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Spurs (1) @ Mavericks (1) – Mando quebrado!
O San Antonio Spurs entrou em quadra nesta quarta-feira determinado, com jeito de vencedor. Poucos minutos de jogo foram suficientes para concluir que os texanos infernizariam a vida de Dirk Nowitzki e companhia. Nowitzki, inclusive, foi mais uma vez a chave da partida.
Dessa vez, no entanto, o ala-pivô foi bem marcado. Apertado por todos os lados quando recebia a bola – isso quando ela chegava redonda -, o alemão desperdiçou muitos arremessos. Além disso, a dupla finalmente funcionou, impedindo o craque de se movimentar e usar toda sua agilidade e habilidade.
Nowitzki, que acertou somente nove em 24 tentativas, não foi o único que se viu sufocado pelos jogadores do Spurs. Caron Butler, peça chave no primeiro embate, também sofreu com os marcadores texanos (6-17), que reduziram completamente o seu espaço – panorama bem diferente do Jogo 1.
Ao todo, o Mavs chutou apenas 36,5% nos arremessos de quadra (31-85) – desempenho medíocre para uma equipe que se classificou em segundo na Conferência Oeste. Em termos comparativos, os comandados de Gregg Popovich acertaram 48,2% (40-83) – número bem superior. Além disso, o bom aproveitamento na linha dos três pontos (8-15) foi preponderante para o triunfo.
Como Funcionou?
Muita gente que perdeu o confronto deve estar se perguntando: como Popovich fez para brecar Dirk Nowitzki? Bom, na teoria ele não fez nada muito diferente do que estava acostumado a fazer. Em vez de tentar uma penca de jogadores em momentos diferentes da partida para confundir o camisa #41, Pop optou pela mesma tática do primeiro duelo, só que com algumas variantes.
Primeiro: Antonio McDyess, que fez hoje um bom trabalho defensivo, sempre recebia a ajuda de outro homem quando a bola chegava ao alemão. Cercado, Nowitzki era obrigado a rodar e bola e contar com a pontaria de seus companheiros, que felizmente não estava afiada. Além de Dice, Matt Bonner também usou da mesma tática quando esteve em quadra.
Segundo: Muito esperto, Gregg Popovich sentiu a necessidade de desativar Dirk Nowitzki de qualquer maneira. Assim, quando McDyess esteve descansando, foi Tim Duncan o responsável por colar na estrela do Mavs. A tática funcionou, já que o alemão mostrou ter dificuldades em criar suas jogadas marcado por um big man. Além disso, TD não se carregou em faltas, o que foi importante para a sequência do embate.
Terceiro: Além de Dice e Duncan, Manu Ginobili também foi destacado para marcar a estrela rival. Nos poucos minutos em que encarou Nowitzki cara-a-cara, o argentino foi bem, e mostrou que ainda pode contribuir na defesa e no ataque com a mesma categoria que um dia lhe levou para um Jogo das Estrelas da NBA.
Quarto: Agora esquecendo um pouco o germânico, outra peça fundamental para o triunfo foi o ala Richard Jefferson. Tudo bem que ele fez algumas besteiras no segundo tempo, perdeu algumas bolas bobas e tal, mas Jeff foi um dos principais responsáveis por comandar os texanos no primeiro tempo e abrir uma vantagem confortável no marcador. Parabéns a ele!
No mais, a equipe foi bem, tirando o irritante blecaute do final do terceiro período. No mais, San Antonio volta para casa com um triunfo importante na bagagem. Na próxima sexta-feira, vencer será um passo importantíssimo rumo às semifinais do oeste.
Até lá…
Veja os melhores momentos da partida:
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 25 pontos e 17 rebotes
Manu Ginobili – 23 pontos, cinco rebotes e quatro assistências
Richard Jefferson – 19 pontos e sete rebotes
Tony Parker – 16 pontos, quatro rebotes e oito assistências
Dallas Mavericks
Jason Terry – 27 pontos e três assistências
Dirk Nowitzki – 24 pontos, dez rebotes e quatro assistências
Caron Butler – 17 pontos e sete rebotes
Spurs (0) @ Mavericks (1) – Primeira Rodada dos Playoffs
San Antonio Spurs @ Dallas Mavericks – Primeira Rodada dos Playoffs
Data: 21/04/2010
Horário: 22:30 (Horário de Brasília)
Local: American Airlines Center
Situação do Jogo
O primeiro duelo entre San Antonio Spurs e Dallas Maverciks pelos playoffs foi quentíssimo, como já era de se esperar. Os comandados de Gregg Popovich foram bem, mas sucumbiram diante do poder de fogo de Dirk Nowitzki, que, sem um marcador nato para impedi-lo, jogou como quis. Resta ver se as coisas mudam para o duelo de logo mais.
Série nos playoffs (0-1)
18/04/2010 – San Antonio Spurs 94 @ 100 Dallas Mavericks
No Jogo 1 da série, o Spurs foi ineficaz ao marcar Dirk Nowitzki, que marcou 36 pontos, acertando 12 de 14 arremessos de quadra e todas as 12 tentativas de lance livre. Com um desempenho desses, a derrota foi inevitável. Pelo Spurs, o destaque foi Tim Duncan, com 27 pontos.
PG – George Hill
SG – Manu Ginobili
SF – Richard Jefferson
PF – Tim Duncan
C – Antonio McDyess
Fique de Olho – O armador George Hill pode ser o fiel da balança nesta noite. Zerado no primeiro jogo, Hill fez falta ao San Antonio Spurs, que poderia ter vencido o embate caso ele estivesse inspirado.
PG – Jason Kidd
SG – Caron Butler
SF – Shawn Marion
PF – Dirk Nowitzki
C – Erick Dampier
Fique de Olho – Além de Nowitzki, outro que jogou muito no primeiro duelo dos playoffs foi o ala Caron Butler, que chegou ao Mavs no meio da temporada e vem mostrando muito serviço.
Spurs (0) @ Mavericks (1) – Começou mal

Os playoffs não começaram bem para o San Antonio Spurs. Neste domingo, a equipe de Gregg Popovich não chegou nem perto de conseguir parar o ala-pivô alemão Dirk Nowitzki, e, fora de casa, caiu diante do Dallas Mavericks: 100 a 94 para o rival.

Ao ver Bonner tentando marcar Nowitzki, Galvão diria: "Que que você tá fazendo, meninão? Que lambança!" (Glenn James/NBAE via Getty Images)
George Hill ganhou o duelo contra Tony Parker e começou a partida como titular – o francês saiu do banco de reservas ainda no primeiro quarto. Manu Ginobili, Richard Jefferson, Antonio McDyess e Tim Duncan completaram o quinteto inicial do Spurs. Jason Kidd, Caron Butler, Shawn Marion, Dirk Nowitzki e Eric Dampier alinharam pelo Mavericks.
O segundo período começou com Ginobili e o Spurs aniquilando a vantagem construída pelo adversário no quarto inicial. Porém, o time de Dallas melhorou com a entrada de Brendan Haywood (alguém aí sabe explicar por que o Dampier é titular?), e esteve sempre à frente do placar – com o adversário na cola. Foi do meio para o fim da parcial que o time da casa voltou a assumir o controle do jogo, encerrando a primeira metade do jogo com 50 a 45 a favor.
O terceiro quarto começou exatamente da mesma maneira que o segundo: Spurs demolindo a vantagem e equilibrando a partida. Porém, o time visitante, mesmo em seus bons momentos, não conseguia manter a liderança no placar. Nos momentos chave da partida, o Mavs mostrava maior tranquilidade para pontuar. Foi assim no final do terceiro período, quando Pop tentou, sem sucesso, colocar Keith Bogans de ala-pivô para tentar parar Dirk Nowitzki. Neste momento do duelo, os mandantes conseguiram uma corrida interessante e abriram uma vantagem confortável, fechando a parcial vencendo por 76 a 69.
O quarto período começou com o time de Dallas, mesmo com Nowitzki no banco, conseguindo chegar à primeira vantagem de dígitos duplos da partida. Mas, após tempo técnico pedido por Pop, o time visitante conseguiu se acertar, derrubando a diferença para cinco pontos e forçando o treinador adversário a também parar o jogo. A partir daí, só deu Mavs; a equipe, que já era superior, não deu mais chances para o adversário e fechou a partida em 100 a 94.
As duas equipes voltam agora a se enfrentar na quarta, às 22h30, novamente em Dallas. Se o Mavs abrir 2 a 0, a situação vai ficar bastante complicada para Duncan e companhia.
Veja os melhores momentos da partida
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 27 pontos e oito rebotes
Manu Ginobili – 26 pontos, seis assistências, quatro rebotes e três roubadas de bola
Tony Parker – 18 pontos, quatro assistências e duas roubadas de bola
Dallas Mavericks
Dirk Nowitzki – 36 pontos (12-14 FG, 12-12 FT) e sete rebotes
Carol Butler – 22 pontos, seis rebotes e três roubadas de bola
Jason Kidd – 13 pontos, 11 assistências, oito rebotes e quatro roubadas de bola
Palpites – Spurs X Mavericks – 1ª Rodada – Playoffs 2010
Olá, caros leitores! Com a chegada dos playoffs, retomaremos o que implantamos no ano passado: nossos palpites. Nesta temporada, teremos de volta a opinião dos autores do blog Spurs Brasil, falando sobre as expectativas para esta primeira rodada dos mata-matas da NBA. Vamos aos palpites:
Victor Moraes:
A série – Pelo segundo ano consecutivo, Spurs e Mavs se enfrentam na primeira rodada dos playoffs. A rivalidade texana promete pegar fogo, mais uma vez. Sem a vantagem do mando de quadra, os comandados de Gregg Popovich terão que prevalecer em casa e roubar uma vitória fora. Particularmente, acho difícil as duas equipes manterem a invencibilidade em casa, o que nos obrigaria a vencer duas partidas em Dallas. Difícil, mas sabemos que o Spurs é capaz de alcançar este feito.
O destaque – Manu Ginobili será o fiel da balança na série. Aliás, o argentino será fundamental para as pretensões de título da equipe de San Antonio. Desde que seu desempenho subiu, o Spurs embalou, venceu equipes difíceis e chegou forte para os mata-matas.
Palpite – Spurs em 7 jogos.
Robson Massaki (Koba)
A série – Vamos relembrar os playoffs da temporada passada, porém com o mando de quadra para os Mavs, que adicionaram ao seu plantel os alas Shawn Marion e Caron Butler, além de um pivô decente, Brendon Haywood. Já o Spurs trouxe o astro Richard Jefferson, que só começou a mostrar seu jogo no final da temporada. Junto com McDyess, devem ser os defensores do alemão Dirk Nowitzki.
O destaque – Destaque para o banco de reservas do Spurs, que fará a diferença contra os equilibrados times titulares.
Palpite – Spurs em 6 jogos.
Lucas Pastore
A série – Por incrível que pareça, nesta temporada, o Spurs, que se classificou em sétimo, chega mais inteiro para os playoffs do que em 2009, quando ficou com a terceira posição. O rival é o mesmo – o Dallas Mavericks – e, dessa vez, sem mando de quadra. Vai ser pedreira – e seria, de qualquer modo, no Oeste. A saúde de nossos principais jogadores – Tony Parker, George Hill, Manu Ginobili e Tim Duncan – deve ditar as chances que teremos de avançar.
O destaque – Dirk Nowitzki, historicamente, se dá muito bem jogando contra o San Antonio Spurs. Nesta temporada, não temos alas-pivôs confiáveis na defesa e seu desempenho pode ser ainda mais nocivo. Se não tivermos uma estratégia defensiva eficiente sobre o alemão, podemos dar adeus ao título.
Palpite – Spurs em 7 jogos.
Bruno Pongas
A série – As duas equipes chegam nesta reta final num bom momento. Dallas e Spurs fizeram boas temporadas, especialmente após a parada do All-Star Game. A série será dura, sem dúvidas, e deve ser decidida em seis ou sete jogos.
O destaque – Dirk Nowitzki sempre deu muito trabalho para o San Antonio Spurs. O fato de ser habilidoso em diversas partes da quadra faz com que poucos defensores o consigam marcar com propriedade.
Palpite – Spurs em 6 jogos.
Glauber da Rocha
A série – Novamente encontramos no nosso caminho pelos playoffs o eterno rival texano do Dallas. Diferente de 2009, não teremos mando de quadra, mas as duas equipes vêm jogando muito bem nesse final de temporada regular. Será uma série decidida nos detalhes.
O destaque – Os destaques serão os alas-armadores dos dois times. O argentino Manu Ginobili comandará agora o time completo. Caron Butler quer mostrar que é a peça que faltava para o Mavericks ser campeão.
Palpite – Spurs em 5 jogos.
Como parar Dirk Nowitzki?
Se eu soubesse como parar efetivamente o alemão Dirk Nowitzki eu já teria sido contratado para o staff do San Antonio Spurs.
Logicamente, nem eu, nem Gregg Popovich e nem o Papa Bento XVI sabemos essa fórmula mágica, já que o camisa #41 do Dallas Mavericks é simplesmente imparável.
Sou um grande entusiasta do basquete de Nowitzki. Ele é um jogador moderno e que sabe fazer de tudo dentro das quadras. É habilidoso, inteligente, arremessa como poucos – mesmo quando não tem espaço para isso…
O considero um verdadeiro gênio do basquete; um dos melhores estrangeiros que já pisou em solo ianque.
No entanto, se não há um jeito de pará-lo, deve haver, ao menos, uma maneira de reduzir sua atividade em quadra. Portanto, apresentarei abaixo algumas sugestões que limitem as investidas do alemão durante o confronto.
Tudo deve começar pelo cérebro
Toda equipe de basquete tem uma cabeça pensante. No caso do Mavs, esse mentor é o armador Jason Kidd.
De uns tempos pra cá, os texanos de azul e branco passaram a entender a importância que um dos melhores armadores da história do basquete pode ter a uma equipe. Assim, passaram a utilizá-lo com mais inteligência.
Kidd, como todos sabemos, já não é nenhum garoto daqueles que esbanja um físico privilegiado. Assim, caso fosse o técnico Gregg Popovich, colocaria um jovem [George Hill ou Garrett Temple] colado nessa peça fundamental durante todo o jogo.
Com o veterano muito bem marcado, parte da inteligência do Mavs sucumbiria. Desta maneira, menos bolas redondas chegariam a Nowitzki, que, consequentemente, teria que se esforçar em dobro e forçaria mais jogadas.
Fator McDyess
Tenho pra mim que Antonio McDyess não precisa ser muito efetivo no ataque, já que ele é a quarta ou quinta alternativa ofensiva de San Antonio quando está em quadra.
Se Dice poupar suas energias lá na frente, poderá gastar mais calorias empenhado em grudar no camisa #41 do Mavs.
McDyess, no entanto, já não esbanja aquele vigor físico suficiente para brecar o ímpeto do ala-pivô germânico, mas poderia se empenhar como nunca nesse “trabalho sujo” e dar uma “canseira” no adversário.
Quanto mais forte for marcado, mais cansado Nowitzki irá ficar. Quando mais cansado fica um jogador, menos produtivo ele passa a ser…
Segunda alternativa
Se a tática com Dyess não funcionar, outro atleta deverá estar nos planos de Gregg Popovich para infernizar a vida do europeu. Trata-se de Richard Jefferson…
Jefferson, aliás, aumentou seu rendimento na segunda metade da temporada. Passou a pegar mais rebotes e a infiltrar com mais precisão…
Isso é bom, pois ganhamos outra alternativa confiável no ataque, embora ele ainda deixe a desejar nos arremessos de longa distância.
Na defesa, o ala será importante por um único motivo: terá físico de sobra para acompanhar o giro de Nowitzki pela quadra. Nem Duncan, nem McDyess, nem Blair e nem Bonner, apenas Jefferson é capaz de correr como um maluco quando Dirk for disparar seus tiros de longa distância.
Quarto período
O duelo pega fogo mesmo é no período final.
Se Duncan passou o jogo inteiro evitando marcar o alemão para não se carregar em faltas, no quarto derradeiro o assunto muda, pois é nele que o “bicho pega”.
Nada de frescuras e pseudo-inventividades; essa é a hora de colocar Tim Duncan para bater de frente com Dirk Nowitzki!
TD, não por acaso, é reconhecido por ser um bom marcador, tanto que foi eleito para o principal time de defesa da NBA por diversos anos consecutivos.
Nós, fanáticos, sabemos que ele é o único capaz de realmente incomodar esse adversário, que deverá provocar muitos pesadelos aos torcedores do San Antonio Spurs nas próximas semanas.
É esperar para ver…













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