Arquivos do Blog
Após primeiro double-double, Leonard é elogiado por Pop
A noite de domingo foi especial para o novato Kawhi Leonard. Apesar da derrota para o Oklahoma City Thunder por 108 a 96, o novato conseguiu seu primeiro double-double (dois dígitos em dois fundamentos) na liga profissional. Leonard ficou em quadra por 34 minutos e anotou 13 pontos e pegou dez rebotes.
“Cada jogo é um novo aprendizado para mim”, disse ele, após o revés. “Tenho procurado ouvir o que os técnicos dizem e aprender a cada partida”, completou.
O desempenho do camisa 2 foi elogiado pelo técnico Gregg Popovich. Durante um dos intervalos do terceiro período, Pop chamou Leonard e propôs um desafio. “Disse a ele: você agora vai marcar o cestinha da liga até o final da partida”. O treinador fazia referência a Kevin Durant, astro da equipe adversária.
O jovem ala aceitou o desafio e a partir daquele momento colou no camisa 35. “A gente sabe que ele (Durant) irá marcar seus pontos de algum jeito, mas esperamos dificultar seu trabalho ao máximo”, revelou Leonard.
Mesmo bem marcado, Durant deixou a quadra perto de um triple-double: 21 pontos (5-9), dez rebotes e sete assistências. Gregg Popovich, no entanto, aprovou o trabalho defensivo do seu pupilo. “Queríamos que ele tivesse essa experiência para ver como se sairia. Kawhi fez um bom trabalho, foi divertido de assistir”, pontuou.
Richard Jefferson: novo candidato a ídolo ou fase passageira?
Richard Jefferson tem enfrentado um caminho tortuoso desde que chegou a San Antonio. O camisa 24 foi contratado como a peça que faltava para o Spurs conquistar mais títulos, mas nunca conseguiu ser o jogador que se destacou atuando pelo New Jersey Nets e pelo Milwaukee Bucks.
2011/2012 começou e o ala quase foi embora antes mesmo do início da temporada. Rumores indicavam que o Spurs estava atrás de um jogador que o substituísse. Assim que esse novo atleta fosse contratado, a franquia texana exerceria a cláusula da anistia sobre Jefferson e não mais o veria com o uniforme preto e branco.
Acontece que a pré-temporada passou e todos os alvos da diretoria foram fechando com outras equipes. Caron Butler se juntou a Blake Griffin no Los Angeles Clippers, Grant Hill renovou com o Phoenix Suns, Vince Carter foi para o Dallas Mavericks e Josh Howard rumou para Salt Lake City.
Sem grandes alternativas, o jeito foi ficar com Richard Jefferson e apostar nele por mais um ano. Neste começo de temporada, pelo menos, o ala vem mostrando serviço e muita confiança em seu arremesso – algo que faltou nos playoffs de 2010/2011. Até o momento, o camisa 24 tem médias de 14,2 pontos e 3,2 rebotes por noite, além de um impressionante aproveitamento de 51,9% de longa distância.
Ontem, contra o Denver Nuggets, o jogador foi novamente decisivo. Foram 19 pontos e um toco espetacular sobre o armador Ty Lawson no final da partida. Depois do bloqueio, Jefferson foi para o ataque e converteu um tiro de três pontos. O ginásio veio abaixo e ele comemorou o feito como nunca. “Foi uma ótima jogada”, elogiou o técnico Gregg Popovich. “Ele tem arremessado muito bem e jogado com agressividade e confiança”, completou o treinador.
Após o duelo, Richard foi cercado por jornalistas e também comentou o lance. “Depois do toco vi que Lawson tinha caído e saí correndo para o ataque. Felizmente meus companheiros me encontraram livre e eu consegui converter o chute”, disse ele, antes de valorizar a força do elenco texano. “Esse começo de temporada estranho trará muitos problemas físicos para as equipes. O time que permanecer unido e jogar unido prevalecerá no final”, pontuou.
Nós do Spurs Brasil e os torcedores do San Antonio Spurs ao redor do mundo esperamos que Richard Jefferson mantenha esse ótimo ritmo durante todo o ano. Em 2010/2011, todos lembram que ele também começou muito bem, mas aos poucos foi caindo. Dava raiva vê-lo em quadra, tamanha a sua passividade no ataque e na defesa. Ok, hora de bater três vezes na madeira e torcer para que isso jamais aconteça novamente.
Fiquem com o vídeo do toco sobre o armador Ty Lawson
Leonard treina para melhorar arremesso
Kawhi Leonard chegou ao San Antonio Spurs com fama de defensor implacável. Nos primeiros jogos, de fato, o ala demonstrou potencial na tábua defensiva. No entanto, há um buraco em seu jogo que precisa ser consertado logo: o arremesso.
Enquanto Leonard justifica a fama de bom defensor, no ataque ele deixa muito a desejar. Para solucionar esse problema, o jogador está trabalhando duro com Chip Engelland, treinador do Spurs especialista em arremessos. Ao longo dos anos, atletas como Tony Parker, DeJuan Blair e Tiago Splitter passaram por Engelland e obtiveram bons resultados.
“Estou treinando bastante com os técnicos do Spurs”, revelou o novato. “Basicamente, tenho que adquirir confiança no meu arremesso e ir para os treinos todos os dias pensando em melhorar”, complementou.
Desde a saída de Bruce Bowen, na temporada 2008/2009, Gregg Popovich nunca mais conseguiu encontrar um jogador com suas qualidades. Bowen nunca foi muito talentoso com a bola, mas tinha um tiro de três do canto da quadra mortal. Mesmo tendo pouca intimidade para “sair jogando”, esses arremessos precisos o ajudaram a se tornar um grande ídolo (além da defesa espetacular, claro). Leonard surge agora como forte candidato a ocupar o posto deixado pelo ex-camisa 12, mas para isso precisa trabalhar – e muito – para ser efetivo também no ataque.
Ídolo local, T.J. Ford conquista espaço em San Antonio
Pouca gente falou de T.J. Ford quando ele desembarcou em San Antonio. Após um bom começo de carreira, o armador foi caindo com o passar dos anos e perdeu espaço dentro da liga. Mas T.J. é do Texas, uma espécie de ídolo local, e muito por isso ganhou a chance de jogar com Gregg Popovich.
Aos 28 anos, Ford parece contente com um papel secundário. Ele é reserva do francês Tony Parker e tem média de pouco mais de 16 minutos por jogo. Contra o Golden State Warriors, na quarta-feira (4), o armador foi um dos destaques da equipe com nove pontos e oito assistências.
Na quinta (5), contra o Dallas Mavericks, Ford voltou a se destacar. Os sete pontos e cinco assistências renderam elogios do comandante do Spurs. “T.J. fez uma grande partida”, disse Gregg Popovich ao final do embate. “Ele foi agressivo e energizou os companheiros. Foi um trabalho realmente bom”, completou.
O agora veterano armador sabe que está agradando, mas reconhece que ainda há um longo caminho pela frente. “Vamos ter muitos jogos neste mês e hoje foi um bom teste”, disse ele, em referência à vitória sobre o Mavs por 93 a 71. “Temos que nos preparar para um jogo de correria contra o Nuggets (sábado, 7). Eles têm muitos jovens e muita velocidade. Será uma partida dura, mas ainda temos um dia para descansar e se preparar”, pontuou.
Green aproveita minutos de fama após noite de estrela
Acostumado ao banco de reservas, Danny Green é o verdadeiro “esquenta banco” do San Antonio Spurs. Seu destino, contudo, pode ter mudado na noite de quarta-feira (4). Diante do Golden State Warriors, Gregg Popovich resolveu apostar no jovem jogador como sua última cartada. O time texano estava mal em quadra, fazia um péssimo trabalho defensivo e atacava com pouca eficiência.
Sem grandes alternativas, Pop chamou o camisa 4 e pediu que ele colocasse sua especialidade, a defesa, em prática. Green entrou e logo colou em Monta Ellis, que vinha fazendo uma partida espetacular. Além de executar um ótimo trabalho defensivo contra um dos pontuadores mais agressivos da NBA, Danny também mostrou competência no ataque com bolas decisivas.
Após o jogo, o pouco requisitado Green foi cercado por repórteres e viveu sua noite de estrela. “Foi divertido”, comentou ele sobre a vitória por 101 a 95. “No segundo tempo, fizemos um grande trabalho parando os armadores deles. Eles vieram pilhados, mas conseguimos jogar melhor defensivamente e foi assim que conseguimos o triunfo”, completou o jogador.
Danny também foi questionado sobre o toco em Monta Ellis nos minutos finais, quando a partida estava pegando fogo. Segundo ele, o argentino Manu Ginobili, que estava assistindo o duelo ao lado do banco de reservas, lhe deu alguns toques sobre como marcar o astro rival. “Ele disse para eu manter meus braços longe do Monta Ellis porque ele tentaria jogar seu corpo em mim e cavar a falta”, explicou.
Green fez exatamente o que seu mentor pediu e deixou a quadra com oito pontos (3-4), dois rebotes, duas assistências e dois tocos em pouco mais de 15 minuto. Nada mal, né?











Você precisa fazer login para comentar.