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Spurs (50-32) @ Mavericks (55-27) – Jogo decisivo em clima de ‘pelada’

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O San Antonio Spurs entrou em quadra nesta quarta-feira para um jogo decisivo diante do Dallas Mavericks. A palavra decisão, no entanto, pareceu existir apenas no dicionário do torcedor, já que o técnico Gregg Popovich ignorou a chance que tínhamos de chegar em sexto e acabou poupando Tim Duncan e Manu Ginobili.

Muitos minutos para Blair = muitos pontos para Blair (Photo by Glenn James/NBAE via Getty Images)

Se as chances de vencer já eram escassas, elas se tornaram ainda mais raras depois que o armador George Hill pisou no pé de um câmera ainda no primeiro quarto e voltou a torcer o tornozelo que o tirou de quatro embates na reta final da temporada.

Esse é fera!

Sem Hill, Ginobili e Duncan, o jeito foi dar mais tempo a atletas como Garrett Temple e DeJuan Blair. E eles corresponderam…

O jogo, em si, pareceu mais uma grande “pelada” do que uma decisão de fato. Assisti a dois times descompromissados e pouco obedientes taticamente. A qualidade técnica do confronto foi tão baixa que os dois times ficaram apenas na casa dos 40% nos arremessos de quadra. No final das contas, a “garotada” do Spurs ignorou as ausências e conseguiu manter um equilíbrio contra o elenco titular do Mavericks.

San Antonio começou melhor no primeiro quarto. No entanto, uma corrida de 16-2 a favor do Mavs colocou o time da casa com oito pontos de vantagem no placar. Daí por diante, o duelo foi pra lá de parelho. Enquanto os comandados de Gregg Popovich ameaçavam reagir, Dirk Nowitzki e companhia iam lá e reconstruíam a diferença.

Bela enterrada para Caron Butler... (AP Photo/Tony Gutierrez)

Pulo aqui direto para o quarto derradeiro, quando o Spurs finalmente “engrossou o caldo”. Com boas partidas de Garrett Temple e DeJuan Blair, os visitantes colocaram os comandados de Rick Carlisle em apuros. No final das contas, o Dallas Mavericks saiu vencedor, mas com certeza com uma “pulga atrás da orelha”, já que teve dificuldades para confrontar o “Spurs B”.

Destaco aqui, como já antevi acima, os bons desempenhos de Temple e Blair. O pivô deu um show; fez 27 pontos e pegou 23 rebotes – uma marca muito expressiva para um novato. Temple, por sua vez, foi um dos responsáveis por colocar abaixo a vantagem adversária. Rápido e ágil, o armador usou e abusou de sua velocidade para marcar pontos e confundir a defesa do Mavs.

Por fim, presenciei um bom jogo, apesar da derrota. Agora, nosso adversário nos playoffs será o próprio Mavs, em série que promete pegar fogo.

Veja os melhores momentos da partida

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

DeJuan Blair – 27 pontos e 23 rebotes

Tony Parker – 16 pontos e quatro assistências

Garrett Temple – 14 pontos e três assistências

Dallas Mavericks

Caron Butler – 20 pontos e cinco rebotes

Dirk Nowitzki – 19 pontos, cinco rebotes e cinco assistências

Jason Kidd – 18 pontos e sete rebotes

Spurs (40-25) @ Magic (47-21) – Temporada Regular

Robson Kobayashi

San Antonio Spurs @ Orlando Magic – Temporada Regular

Data: 17/03/2010

Horário: 21:00 (Horário de Brasília)

Local: Amway Arena Orlando, FL

Situação do Jogo

Os texanos vão até a terra de Mickey Mouse e do “super-homem” (Dwight Howard) para, dentro de quadra, enfrentar um adversário real, o Orlando Magic, líder da divisão Sudeste e já classificados para os playoffs. Os donos da casa sofreram derrota no último domingo diante do Charlote Bobcats. Já os comandados de Gregg Popovich saíram vitoriosos diante do calor de Miami na noite anterior. Desde o encerramento da Rodeo Road Trip, nosso time perdeu apenas dois de 11 embates.
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San Antonio Spurs

PG – George Hill

SG – Manu Ginobili

SF – Richard Jefferson

PF – Tim Duncan/DeJuan Blair

C – Antonio McDyess

Fique de olho – O técnico do San Antonio Spurs pode poupar Duncan e dar mais minutos para o calouro mostrar serviço.
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PG – Jameer Nelson

SG – Vince Carter

SF – Mickael Pietrus

PF – Rashard Lewis

C – Dwight Howard

Fique de olho – A estrela do time adversário tem médias de double-double com 18,7 pontos e 13,2 rebotes por partida.

E mais uma trade deadline se foi…

Caros amigos do Spurs Brasil. Mais uma data limite para trocas foi embora e nossa equipe, como de costume, saiu ilesa. Ah, sim, antes havíamos dispensado o Marcus Haislip e ontem trocamos o Theo Ratliff por um saco de balas soft, aquela mesma que quase fazia as pessoas morrerem engasgadas. Assim, quem ansiava por uma troca bombástica que nos livrasse dos contratos do Richard Jefferson e do Antonio McDyess, como esse que vos fala, caiu do cavalo.

Depois de pensar, refletir e gastar horas e horas fazendo contas com papel e caneta, percebi que no final das contas isso nem foi tão ruim. A verdade é que temos que entender que ganhar o título nessa temporada está praticamente impossível. Os adversários estão muito mais fortes e se reforçaram ainda mais nessa trade deadline; casos de Cleveland e Mavericks. Desta maneira, todos sabemos que até sonhar com o anel está difícil; quanto mais conquistá-lo.

Mas se temos um time insuficientemente bom para ganhar o troféu, por que foi bom continuar com os mesmos jogadores e praticamente aceitar passar o ano em branco? Bem, eu explico! Torcedores do Spurs, é sempre bom ressaltar que nossos managers têm feito de tudo para reconstruir a equipe, assim como foi feito ao final da era-Robinson. Desta vez, quem está no fim de carreira é Tim Duncan, e é consenso de todos que precisamos montar um novo time, com jogadores jovens e promissores.

Isso já começou. George Hill será nosso titular em um futuro breve. DeJuan Blair é um jogador impressionante, que se tiver a cabeça no lugar com certeza irá nos dar muitas alegrias daqui pra frente. Tiago Splitter deverá chegar mais hora ou menos hora, o que significa mais um jovem talento em nosso plantel. Além de adicionar promessas, temos que perceber que R.C. Buford e sua trupe têm feito contratos curtos, justamente com o objetivo de montar uma equipe de peso em pouco tempo. Por mais que reclamemos do contrato alto do Richard Jefferson, é bom ressaltar que ele expira em 2011, ou seja, já na próxima temporada.

Tony Parker é outro que tem contrato expirante para 2011, o que pode ser alvo de cobiça para muitos times que buscam o mesmo que nós: se reconstruir. Além disso, é bem provável que nossa escolha no próximo draft seja um TOP-25, o que já me deixa com um sorriso de orelha a orelha tendo em vista os ‘roubos’ que temos conseguido nos recrutamentos dos últimos 12 anos [Tony Parker, Manu Ginobili, George Hill e DeJuan Blair].

Ou seja, caro torcedor, temos tudo para sonharmos com um futuro próspero, com uma equipe vencedora que poderá voltar a brigar por títulos. Basta que façamos os negócios certos, sem enfiar o pé na jaca com contratos absurdos ou gastar mundos e fundos com pseudo-estrelas [Richard Jefferson]. Com cabeça no lugar, temos tudo para voltar a brigar por título em cerca de três anos.

All-Star Weekend – Dia 1 – Os novatos venceram

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No jogo entre os novatos e os segundanistas, quem levou a melhor no Rookie Challenge foram os recém-chegados à NBA, quebrando uma sequência de vitórias dos mais experientes que figurava desde o ano de 2002.

À vontade, Blair se divertiu em quadra (Foto por Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images)

O primeiro tempo foi bem disputado entre as duas equipes, que se alternaram na dianteira do placar. Pelos Rookies, os armadores Brandon Jennings, do Milwaukee Bucks, e Tyreke Evans, do Sacramento Kings, comandaram o time anotando 14 pontos cada. Pelos Sophomores, o armador do Oklahoma City Thunder, Russel Westbrook, anotou 11 pontos, e o pivô do Minnesota Timberwolves, Kevin Love, fechou a primeira metade do confronto com dez.

Evans, que recebeu o prêmio de MVP, dividiu o troféu com Blair

No intervalo, tivemos a disputa pela última vaga para o torneio de enterradas entre o ala-armador Eric Gordon, do Los Angeles Clippers, e o ala Demar DeRozan, do Toronto Raptors. Quem levou a melhor foi o ala do Raptors.

A segunda etapa continuou com o ritmo forte. Os segundanistas jogaram melhor; contudo, não conseguiram tirar a vantagem alcançada pelos novatos no primeiro tempo. O representante do San Antonio Spurs, o pivô DeJuan Blair, foi o grande destaque dos mais novos, anotando no último tempo 16 pontos e 15 rebotes, dos 22 e 23, respectivamente, que ele fez na paritda toda. Ainda pelos Rookies, o ala-armador James Harden, do Oklahoma City Thunder, fez mais 13 pontos e Evans mais 12, terminando como cestinha do time. Pelos Sophomores, Westbrook deu um show, marcando mais 29 pontos, terminando assim com 40 e sendo o cestinha do jogo. O ala-pivô Michael Beasley, do Miami Heat, adicionou mais 17 pontos neste tempo.

Ao final da partida, os torcedores perto da quadra começaram a gritar “MVP! MVP! MVP!” para Blair, que dominou o jogo. Mas quem ganhou oficialmente o prêmio de MVP da partida foi Tyreke Evans, que assim que recebeu o troféu ofereceu gentilmente dividí-lo com Blair.

Veja os melhores momentos da partida e o top 10 das jogadas do primeiro dia do All-Star Weekend:

Destaques da Partida

Rookies

Tyreke Evans – 26 pontos, cinco roubos de bola e 73,3% (11-15) nos arremessos de quadra

DeJuan Blair – 22 pontos, 23 rebotes, dez rebotes ofensivos e 57,9% (11-19) nos arremessos de quadra

Brendon Jennings – 22 pontos, oito assistências e quatro roubos de bola

James Harden – 22 pontos

Stephen Curry – 14 pontos

Omri Casspi – 13 pontos

Sophomores

Russel Westbrook – 40 pontos e 62% (18-29) nos arremessos de quadra

Michael Beasley – 26 pontos e sete rebotes

Anthony Morrow – 15 pontos

Kevin Love – 12 pontos e seis rebotes

Marc Gasol – Dez pontos e seis rebotes

O.J. Mayo – Dez assistências

Spurs (30-21) @ Nuggets (35-18) – Aí sim, fomos surpreendidos novamente!

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Como diria o célebre Mário Jorge Lobo Zagallo, nós fomos surpreendidos ontem, e de forma positiva. Nem o mais otimista torcedor do San Antonio Spurs poderia acreditar que iríamos até Denver jogar contra um dos melhores times da NBA e ainda por cima ganharíamos. O que mais impressiona é que foi uma vitória fora de casa, e de respeito! 111 a 92. Coisas que ninguém é capaz de entender.

Carimba, Blair!

Com primeiro quarto equilibrado, San Antonio conseguiu ditar um bom ritmo de jogo. Mesmo sem o armador Tony Parker, a equipe foi efetiva, e esteve muito bem nos arremessos de quadra (53.2%). Apesar disso, a defesa mostrou seus problemas de sempre. Deixou o Denver pontuar com facilidade e infiltrar como quis. O resultado foi um final de primeiro período com alto placar de 32 a 29 para os texanos.

E esse é o Manu que todos querem ver...

No quarto seguinte, ambos apertaram suas defesas, o jogo ficou mais parado e San Antonio começou a ditar o ritmo da partida. Com isso, fomos para o intervalo vencendo por 54 a 45.

Acostumado a tomar viradas na temporada inteira, nem me importei com a vantagem aberta. Na volta do descanso, os comandados de Gregg Popovich estavam inteiros, com ataque inspirado e uma defesa que nos fez lembrar a saudosa época de Bruce Bowen. Quando o terceiro quarto acabou, a vantagem estava em 13 pontos, o suficiente para deixar qualquer torcedor satisfeito.

No entanto, como torcemos para o time que toma viradas homéricas, permaneci reticente. Só fui comemorar o triunfo quando faltavam apenas três minutos para o final do prélio. E foi um jogasso, diga-se de passagem. Todos jogaram bem. DeJuan Blair foi um monstro, George Hill mandou ver e Roger Mason mostrou que tem que ser melhor aproveitado. O basquete de Manu Ginobili está melhor a cada dia e Tim Duncan foi o mesmo de sempre: eficiente!

A próxima partida do Spurs é só na quarta-feira, contra o Indiana Pacers. O Nuggets, por sua vez, tem parada dura contra o Cleveland Cavaliers na próxima quinta.

Confira abaixo os melhores momentos da partida:


Destaques da Partida

San Antonio Spurs

George Hill – 17 pontos, seis rebotes e quatro assistências

DeJuan Blair – 17 pontos e nove rebotes

Tim Duncan – 16 pontos e sete rebotes

Manu Ginobili – 15 pontos, seis rebotes e seis assistências

Richard Jefferson – 14 pontos, quatro rebotes e quatro assistências

Roger Mason – 14 pontos e quatro assistências

Denver Nuggets

Nenê Hilário – 20 pontos e nove rebotes

Carmelo Anthony – 19 pontos e seis rebotes

Chauncey Billups – 17 pontos e sete assistências