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Gregg Popovich critica postura da equipe contra o Heat

Imagine quem está possesso nesta foto?

Gregg Popovich está extremamente irritado com sua equipe e fez duras críticas ao elenco após a derrota de terça-feira para o Miami Heat por 120 a 98.

Segundo o treinador, a postura do time texano no terceiro quarto da partida foi inadmissível. “Eles (Miami Heat) vieram com muita intensidade para o segundo tempo e nos dobraram. O físico deles nos matou e ninguém foi capaz de impedir isso”, esbravejou o técnico após o revés.

Popovich foi além e chamou seus comandados de soft, jeito carinhoso de dizer que faltou raça a eles. “O Miami Heat chutou nosso traseiro no segundo tempo, deveríamos estar envergonhados por causa disso, jogando dessa maneira soft”, pontuou.

Tim Duncan também lamentou o péssimo terceiro quarto do San Antonio Spurs e “culpou” LeBron James pela derrota. “LeBron começou a acertar seus arremessos e a intensidade do time deles veio por causa disso”, analisou. “Uma coisa acarretou a outra. A intensidade deles no segundo tempo mudou todo o cenário do jogo”, completou.

O armador Tony Parker concordou com o camisa 21. “Nesses momentos, é difícil fazer alguma coisa”, disse. “Ele (LeBron James) estava inspirado no terceiro período. Ele vinha nos contra-ataques e arremessava de três pontos. É impossível defender”, finalizou.

Para piorar, o San Antonio Spurs tem outro adversário difícil nesta noite. Contra o Orlando Magic, em Orlando, a franquia texana busca seu primeiro triunfo fora de casa na temporada regular. Será que reagiremos depois desse esporro do Pop?

Spurs (9-5) @ Heat (9-4) – Quando Ginobili faz (muita) falta…

San Antonio Spurs98X120Miami Heat

Na terça-feira (17), o San Antonio Spurs tentava sua primeira vitória fora de casa na temporada, mas tinha pela frente o forte e badalado Miami Heat. Os comandados de Gregg Popovich fizeram um excelente primeiro tempo, mas tomaram um vareio na volta do intervalo e foram derrotados por 120 a 98.

E a noite foi só dele... (Photo by Mike Ehrmann/Getty Images)

O que faltou?

Nem preciso dizer que Manu Ginobili é um jogador importante, certo? No terceiro quarto da partida, realmente sentimos falta de alguém com sua inteligência. San Antonio liderava o marcador de forma tranquila, mas LeBron James resolveu colocar a bola debaixo do braço e acertou tudo. Nesse momento, o time texano se assustou e, pressionado na defesa, cometeu muitos turnovers e desperdiçou arremessos fáceis. Com Ginobili em quadra, o cenário poderia ser diferente, já que o argentino teria mais capacidade para uma bola de segurança e para cavar uma falta que esfriasse o jogo.

14 pontos

Essa era a vantagem do San Antonio Spurs no intervalo da partida…

39 a 12

Esse foi o placar do terceiro período. LeBron James, que marcou a maior parte de seus pontos depois do intervalo, saiu de quadra com 33 pontos, dez assistências e cinco rebotes. Chris Bosh também deu show – 30 pontos, oito rebotes e cinco assistências. Até o esquecido Mike Miller (sempre machucado) voltou do mundo dos mortos e anotou 18 tentos (todos eles em bolas de longa distância).

Muito trabalho a fazer (Photo by Mike Ehrmann/Getty Images)

Gregg Popovich: culpado ou inocente?

Li muitas críticas ao técnico Gregg Popovich lá no Facebook do Spurs Brasil. Muitos reclamam que o treinador abdica das partidas muito cedo ao colocar os titulares no banco. Eu entendo parte dessas críticas, mas é bom lembrar que vivemos uma temporada diferente. Há muitos jogos em sequência, todos eles em ritmo desgastante. Ainda hoje, por exemplo, viajamos para Orlando para encarar o Magic. Nessas horas o técnico tem que ser inteligente. Viu que a vaca foi pro brejo? Toca os reservas em quadra que em menos de 24 horas tem mais um jogo em alto nível. Infelizmente é assim…

Orlando Magic

Bem, depois da surra é hora de juntar os cacos rapidamente. Nesta quarta-feira (18) tem, como já disse, duelo contra o Orlando Magic. Tradicionalmente o Spurs joga mal em Orlando (perdeu as três últimas partidas que fez por lá, por exemplo). Esperamos que alguém consiga parar o gigante Dwight Howard. Também é bom ficar de olho no versátil Ryan Anderson, que, para mim, vem sendo o melhor jogador do Magic nesta temporada.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Danny Green – 20 pontos

Tony Parker – 18 pontos

DeJuan Blair – 13 pontos e seis rebotes

Kawhi Leonard – 12 pontos e seis rebotes

Gary Neal – 12 pontos

Miami Heat

LeBron James – 33 pontos, cinco rebotes e dez assistências

Chris Bosh – 30 pontos, oito rebotes e cinco assistências

Mike Miller – 18 pontos e quatro rebotes

Mario Chalmers – 13 pontos e quatro assistências

O incansável Tony Parker

Parker arrisca uns passos de balé nas horas vagas (AP Photo/Eric Gay)

Quando Manu Ginobili e T.J. Ford se machucaram, Tony Parker já sabia que teria trabalho redobrado. Ao lado do novato Cory Joseph, o francês é o único armador de ofício do elenco do San Antonio Spurs.

Sem grandes alternativas, o técnico Gregg Popovich tem sido obrigado a testar o fôlego do camisa 9, mas muitos se esquecem que Parker ainda é jovem se comparado aos vovôs Duncan e Ginobili. “Tenho apenas 29 anos, ainda sou novo”, brinca o irreverente armador.

Nas últimas três partidas, Tony atuou 114 minutos no total, média de 38 por noite. Na temporada, esse número é bem inferior – 31,4 minutos. “Quando Manu está fora, tenho trabalho redobrado”, afirma. “Tenho de me manter agressivo e no ataque o tempo todo”.

Esses minutos a mais têm refletido no desempenho do armador. Enquanto a média geral de Parker na temporada é de 15,9 pontos por jogo, sem Ginobili e Ford esse número sobe para 17,9. “Tony é um pontuador. Ele sempre tenta ser agressivo e será ainda mais agora que tem mais tempo em quadra”, declarou Gregg Popovich.

Logo mais, contra o Phoenix Suns, TP terá mais uma noite desgastante – ainda mais se levarmos em conta que o adversário tem como ponto forte a velocidade. “Pop me disse que jogarei muitos minutos. Tenho de estar preparado”, pontuou o camisa 9.

Splitter ganha espaço e elogios em San Antonio

Todos nós já estamos cansados de saber que a primeira temporada de Tiago Splitter na NBA foi complicada. O brasileiro se machucou, sofreu para aprender o sistema de jogo de Gregg Popovich e mofou no banco de reservas durante a maioria dos jogos.

Em seu segundo ano na liga, o brazuca começa a colher os frutos de seu trabalho, mas revela um certo desânimo quanto ao ano passado. “Você começa a achar que esqueceu como jogar basquete”, disse ele, após o jogo de sábado (14) contra o Portland TrailBlazers.

Falando na partida, Splitter foi um dos destaques da noite. O camisa 22 marcou 14 pontos e pegou quatro rebotes em 20 minutos. Saiu ovacionado do AT&T Center. Sem Tiago, San Antonio dificilmente conquistaria o triunfo, já que o brasileiro “salvou” o time no terceiro quarto, quando ninguém acertava nada.

Splitter tem a confiança de todos – algo que é de suma importância em qualquer modalidade esportiva. “Ele tem exatamente as mesmas habilidades que já tinha na temporada passada. A diferença é que agora ele está saudável – e está jogando”, afirmou Gregg Popovich.

“Eu sabia que Tiago iria jogar muito melhor neste ano. Ele provou isso na Europa”, opina o armador Tony Parker. “Se ele foi bem na Euroliga, certamente faria o mesmo por aqui”, completou o francês.

Mais feliz, Splitter ressalta a importância deste apoio de todos. “Confiança é tudo. Se você trabalhar duro poderá colher os frutos. Esse é o sentimento que estou tendo agora. Estou jogando basquete de novo”, pontuou o catarinense.

Popovich compara Kawhi Leonard a Bruce Bowen

Falta só um número na camisa para ele se tornar o novo Bowen

Três jogos e três adversários de peso. Primeiro Kevin Durant, depois Stephen Jackson e por último Kevin Martin. Esses foram os principais inimigos do novato Kawhi Leonard nos últimos dias. Gregg Popovich atirou o jovem na fogueira sem dó, como se fosse um veterano com muitos anos de NBA. Leonard respondeu fazendo aquilo que o consagrou no basquete universitário: defender.

“Marcar o melhor oponente sempre ajuda o seu jogo”, disse o camisa 2 após o duelo de quarta-feira (11) contra o Houston Rockets. “É algo que envolve o psicológico e exige um elevado nível de esforço”, completou.

Esse esforço citado pelo novato vem trazendo resultado. Contra o Rockets, ele limitou Kevin Martin a apenas 18 pontos (7-15). O bom desempenho defensivo ganhou elogios do chefe. “É muito importante para nós ter um garoto que pode fazer coisas semelhantes às que Bruce (Bowen) fez no passado”, disse Gregg Popovich. “Esse jovem rapaz ainda tem muito a aprender, mas está muito disposto a isso e é muito versátil”, pontuou.

Quem também teceu elogios ao ala foi Richard Jefferson, outro que está surpreendendo a todos nesta temporada. “Ele está aprendendo que quanto mais você defende, mais tempo você fica em quadra e mais oportunidades tem de pontuar. Acho que antes ele estava preocupado em justificar seu tempo em quadra fazendo cestas, arremessando de três, tentando criar impacto. Agora, Kawhi sabe que se defender consistentemente terá mais minutos e, consequentemente, terá mais oportunidades no ataque”, analisou Jefferson.

Richard está certo. Nos últimos três jogos, Leonard ficou em média 34,8 minutos em quadra. Esse número é bem superior à sua média geral da temporada, que é de “apenas” 22 minutos. Se o camisa 2 se tornará um novo Bruce Bowen (ou até melhor, quem sabe) só o tempo dirá, mas ele está no caminho correto – e Gregg Popovich já percebeu.