Arquivos do Blog

Blair selecionado para o time dos calouros no All-Star Weekend 2010

https://i0.wp.com/img62.imageshack.us/img62/2537/allstarkoba.jpg

Blair já anotou 28 pontos e 21 rebotes na ausência de Duncan

DeJuan Blair foi selecionado para compor o time de calouros no All-Star Weekend 2010 que ocorrerá em Dallas. Quem votou foram os assistentes técnicos de cada equipe.

O pivô texano está com aproveitamento acima dos 50% nos arremessos de quadra, anotando 7.1 pontos e 6.6 rebotes por jogo (18.3 minutos). Vale destacar os rebotes ofensivos, categoria em que lidera toda a NBA quando considerados apenas os minutos em quadra.

A última vez que um calouro do Spurs apareceu no duelo foi em 2005, com Beno Udrih. Em 2003, Parker marcou presença, e foi a última vez em que os calouros conseguiram vencer o embate.

Confira todos os jogadores chamados:

Rookies: Brandon Jennings (Milwaukee Bucks), Jonny Flynn (Minessota Timberwolves), Tyreke Evans (Sacramento Kings), James Harden (Oklahoma City Thunder), Stephen Curry (Golden State Warriors), Omri Casspi (Sacramento Kings), Jonas Jerebko (Detroit Pistons), Taj Gibson (Chicago Bulls) e DeJuan Blair (San Antonio Spurs).

Sophomores: Derrick Rose (Chicago Bulls), Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder), O.J. Mayo (Memphis Grizzlies), Eric Gordon (Los Angeles Clippers), Danilo Gallinari (New York Knicks), Michael Beasley (Miami Heat), Kevin Love (Minessota Timberwolves), Brook Lopez (New Jersey Nets) e Marc Gasol (Memphis Grizzlies).

Super-Blair

Pois é... esse é o Super-Blair!

Aqui, neste mesmo espaço, eu já cansei de tecer elogios e mais elogios ao pivô DeJuan Blair. O fato é que ele realmente merece. Vivemos numa época carente de big men, os populares grandalhões, que consigam dominar os adversários com um simples jogo de corpo, como Shaquille O’Neal cansou de fazer nos anos 90 e 2000.

É claro que o DeJuan Blair passa longe de ter a altura do O’Neal (ele tem apenas 2,01), muito menos sua força, técnica e imponência. Mesmo assim, em seu primeiro ano, o jovem de Pittsburgh vem conseguindo se dar muito bem com o estilo de jogo da NBA. “Na universidade tudo era fácil. Aqui é muito mais duro”, disse, após o triunfo de ontem diante do Oklahoma City Thunder.

Aliás, que jogo ontem, hum? Com seus 28 pontos e 21 rebotes, Blair se tornou o primeiro novato da NBA desde Tim Duncan a conseguir um 20-20. Na oportunidade, em 22 de março de 1998 contra o Phoenix Suns, Duncan anotou 26 pontos e pegou 21 rebotes.

Isso significa muito mais do que um montante de números bonitinhos em sua carreira. Quer dizer que, em apenas três meses de temporada, ele conseguiu ‘deixar para trás’ atletas como Yao Ming, Elton Brand, Kenyon Martin, Dirk Nowitzki, Pau Gasol, Tyson Chandler, Amare Stoudemire, Chris Bosh, Emeka Okafor, Dwight Howard e Andrew Bogut… todos eles draftados depois de Duncan e que jogam na 4 e na 5.

É claro que estamos falando de números, o que na maioria das vezes nem diz muita coisa. O que importa para nós, torcedores do Spurs, é saber que podemos descansar ‘tranquilamente’ (entre aspas porque ontem quase tive um enfarto com o jogo) nossa principal estrela. Do banco podem vir: DeJuan Blair, Ian Mahinmi e quem sabe até Tiago Splitter num futuro bem próximo. Assim, será que Duncan já pode descansar em paz (no sentido figurado, óbvio)?

Um mix do Blair ainda pela Universidade de Pittsburgh

Curtinhas: Ex e atuais jogadores se encontram em Washington

Jogadores se encontram na gelada Washington para o jogo desta noite (Foto: Fabrício Oberto Twitter)

O twitter é uma ferramenta muito útil. Através dela ficamos sabendo um pouco mais sobre os bastidores da NBA, vemos coisas reveladoras, fotos dos jogadores no cotidiano… essas coisas que têm algum valor para quem é fanático pelo melhor basquete do mundo.

Agora há pouco, dando uma olhada no twitter do Fabrício Oberto (será que só eu sigo ele?), vi uma foto bem legal dele com os atuais jogadores do San Antonio Spurs. Para quem não se lembra, Oberto jogou quatro temporadas no Texas, fez parte do título da temporada 2006-2007 e ao meu ver era um jogador muito importante. Bom passador, boa visão de jogo, um pivô com estilo de jogo refinado.

Na gélida capital norte-americana, Oberto, Ginobili, Finley e outros se encontraram para conversar e matar as saudades. Daqui há pouco (22h00 no horário de Brasília), San Antonio vai até o Verizon Center para duelar com o Washington Wizards de Oberto.

O argentino, inclusive, está de número novo. Quando chegou ao Wizards, Oberto, que usa a #7 no selecionado argentino e usava no Spurs, teve que mudar, pois a camisa #7 já tinha outro dono: o ala-pivô Andray Blatche. Sem alternativa, ele acabou optando pelo número #21, uma homenagem ao ídolo Duncan e ao seu dia de nascimento (21/03).

A melhora de Blair nos lances livres

Quem assistiu aos últimos jogos do San Antonio Spurs percebeu que o novato DeJuan Blair melhorou muito seu aproveitamento nos lances livres.

Ele, que vem com média baixa de 46,5% na temporada, subiu seu aproveitamento para 75% nos duelos contra Minnesota Timberwolves (5-8) e Miami Heat (4-4).

A causa disso é o intenso treinamento com o técnico Chip Engelland. Depois de iniciar a prática com o especialista, Blair mudou seu estilo de arremesso. Agora sua bola faz um arco maior, num estilo parecido com o chute de Dirk Nowitzki.

“É… está funcionando”, disse o atleta. “Chip é fantástico. Dou um abraço nele todos os dias. Essa melhora que eu tive é maravilhosa”, completou.

Jefferson como ala-pivô

Richard Jefferson - San Antonio SpursO ala Richard Jefferson vem exercendo outro papel durante alguns minutos dos últimos jogos. Quando necessário, o principal contratado do Spurs para essa temporada vem mostrando versatilidade e atuando também como ala-pivô. “Sou alto e atlético o suficiente para isso”, explicou.

“Joguei como pivô na época do colégio, sei como bloquear os arremessos. Enfrentei muitos caras grandes naqueles tempos”, completou.

Popovich acha que a defesa ainda tem que melhorar

Para o técnico Gregg Popovich, a defesa já melhorou bastante, contudo, ela ainda precisa evoluir para chegar ao nível que ele deseja. “Nossa defesa está ficando melhor aos poucos”, disse. “Poderíamos estar num lugar melhor, mas vamos nos aperfeiçoando devagar. Nossa defesa é muito determinada em aprender”, completou.

Apesar de Pop achar que “a defesa está melhor do que há um mês atrás”, ele ainda parece reticente quanto ao desempenho do time. “Se nossas últimas vitórias fossem contra Cleveland, Orlando, Phoenix e Lakers, eu estaria realmente impressionado conosco”, disse. “Esse não é o caso, por isso não estou entusiasmado”, finalizou.

DeJuan Blair é o cara!

DeJuan Blair é definitivamente um cara engraçado. Ele é grandalhão, desengonçado, faz umas jogadas estranhíssimas – que beiram o bizarro -, mas consegue pontuar debaixo da cesta como poucos.  É a antítese pura no corpo de um jogador de basquete. Entre as suas peripécias dentro de quadra, estão duas cestas contra o próprio patrimônio em jogos distintos – a mais engraçada delas contra o Boston Celtics.

Apesar do jeitão no mínimo diferente, Blair vem se mostrando muito mais útil do que qualquer torcedor ou especialista poderia imaginar. Como disse antes, debaixo da cesta é muito difícil pará-lo, mesmo quando ele é marcado por dois ou três atletas adversários. A causa disso é simples – sua ótima envergadura possibilita que ela conclua jogadas com grande facilidade, muitas vezes sem precisar pular.

Gregg Popovich sabe que tem uma jóia rara em mãos. Por isso, está tentando lapidá-la com carinho para utilizar na hora certa. Tenho certeza absoluta de que em breve ele estará iniciando os jogos ao lado de Tim Duncan. Antes disso, ele precisa melhorar em alguns aspectos, como o controle de bola e a defesa. Sim, apesar de bom reboteiro e bloqueador, Blair ainda deixa muito a desejar na defesa. Na partida contra o Phoenix Suns, Amare Stoudemire pontuou com facilidade quando viu o novato texano pela frente.

No entanto, nada que seja impossível de corrigir. Muito pelo contrário; o camisa 45 de San Antonio mostrou que evoluiu bastante desde que chegou à equipe. Eu, como torcedor, torço muito para que ele continue nesse ritmo eletrizante, que traz muita energia quando entra em quadra e que contagia os companheiros de time. Blair, junto com Splitter – que pode chegar na próxima temporada -, seriam ótimos substitutos para Tim Duncan. Aliás, Splitter é a grande incógnita; será que ele vem mesmo ou a história de Luis Scola se repetirá?