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Thibodeau reconhece grande temporada de Gregg Popovich

Fica pra próxima, Thibs!

Tom Thibodeau, técnico do Chicago Bulls, era o principal concorrente de Gregg Popovich na briga pelo título de melhor treinador da temporada. Após ser “derrotado” pelo comandante texano, ficando em segundo lugar na disputa, Thibs elogiou o colega e disse que Pop é um exemplo para todos na NBA.

“A grande coisa sobre Gregg é que ele é um grande exemplo para nós todos”, disse Thibodeau em entrevista ao Chicago Sun-Times.

Estou feliz por ele; Popovich fez uma ótima temporada – é impossível negar”, completou.

Na sequência, o manda-chuva do Chicago Bulls elogiou o Coach Pop como pessoa. “O que eu mais admiro nele é que eu tive a oportunidade de conhecê-lo há 20 anos atrás e ele é exatamente o mesmo hoje. Todo o sucesso, os títulos conquistados – isso nunca fez com que Pop mudasse”, finalizou.

Splitter deverá estar em quadra no Jogo 3 contra o Jazz

O brasileiro Tiago Splitter estava no banco de reservas na partida desta quarta-feira (2) contra o Utah Jazz. Se o treinador Gregg Popovich precisasse, certamente o pivô estaria em quadra, mas o técnico resolveu poupá-lo – até porque o San Antonio Spurs conseguiu uma vitória fácil sobre o rival por 114 a 83.

Splitter lesionou o pulso esquerdo durante o Jogo 1 da série, que também terminou com vitória do Spurs. Uma ressonância magnética feita no dia seguinte identificou um pequeno dano estrutural no osso do punho. Nada muito preocupante, é verdade, mas sabemos que o Coach Pop é uma pessoa prevenida.

“Foi uma espécie de entorse. A gente sabe como essas coisas funcionam: basta uma pequena batida para que tudo volte à estaca zero, por isso prefiro esperar até o fim de semana”, observou o treinador, em entrevista ao site Spurs Nation.

Segundo o brasileiro, que foi substituído por DeJuan Blair, o pulso está bem menos dolorido do que nos últimos dias. “Sinto menos dor. Acho que estarei bem para o próximo embate”, afirmou Splitter.

O Jogo 3 entre San Antonio Spurs e Utah Jazz acontece no sábado, em Salt Lake City.

O verdadeiro Gregg Popovich

Merecido! (Foto: Spurs Nation)

Gregg Popovich pode ser considerado um gênio dentro das quatro linhas. Nesta terça-feira (1), o treinador foi eleito o Coach of the Yearprêmio dado ao melhor técnico da temporada  regular da NBA. Foi a segunda vez na carreira que o treinador do San Antonio Spurs conquistou o cobiçado troféu.

Popovich é a antítese em pessoa. Ao mesmo tempo em que prefere voar abaixo do radar, sempre humilde e dividindo suas conquistas com quem o cerca, ele também é um cara de números expressivos, como esses que você acompanha abaixo:

  • 16 temporadas como técnico do Spurs. É o comandante com mais tempo à frente de uma franquia entre todas as grandes ligas norte-americanas (NBA, NFL, NHL e MLB).
  • Pop é o único treinador em atividade a ter conquistado mais de um título. Ele também é um dos cinco técnicos da história a ter conseguido quatro ou mais anéis, ao lado de figuras lendárias, como Red Auerbach, Phil Jackson, Pat Riley e John Kundla.
  • Iniciou a temporada 2011/2012 com um recorde de 797 vitórias e 383 derrotas. O aproveitamento de 67,5% o coloca como o terceiro treinador da história com melhor porcentagem de vitórias, atrás apenas de Billy Cunningham e Phil Jackson.
  • Conquistou seu 700º triunfo em sua partida de número 1040, se tornando o terceiro técnico mais rápido da história a alcançar a façanha.

Popovich foi condecorado com o troféu Red Auerbach pela segunda vez na carreira (Foto: Spurs Nation)

Esses foram alguns dados que eu encontrei no site oficial do Spurs e que achei interessante compartilhá-los. Mas esse artigo é para falar de outro Gregg Popovich. Por trás do gênio do banco de reservas, da cara de bravo e de algumas artimanhas discutíveis, como fazer faltas no jogador de pior aproveitamento em lances-livres adversário para ganhar vantagem, o Coach Pop é um grande homem.

Primeiro falemos de seu papel como líder. Já fui em muitas conferências de recursos humanos a trabalho e tive a oportunidade de ouvir profissionais gabaritados do setor falando sobre a importância e a dificuldade de ser um gestor. Gerir pessoas é uma tarefa complexa. Você lida com egos, vontades, anseios, dúvidas… É difícil controlar seres humanos, mas Popovich faz isso como poucos na NBA – e na vida.

Que chefe chamaria você em sua própria casa para um jantar? Que chefe viajaria até a terra natal de sua principal estrela durante as férias apenas para passar um tempo ao lado dele? Essa é a filosofia que existe em San Antonio: o culto à família, ao relacionamento humano, à amizade. É muito comum ver jogadores que vestiram a camisa do Spurs dizerem que nunca trabalharam num ambiente assim anteriormente. Posso citar aqui alguns exemplos, como Robert Horry, Bruce Bowen e até mesmo Stephen Jackson. Como pode um bad boy como o Captain Jack se sentir acolhido em um lugar que é completamente avesso à sua personalidade? Bem, esse é o papel do líder, do gestor…

Além disso tudo que já falamos, existe outra faceta do nosso treinador que poucos conhecem. Sabiam que ele fez treinos de espionagem na extinta URSS durante a Guerra Fria? Pois é! Popovich se especializou em Estudos Soviéticos na Força Aérea dos Estados Unidos durante a década de 1970 e passou alguns anos trabalhando na atual Rússia.

“Ele vive para ser quem é”, disse R.C. Buford ao National Post durante a final de 2007 entre San Antonio Spurs e Cleveland Cavaliers. “Pop sempre foi assim. Dê uma olhada em sua história: Força Aérea, escola de espionagem… Ele é um cara diferenciado e gosta de ser desta maneira”, completou.

Toda a equipe técnica do Spurs participou da coletiva pós-prêmio

P.J. Carlesimo, que trabalhou durante alguns anos como assistente técnico de Popovich, lembrou, também em 2007, de outra característica marcante do ex-companheiro: sua repulsa aos números e à popularidade. “Ele nunca vai ser aquela pessoa que gosta de aparecer no NBA Cares”, disse Carlesimo, em referência ao programa de caridade organizado por David Stern. “Ele liga para as pessoas, claro, mas ficará mais feliz se ninguém souber disso. Me dê uma chance e eu diria que Gregg prefere fazer as coisas sem o burburinho da mídia”, opinou.

Para P.J., o basquete é só um complemento na vida do misterioso Coach Pop. “Acho que o basquete é uma pequena parte de sua vida. Creio que ele ama o que faz e é excepcionalmente bom nisso, mas ele também tem outros interesses”, pontuou. Um desses interesses é colecionar vinhos. Estima-se que Popovich tenha mais de três mil garrafas em sua adega. Dá pra acreditar?

“Honestamente, acho que ele gosta de ser desse jeito”, explica Tim Duncan, que convive bem de perto com o comandante. “Acredito que ele é bom como outros caras que fizeram história, mas isso pouco importa no seu modo de enxergar as coisas. Gregg é um cara que gosta de desafios, de montar sua equipe e fazê-la jogar. Qualquer reconhecimento que venha a partir disso será merecido”, pontuou Timmy.

Gregg Popovich é assim. Uma pessoa simples, humilde e, acima de tudo, humana. Por mais que ele tenha sua antipatia a prêmios e farras, deixo aqui os meus parabéns pela conquista do título de melhor técnico da temporada 2011/2012. Parabéns, Coach Pop!

Eis o verdadeiro gestor…

Popovich é eleito o técnico do ano na NBA

Pop divide troféu com R.C. Buford e assistentes técnicos (Foto: Spurs Nation)

Gregg Popovich, do San Antonio Spurs, foi eleito nesta terça-feira (1) o melhor técnico do ano na NBA. O treinador liderou o time texano a uma campanha de 50 vitórias e apenas 16 derrotas na temporada regular e levou para casa o Troféu Red Auerbach.

Popovich, que completou 63 anos em janeiro, ganhou o prêmio pela segunda vez na carreira (havia sido condecorado anteriormente na temporada 2002/2003, justamente quando o Spurs ganhou seu segundo título).

“Ser apontado entre tantos treinadores fantásticos é uma experiência sem igual”, declarou o Coach Pop, que dedicou o troféu aos seus assistentes e ao amigo e general manager R.C. Buford. “Meus assistentes e o R.C. Buford devem encarar esse prêmio como se fosse deles também”, afirmou.

Pop foi a primeira escolha de 77 especialistas do esporte de um total de 119. Além disso, foi deixado de lado por apenas oito deles.

Técnico Nº1 Nº2 Nº3 Pontos
Gregg Popovich (Spurs) 77 24 11 467
Tom Thibodeau (Bulls) 27 53 21 315
Frank Vogel (Pacers) 7 27 45 161

Saber administrar

koba

Foram 123 dias para disputar 66 partidas e terminar com um saldo de 50 vitórias (75,8% de aproveitamento), sendo apenas cinco derrotas jogando no AT&T Center. Nas duas séries de back-to-back-to-back, o Spurs venceu todas, tornando-se o único time da NBA a alcançar tal façanha. Quatro jogos em cinco dias foi algo frequente nesta temporada.

Danny Green foi o único jogador do Spurs a participar dos 66 jogos

Alguns torcedores criticam Gregg Popovich por poupar demais os seus jogadores, mas o tetracampeão da NBA sabe muito bem o que faz. Tudo bem que aprendemos com os erros e três deles foram muito marcantes:

  1. Draftar Luis Scola: Calma, não foi bem este o erro, o problema foi para trazê-lo para a NBA. Pagar a quebra do contrato sairia muito caro para a franquia, mas os resultados que o Argentino tem tido em Houston fazem o arrependimento soar alto;
  2. Contratar Richard Jefferson: Sinceramente eu achei que teria sido o melhor reforço que o Spurs fez na era Popovich. Jefferson é um jogador disciplinado, líder de equipe, bom defensor e excelente pontuador, mas com apenas um problema: não se encaixa no esquema do nosso treinador;
  3. Deixar de poupar jogadores em jogos menos importantes: Na temporada passada, achei que Pop continuaria poupando os principais jogadores, mas resolveu entrar com força total contra o Suns. Resultado: Manu teve um entorse no cotovelo direito e desfalcou o time nos primeiros jogos dos playoffs e jogando no sacrifício nos demais.

A franquia tentou se redimir, não poupando esforços para trazer Tiago Splitter, conseguiu trocar Jefferson pelo ex-Spur Stephen Jackson e não hesitou em poupar o trio Parker, Manu e Duncan após garantir o primeiro lugar da Conferência Oeste.

Mas o que mais me impressiona mesmo é o time de olheiros por trás desse elenco. Patrick Mills foi a última novidade e parece ser um substituto bem mais maduro para Tony Parker. Jogando mais ‘solto’ contra o Warriors, Mills anotou um double-double, com 34 pontos e 12 assistências. A troca de George Hill por Kawhi Leonard me deixou com uma pulga atrás da orelha, mas, com Danny Green fazendo uma temporada sólida, não sinto falta de Hill.

Deve ser difícil acertar nas primeiras escolhas do Draft, mas deve ser muito pior conseguir garimpar alguém no final da primeira ou segunda rodadas. Mas a equipe texana tem tido muito sucesso, trazendo jogadores como George Hill, DeJuan Blair, Tiago Splitter, Luis Scola, Manu Ginóbili e Tony Parker.

Mais algum grande erro nos últimos anos ou mais algum destaque que esqueci de citar?