawhi Leonard fez uma partida tímida. Ele entrou cedo em quadra, mas cometeu alguns erros e logo foi sacado. É possível perceber nitidamente que ele está perdido dentro do esquema de jogo, o que é absolutamente normal – ainda mais para quem ficou sem pré-temporada e Summer League. Fiquem calmos que logo o garoto se acerta.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Manu Ginobili – 24 pontos e seis assistências
DeJuan Blair – 20 pontos e seis rebotes
Richard Jefferson – 19 pontos e quatro rebotes
Tony Parker – 14 pontos e nove assistências
James Anderson – 12 pontos e três rebotes
Tim Duncan – Dez pontos e oito rebotes
Los Angeles Clippers
Blake Griffin – 28 pontos e nove rebotes
Caron Butler – 12 pontos
Mo Williams – 12 pontos
Chauncey Billups – 11 pontos
Chris Paul – Dez pontos e nove assistências
Del Negro: “Duncan é um exemplo a ser seguido”
Vinny Del Negro já foi companheiro de time de Tim Duncan. Eles jogaram juntos no Spurs em 1998, quando Duncan era apenas um jovem novato e Del Negro já era veterano. O hoje técnico do Los Angeles Clippers deixou San Antonio na temporada 1998/1999 e observou Duncan crescer como profissional de longe.
A carreira de Duncan todos conhecem – é recheada de títulos e prêmios individuais. O hoje adversário Del Negro sabe que Timmy está prestes a se aposentar, mas ainda respeita o ex-colega e o qualifica como um exemplo a ser seguido. “Acho que todos podem aprender com Duncan”, opina o técnico. “Seu comportamento, sua ética, o jeito como faz as coisas, sem ego – ele só quer vencer”, completou.
Para o treinador, o camisa 21 ainda é muito perigoso dentro de quadra, por isso promete marcá-lo de perto logo mais em San Antonio. “Tim sabe todos os truques. Ele sabe o tempo certo para tudo e fará muitos pontos se nossa defesa deixar de dobrar. E mesmo que ela dobre corretamente ele acertará todos os passes”, elogiou.
Quem também enaltece Duncan é o armador Chris Paul. A dupla, inclusive, tem algo em comum. Ambos foram alunos e jogadores da Universidade de Wake Forest e têm um relacionamento bem próximo. “As pessoas podem dizer o que quiserem, que eles ficaram velhos e tudo mais, mas para mim eles só ficaram mais sábios”, finalizou o respeitoso CP3.
Hora de abrir os olhos
Caro torcedor do San Antonio Spurs no Brasil. Ontem li um artigo muito interessante no Project Spurs sobre nossa equipe, e por isso resolvi vir aqui escrever meu ponto de vista em cima do que foi dito lá.
Como todos nós sabemos, a diretoria texana tentou trazer o ala Caron Butler para ocupar o posto de Richard Jefferson. Butler, no entanto, recusou a proposta e rumou para Los Angeles. Para atuar no Lakers? Pelo contrário: ele foi para o primo pobre da cidade – o outrora ridicularizado Los Angeles Clippers.
Mas por que ele se decidiu pela equipe californiana? Dinheiro? Mídia? A resposta para essa pergunta é simples: futuro! O Los Angeles Clippers tem hoje um dos elencos mais jovens e promissores da NBA. Blake Griffin e agora Chris Paul encabeçam uma equipe repleta de bons valores e com um horizonte brilhante pela frente.
E o que o San Antonio Spurs tem a ver com isso? Bem, como eu dizia lá no começo, a franquia texana brigou para contar com os serviços do ala, mas acabou perdendo para a juventude do Clippers.
Pensemos agora como Caron: nós temos algum atrativo atualmente? San Antonio é uma metrópole grande, é verdade, mas localizada bem longe dos grandes centros. A cidade fica no centro-sul dos Estados Unidos, ao passo que o dinheiro está concentrado no Leste (Nova York e Cia) e no Oeste (Los Angeles e Cia).
É claro que é possível montar bons times fora dos grandes centros (o próprio Spurs é prova disso), mas a dificuldade é bem maior, ainda mais por termos um elenco envelhecido. Tim Duncan está prestes a se aposentar, Manu Ginobili está bem longe de ser o Ginobili dos velhos tempos e Tony Parker nunca foi considerado o salvador da pátria.
O elenco continua bom? Sim, continua. Há bons jogadores, algumas promessas, mas nenhum Blake Griffin, por exemplo. No passado Tim Duncan foi um Blake Griffin e “trouxe” muitos atletas sem contrato para San Antonio. Mas quem é o nosso Blake Griffin de hoje? Ninguém! E é por isso que temos encontrado tantas dificuldades para contratar as peças que queremos.
Sei que é fácil falar e que deve ser complicado para os próprios dirigentes, mas alguma coisa tem de ser feita urgentemente. Pensar em algumas trocas, abrir espaço na folha salarial, montar um bom elenco aos poucos. O Memphis Grizzlies mostrou que esse combo pode trazer resultados – mesmo que esses resultados demorem um pouco a aparecer. Chegou a hora de pensar grande, pois caso contrário ficaremos muitos anos naquele limbo dos times que chegam aos playoffs e nunca ganham nada.











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