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Parker sem dores

Suando bastante depois de um trabalho com o preparador físico Mike Brungardt, o armador lesionado do Spurs, Tony Parker, pressionou o técnico Gregg Popovich por uma trégua do regime rigoroso de Brungardt.
“Eu posso pegar qualquer coisa que você jogar pra mim, Pop”, brincou o camisa #9.
Assim, Parker flexionou sua mão direita lesionada, gabando-se de ter passado pelo treino de arremessos sem sentir nem um indício de dor no seu quarto metacarpo fraturado que o tirou das quadras desde 6 de março – quando ele sofreu a fratura.
“Não doeu nada, Pop,” disse Parker, flexionando a mão. “Nem um pouco.”
Popovich lembrou o armador francês da importância de permitir o osso se recuperar totalmente antes de tentar voltar a jogar, e Parker concordou. Encorajado pelo seu arremesso sem dor, o francês buscará voltar a atuar antes do início dos playoffs. “Eu tentarei jogar a última semana se os médicos permitirem,” declarou o armador.
Consciente de que Matt Bonner lutou para retomar seu jogo após voltar às quadras com a mesma lesão, Parker citou as diferenças entre seus jogos.
“Matty precisa de seu arremesso,” citou Parker. “Eu consigo fazer bandejas e assistências, e ainda carregar a bola; eu consigo ajudar o time. Matty é diferente, porque seu chute é muito importante para ele. Eu não acho que terei tanto problema.”
Temple assina pelo restante da temporada
O San Antonio Spurs tinha que tomar uma decisão sobre o armador reserva Garrett Temple, pois seu contrato de 10 dias vencia nesta terça. Assim, os texanos anunciaram hoje um acordo com o atleta pelo restante da temporada. Temple é capaz de jogar como armador e ala-armador.
Com San Antonio, Temple está em seu terceiro time na temporada. Ele também esteve junto com Houston Rockets e Sacramento Kings. Em dois jogos pelo Spurs, Temple tem médias de 5.5 pontos em 17 minutos. Na temporada, esteve presente em 16 partidas e possui 4.2 pontos e 1.1 rebotes em 10.9 minutos de média.
O armador, de 1,98m, esteve boa parte da temporada no Rio Grande Valley Vipers, time afiliado do Houston Rockets na D-League. O Spurs agora está com 13 jogadores em seu plantel, mínimo exigido pela NBA.
Eu já vi isso antes?
Primeiramente gostaria de pedir desculpas ao nosso leitor pelo atraso na coluna. Sabem como é esses dias corridos que temos frequentemente.
Mas vamos ao assunto…
Meu amigo e leitor aqui do Spurs Brasil, Rafael Proença, lembrou recentemente da temporada 2006-2007.
Alguém aí lembra dessa temporada?
Pois bem… farei um breve resumo para os mais esquecidos.
Naquela temporada, San Antonio chegou cercado de desconfiança. No ano anterior, quando defendia o título, uma derrota pra lá de amarga contra o Dallas Mavericks nos playoffs nos tirou a chance de conquistar o bicampeonato consecutivo.
O ano começou devagar. Dallas Mavericks e Phoenix Suns tinham ótimos times e logo foram se distanciando nos standings.
Os texanos, por sua vez, tinham dificuldade para se acertar. Talvez fossem os reflexos da derrota em casa para o Mavs no sétimo jogo da pós-temporada anterior…
Talvez fosse falta de química no conjunto…
O fato é que ninguém sabe ao certo até hoje.
Como nessa temporada que vivemos agora, rumores de troca assolaram San Antonio por longas semanas. Um dos alvos era o veterano Brent Barry, que já nem contribuia muito para a equipe.
Popovich, no seu estilo militar, vetou qualquer tipo de mudança. Ninguém sai, ninguém chega!
Ficamos daquele jeito, pouco esperançosos e já conformados com um 2007 sem título.
Foi aí que veio a Rodeo Trip e consequentemente o Jogo das Estrelas.
O time melhorou, o elenco ganhou unidade, Ginobili, Parker e Duncan passaram jogar como nunca. Era o retorno da era de ouro?
Talvez… o torcedor ainda tinha suas dúvidas; ninguém parece acreditar que aquele time sem entrosamento poderia ter se tornado um dos melhores do Oeste.
E se tornou. Depois de se recuperar, os comandados de Gregg Popovich fizeram uma campanha brilhante, quase suficiente para ultrapassar Mavs e Suns – que continuaram à frente ao final da temporada regular.
Vieram os playoffs e o primeiro adversário era o temido Denver Nuggets. Tinha Allen Iverson em boa forma, Carmelo Anthony jogando muito…
Em San Antonio, muitos qualificaram esse duelo como injusto, tal qual era a força da Conferência Oeste naquele momento.
Uma derrota no primeiro jogo, em casa, colocou uma pulga atrás da orelha de todos os torcedores. Será que Iverson e cia bateriam S.A. logo na primeira rodada?
Ledo engano, caro leitor! O Spurs foi forte, venceu o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto jogo, alcançando assim a próxima fase.
Na outra ponta da tabela, o favorito ao título, Dallas Mavericks, foi responsável por algo histórico… só que pelo lado negativo.
Em embate ferrenho contra o Golden State Warriors, que havia se classificado em oitavo, os californianos anularam Dirk Nowitzki…
Some a isso o brilho do armador Baron Davis, que quase fez chover contra a defesa de Dallas.
No final, 4 a 2 e Golden State pulava uma etapa…
Sem o rival texano no caminho, tudo ficou mais fácil para o Spurs.
Entretanto, ainda havia o Phoenix…
A verdade é que Amare Stoudemire e Steve Nash nunca se deram bem no Texas.
Como estamos acostumados a dizer, San Antonio ‘tinha o número’ do Suns…
Numa série polêmica, em que Stat e Diaw ficaram de fora de alguns jogos por terem invadido a quadra após o tranco de Robert Horry em Steve Nash, Tim Duncan e companhia se sagraram vencedores em seis partidas.
Sobrava na final do Oeste o Utah Jazz, da dupla Deron Williams e Carlos Boozer.
Inspirado, Deron até que tentou, mas foi incapaz de conter um San Antonio brilhante, como poucas vezes vi na minha vida.
Após sagrar-se vencedor em cinco duelos, os comandados de Gregg Popovich iam para a final contra o ‘maravilhoso LeBron James’…
Ainda inexperiente, LeBron foi incapaz de liderar seu time a uma mísera vitória.
Assim, em apenas quatro noites, San Antonio varreu o camisa 23 pra debaixo do tapete e conquistou seu quarto título na NBA.
Essa história, por mais que esteja resumida, é bem bonita. Contei ela desta maneira para mostrar que naquele ano nós também estávamos desacreditados, assim como agora. Se vamos repetir isso nessa temporada, ninguém sabe, mas eu só queria mostrar que uma equipe ‘jogada às traças’, como quase estamos atualmente, é capaz de sair do limbo e vencer um campeonato.
Síndrome de nanico afeta o Spurs
Sabe aqueles jogos entre New Jersey Nets e Los Angeles Lakers em que o Nets abre uma puta vantagem em determinado ponto da partida e ninguém liga porque sabe que o Lakers vai virar a qualquer hora? Pois é, isso se chama time grande contra time pequeno. Essa síndrome de nanico vem pegando o San Antonio Spurs de jeito nessa temporada.
Aliás, mesmo juntando os dedos das mãos e dos pés, parece impossível contar o tanto de vezes que San Antonio tinha larga vantagem e acabou deixando tudo ir pro buraco. Vou confessar que isso está me irritando bastante, já que a previsibilidade dessas viradas está arrancando meus cabelos, que são muitos, e minhas unhas, que nem sequer existem mais.
Na derrota de ontem contra o Jazz, o time começou mal, tomou 12 a 0 logo de cara e depois alcançou uma virada espetacular. Jogo vai, jogo vem, e advinha? O Jazz retomou a liderança. Com muitos erros infantis, desperdícios de bola inimagináveis e um aproveitamento pífio da linha dos três (27,3%), o Spurs sucumbiu em casa mais uma vez. Para quem curte dados, foi a quarta derrota para o Utah na temporada. O que aparentemente parece um dado tolo significa que foi a primeira vez desde a temporada 1997-1998 que os texanos foram varridos por qualquer equipe – o que é alarmante.
Ontem, Gregg Popovich tentou de tudo; só faltou plantar bananeira e vestir uma máscara do pânico para assustar o adversário. Em determinado ponto da partida, ele arriscou com um quinteto formado por Parker, Hill, Mason, Ginobili e Duncan. Isso mesmo, caro leitor, Pop foi small até demais! Num primeiro momento, a corrida maluca surtiu efeito, com mais velocidade e penetradas mais intensas (é!). Depois de um tempo, Sloan sacou a brincadeira e forçou o jogo debaixo da cesta, minando a estratégia texana.
Com mais de metade da temporada tendo ido pro vinagre, tenho que admitir que começo a ficar extremamente preocupado com o futuro dessa equipe. Contra o Jazz, quando precisou, ninguém foi capaz de converter uma mísera bola de três, mesmo sem marcador nem nada, né, George Hill? É sacanagem culpar o Hill, claro, até porque ele vem sendo um dos únicos que se salvam.
Parker está muito mal. Tenho para mim que, se há um problema físico, este tem que ser tratado o mais rapidamente possível. O elenco é bom o suficiente para sobreviver meia temporada sem o Parker e ainda se classificar com folga para a pós-temporada. Mas Pop é teimoso, o francês quer jogar… aí já viu; vamos ficar nesse lenga-lenga para sempre, o TP vai continuar no sacrifício e nos playoffs teremos um jogador meia-bomba incapaz de correr atrás dos adversários. Ontem, quando precisou marcar o rápido Deron Williams, Parker nem viu a cor da bola.
Richard Jefferson é bom jogador, mas a cada dia constato mais um pouco a minha tese de que ele ainda está perdido no plano de jogo. É difícil para um líder de franquia se tornar, do dia para a noite, um mero coadjuvante, a terceira ou quarta alternativa no ataque. RJ é humilde o suficiente para aceitar esse papel, mas isso requer tempo para se adaptar. Se alguém quer mágica que fale com o Mister M, o mágico dos mágicos. Esse sim daria um jeito no Spurs.
Para finalizar, sei que esse time precisa de tempo… mas até quando?
Curtinhas: Bonner quebra osso e ficará ausente por alguns jogos
Bonner fratura osso da mão
Na vitória de ontem diante do Indiana Pacers, o pivô Matt Bonner fraturou o quarto metacarpo da mão direita, e deverá ficar de fora de alguns jogos na sequência.
Um raio-X feito ainda no AT&T Center apresentou uma fratura parcial do osso. Aparentemente, ele não precisará de cirurgia, mas os médicos afirmaram que ele poderá se ausentar por um mês. “Ele não está todo quebrado, assim poderei me curar naturalmente em mais ou menos quatro semanas”, disse o jogador.
Bonner vem com médias de 8.9 pontos e 4.9 rebotes por partida.
Popovich pede paciência com a equipe
O treinador Gregg Popovich esperava que o San Antonio Spurs adquirisse a química desejada em pouco tempo. Contudo, até ele está surpreso com o desempenho mediano do elenco. Ainda assim, o técnico pediu calma para poder trabalhar melhor o entrosamento dos atletas.
“Está demorando um pouco mais do que eu esperava para colocar todos na mesma página”, disse o treinador.
Ele ainda demonstrou estar um pouco inseguro quanto ao futuro dessa temporada. “Eu não tenho medo que o meu chefe me demita. Tenho medo de falhar, como qualquer outra pessoa”, afirmou.
Popovich monitora tempo de Duncan
Aos 33 anos, Tim Duncan não é mais aquele garoto de alguns bons anos atrás. Para chegar aos playoffs com saúde, o camisa 21 precisa ser poupado durante algum tempo na maioria das partidas.
É isso que o treinador Gregg Popovich tem feito. Ontem, contra o Los Angeles Clippers, Pop aproveitou a facilidade do jogo e deixou TD em quadra por apenas 25 minutos.
Na temporada, o ala-pivô tem jogado por volta de 32 minutos e é o segundo que mais joga na equipe, depois apenas de Richard Jefferson.
“Sempre tentamos mantê-lo por volta de 32 minutos”, disse o técnico. “Tem que ser assim. Se quisermos contar com ele nos playoffs eu não posso deixá-lo em quadra por 38, 39 minutos por jogo”, completou.









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