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Manu será operado e ficará de molho por até dois meses

Dois meses! Esse é o tempo que o argentino Manu Ginobili poderá ficar fora de combate. Isso porque ele será operado nesta quinta-feira (5) em San Antonio. Na última segunda, Manu quebrou o quinto metacarpo da mâo esquerda ao se chocar com o pivô Anthony Tolliver, do Minnesota Timberwolves.
De acordo com a equipe médica do San Antonio Spurs, o prazo para o retorno do ala-armador é de seis a oito semanas. “Manu é importante para nós e o perdemos”, lamentou o técnico Gregg Popovich. “Temos que saber lidar com isso a partir de agora”, completou.
Para o lugar do argentino, Popovich terá a volta de Gary Neal. O segundanista estava no Austin Toros (equipe filiada ao Spurs na D-League) para recuperar a forma após retirar o apêndice e foi chamado às pressas após o problema do camisa 20.
Um novo Tim Duncan
A derrota de segunda-feira (2) para o Minnesota Timberwolves foi terrível. Além do revés, o San Antonio Spurs perdeu o argentino Manu Ginobili por tempo indeterminado. Acredita-se que o ala-armador se ausentará por até seis semanas. Apesar dos pesares, a noite de ontem teve alguns pontos positivos. O principal deles (talvez o único, na verdade) foi Tim Duncan.
Mas por que o velhaco Duncan, no auge de seus 34 anos, pode ser considerado um ponto positivo? É fato que o camisa 21 nem de longe lembra aquele garoto que encantou a liga e ganhou quatro títulos há alguns anos. É fato também que Timmy está mais lento e cada vez pior na defesa, mas ontem contra o Wolves Duncan mostrou que pode reinventar seu jogo.
Como disse anteriormente, Timmy está mais devagar. Os joelhos desgastados denunciam a idade avançada de um veterano incansável, que ainda treina e joga em alto nível. Mesmo com tantos problemas, Duncan ainda á capaz de contribuir – e muito – com o San Antonio Spurs, mas para isso precisa ajustar seu estilo de jogo.
Digo ajustar pois creio que essa seja a palavra certa. Desde que entrou na NBA, Timmy sempre mostrou muita versatilidade. Por ser muito bom de costas para a cesta e dominar os pivôs adversários, pouca gente lembra que ele tem um arremesso de média distância bastante confiável. Contra o Minnesota Timberwolves, Duncan mostrou que essa arma pode ser muito eficaz. Diante de Darko Milicic (que é um bom defensor), o camisa 21 acertou uns cinco ou seis mid-shots certeiros e manteve, em certo ponto da noite, o Spurs emparelhado com o rival no marcador.
É aí que entra o ajuste no estilo de jogo. Ninguém quer que ele deixe de jogar de costas para a cesta e apague todo o talento que o consagrou, mas Duncan pode – e deve – se posicionar mais longe do aro em alguns momentos. Gregg Popovich é esperto, já deve ter pensado em algo parecido e sabe que Duncan, além da pontaria calibrada, possui uma habilidade de passe incomum. Enquanto o ala-pivô se desloca, DeJuan Blair ou Tiago Splitter podem se estapear com os rivais pelos rebotes.
Tim Duncan é um gênio, considerado por muitos o melhor ala-pivô da história da NBA. Aos 34 anos, ele ainda tem muita lenha para queimar e mostrou ontem que é capaz de se reinventar. Para isso basta muito treino e algumas jogadas desenhadas para esse arremesso de média distância sair limpo. O que vocês acham?
Defesa e rebotes fazem Leonard ganhar espaço no Spurs
O novato Kawhi Leonard mal teve tempo de treinar com sua nova equipe. Por conta do locaute, a NBA ficou sem a tradicional Summer League e viu sua pré-temporada ser drasticamente encolhida. Esse cenário é terrível, sobretudo para os debutantes, que tiveram pouquíssimo tempo para se adaptar às suas novas casas.
Leonard, no entanto, vem desempenhando um bom papel nesses primeiros jogos. Se ele deixa um pouco a desejar ofensivamente, na defesa o ala parece um diamante a ser lapidado. “Kawhi é um carregador de piano. Esse é o trabalho dele no momento”, disse o técnico Gregg Popovich após a vitória de 104 a 89 sobre o Utah Jazz. “Defesa, rebotes, isso é tudo que esperamos dele”, completou o treinador.
Leonard parece contente com o trabalho de carregador de piano e sabe que ainda tem muito a aprender. “Quero ganhar meu espaço trabalhando duro todos os dias”, disse o ala, responsável por sete pontos e seis rebotes no triunfo sobre o Jazz. “Os técnicos gostam de atletas que jogam com intensidade. Só estou trabalhando duro para conquistar meu espaço e para estar preparado quando estiver em quadra”, pontuou.
A principal arma mostrada pelo novato até o momento é a grande habilidade para pegar rebotes. “Se para ajudar o time eu tiver de pegar rebotes, farei isso”, afirmou. “Tenho braços longos e estou tentando desenvolver um jeito de adivinhar onde a bola irá cair após um erro do adversário”, finalizou.
Até aqui na temporada, Kawhi Leonard tem médias de 5,8 pontos e seis rebotes em pouco mais de 18 minutos por noite.
E mais …
Gary Neal treinará no Austin Toros
O ala-armador Gary Neal vai passar alguns dias treinando com o Austin Toros, equipe ligada ao Spurs na Liga de Desenvolvimento da NBA (D-League). O camisa 14 ficará com o Toros segunda e terça-feira e depois será reavaliado. Se estiver bem, Neal será chamado novamente por Gregg Popovich. Vale lembrar que o jogador se recupera de uma cirurgia para retirada do apêndice.
Gregg Popovich: um dos mais vitoriosos da história da NBA
Gregg Popovich alcançou no sábado (31), contra o Utah Jazz, a vitória de número 800 em sua carreira. Pop agora é o 14º na lista dos técnicos mais vencedores da NBA e deve subir cada vez mais, já que somente ele, Rick Adelman – hoje no Minnesota Timberwolves -, e George Karl – do Denver Nuggets -, ainda comandam uma equipe na liga norte-americana.
O feito de Popovich é ainda mais impressionante. Ele é apenas o segundo treinador da história a chegar a 800 vitórias sobre o comando de uma mesma franquia. Confira abaixo a lista dos técnicos com mais triunfos na NBA.
Manu exalta Popovich por poupar os titulares em Houston
Após dar show contra o Los Angeles Clippers na quarta-feira (28), o San Antonio Spurs viajou até Houston e foi derrotado pelo Rockets no dia seguinte. A equipe de Houston dominou a partida do começo ao fim e obrigou Gregg Popovich a desistir da partida ainda no terceiro quarto.
“Perdendo por 18, terceiro jogo em quatro noites, fora de casa, estávamos mal…”, resumiu o curto e grosso Popovich. O treinador está certo. Todos os times têm um calendário apertado pela frente nesta temporada – nada menos do que 66 jogos num curto espaço de tempo, o que obriga as equipes a disputarem exaustivas sequências.
O argentino Manu Ginobili é daqueles atletas que sempre está disposto a tudo, mas concorda que o técnico fez o melhor ao descansar os titulares. “Eles (Rockets) fizeram uma grande partida. Depois de um back-to-back, Pop jamais arriscaria tudo por uma vitória incerta, seria perigoso”, analisou Ginobili.
Ainda segundo o argentino, mais noites como essa devem acontecer ao longo do próximo ano. “Numa temporada assim, isso acontecerá com um pouco mais de frequência. É complicado exigir um grande esforço sem saber se isso trará resultado. Nesses momentos, o mais importante é pensar no próximo jogo”, completou o ala-armador.
E o próximo embate do Spurs acontece neste sábado (31), contra o Utah Jazz. Depois disso, os comandados de Pop encaram Minnesota Timberwolves (2/1), Golden State Warriors (4/1), Dallas Mavericks (5/1), Denver Nuggets (7/1) e Oklahoma City Thunder (8/1).










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