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Parker se coloca entre os maiores da história do Spurs

Tivemos o privilégio de ver a história sendo escrita!

Melhor do que bater um recorde é bater um recorde em grande estilo. Foi isso que aconteceu com Tony Parker na noite de sábado (4) contra o Oklahoma City Thunder. Além de marcar 42 pontos e liderar sua equipe diante do time de melhor campanha na temporada, o francês distribuiu nove assistências, ultrapassou Avery Johnson e agora é o maior passador da história do San Antonio Spurs.

“É uma grande honra para mim”, disse o camisa 9, sobre o novo recorde. “Quando cheguei aqui (em San Antonio), sempre ouvia sobre o que Avery Johnson significava para a cidade, para a comunidade local e para o Spurs. Me sinto honrado e feliz por, ao lado dele, ser um dos melhores armadores da história dessa franquia, e devo grande parte disso ao Pop”, completou Parker, em referência ao técnico Gregg Popovich.

“Ele (Popovich) foi o cara que me ensinou a ser um bom armador e entender quando é a hora de passar e quando é o momento de arremessar. É engraçado, porque quando cheguei aqui esta noite sabia que faltavam sete assistências para bater o recorde e logo pensei em entrar e quadra e começar a passar a bola, mas Pop veio até mim antes do jogo e me disse para chutar 25 ou 30 vezes, pois só assim venceríamos o duelo”, pontuou o francês.

Sempre com cara de poucos amigos, Gregg Popovich até esboçou um sorriso ao falar de seu pupilo após o embate. “Ele se tornou o maior passador de nossa história. Estou realmente feliz por isso”, afirmou o treinador. “Tony sabia que tinha de jogar bem e marcar pontos contra esses caras. Ele entrou em quadra com isso na cabeça, foi agressivo durante toda a noite e fez uma grande partida”, finalizou.

TP também foi bastante elogiado pelo amigo Tim Duncan, com quem dividiu as glórias ao longo de todos esses anos em San Antonio. “Inacreditável, ele foi ótimo”, disse Timmy sobre a performance do companheiro. “Ele nos carregou do início ao fim”, completou.

Prestes a completar 30 anos, Parker tem uma única certeza. Mesmo com uma longa estrada a percorrer na NBA, ele sabe que um dia verá seu nome eternizado no teto do AT&T Center ao lado dos ex-companheiros Bruce Bowen, Tim Duncan e Manu Ginobili. Que assim seja!

Eis o momento que ficará na história!

Spurs (14-9) @ Rockets (12-10) – Virada!

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Jogando em seus domínios, o San Antonio Spurs conquistou uma vitória importante diante do rival Houston Rockets nesta quarta-feira. O Spurs foi para o intervalo perdendo, mas, comandado pela experiente dupla Tim Duncan e Tony Parker, conseguiu encostar no placar no terceiro quarto e virar no último.

Boa, Parker! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Gigantes em alta!

Um dos maiores problemas apontados do Spurs, visto desde a última temporada, era a fragilidade do garrafão, que ficou evidenciada na precoce eliminação para o Memphis Grizzlies nos playoffs da última temporada, com direito a show da dupla rival Marc Gasol e principalmente, Zach Randolph. A partida de ontem nos deu esperanças de que o problema possa estar sendo resolvido ou ao menos amenizado, graças ao crescimento de Tiago Splitter e à boa forma de Duncan. Ontem, Luis Scola e Samuel Dalembert (dupla de garrafão do Rockets) marcaram juntos oito pontos e sofreram para marcar o veterano Tim Duncan, que saiu de quadra com 25 pontos.

Saudades... (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Já o perímetro…

As boas atuações defensivas de Kawhi Leonard e Danny Green no começo da temporada me encheram de esperanças de ver um Spurs com aquela marcação encardida de saudosas temporadas. É cedo para ser pessimista, mas a defesa de perímetro vem se mostrando inconstante em algumas ocasiões, como na partida de ontem. Kevin Martin, na primeira metade da partida, e Kyle Lowry na segunda, causaram estragos à defesa preta e prata.

Viramos uma partida!

De muito positivo, fica a reação que o Spurs teve depois do intervalo. Perdia a partida por 52-39 e teve fôlego e frieza para virar a partida, pasmem, sem Manu Ginobili.

Rodeo Trip chegando

O Spurs enfrenta ainda nesta quinta, em casa, o New Orleans Hornets na penúltima partida que antecede a Rodeo Trip. Depois do jogo contra o Oklahoma City Thunder, no sábado, partimos para a longa e, esperamos, vitoriosa viagem.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 25 pontos e sete rebotes

Tim Duncan – 24 pontos e quatro assistências

Gary Neal – 15 pontos

Houston Rockets

Kevin Martin – 29 pontos e nove rebotes

Kyle Lowry – 15 pontos e sete assistências

Courtney Lee – 15 pontos

Rapidinhas: Ginobili já treina com bola, Malone quase foi do Spurs e Carlisle rasga elogios a Popovich

Manu deverá voltar durante a Rodeo Trip

Manu Ginobili está sumido dos noticiários. Pouco se fala do argentino desde que ele se machucou no último dia 2 de janeiro. Sorrateiro, o camisa 20 vem se recuperando rapidamente e já treina com bola.

“Ele já está tentando alguns arremessos de média distância com a esquerda”, disse o técnico Gregg Popovich na segunda-feira. “Manu será liberado para treinos de um contra um em cerca de uma semana”, completou o treinador.

De acordo com os médicos e com o próprio Popovich, Ginobili deverá voltar em algum dos jogos da Rodeo Trip (entenda neste artigo do Victor Moraes o que é a Rodeo Trip) – série de nove partidas consecutivas fora de casa que o San Antonio Spurs fará em fevereiro.

E mais…

Karl Malone quase foi jogador do Spurs

O ala-pivô Karl Malone saiu do Utah Jazz babando por um título. Na busca incessante pelo primeiro anel, o ex-jogador decidiu escolher o Los Angeles Lakers, mas confessa que gostaria de ter ido para o San Antonio Spurs. Malone, que na época (2003) estava em dúvida entre Lakers e Spurs, acabou preferindo o time californiano por um único motivo: San Antonio acabara de ganhar mais um título. Pois é! Malone escolheu Los Angeles com medo de ficar estigmatizado como o cara que deixou o Jazz para jogar na equipe que havia conquistado o anel no ano anterior. “Eu estava no Arkansas (em 2003) e tinha decidido ir para quem perdesse o campeonato. Torci para o Spurs perder, assim poderia me juntar a eles, mas eles ganharam”, explicou o ex-atleta em entrevista recente.

Vendo esse lance, acham que Malone daria certo no Spurs?

Carlisle acredita que Pop é o melhor técnico da NBA

Carlisle aplaude Pop de pé

O técnico do Dallas Mavericks, Rick Carlisle, rasgou elogios a Gregg Popovich após a partida entre Spurs e Mavs, no domingo. Carlisle ficou impressionado com a reviravolta do rival, que perdia por 18 pontos no terceiro período e acabou levando a partida para o tempo-extra – isso tudo com o time reserva. “Eu acho que ele é o melhor treinador que tem porque todos os atletas funcionam em seu sistema em alto nível”, elogiou, antes de afirmar que Pop é mestre em extrair o máximo de seus jogadores.

Malcolm Thomas vai para o Austin Toros

O ala-pivô Malcolm Thomas foi enviado para o Austin Toros, equipe filiada ao San Antonio Spurs na D-League (Liga de Desenvolvimento da NBA). Thomas entrou em quadra em três oportunidades com a camisa do Spurs e poderá ganhar novas chances futuramente caso se destaque na NBDL.

Spurs (13-9) @ Grizzlies (10-10) – Como nos velhos tempos

San Antonio Spurs83X73Memphis Grizzlies

O San Antonio Spurs viajou até Memphis e tirou uma grande vitória da cartola. Com destaque para o novato Kawhi Leonard e para o sempre criticado Matt Bonner, os comandados de Gregg Popovich venceram por 83 a 73. Vamos aos destaques da noite.

Foto do Bonner no resumo para todos ficarem felizes

Defesa como nos velhos tempos

Lembram da época em que o Spurs tinha a melhor defesa da NBA? Saudades, certo? Ontem, diante do Grizzlies, emplacamos uma defesa que em muito lembrou os gloriosos tempos de Bruce Bowen e companhia. Destaco aqui o novato Kawhi Leonard, que trouxe uma grande energia para quadra e foi implacável contra Rudy Gay. O ala adversário, que tem média de quase 18 pontos por jogo, foi simplesmente anulado pelo jovem Leonard. Em quase 35 minutos, o astro rival anotou apenas um ponto (0-7). Kawhi, de quebra, deixou a quadra com mais um double-double: 12 pontos e dez rebotes.

Bem que podia ser sempre assim

Matt Bonner é um jogador interessante (que o Lucas Pastore me perdoe), mas peca – e muito – por sua inconstância. Bonner é capaz de fazer 20 pontos numa partida e zerar na outra – fato que faz com que muitos torcedores o odeiem. Ontem, o Red Rocket teve uma de suas noites inspiradas. O ruivo mais querido do Texas fez 15 pontos (5-9 de longa distância) e foi fundamental para o triunfo.

Gasol e companhia tiveram dificuldade para pontuar

O rei do primeiro quarto e o nosso melhor reserva

“O DeJuan Blair está bem hoje”. Essa foi a frase de um dos participantes do boteco virtual do Spurs Brasil no Facebook durante o primeiro quarto. Alguém já reparou que o Blair sempre joga muito no primeiro período? Queria entender isso, sinceramente. Se ele fizesse sempre o que faz nos primeiros quartos, Gregg Popovich teria um pivô titular por anos e anos. Infelizmente a realidade é outra. Por outro lado, gostaria de elogiar novamente o ala Danny Green. Desde que ganhou a confiança do treinador, Green vem fazendo um trabalho impecável – tanto na defesa quanto no ataque. Na defesa ele ainda mostra algumas deficiências, mas no geral é bem eficiente. No ataque, por sua vez, Danny vem mostrando ser muito criativo e até decisivo. Ontem, ele esteve em quadra por quase 31 minutos e fez 11 pontos, quatro rebotes e quatro roubos de bola.

Próxima parada

Depois dessa sequência complicada, o San Antonio Spurs volta para casa e recebe o Houston Rockets. Será o quarto encontro entre as equipes na temporada e o sexto se levarmos em conta a pré-temporada. No retrospecto total, vantagem para os nossos rivais texanos, que venceram três dos cinco duelos disputados até aqui.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Matt Bonner – 15 pontos e três rebotes

Tim Duncan – 14 pontos, seis rebotes e quatro assistências

Kawhi Leonard – 12 pontos e dez rebotes

Danny Green – 11 pontos, quatro rebotes e quatro roubos de bola

Memphis Grizzlies

O.J. Mayo – 17 pontos e três rebotes

Mike Conley – 15 pontos e três assistências

Blair luta para reencontrar antigo basquete

O DeJuan Blair que chegou ao Spurs em 2009 era um jogador empolgante. Sua primeira temporada na liga profissional norte-americana foi ótima, cheia de enterradas, rebotes e bandejas mirabolantes. Mesmo baixo para jogar de pivô, Blair se valia da agilidade (sim, ele ainda é ágil apesar de parecer gordo) e da força para marcar seus pontos.

Acontece que o Blair dos dois últimos anos mudou – e para pior. Nesta temporada, o camisa 45 até tem números melhores que os de 2009 (10,4 pontos e 5,8 rebotes contra 7,8 pontos e 6,4 rebotes), mas seu desempenho em quadra é decepcionante. Seu principal problema é a instabilidade. DeJuan é aquele tipo de jogador que vai marcar 15 pontos e 12 rebotes num jogo e zerar na partida seguinte. Isso é péssimo para qualquer atleta, ainda mais para quem tem uma sombra de peso no banco de reservas.

A má fase do pivô já é assunto comentado há tempos na imprensa texana. Blair está contra a parede e sabe que precisa fazer alguma coisa para voltar a ser aquele jogador explosivo de três anos atrás. “Tenho de me encontrar e ser o DeJuan Blair novamente”, disse ele, em entrevista recente.

O técnico Gregg Popovich convive diariamente com essa crise de identidade e dá seu recado. “Apenas seja você mesmo”. O treinador sente um pouco de culpa pela má fase de seu atleta e acha que pode ter “estragado” aquele pivô promissor o ensinando táticas e mais táticas. “Você tenta ensiná-lo e acaba o colocando em parafusos”, disse. “Depois de um tempo, tive que aprender a ficar quieto e deixá-lo jogar. DeJuan é instintivo, por isso é melhor deixar com que ele atue à sua maneira para extrair todo seu potencial”, completou.

Blair discorda de seu mentor, acha que ainda é muito novo e que ainda tem uma longa estrada a percorrer. “Sou jovem e continuo aprendendo a cada dia. Vou continuar jogando. Estou encontrando meu espaço e chegarei lá”, afirmou.

Quem também dá seus conselhos ao pivô é o armador Tony Parker, que também já foi jovem e inconstante. “O que nós queremos do DeJuan é que ele seja consistente todas as noites. Alguns jogos ele vai muito bem, em outros nem tanto. Quando você é jovem, o mais difícil é jogar bem sempre”, avaliou o francês.

Hoje à noite, contra o Dallas Mavericks, o camisa 45 terá mais uma oportunidade de mostrar seu valor. A cidade de Dallas, aliás, traz grandes lembranças a ele. Durante o All-Star Game dos novatos, em 2010, Blair marcou 22 pontos e pegou 23 rebotes. Mais tarde, numa partida da temporada regular, contra o Mavs, ele foi titular (Duncan foi poupado) e, apesar da derrota, deixou a quadra com 27 pontos e 23 rebotes.