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Defesa renovada pode ser trunfo nas semifinais do Oeste
Após a derrota do San Antonio Spurs para o Milwaukee Bucks por 106 a 103, em janeiro, Gregg Popovich disse que sua retaguarda era a pior que ele já havia dirigido em toda a carreira. O treinador parecia realmente incomodado com o desempenho de sua equipe na defesa – algo que ele nunca conseguiu corrigir após a saída de Bruce Bowen.
Quatro meses depois da “bronca”, as coisas parecem um pouco diferentes em San Antonio. Na primeira rodada dos playoffs, contra o Utah Jazz, o time texano segurou o rival a um aproveitamento pífio de 38,2% nos tiros de quadra.
Entre todas as franquias que chegaram à pós-temporada, San Antonio foi quem conseguiu os melhores números defensivos. Apesar da importante marca, Coach Pop lembra que o Jazz foi muito mal durante os quatro confrontos da série.
“Acho que Utah nos ajudou um pouco – eles arremessaram mal”, recordou. “Mesmo assim, nós estivemos focados na defesa e fizemos um trabalho muito bom – especialmente embaixo da cesta. Queremos continuar melhorando, porque ainda há lacunas a serem preenchidas”, completou o treinador.
Essa melhora repentina pode ser creditada a uma pessoa – ou melhor, duas! Desde que chegaram, Stephen Jackson e Boris Diaw vêm sendo responsáveis por suprir a carência da retaguarda texana.
“Tudo o que o Coach Pop fala é para motivar os atletas”, explicou o Captain Jack, que ainda era jogador do Bucks durante naquele jogo de janeiro. Na oportunidade, vale lembrar, o camisa três anotou 34 pontos. “Acredito que estamos começando a ficar cada vez mais na mesma página e estamos confiando mais uns nos outros. Isso é algo muito bom”, pontuou.
“Eu tento trazer para dentro de quadra o que o time precisa”, disse o francês Boris Diaw. “Quando me contrataram, eu sabia que o time precisava de uma defesa boa e sólida”, complementou.
Apesar do esforço de ambos, Popovich sabe que ainda há muito trabalho a ser feito. “É preciso algum tempo para que esses novos caras se adaptem ao nosso sistema. No calor da partida, às vezes você esquece uma coisa ou outra. Para isso, é preciso estar sempre trabalhando, sempre repetindo”, finalizou o comandante texano.
Ginobili voltou a fazer cestas, mas quem se importa?
Manu Ginobili foi o cestinha do San Antonio Spurs no Jogo 4 contra o Utah Jazz. Com 17 pontos em quase 27 minutos, o argentino foi um dos principais responsáveis por despachar o time de Salt Lake City.
O camisa 20 também enfim conseguiu converter uma bola de três pontos (foram três durante a partida) e se livrou da incômoda sequência de oito tentativas e nenhum acerto que estava em vigência desde o início da pós-temporada.
Apesar de ter mandado a “zica” para longe, os números parecem ser irrelevantes para o argentino, que falou sobre o assunto após o duelo. “É claro que todo mundo gosta de marcar pontos. Errei algumas bolas, é verdade, mas foram poucas tentativas. Sinceramente, nem estava preocupado com isso”, explicou.
A verdade é que Manu é muito mais importante para o San Antonio Spurs do que simples 17 pontos – e seus colegas de trabalho sabem muito bem disso. “Seria loucura julgá-lo com base em seu aproveitamento nas bolas de três”, defendeu o técnico Gregg Popovich. “No Jogo 2, por exemplo, Ginobili deu dez assistências. Ele está sempre fazendo alguma coisa em quadra para conquistar a vitória”, completou.
Quem também saiu em defesa do argentino foi o veterano Stephen Jackson, um dos novos líderes da equipe. “Todos têm seus dias ruins, mas os dias ruins do Manu parecem imperceptíveis”, analisou. “Mesmo que esteja mal nos arremessos, ele é capaz de fazer várias coisas úteis. Confiamos nesse cara todas as noites”, finalizou.
Recuperado, Splitter vive sua melhor fase em San Antonio
Quando Tiago Splitter caiu de mau jeito no Jogo 1 entre San Antonio Spurs e Utah Jazz, o brasileiro achou que aquela era sua última partida nos playoffs. Tiago ainda tentou permanecer em quadra, mas a entorse no punho esquerdo em decorrência da queda falou mais alto e ele teve de ser encaminhado aos vestiários.
“Achei que aquele seria o final da temporada para mim”, disse o brazuca, em entrevista à mídia texana.
No dia seguinte, o pivô passou por uma ressonância magnética, que felizmente detectou um machucado simples no pulso. Mesmo assim, Splitter ficou de fora do Jogo 2. Na oportunidade, o técnico Gregg Popovich disse que era melhor descansar alguns dias a mais do que sofrer uma nova pancada e voltar à estaca zero.
O Coach Pop estava certo, já que o brasileiro voltou muito bem – e sem dores – para o Jogo 3, anotando dez pontos e oito rebotes em pouco mais de 18 minutos. A importância do camisa 22 foi tanta que ele ficou em quadra durante grande parte do último período.
“Ele foi ótimo”, disse Tim Duncan após o duelo. “Tiago trabalhou duro e finalizou algumas jogadas embaixo da cesta. Ele é um carregador de piano e sempre encontra um jeito de marcar seus pontos”, completou o líder da equipe.
Splitter também foi elogiado pelo inimigo. Tyrone Corbin, técnico do Utah Jazz, teceu seus comentários sobre o brazuca. “Splitter é inteligente”, analisou. “Ele é grande e sabe se valer de seu tamanho. É mais um gigante no time deles”, completou.
Nesta segunda-feira (7), Spurs e Jazz voltam a medir forças. Ficamos na torcida para que o nosso camisa 22 seja aprovado mais uma vez na escolinha do professor Popovich. Na terceira partida da série, o Coach Pop foi taxativo quando perguntado sobre o ótimo desempenho de Tiago Splitter:
“Grandioso”, definiu o treinador na oportunidade.
Para Shaquille O’Neal, Spurs fará a final da NBA
Shaquille O’Neal abandonou as quadras e virou comentarista de TV nos Estados Unidos. Sempre cheio de brincadeiras, é difícil levar a sério o que ele fala, mas convenhamos que o cara entende de basquete.
Quando perguntado recentemente sobre os prováveis finalistas da NBA, Shaq foi curto e grosso. “Como muitas pessoas, acredito no Miami Heat e no San Antonio Spurs”, disse o gigante.
“No Oeste, acho que o título fica entre Spurs e Lakers. Los Angeles é o único time que pode desbancar os texanos”, completou o ex-pivô.
O’Neal, que no meio da temporada regular “previu” que o Spurs ganharia seu quinto título, descartou o badalado Oklahoma City Thunder por dois motivos.
“OKC tem grandes jogadores, mas San Antonio conhece o caminho das pedras. Eles têm o maior líder do mundo (Gregg Popovich) e Tim Duncan, que, do jeito que está jogando agora, ainda tem mais dois anos em alto nível”, analisou.
“Leonard tem um raciocínio acima da média”, diz Popovich
Muita gente torceu o nariz quando George Hill foi trocado por uma escolha de Draft do Indiana Pacers antes do início da temporada. Quando o desconhecido Kawhi Leonard foi recrutado, famoso entre os especialistas por seu potencial defensivo, demorou pouco para que os torcedores do San Antonio Spurs se identificassem com seu estilo.
Leonard tem algumas semelhanças marcantes com um dos ídolos recentes da história do Spurs. O bom desempenho defensivo e os arremessos calibrados da zona morta fizeram com que o novato fosse imediatamente comparado ao recém-aposentado Bruce Bowen. Até Gregg Popovich, que geralmente é contido diante dos microfones, já comparou o jovem ao ex-jogador da equipe texana.
“Kawhi é alguém que nos surpreendeu – acho justo dizer isso porque você nunca sabe o verdadeiro potencial de um atleta quando ele é draftado”, disse o Coach Pop, após o Jogo 2 da série entre Spurs e Jazz, quando o camisa 2 anotou 17 pontos, pegou três rebotes e roubou duas bolas.
“Leonard absorveu nosso sistema muito bem. Ele faz seu trabalho, se esforça na defesa, corre a quadra toda e tem paciência ofensivamente. É um atleta que tem um raciocínio acima da média e aceita que para um calouro tudo tem seu tempo. Isso é ótimo, porque ele combina com todo o resto”, analisou o treinador.












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